
A típica visão preconceituosa contra os ruralistas
A julgar pelo que se lê na imprensa ou se escuta dos “formadores de opinião” deste país, não existe nada abaixo dos ruralistas e dos evangélicos na hierarquia evolutiva, nem mesmo os vermes. Ambos os grupos costumam ser tratados como reacionários neandertais, inimigos do povo, do ambiente, das minorias. Seriam ou latifundiários escravocratas que pretendem lucrar destruindo o planeta, ou machistas que odeiam os gays.
Mas as urnas mostram uma realidade bem diferente. Essa não é, nem de perto, a percepção do eleitor brasileiro. Como mostra reportagemdo Valor, por exemplo, os ruralistas viraram a maior bancada do Congresso, acrescentando dezenas de novos deputados:
Maior bancada suprapartidária do Congresso Nacional, os ruralistas aumentarão em 33% na próxima legislatura, segundo estimativa da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O grupo, que conta hoje com 205 deputados e senadores, deve chegar a 273 e já definiu sua prioridade: aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, que transfere para o Legislativo a decisão sobre a demarcação de terras indígenas.
Na Câmara dos Deputados, onde a FPA conta com o apoio de 191 parlamentares, a bancada vai atingir maioria absoluta: 257 representantes do agronegócio, contra 256 deputados não-ruralistas. Embora apenas 30 sejam realmente atuantes, o grupo costuma se unir em pautas de interesse dos produtores rurais, como o Código Florestal, em 2011, na maior derrota do início do governo Dilma Rousseff. No Senado Federal, o percentual é menor, mas o grupo aumentará de 14 senadores para 16.
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Outra bancada com força é a evangélica, que contará com pelo menos 53 deputados a partir de 2015, de acordo com levantamento parcial do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Por enquanto, é menos do que os 70 eleitos em 2010, mas Antônio Queiroz, diretor do Diap, diz que a estimava é que o grupo seja maior.
A bancada evangélica costuma atuar em temas que envolvem direitos dos homossexuais, questões ligadas a vida, como o aborto, e na Comissão de Direitos Humanos. O grupo, bastante ativo, gerou várias dores de cabeça para a o governo, travando discussões de outros projetos enquanto não tinha suas pautas atendidas.
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Já os sindicalistas caíram de 83 deputados para 46, principalmente pela redução da bancadas de PT e PCdoB em 23 deputados.
Diante desses fatos, desse Congresso mais “conservador”, na falta de termo melhor para definir tais grupos, o leitor tem duas alternativas: concluir que os “intelectuais” e artistas de esquerda estão certos e que o Brasil é que está errado, sendo um país reacionário e machista, ou concluir que a pauta destacada pela imprensa não tem respaldo popular pois é equivocada, exagerada, distorcida.
Vejamos o caso dos ruralistas: o agronegócio é o salvador da Pátria nessa economia estagnada, por culpa dos erros do governo Dilma. É responsável por cerca de 40% dos empregos no país e o mesmo percentual das exportações. Mas a elite verde os trata como desgraçados que vão derreter o planeta, endossando um ecoterrorismo desprovido de qualquer embasamento científico.
Parte dessa elite “melancia” ainda defende o MST e os movimentos indígenas que aterrorizam os proprietários de terras que tentam criar riqueza para o país. Insistem em uma visão ultrapassada de que esses produtores rurais são latifundiários que abusam de “trabalho escravo”, ignorando que basta não atender a alguns itens arbitrários das leis trabalhistas, como a espessura do colchão, para ser considerado um “escravocrata” atualmente.
Algo similar ocorre no caso dos evangélicos. A esquerda radical impõe uma agenda “progressista”, ataca cada vez mais valores tradicionais, a família, banaliza o aborto sem levar em conta os direitos dos fetos humanos, substitui liberdade individual por coletivismo de classe ou sexo, confunde tolerância com relativismo moral e fomenta um hedonismo irresponsável na juventude. E não quer uma forte reação da sociedade?
Tenho batido nessa tecla aqui pois a julgo importante: essa elite “formadora de opinião” vive numa bolha e perdeu o contato com a realidade do povo brasileiro. Sua agenda não é a do eleitor em geral. Suas prioridades são outras. Causas liberais justas e legítimas em defesa das minorias foram usurpadas por grupos organizados com militância política e ideológica com forte viés de esquerda.
O aumento da base “conservadora” é uma clara resposta dos brasileiros, cansados do MST, de Guilherme Boulos, de Jean Wyllys e companhia. Quem oferece mais resistência ao avanço vermelho hoje, se não justamente os ruralistas e os evangélicos? Jair Bolsonaro e Silas Malafaia são o desespero dos petistas não é por acaso.
Quanto mais a mídia insistir nessa agenda “progressista”, mais reação haverá. E os liberais verdadeiros não terão muita opção além de ficarem do lado “conservador”, pois a alternativa esquerdista é infinitamente pior.
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