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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A Bíblia prega pacifismo e desarmamento? (Adriano Gama)


Se fosse contrário à vontade de Deus um crente ter uma arma para sua defesa, por que o Filho de Deus ordenou a aquisição de espadas e não mandou Pedro jogar fora a sua?

No segundo dia do ano, duas notícias no Portal G1 chamaram a atenção. Numa delas, “Carro passa atirando e mata 4 em bar em SP”. No meio da manhã, parecem ter descoberto que a culpa não era do carro: havia alguém dentro dele puxando o gatilho, e o título foi alterado para “Ataque a tiros em bar deixa 4 mortos em Guarulhos, na Grande SP”.

Em outra manchete, um fato que causou ainda mais perplexidade do que o ataque do carro que atirava sozinho: “Policial militar é preso após atirar e matar homem que invadiu sua casa”. Dessa vez, o título está correto, a narração dos fatos é que parece confusa. Mas, se tudo correu como se conta, o que aconteceu com o direito à legítima defesa no Brasil?
Estamos num país com quase 60.000 homicídios anuais, no qual a grande mídia e o governo são flagrantemente a favor de que se desarme o cidadão de bem, mesmo contra a opinião majoritária dos brasileiros.

Qual a opinião dos cristãos?

Muitos cristãos, especialmente evangélicos, têm endossado essa postura pacifista e anti-armas alegando bom-senso ou razões de fé. Quem não lembra de Magno Malta e Silas Malafaia demonizando a flexibilização do estatuto do desarmamento, às vésperas da votação na Câmara?
De modo geral, não é difícil encontrar crentes e pastores se opondo à liberdade de portar armas e maculando aqueles que desejam armar-se para defesa da vida, patrimônio ou mesmo para lazer.
Eles advogam que ter uma arma de fogo é contra a vontade de Deus, é idolatria, falta de fé, e algo que Deus proíbe, pois armas só serviriam para matar… E afirmam que tais argumentos estão em acordo com o que a Bíblia ensina.
Exemplo disso foi o post que me chegou de um desses pastores, que usava os textos de João 18.1-13, Salmo 127.1, Romanos 12.19 e Tiago 1.20 para provar o que dizia, escrevendo:
“Vejo pastores, teólogos e deputados pessoas renomadas que sobem aos púlpitos das igrejas para prega [sic] o amor e o perdão divino, mas nas rede [sic] sociais se declaram abertamente e como discípulos e até apóstolos de Jesus, porém na primeira oportunidade que tivessem sacaria [sic] uma arma e atiraria na orelha de Malco alegando legítima defesa. A Bíblia ensina o contrário a isso entenda. Fico com a Palavra de Deus a realizar os desejos do meu coração”.
Por trás de tantos erros de ortografia e concordância, estão os vários outros erros de interpretação que surgem quando se tenta fazer a Bíblia ensinar pacifismo e desarmamento:
1.     Ele não considera o que a Escritura fala sobre legítima defesa:

“Se um ladrão for achado arrombando uma casa e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue. Se, porém, já havia sol quando tal se deu, quem o feriu será culpado do sangue; neste caso, o ladrão fará restituição total” (Êxodo 22.2-3).


2.     Ele confunde legítima defesa com vingança:

A vingança é pecado e pertence a Deus. A legítima defesa não é pecado, mas é um direito. Dependendo da situação, pode se tornar um dever. Pois, Deus ama a vida e odeia o sanguinário (Salmo 5.6)
3.     Ele provavelmente não estudou João 18.1-13 seriamente:
O que Jesus reprovou foi ter uma espada, ou, a tentativa de Pedro usar a espada para impedir a prisão do Senhor? Essa prisão não devia ser impedida para que se cumprisse a Escritura para a nossa salvação. E o Senhor Jesus não precisava de um espada humana para ser livrado da morte, pois, ele tinha poder para se livrar e destruir toda a terra (Mt 26.53-54)! Não dá para ver no texto que a ordem de Jesus não foi “jogue a espada fora”, mas “guarde a espada” (Jo 18.11)? A reprovação de Jesus foi contra a tentativa de Pedro em cortar a orelha de Malco, para impedir a prisão do Filho de Deus.

4.     Ele desconsidera que Pedro usou uma das espadas que o Senhor Jesus ordenou que os discípulos comprassem (Lc 22.36-38):

E o malfeito de Pedro não estava em ter uma espada, mas fazer mau uso dela. E na Providência, esse mau uso fazia parte do cumprimento da profecia para a condenação do Senhor em nosso favor (Lc 22.37,38). Se fosse contrário à vontade de Deus um crente ter uma arma para sua defesa, por que o Filho de Deus ordenou a aquisição de espadas e não mandou Pedro jogar fora a sua? Por que a Escritura concede o direito a legítima defesa e proibiria os meios eficazes para essa defesa?

5.     Ele não entende que armas de fogo não são feitas apenas para assassinar:

Elas também servem para nos guardar de homens perversos. Não é isto que a experiência bíblica nos mostra? O que fez Mordecai e os judeus para resistir ao malvado estadista Hamã? Os crentes se organizaram em defesa armada para se proteger do genocídio (Ester 9.1-16). E a atitude não pacifista deles resultou em salvação. A ação não foi contra a vontade de Deus, mas, para a preservação da vida da igreja ali naquela parte do Império persa.

6.     Ele não entende que não se proteger é tentar ao Senhor:

O Senhor Deus ordenou ter exércitos armados para a defesa do povo e não proibiu seus filhos de terem armas. O Senhor ordenou murar Jerusalém. O Senhor, no Salmo 127, condena o ter sentinelas ou, na verdade, o trabalho que deposita toda confiança no homem? Ter uma arma de fogo não é idolatria e nem falta de fé no poder do Senhor. Assim como não é idolatria, não é falta de fé usar o cinto de segurança quando dirigimos nosso carro, ou termos cadeados e grades em nossas casas. A nossa experiência de vida também comprova que armas de fogo são uma bênção. Os vigilantes nas lojas e bancos usam armas para quê? Para fazer mal ou para nos proteger dos maus? O artigo feito pelo pastor pacifista faz a Escritura entrar em contradição e não respeita o contexto da passagem de João. E é contra o bom senso de nossa experiência humana. Não tentarás o Senhor teu Deus.

7.     Ele não enxerga que a Bíblia não advoga o pacifismo:

É bom tomarmos muito cuidado para não usarmos a Bíblia como pretexto para pacifismo. Pacifismo não é a pregação da paz. Davi era um homem pacífico, mas era um guerreiro usado por Deus. O pacifismo não tem respaldo na verdade de Deus. E é reprovável usar a Escritura para promover pacifismo e macular aqueles que defendem a liberdade de, quem quiser, crente ou descrente, ter e portar uma arma de fogo como instrumento de defesa (ou lazer).

8.     Ele não respeita a liberdade alheia:

Se alguém não quer ter uma arma de fogo: assim o faça. Mas, se um crente ou descrente deseja ter: assim o faça. Nesse caso, aquele que não quer ter, não condene quem quer ter. Pois, condenar o ter ou o uso de arma de fogo por crentes é impor uma regra humana como sendo a Palavra de Deus.
Graças a Deus, sua Palavra é a Escritura Sagrada, e não as postagens de pastores pacifistas e desarmamentistas. A Escritura é a espada do Espírito, não uma arma a serviço do pacifismo e do desarmamento do cidadão de bem sob pretexto de piedade.

Marcus Vinicius, presidente nacional da OAB E SUA IDEOLOGIA PROGRESSISTA DESARMAMENTISTA. OU:" A necessidade da cultura de liberdade" ( Alex F. S. Menezes)


Todo cidadão de bem deveria ter assegurado seu direito de defesa.

Errou a OAB ao colocar no seu site o artigo de seu presidente, o Dr. Marcus Vinicius Furtado Coêlho, publicado originalmente no blog do jornalista Matheus Leitão, no portal de notícias G1, demonstrando sua postura desarmamentista. Errou porque, em que pese o legítimo direito de manifestação do seu presidente nacional, a OAB é uma instituição que deve primar pelo pluralismo de ideias e não servir de instrumento para a inculcação de conceitos ideológicos.

Não se justifica a preocupação de que se está pretendendo uma “legalização generalizada do porte de armas de fogo” e que isso visa, no final, a ampliação dos lucros da indústria de armas, como se todos aqueles que lutam pelo direito do cidadão de possuir e portar armas estivessem a soldo dessa indústria.
De nenhuma forma o PL 3722/2012 pretende uma “legalização generalizada do porte de armas de fogo”. De uma singela leitura do artigo 30, do referido projeto de lei, exsurge a constatação de que muito pouco mudou em relação ao atual Estatuto do Desarmamento; basicamente se pretende eliminar a discricionariedade que atualmente permite que a autoridade concedente negue a licença para porte de arma, mesmo que todos os critérios objetivos tenham sido atendidos pelo cidadão, sob a alegação de que “não há efetiva necessidade”.

Outrossim, o PL 3722/2012 ainda exige, para a aquisição de arma de fogo, que o cidadão não possua antecedentes criminais pela prática de infração penal dolosa, nas esferas estadual, federal, militar e eleitoral e que não esteja sendo investigado em inquérito policial por crime doloso contra a vida ou mediante coação, ameaça ou qualquer forma de violência. O PL também reduz de 25 para 21 anos a idade mínima exigida para que alguém compre armas e munições, mas convenhamos, já não é exigida idade mínima de 25 anos para agentes de segurança e militares.

Ademais, armas não geram violência. O relatório da ONU, de 2011, tratando de homicídios, demonstra que, sob uma perspectiva global, a enorme diferença entre as estimativas de proprietários de armas de fogo (centenas de milhões, de acordo com estimativas da Small Arms Survey, 2007) e o número anual de homicídios (centenas de milhares) indica que menos de 1% das armas dos cidadãos é utilizada nesses crimes.

A raiz da criminalidade no Brasil, assim como na América do Sul, de modo geral, tem origem na realidade social fragmentada, desigual, com graves ausências do Estado, que se mostra geralmente débil no enfrentamento ao crime organizado, e permite que grandes segmentos de população marginalizada fiquem submetidos ao jugo de facções criminosas. Se o crime organizado age no atacado, no varejo o crime comum atormenta a população, sem que haja uma resposta adequada por parte da polícia ou da justiça, pelas mais variadas razões, normalmente justificadas pela estrutura deficiente do aparato policial e pelo esgotamento do sistema prisional.

Retrocesso não é dar acesso ao cidadão de uma possibilidade efetiva de defesa ante a crescente criminalidade; retrocesso é pretender criminalizar cidadãos de bem que, diante desta crescente insegurança, e em razão da impossibilidade de obtenção de uma autorização legal para o porte de arma, ainda preferem ser surpreendidos pelas autoridades em vez de pelos criminosos.

Não é compatível com o Estado Democrático de Direito um Direito Penal que criminaliza a posse e o porte de armas sem respeitar os princípios da necessidade ou da economia do direito penal, da lesividade ou da ofensividade, da materialidade ou da exterioridade da ação e da culpabilidade ou da responsabilidade pessoal. Pelo contrário, neste caso, se está diante de um modelo de Direito Penal Autoritário. Este modelo alcança a forma mais perversa de direito penal, que é o chamado tipo de autor, onde o tipo penal é simultaneamente “sem ação” e “sem ato ofensivo”.

Retrocesso é a infiltração, no nosso Direito, dos crimes de perigo abstrato, sendo o caso mais notável deste gênero o crime de porte de arma desmuniciada, cuja ofensividade não é maior do que a de um martelo. A criminalização do porte de arma desmuniciada implica uma inaceitável incoerência dogmática, pois se não é punível a tentativa manifesta de homicídio com uma arma descarregada, com base no artigo 17, do Código Penal, por ser considerado isto crime impossível, não poderia ser punido o simples porte, sem nenhum dolo de causar dano a outrem, pela simples razão que não é do bom direito punir o menos quando não se pune o mais.

A respeito dos crimes de perigo abstrato, aliás, eles deveriam ser todos considerados inconstitucionais, pois no âmbito do Direito Penal de um Estado Democrático de Direito, somente se admite a existência de infração penal quando há efetivo, real e concreto perigo de lesão a um bem jurídico determinado.

Não é possível concordar com a afirmação de que “A OAB é contra que advogados ganhem o direito de andar armados pelo fato de terem essa condição profissional.” Afinal de contas, foram consultados os profissionais inscritos sobre este tema? Sobre o assunto, os advogados estão melhor representados pelo colega Dr. Christian Mirkos Santos Pereira, que teve publicado no site da OAB/SC as razões porque advogados, assim como magistrados e membros do ministério público, fazem jus ao direito a porte de arma. Na realidade, todo cidadão de bem deveria ter assegurado seu direito de defesa, haja vista, apenas para ilustrar, que 19 das 50 cidades mais violentas do mundo estão no Brasil, e nosso país tem mais do que cinco vezes mais homicídios por 100 mil habitantes do que os Estados Unidos, que é considerado um paradigma de “cultura das armas”.

Se o objetivo principal do Estatuto do Desarmamento era disseminar uma “cultura da paz”, até se poderia compreender o fato desta norma ser tão ineficaz em relação a aspectos práticos. Seria o caso de uma norma simbólica. Tal tipo de norma teria o propósito de dar uma mensagem sobre as intenções políticas do legislador, para satisfazer os anseios de uma parte da população ou para exercer uma função pedagógica, destacando determinados valores e sensibilizando a sociedade. No entanto, normas jurídicas, em especial as de natureza penal, devem regular as relações sociais e não fazer propaganda moral ou marketing político. Além disso, os 5% de brasileiros proprietários de armas legais não podem nem levar a pecha de seguidores da “cultura da guerra” nem ser responsabilizados pela violência que assola o país; pelo contrário, esses cidadãos raramente se envolvem em crimes relacionados às suas armas e não podem ser criminalizados para o fim de se impor uma filosofia de vida supostamente superior.

Em relação à intenção de reduzir a violência no país, é desnecessário repisar os estudos empíricos que já demonstraram que o Estatuto do Desarmamento não atingiu esse objetivo. Foram desarmadas as pessoas erradas e os homicídios, que ocorrem diuturnamente, têm causas em fatores que longe estão de ser enfrentados: é o fraco Estado de Direito brasileiro, que não assegura as expectativas normativas mínimas para uma sociedade estável; é o fato já apontado pela ONU de que os crimes não decorrem da disponibilidade de armas, mas do seu emprego pela criminalidade.

Não nos enganemos. Um povo que coloca a sua liberdade acima mesmo da paz é capaz de lutar para impedir que sua liberdade lhe seja tirada; um povo que queira colocar a paz acima de sua liberdade é bem capaz de abrir mão desta, em troca da promessa de segurança, para no final ficar sem nenhuma delas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

EUA: Porte de armas cresce 178% em 7 anos; criminalidade despenca (LEÔNIDAS VILLENEUVE)


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"Mais permissões [para porte de armas] significa que está ficando mais difícil para os criminosos atacarem as vítimas".
De 2007 até o presente momento, o número de americanos com licença para portar armas cresceu 178% (fonte, página 9).
Só no ano passado, foram emitidas mais de 1,7 milhão de novas licenças, um crescimento de 15,4% num único ano — o maior já registrado —, totalizando 12,8 milhões de autorizações de porte de armas (fonte, página 6).
Essa estatística despertou a preocupação de diversas organizações desarmamentistas, que temiam que as armas elevassem as taxas de homicídio no país.
Mas o que os dados recentes revelaram foi justamente o contrário: ao mesmo tempo em que o número de cidadãos armados cresceu, a taxa de crimes violentos despencou no país inteiro.
Segundo estatísticas oficiais do governo, citadas neste estudo do Centro de Pesquisa para a Prevenção de Crimes, a taxa de crimes violentos caiu 25% no período e a taxa de homicídios por 100 mil habitantes saiu dos 5,6 para os 4,2, apesar do crescimento massivo do porte de armas. Os números são os mais baixosdesde 1957, quando a taxa de homicídios atingiu 4,0 por 100 mil habitantes.
Um dado interessante encontrado pelos pesquisadores foi o de que as mulheres estão se armando mais do que os homens: entre 2007 e 2014, o número de mulheres com porte de arma cresceu 270%, enquanto entre os homens o número foi elevado em 156% (fonte, página 10).
Além das mulheres, a população negra também está se armando mais. Uma análise, citada no estudo, revelou que entre 2012 e 2014, o grupo que mais mudou de opinião em relação aos benefícios do armamento foram os negros (fonte, página 14).
De acordo com a pesquisa, conduzida pelo Pew Research Center, a proporção de afro-americanos que responderam que armas contribuem mais para a autodefesa do que para crimes saltou dos 29% para 54% — um crescimento de 86% —, no sentido contrário do estereótipo de que armamentistas são, em geral, brancos. Além de terem se tornado mais favoráveis, a população negra também tirou mais licenças para porte de armas (fonte, página 10).
"Mais permissões [para porte de armas] significa que está ficando mais difícil para os criminosos atacarem as vítimas", afirma John Lott, autor do estudo. "A composição de pessoas que estão ganhando as novas permissões também está mudando. Estamos vendo um grande aumento entre minorias e mulheres tirando essa autorização. Ter esses grupos mais armados contribui muito para reduzir a criminalidade."
Para Lott, além da visão da população sobre o armamento ter mudado, outro fator que contribuiu para o crescimento do número de licenças para porte de armas foi a redução do custo dessas licenças, que varia de estado para estado.
Como destaca o economista, os estados que reduziram o custo dessa autorização — que varia de US$ 10 a US$ 450 (fonte, páginas 5 e 6) — ou ainda os que já praticavam preços mais baixos, tiveram maiores crescimentos no número de cidadãos negros registrando o porte.
Atualmente, 5,2% da população adulta possui licença para portar armas nos Estados Unidos (fonte, página 4). Apesar disso, em 5 estados (Alabama, Dakota do Sul, Indiana, Pensilvânia e Tennessee), a taxa de porte de armas por adulto está acima dos 10% (fonte, página 5).
O gráfico abaixo (fonte, página 5) mostra a evolução do porte de armas nos EUA em porcentagem da população adulta (eixo Y, linha contínua) e a evolução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes (também eixo Y, pontos azuis):
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Em contraste, no Brasil, apenas 0,00185% da população possui autorização para portar armas, segundo oInstituto Defesa— aqui, a UF com a maior taxa de porte de armas é a do Distrito Federal, que tem 7,2 vezes mais autorizações para porte que a média nacional.
O estudo ainda destaca que o policiamento não pode ser tomado como responsável pela queda na criminalidade: mesmo após isolar dados de policiamento per capita e de prisões, o crescimento do número de licenças para porte de armas continuou associado com a redução no número de crimes violentos e homicídios. (fonte, páginas 4 e 19)
Apesar do alto crescimento nos últimos anos, o número de licenças para porte de armas emitidas nos Estados Unidos pode diminuir nas próximas décadas, mas por uma outra razão: atualmente, em 6 estados, o ato de portar armas visíveis em público não requer nenhuma autorização. Apesar do número ainda pequeno, a cada ano mais estados se juntam a esse grupo — em 2010, 3 estados permitiam o porte sem autorização.
Maine, que no início deste mês anunciou a nova lei, foi o último estado a entrar para a lista. Com a mudança na legislação, que entra em vigor em outubro, o estado se junta ao grupo de estados mais liberais em relação ao porte de armas, ao lado de Alasca, Arizona, Wyoming, Kansas e Vermont. Além destes, outros cinco estados também possuem uma legislação similar em relação ao porte sem necessidade de autorização, embora apenas para casos especiais.
O mapa abaixo mostra a distribuição de assassinatos em massa praticados com armas de fogo (mass shootings) em cada estado americano:
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Tiroteios em massa desde 2012. Fonte: Vox.com
Já este mapa mostra o número de armas de fogo por habitante.
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Uma imagem vale mais que mil palavras. Os estados costeiros, por exemplo, possuem uma taxa de armas de fogo bem baixa e leis bem restritas com o porte e a posse desses artefatos. Nada disso impediu que 486 inocentes perdessem a vida entre 2000 e 2013 em assassinatos em massa praticados com armas de fogo (mass shootings) exatamente nestes estados.
Por fim, e ironicamente, o controle de armas tem um histórico racista. Nos Estados Unidos, foi usada por diversos estados como forma de evitar que os escravos revidassem os abusos de seus senhores. O medo era tão grande que até cães chegaram a ser considerados uma "arma" e sua posse por negros, proibida.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Revista Veja adere ao desarmamentismo e passa, inevitavelmente, a mentir para os leitores ( MOVIMENTO VIVA BRASIL)

Após editorial da revista, não restou opção senão cancelar nossa assinatura e enviar nossos protestos ao e-mail da revista ( veja@abril.com.br). Convidamos nossos leitores que façam o mesmo!

Após a aprovação do PL 3722 pela Comissão Especial (veja matéria) por 19 votos favoráveis e apenas 8 contrários (veja como votou cada deputado), grande parte da imprensa iniciou uma enorme ofensiva para difamar o projeto na tentativa de jogar a opinião pública contra o mesmo. Gente como o Pastor Silas Malafaia, os senadores Aloysio Nunes e Magno Malta, além do ex-presidente FHC entraram nessa, tecendo comentários para lá de estapafúrdios. Nada disso foi grande surpresa por aqui até que o Movimento Viva Brasil recebeu o seu exemplar da última edição da revista Veja.
Em sua “Carta ao Leitor”(clique aqui para ler), que é uma espécie de editorial da revista, ela tenta de todas as formas justificar sua guinada ao desarmamentismo mesmo após, em 2005, ser a única a apoiar o “NÃO” no referendo que ocorreu naquele ano onde a tese da proibição da venda de armas foi esmagada.
A tal reportagem “especial” consiste em míseras duas páginas, uma preenchida pela enorme foto de uma pistola (aqui) e na seguinte, os quatro parágrafos (aqui) escritos pelo jornalista Kalleo Coura, um garoto formado em 2013, que entre outras coisas também luta contra a redução da idade penal, onde o mesmo sai em desesperada defesa do “Estatuto do Desarmamento”.
Em seu conteúdo as mesmas mentiras de sempre: “A experiência brasileira e internacional mostra que, em regra, quanto menos armas em circulação, menos mortes provocadas por elas ocorrem” e de que “para cada aumento de 1% no número de armas de fogo na praça, cresceu em dois 2% o total de vítimas que elas fizeram" e que o desarmamento "poupou 160 mil vidas".  As fontes do jornalista? Sou da Paz, IPEA e o desarmamentista José Vicente.
Ao ser confrontado, pelo Twitter, pelo Prof. Bene Barbosa, respondeu: "@benebarbosa_mvb @VEJA fazemos jornalismo, não lobby sem dados. Se quiser reclamar da matéria, o canal correto é: veja@abril.com.br . Abs". Resposta padrão, lugar comum dos que não tendem ao debate por simplesmente não poder sustentar seus argumento. A resposta foi certeira e segue na imagem abaixo. Para quem quiser acessar a postagem dele,clique aqui.
Bom, ele quer dados?Ai vão!
Das três insustentáveis teses acima, sem dúvidas, a pior e mais gritantemente falsa, é a que mais armas significam mais crimes. Essa tese, já foi amplamente refutada no livro Mais Armas, Menos Crimes de John Lott, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento de Flavio Quintela e Bene Barbosa, no livro Violência e Armas da historiadora Joyce Malcolm e até mesmo pela ONU  em seu estudo Global Study on Homicide de 2011. Também não podemos deixar de citar um estudo da insuspeita  Universidade de Harvard publicado noHarvard Journal of Law & Public Policy onde conclui-se que países que têm mais armas tendem a ter menos crimes. 
E por falar em Harvard, em 2013, em sua sanha desarmamentista, Obama resolveu encomendar do Centers for Disease Control um estudo que lhe desse subsídios para sua tentativa de restringir o direito constitucional americano. O problema é que, muito diferente daqui, nos EUA os órgãos governamentais possuem enorme independência e o tiro saiu pela culatra pois tal estudo indicava,mais uma vez, que as milhões de armas de fogo nas mãos do civil traziam muita mais benefícios que problemas.  
Ainda no tema, o Jornal Estado de São Paulo republicou um excelente infográfico, criado pelo The Guardian, mostrando que ao contrário do que afirma o jornalista Kalleo Coura, a regra é que países mais armados tenha menos homicídios. Vejam aqui!
Vamos então à segunda tese: as tais vidas poupadas. Em seu artigo 120 mil vidas poupadas no país-do-faz de conta, o prof. Bene Barbosa, simplesmente acaba com essa obra de ficção e mostra toda a farsa envolvida na afirmação. O artigo pode (e deve) ser lido aqui.
A última e não menos grave afirmação é a tão pesquisa feita pelo IPEA (órgão governamental que sobre grande ingerência política, portanto muito pouco isento) de que “para cada aumento de 1% no número de armas de fogo na praça, cresceu em dois 2% o total de vítimas que elas fizeram". Oras, se isso você minimamente verdadeiro, teríamos no Brasil um quadro exatamente contrário do que temos hoje onde regiões com menos armas e campeãs de participação nas campanhas de desarmamento são exatamente as mais violentas e com maior número de homicídios com armas de fogo! Tal fato foi publicado até mesmo pelo desarmamentista jornal O Globo já em 2011 e pode ser lido aqui.
A guinada às teses da esquerda pela revista Veja nos faz lembrar da fábula "A Gralha e o Pavão" de Esopo onde uma gralha cola algumas penas de pavão em sua cauda e acaba sendo escorraçada de ambos os grupos. No caso da Veja o que acontecerá, se continuar neste caminho, é que continuará não tendo nenhum crédito com a esquerda e acabará odiada pela direita. Morte horrível para o que já foi a melhor revista semanal do Brasil e uma voz dissonante Contra a Maré Vermelha que afoga o Brasil.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

FHC e Aloysio Nunes Ferreira MENTEM!!!!OU:"Por que os tucanos mentem sobre o Estatuto do Desarmamento?"( Lucas Berlanza)

Simbolo-do-PSDB-TUCANOSim, vamos variar um pouquinho, afinal o PT e suas pequenas linhas auxiliares são uma verdadeira “encheção de saco” e é bom, de vez em quando mudar de alvo – apenas de vez em quando, porque o dever nos chama a manter a vigilância constante. Hoje temos que falar sobre o Partido da Social Democracia Brasileira, a nossa velha conhecida “oposição” partidária mais expressiva.
Como por vezes já disse, particularmente não pertenço ao grupo que acredita que PT e PSDB sejam exatamente a mesma coisa. Não são. A diferença não é de essência e natureza, é de grau, mas isso estabelece uma distinção ideológico-prática que é, a meu ver, relevante. Um é um partido socialista, que se casa com o sindicalismo barulhento, a Teologia da Libertação, e, uma vez no poder, com o populismo estatizante ao estilo getulista e nacional-desenvolvimentista que tanto nos caracterizou a história. O outro é social-democrata, com alas mais sociais-liberais, e, em candidaturas mais regionais, já chegou até a ter abertura para opções mais conservadoras e liberais que no PT seriam absolutamente impossíveis; recordo-me aqui, na última eleição, de Rodrigo Mezzomo, que concorreu a deputado federal pelo partido no Rio de Janeiro, embora não tenha sido eleito. O governo de Fernando Henriquetem um legado, consolidou o Plano Real – há quem diga que ele apenas “pegou uma carona”; é certo que eu era um bebê à época e quem acompanhou pode ter uma impressão mais acertada, mas o que eu li em livros e documentos que registram a história não me permitiu retirar seus méritos como estadista naquele momento. Respeito o governo de FHC, a lei de responsabilidade fiscal – que hoje Dilma descumpriu -, o tripé macroeconômico, o combate à inflação.
No entanto, eles são ambos de esquerda. Um amigo, o jornalista Victor Grinbaum, recentemente fez uma comparação interessante. Após a queda da ditadura de Vargas, ele deixou o Brasil comandado por PSD e PTB, o primeiro mais moderado e centrista, o segundo mais esquerdista, mas dois partidos que representavam diferentes setores de sua base de sustentação. A oposição de verdade, portanto, ficava basicamente limitada à UDN, o partido do grande Carlos Lacerda, mas sem conseguir, normalmente, impedir o domínio nacional dos outros dois partidos. Getúlio, assim, possibilitou que ele e sua herança política sempre prevalecessem. Na Nova República, com o passar do tempo, PSDB e PT passaram a monopolizar as atenções e a disputa pelos cargos e pelo poder, sem que haja um partido conservador ou liberal para contrabalançar. Não temos sequer uma UDN de verdade. O PSDB não é a alternativa em que gostaríamos de votar. Muitos de seus membros defendem bizarrices como as cotas raciais, por exemplo. Embarcam em todo tipo de agenda politicamente correta. O partido é apenas a opção relativamente possível que nós tivemos durante esse tempo todo.
Relativamente possível. Afinal, o tipo de oposição frágil, ineficaz, conivente, desapaixonada, frouxa, covarde que fizeram durante todos esses anos de domínio lulopetista sempre nos revoltou, e sempre os deixou longe de alcançarem a vitória sobre o irmão gêmeo mais violento. A frouxidão de alguns líderes tucanos, esta semana, se somou à mentira. O próprio Fernando Henrique Cardoso – que já vinha passando vergonha com suas entrevistas internacionais dizendo que Dilma é honrada, e sua hesitação em apontar o dedo para os inimigos do Brasil – e o senador Aloysio Nunes Ferreira – este último um ex-terrorista comunista ao tempo do regime militar, que até vinha tendo posições mais ativas contra o governo, embora seu nome também tenha aparecido na Lava Jato – mentiram. Não há outra palavra.
Segundo FHC, em vídeo, referindo-se ao importante projeto de lei, cujo relatório, em um primeiro passo importante, foi inicialmente aprovado nessa semana, “revogar o Estatuto do Desarmamento é um escândalo”. O ex-presidente fez um apelo para que os deputados se esforcem por rejeitar o pedido, sob a alegação de que o malfadado estatuto foi uma “construção política feita com a sociedade e teve efeitos: reduzir o número de mortes”. Número de mortes esse, segundo o tucano, “que já é absurdo, continua sendo absurdo. Como é que vamos agora derrubar este estatuto e permitir que pessoas, até criminosos, tenham legitimamente armas? ”. Porque, é claro, criminosos terem armas seria algo que jamais imaginaríamos ver por aqui… Em seu perfil na rede social Facebook, Aloysio faz coro com o grande referencial simbólico de seu partido. Diz que o Estatuto “foi uma conquista importante da sociedade brasileira”, feita com base em uma interpretação, pelo Congresso, do “anseio da população pela redução da violência”. Voltar atrás seria, para ele, “um enorme retrocesso, uma barbaridade”. Aloysio, tal como FHC, é “rigorosamente contra isso”.
Não podemos pedir deles mais do que eles podem dar, é verdade. Somente os retardados e cínicos acreditam que o PSDB e seus caciques sejam lideranças “de direita”, liberais ou conservadoras; a esquerda social-democrata, a espécie política a que eles pertencem, basicamente defende o controle excessivo das armas em quase qualquer lugar do mundo. É uma das grandes bandeiras dos Democratas nos Estados Unidos, por exemplo. O mínimo que não deveriam fazer, porém, seria mentir. O povo brasileiro não construiu o Estatuto do Desarmamento, senhores. Ao contrário, o povo brasileiro opinou NO REFERENDO DE 2005, votando CONTRA a proibição da comercialização de armas de fogo. 63,94 % dos eleitores não se sentiram comovidos pelos reclames “bonitinhos” dos desarmamentistas, grupo do qual os tucanos sempre fizeram parte, preparando o terreno para esse estatuto desde o tempo em que governaram. A maioria dos principais tiranos da história moderna também fez uso do desarmamento, e não à-toa os conservadores americanos são tão ciosos de sua liberdade de portar instrumentos de defesa da vida.
Já discutimos nossa opinião sobre o desarmamento; é ineficaz, os mais de 50 mil homicídios por ano respondem aos ilustres tucanos sobre o quanto nossa sensação de insegurança e nosso medo de sair às ruas foram confrontados por essa política inútil. É imoral, porque nada justifica que o indivíduo seja, desde que atestadas mínimas condições mentais, privado desse direito, e forçado a deixá-lo completamente entregue às mãos do Estado – do qual, em hipotético caso de necessidade, diante de eventuais arbitrariedades, ele não terá meios de se proteger. O Estado não é sacrossanto, muito ao contrário; como garantir, a priori, que isso jamais será necessário?
Fernando Henrique, Aloysio Nunes, PSDB: cessem de ginásticas conceituais e mentiras. Querem ser intérpretes do povo, mas não o estão efetivamente representando. Oxalá chegue o dia em que possamos mostrar a esses senhores que seu tempo na história já terminou e que eles se convençam disso. Precisamos de uma nova via que nos represente. Que ela venha o quanto antes!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

10 anos do referendo: Desarmamento e a fantasia democrática (BENE BARBOSA)

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O Brasil virou um “bang-bang” onde só o vilão tem arma.

Há exatos 10 anos, 95.375.824 de eleitores iam às urnas para votar no que ficou conhecido como O Referendo das Armas. Com 63,94% de votos contrário ao desarmamento vencia a tese de que a venda legal de armas não deveria ser proibida no Brasil. Foram exatamente 59.109.265 votos em favor do “não”, votação recorde em uma eleição nacional, número até hoje não suplantando por nenhum presidente eleito no Brasil.
Após massacrante e inequívoca votação, muitos acreditaram que o desarmamento seria sepultado no Brasil. Quem assim pensou estava errado, absurdamente errado e isso ficaria claro quando em 28/05/2007, eu e o Coronel Paes de Lira, ex-comandante do policiamento metropolitano de São Paulo nos fizemos convidas para uma audiência pública dentro do Ministério da Justiça onde ao dizer suas palavras de abertura, o Secretário-Executivo do MJ confessou tudo aquilo que nós sabemos, mas é sempre negado pelo Governo Federal: o objetivo do ED é o desarmamento dos cidadãos comuns e teria de ser atingido, apesar do resultado do referendo de 2005, por todos os meios ao alcance do atual poder. E assim vem sendo feito!
O chamado Estatuto do Desarmamento com suas burocracias, taxas e regras absolutamente subjetivas, que garantem aos agentes do Estado muito mais do que o poder discricionário, continuou negando ao cidadão o direito à posse e ao porte de armas que na prática gerou nos últimos anos o fechamento de mais de 90% das lojas especializadas e ainda jogou na ilegalidade mais de 8 milhões de armas legalmente compradas. Enquanto isso, o Brasil fecha 2014 com 58.559 homicídios. Realmente um sucesso esse tal de desarmamento só faltou combinar com o bandido.
Ao cidadão honesto, ao trabalhador, pai de família que não tem acesso à segurança armada privada ou estatal - muitos daqueles que hipocritamente defendem o desarmamento- e muito menos apoio de entidades e ONGs ditas de direitos humanos, resta muito pouco a não ser rezar para que a polícia esteja no lugar certo e na hora exata para lhe salvar, coisa que nem as mais bem preparadas e equipadas polícias do mundo conseguem fazer. O Brasil virou um “bang-bang” onde só o vilão tem arma.
Ao definir democracia o escritor G. K. Chesterton em sua obra Ortodoxia define o que seria para ele o primeiro princípio da democracia: “as coisas essenciais nos homens são aquelas que possuem em comum, e não as que eles possuem individualmente”. E não há nada mais comum que a vontade de sobreviver e defender-se de ataques injustificados mas o atual governo reverte essa equação e por meios “democráticos” protege apenas a posição do próprio governo e de grupelhos que muitas vezes são sustentados pelo próprio governo com verba dos pagadores de impostos.
É, lá se vão 10 anos de “desdemocracia”! Há esperança? Sim! E ela está em nosso legislativo que mesmo com grandes dificuldades avança na aprovação do Projeto de Lei 3722/12, que será uma espécie de Código Brasileiro de Armas e finalmente garantirá o respeito a algo que nem deveria mais estar em discussão: o direito natural e inegável de ficar vivo.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O desarmamento no Terceiro Reich: aprenda a lição (GARY DEMAR)


Houve uma grande discussão sobre portes de armas, confisco de armas, zonas livres de armas, e o mais controverso, se os judeus tinham se armado na Alemanha durante a ascensão do partido nazista ao poder. Teria feito diferença?
O Dr. Ben Carson escreveu em seu novo livro A More Perfect Union: "através de uma combinação de remoção de armas e divulgação de propaganda, os nazistas foram capazes de realizar suas más intenções com, relativamente, pouca resistência."
Os suspeitos de costume denunciaram Carson, incluindo o pessoal da Anti-Defamation League - ADL (Liga da Anti-Difamação).
De fato, a ADL, na verdade, manifestou-se a favor de Carson quando o diretor nacional Jonathan Greenblatt disse, "o pequeno número de armas de fogo pessoais disponíveis para os judeus da Alemanha em 1938 não poderia, de forma alguma ter parado o poder totalitário do estado alemão nazista".
Exatamente!
Observe que o Dr. Carson não disse que Hitler não teria tentado eliminar os judeus se os judeus tivessem se armado, como alguns meios de comunicação têm alegado.
Em vez de pedir desculpas, como a maioria dos conservadores teria feito, Carson defendeu seus comentários: "Eu acho que a probabilidade de Hitler ser capaz de realizar seus objetivos teriam sido muito diminuída se as pessoas estivessem armadas. Eu estou dizendo que há uma razão para que essas os projetos ditatoriais tomem as armas em primeiro lugar”.
Um novo livro foi publicado que investiga a história do período que vai percorrer um longo caminho para esclarecer uma grande confusão sobre o tema.
gctr
"Com base nos recém-descobertos documentos secretos de arquivos alemães, diários e jornais da época, Gun Control in the Third Reich (Controle de Armas no Terceiro Reich) apresenta a história definitiva, ainda oculta de como o regime nazista fez uso do controle de armas para desarmar e reprimir os seus inimigos e consolidar o poder. Os inúmeros livros sobre o Terceiro Reich e o Holocausto deixam até mesmo de mencionar as leis que restringem a propriedade de armas de fogo, que deixaram indefesos os opositores políticos e os judeus. Um cético poderia supor que uma população mais bem armada não poderia ter feito diferença alguma, mas o regime nacional-socialista certamente não pensava assim – e brutalmente suprimiu a posse de armas para grupos desfavorecidos".
Quando já era tarde demais para os judeus, muitos dos quais estavam em guetos fechados para que pudessem ser facilmente controlados, foram feitas tentativas de adquirir armas. A insurreição do gueto de Varsóvia também levou diretamente à insurreição polonesa contra o regime nazista, o que obrigou à redistribuição maciça de recursos militares. Da mesma forma, as revoltas em campos de concentração redirecionaram os recursos do regime nazista, permitiu que alguns combatentes escapassem, e em um caso, levou aos nazistas a arrasar um campo da morte "(H/T: Breitbart)
Passe uma noite assistindo O Pianista (2002), "baseado no livro autobiográfico de memórias da II Guerra Mundial do pianista e compositor judeu polonês Wladyslaw Szpilman." Há uma cena em que Szpilman "participa no contrabando de armas para o gueto."
Há várias lições a extrair do filme: (1) o governo está aqui para ajudar e salvar você, (por que precisamos de armas para nos proteger?) (2) isso não pode acontecer aqui, (3) perder algumas das nossas liberdades não é o fim do mundo, (4) não vai ficar pior, (5), ainda temos tempo para sair.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ESQUERDISTAS SEMPRE DO LADO ERRADO...OU:"Estatuto do Desarmamento: quem fala em nome do povo?"(RC)

Se você se pautar apenas pelos editoriais dos jornais ou pelo que a esquerda caviar comenta nas festinhas, muitas regadas a cocaína, vai jurar que o mundo inteiro é a favor de tirar as armas dos cidadãos inocentes, aqueles que poderiam usá-las para se defender dos marginais, que já utilizam armas ilegais mesmo e, portanto, não são atingidos pelas medidas desarmamentistas do governo. Mas estaria enganado.
Assim como a redução da maioridade penal encontra forte apoio entre a população geral, e é duramente criticada por essa elite “intelectual”, o direito de ter uma arma é defendido por milhões de pessoas, mesmo aqueles que não necessariamente acham essa a melhor alternativa, mas compreendem que o vizinho tem todo direito de discordar.
Mas os jornais tratam as mudanças propostas no Estatuto do Desarmamento como absurdas, como algo proveniente da “bancada da bala”, ou seja, como se apenas interesses obscuros pudessem justificar a defesa de algo tão “maluco” (o direito básico que todo americano, israelense e suíço considera inalienável). Vejam essa notícia:
Relatório do deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), previsto para ser apresentado em comissão especial da Câmara nesta quinta-feira, desfigura o Estatuto do Desarmamento. A proposta afrouxa regras de compra, posse e registro de armas no país. Entre as mudanças no substitutivo ao projeto original está a permissão a taxistas e caminhoneiros para andarem com armas dentro dos veículos em horário de trabalho, segundo o texto obtido pelo GLOBO. Para isso, bastará que os profissionais tenham a posse da arma, e não o porte, como é exigido hoje.
Pela legislação vigente, a posse dá o direito ao dono da arma de mantê-la apenas em casa ou no local de trabalho, desde que ele seja o responsável legal pelo estabelecimento. Segundo o texto do relator, o táxi e o veículo de carga são “domicílios profissionais”.
[…]
Pelo texto do relator, a aquisição de arma por morador de área rural fica mais facilitada. Hoje, ele precisa comprovar a necessidade. Só existe uma concessão especial para aqueles que dependam da caça para subsistência. Pelo novo texto, equiparam-se ao “caçador de subsistência” os residentes de zona rural que precisem da arma para defesa pessoal.
Com validade de 10 anos, o registro a moradores da área rural é condicionado à “demonstração simplificada” de “habilidade no manejo” da arma pleiteada.
Parecem medidas bastante razoáveis, de quem está ciente da realidade brasileira, da necessidade de o proprietário se defender de invasores que, muitas vezes, contam até com apoio do governo. Ninguém aguenta mais tanta violência, tanta criminalidade, enquanto os marginais são tratados como “vítimas da sociedade” e os cidadãos ordeiros que querem se defender como os verdadeiros criminosos. Mas não é esse o tom dos jornais, a opinião dos artistas e “intelectuais”. Só ao se referirem a esses deputados como a “bancada da bala” mostra o desdém por tais bandeiras.
Ocorre que eles não falam em nome do povo, apesar de jurarem o contrário. E uma boa evidência disso, além da já histórica derrota no plebiscito sobre o assunto, foi a patética reação da turma contra essas mudanças no Estatuto. Conforme constatou um conhecido que entende do assunto e acompanhou de perto a disputa toda:
Desde a última quarta-feira, um burburinho instalou-se no corredor dos plenários da Câmara dos Deputados. Diante da aproximação da apresentação do relatório do Projeto de Lei 3722/2012, hoje, pelo relator Laudívio Carvalho (PMDB-MG), deputados favoráveis a não flexibilização do Estatuto do Desarmamento se uniram para compor uma Frente Parlamentar Pela Vida e Pela Paz. O movimento foi divulgado incialmente como grande, com cerca de 230 deputados, mas a apresentação foi pífia diante de tal alarde. Os tais 230, na realidade, transformaram se em apenas oito e todos aproveitaram a ocasião para discursar sobre a Frente para um público de 15 pessoas (que dividiam-se entre presidentes e representantes de ONGs que militam sob os mesmos ideais).
Vejam uma foto tirada da “incrível” reação (são sempre as mesmas figuras, reparem):
desarmamento
PSOL e PT, os “progressistas” que lutam pela “paz”, ao lado de ditadores assassinos, de terroristas, sequestradores, traficantes e assassinos. Não é fofo? Maria do Rosário está em todas: sempre lutando pela paz e contra a violência. Por isso ela quer retirar as armas dos inocentes, entende?
Mas divago: o importante é ver o tamanho, a popularidade da coisa! Notem como estava lotada a sala, para impedir essa absurda mudança no Estatuto do Desarmamento. É incrível que a esquerda tenha, até hoje, o monopólio do discurso em prol do povo, sendo que nunca está do seu lado. Populistas, sim, mas populares?
A turma precisa sair da bolha e conhecer o mundo, conversar por dois minutos com os pobres de verdade, aqueles de carne e osso. O brasileiro está cansado de tanta criminalidade e impunidade. E o direito de ter uma arma para tentar se defender, já que a segurança pública não o faz, é algo que conta com amplo apoio popular. A esquerda “progressista”, uma vez mais, está contra o desejo do povo.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A arma de fogo é a civilização ( Major L. Caudill,)


guns-everywhere-3.jpgOs seres humanos têm apenas duas maneiras de lidar uns com os outros: por meio da razão e por meio da força.
Se você quer que eu faça algo por você, há duas opções: ou você me convence por meio de um argumento racional ou você recorre à ameaça de violência.
Toda e qualquer interação humana necessariamente recai em uma dessas duas categorias.  Sem exceção.  Razão ou força.  E só.
Em uma sociedade genuinamente moral e civilizada, as pessoas interagem exclusivamente por meio da persuasão.  A força não é um método válido de interação social. 
Sendo assim, e por mais paradoxal que isso possa parecer para alguns, a única ferramenta que pode remover a força dessa lista de opções é uma arma de fogo pessoal.
E o motivo é simples: quando estou portando uma arma de fogo, você não pode lidar comigo por meio da força.  Você terá de utilizar apenas a sua razão e a sua inteligência para tentar me persuadir.  Portando uma arma de fogo, eu tenho uma maneira de neutralizar a sua ameaça ou o seu uso da força.
A arma de fogo é o único objeto de uso pessoal capaz de fazer com que uma mulher de 50 kg esteja em pé de igualdade com um agressor de 100 kg; com que um aposentado de 75 anos esteja em pé de igualdade com um marginal de 19 anos; e com que um cidadão sozinho esteja em pé de igualdade com 5 homens carregando porretes. 
A arma de fogo é o único objeto físico que pode anular a disparidade de força, de tamanho e de quantidade entre um potencial agressor e sua potencial vítima.
Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como sendo o lado ruim da equação, a fonte de todas as coisas repreensíveis que acontecem em uma sociedade.  Tais pessoas acreditam que seríamos mais civilizados caso todas as armas fossem proibidas: segundo elas, uma arma de fogo facilita o "trabalho" de um agressor. 
Mas esse raciocínio só é válido, obviamente, se as potenciais vítimas desse agressor estiverem desarmadas, seja por opção ou por decreto estatal.  Tal raciocínio, porém, perde sua validade quando as potenciais vítimas também estão armadas.
Essas pessoas que defendem a proibição das armas estão, na prática, clamando para que os mais fortes, os mais agressivos e os mais fisicamente capacitados se tornem os seres dominantes em uma sociedade — e isso é exatamente o oposto de como funciona uma sociedade civilizada.  Um bandido, mesmo um bandido armado, só terá uma vida bem-sucedida caso viva em uma sociedade na qual o estado, ao desarmar os cidadãos pacíficos, concedeu a ele o monopólio da força.
E há também o argumento de que uma arma faz com que aquelas brigas mais corriqueiras, as quais em outras circunstâncias resultariam apenas em pessoas superficialmente machucadas, se tornem letais.  Mas esse argumento é multiplamente falacioso. 
Em primeiro lugar, se não houver armas envolvidas, todos os confrontos serão sempre vencidos pelo lado fisicamente superior, o qual irá infligir lesões e ferimentos avassaladores ao mais fraco.  Sempre.
No que mais, pessoas que acreditam que punhos cerrados, porretes, pedras, garrafas e cacos de vidro não constituem força letal provavelmente são do tipo que acreditam naquelas cenas fantasiosas que vêem nos filmes, em que pessoas tomam variados socos, pauladas e garrafadas na cabeça e ainda continuam brigando impavidamente, no máximo com um pouco de sangue nos lábios.
O fato de que uma arma de fogo facilita o uso de força letal é algo que funciona unicamente em prol da vítima mais fraca, e não em prol do agressor mais forte.  O agressor mais forte não precisa de uma arma de fogo para aniquilar sua vítima mais fraca.  Já a vítima mais fraca precisa de uma arma de fogo para sobrepujar seu agressor mais forte.  Se ambos estiverem armados, então estão em pé de igualdade.
A arma de fogo é o único objeto que é tão letal nas mãos de um octogenário em uma cadeira de rodas quanto nas mãos de um halterofilista.  Se ela não fosse nem letal e nem de fácil manipulação, então ela simplesmente não funcionaria como instrumento equalizador de forças, que é a sua principal função.
Quando estou portando uma arma, eu não o faço porque estou procurando confusão, mas sim porque quero ser deixado em paz.  A arma em minha cintura significa que não posso ser coagido e nem violentado; posso apenas ser persuadido por meio de argumentos racionais.  Eu não porto uma arma porque tenho medo, mas sim porque ela me permite não ter medo.  A arma não limita em nada as ações daqueles que querem interagir comigo por meio de argumentos; ela limita apenas as ações daqueles que querem interagir comigo por meio da força.
A arma remove a força da equação.  E é por isso que portar uma arma é um ato civilizado. 
Uma grande civilização é aquela em que todos os cidadãos estão igualmente armados e só podem ser persuadidos, jamais coagidos.