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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

400 milhões de abortos na China: Esse é o futuro "verde" proposto na COP21? (LUIS DUFAUR)


afc
Mais um aborto forçado: agentes da planificação oficial prendem Zhong Xuexiang, em 21 de janeiro 2014.
O governo da China comunista informou por meio do jornal oficial Diário do Povo que todo ano pratica 13 milhões de abortos. Desses, 62% são feitos em mulheres com idade entre 20 e 29 anos, na maioria solteiras, segundo a agência ACIPrensa.
Os dados são do Centro de Investigação de Tecnologia da Comissão Nacional de Planificação Familiar e da Saúde. O mesmo órgão apontou que entre 2006 e 2010 a China gastou 402,5 milhões de dólares para distribuir anticonceptivos no país.
Qi Rongyi, médico chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia num hospital de Tianjin, disse que na realidade “o número de abortos poderia ser muito maior”, pois “as estatísticas não incluem os abortos realizados em clínicas ilegais”.
A sinistra mistura de socialismo, dirigismo e paganismo fez aumentar em 30% o número de adolescentes menores de 16 anos que abortam.
Há 35 anos entrou em vigência a “política do filho único”, estratégia comunista muito prezada pelos ecologistas inimigos do crescimento da espécie humana.
Nesse período foram mortos 400 milhões de bebês antes de nascer.
afc2Mãe forçada a abortar observa horrorizada os restos de seu filho.
No trabalho 'Isto é pelas crianças perdidas na China', Steven Mosher pediu orações “por elas e pelas suas mães, muitas das quais foram levadas às clínicas da carnificina, ditas de saúde, do Estado pela força ou sob ameaças para provocar nelas abortos que nunca desejaram e que agora lamentam profundamente”.
Mosher deplorou que o resto do mundo não queira ouvir a trágica lição chinesa. “Ainda quando a fecundidade das mulheres continua se reduzindo perigosamente em dúzias de países, o mito da superpopulação subsiste nas mentes e nas decisões concretas”, na esfera dos governos, ONGs e até de episcopados e altos eclesiásticos.
“As políticas públicas que sabotam vida humana estão em crescimento”, acrescenta Mosher. Um exemplo típico está nas propostas defendidas por ONGs e governos na reunião da COP21 em Paris para supostamente combater o “aquecimento global”.
Ele convidou a todos a se unirem “numa gesta histórica para deter essa matança”.
Em 2013 a presidente de Direitos da Mulher sem Fronteiras, Reggie Littlejohn, denunciou que “alguns abortos forçados são tão violentos que morrem as próprias mães (…) junto com seus bebês”, e que as esterilizações forçadas “causam complicações de saúde para o resto da vida”.
Littlejohn que a política oficial marxista induz o aborto seletivo por sexo e o resultado é que “por volta de 37 milhões de homens chineses nunca poderão se casar, porque suas eventuais futuras esposas foram eliminadas de forma seletiva”.
O desequilíbrio demográfico “promove de maneira poderosa a trata de mulheres e a escravidão sexual” na China e nos países do sudeste da Ásia que imitam essa política marxista.
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Desequilíbrio entre meninos e meninas preparou graves problemas sociais e familiares futuros.
O Departamento de Estado dos EUA reconhece que o socialismo na China produz “o índice mais alto de suicídio feminino do mundo, aproximadamente 590 mulheres por dia”.
“O aborto forçado destrói as mulheres psicologicamente”, explicou Littlejohn. Na China hoje há “119 meninos que conseguiram nascer para cada 100 meninas sobreviventes”. O fato somado aos baixos índices de fertilidade — “1,5 a 1.7 filhos por mulher” — criou uma sociedade que “está envelhecendo”.
Lili Zeng moradora da província de Guangdong, sul da China, contou para o site de notícias chinês Tianya, que “dois dias antes de nascer meu bebê, sete funcionários da planificação familiar me prenderam e me forçaram a aborta-lo com uma aplicação, porque eu não tinha uma permissão oficial de nascimento”.

Essa licença é exigida pela recentíssima modificação da “política do filho único” que agora tolera dois mas só com aprovação do governo.

Aborto: ódio à vida e à lógica (GABRIEL DE ARRUDA CASTRO)

Toda filosofia que atribui a um ser humano o direito de decidir sobre a humanidade do outro traz em si a raiz do genocídio e da autodestruição.

Por trás da nuvem de fumaça criada por grupos favoráveis ao aborto com chavões como “o direito da mulher sobre o próprio corpo”, resta uma questão primordial e que gira em torno do seguinte corolário:
Toda vida humana inocente deve ser protegida
O bebê em gestação é humano, vivo e inocente
Todo bebê em gestação deve ser protegido
Quem pretende debater o tema com rigor e seriedade precisa apreciar essa questão antes de qualquer outra.
Se o bebê em gestação não é vivo nem humano, desnecessário discutir exceções: o aborto deve ser completamente legalizado, da mesma forma que a extração de dente e a cirurgia de apendicite.
Acontece que, graças ao mapeamento do DNA, aos novos métodos de ultrassom e às pesquisas comprovando que os bebês em gestação sentem dor e reagem à voz da mãe, não há espaço para manobras argumentativas. Hoje sabemos com clareza aquilo que, na Antiguidade ou na Idade Média, podia-se apenas especular: o único marco lógico para o início da vida é a concepção. Já na concepção há vida e autonomia. Há individualidade e, portanto, inviolabilidade.
É por isso que muitos apóstolos do aborto preferem centrar seus ataques na premissa maior do corolário acima. A premissa de que toda vida humana inocente é inviolável.
Mas esse ataque tem consequências tenebrosas. Sabendo que o bebê em gestação é uma vida humana, não podemos tolerar que eles sejam esquartejados sem abrir mão da própria inviolabilidade da vida. Como consequência, se aceitamos que nem toda vida humana inocente deve ser protegida, é ilógico defender apenas a legalização do aborto. Tão válido quanto isso será o extermínio de recém-nascidos, idosos e deficientes por motivos pueris como a vontade da família ou um potencial sofrimento.
É nesse ponto que o problema central surge com clareza: estamos diante de uma escolha civilizacional. Seremos o tipo de sociedade que protege ou o que sacrifica seus mais fracos?

Não é uma pergunta retórica. Richard Dawkins e Peter Singer, por exemplo, na condição de ícones do materialismo contemporâneo, apoiam a aceitação do infanticídio como consequência lógica da legalização do aborto.
A verdade, entretanto, não pode ser ocultada. Toda filosofia que atribui a um ser humano o direito de decidir sobre a humanidade do outro traz em si a raiz do genocídio e da autodestruição.
A eliminação dos mais fracos é um sintoma de anomalia em uma sociedade tanto quanto a automutilação é um sintoma de distúrbios mentais em um indivíduo.
As justificativas apresentadas pelos defensores do aborto não são mais do que diferentes disfarces para a loucura e o ódio à vida. Aos que conhecem essa verdade, é dever moral proclamá-la de forma persistente e incansável. Sem condescender e sem capitular.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Uma boa mãe apóia um bom aborto (FELIPE MELO )


Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela
O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.

Não conheço Rita Lisauskas. Fiquei sabendo de sua existência através de um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Ser mãe é padecer na internet”. Para seu último texto do blog, Rita escolheu uma bela manchete: “Sou mãe e a favor do aborto”. Curioso. Resolvi ler o texto, (in)felizmente. E, após ter me deparado com uma porção considerável de afirmações perigosas, para dizer o mínimo, resolvi escrever um punhado de comentários. Eles estão abaixo em itálico, e se referem sempre aos grifos em vermelho que fiz ao texto original.
"Eu nunca fiz um aborto. E se você não quiser fazer um aborto, também não é obrigada a fazer.
Mas todas as mulheres que querem abortar e têm dinheiro vão à clínicas chiquérrimas onde são tratadas com todo o respeito, higiene e com que há de mais moderno inventado pela medicina. Também são servidos cafés e petit-fours “Está boa a temperatura do ar condicionado, Dona Mariana?” [1]
[1] Para alguém que nunca abortou, Rita Lisauskas parece conhecer bem como é uma chiquérrima clínica de aborto. Ou isso, ou se trata apenas de um recurso meramente retórico para o que virá a seguir.
"Tenho algumas amigas que já abortaram. Não foi uma escolha fácil para nenhuma delas. Mas tudo foi feito com segurança. Uma delas porque achou que não tinha estrutura financeira e emocional para ter um filho. Mas há mulheres que abortam porque são vítimas de estupro. Outras simplesmente porque não se veem como mães e querem dar outro rumo para vida. [2] Algumas foram abandonadas pelo parceiro idiota, homens que usam eabusam do direito de praticar um aborto às avessas, simplesmente fugindo do mapa e fingindo que o problema não é com eles. [3] Foram lá e fizeram. Sentiram culpa? Algumas sim, outras não. Saíram de lá vivas e saudáveis? Saíram."

[2] Notamos que tudopode servir de justificativa para o aborto – desde violência sexual, um crime bárbaro que deixa seqüelas físicas e psicológicas profundas, até o simples “ah, não estou afim de ser mãe”. Olhando por esse lado, é difícil não perguntar: mulheres que decidiram abortar “simplesmente porque não se veem como mães e querem dar outro rumo para vida” realmente tiveram de fazer uma escolha difícil?
[3] Uma das comparações mais estapafúrdias feita pelas feministas, das mais perspicazes às mais pedestres, é entre o aborto praticado pela mulher e o abandono praticado pelo homem diante de uma gravidez indesejada. Abandonar uma mulher grávida, que carrega seu próprio filho no ventre, é um ato de covardia indesculpável. Nisso, todos concordamos. Mas, por mais covarde que seja, ele não se compara à crueldade que é matar uma criança ainda no ventre materno. A desproporção entre os dois atos é tamanha que misturar as duas coisas propositadamente é um sinal claro de desonestidade intelectual.

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As mulheres que não têm dinheiro para um aborto na clínica chiquérrima parecem não ter direito ao próprio corpo [4], ainda que sofram com os mesmos dilemas. Não têm estrutura emocional e financeira. Foram estupradas. Não se veem como mães. Abandonadas pelo parceiro que virou as costas para ela, praticando o aborto masculino socialmente aceito. Elas, como não têm dinheiro, como o Estado lhes vira as costas e a opinião pública aponta o dedo (Vagabunda! Na hora de abrir as pernas não pensou nas consequências, né?), compram um remedinho abortivo no mercado negro e sangram até a morte. Ou vão naquela clínica suja da periferia que mais parece um açougue. E morrem." [5]

[4] Toda e qualquer pessoa, homem ou mulher, tem direitos sobre si mesmo, inclusive sobre seu próprio corpo. Uma coisa, entretanto, que sempre fica clara na argumentação feminista é que a criança que se encontra no ventre materno é, também, parte do corpo da mulher. A criança em gestação não é vista como um outro ser humano completamente diferente: seu status, para o discurso feminista, é ou de um apêndice desagradável que pode ser removido, ou de um parasita asqueroso que precisa ser eliminado.
[5] O nível de sociopatia dessas afirmações beira o delírio. Provavelmente Rita Lisauskas deve desconhecer a centenas de iniciativas particulares, muitas delas de cunho religioso, que acolhem mulheres vítimas de violência e que, mesmo sem se verem em condições materiais ou psicológicas de levarem adiante da gravidez, decidem não fazer aborto. Nenhuma dessas mulheres é tida por vagabunda porque “não fechou as pernas”.

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As complicações do aborto já são a quarta causa de morte materna no Brasil [6]. É uma questão de saúde pública. E não precisa ser nenhum gênio para descobrir que não são as mulheres da clínica do cafezinho e do petit-four que são mutiladas ou morrem. São as mulheres desesperadas e sem dinheiro. Pobres. Da periferia. São aquelas que não têm com quem contar."
[6] Além de não fornecer qualquer tipo de fonte para fornecer esse dado, Rita Lisauskas apenas repete um dos velhos ritornellos de quem defende o aborto. As informações mais recentes disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são do ano de 2011, e lá consta que o número de óbitos maternos em decorrência de aborto correspondeu a 8,4% do total de óbitos maternos, totalizando 135 vítimas. Se Lisauskas tem fontes mais atualizadas e corretas, jamais saberemos: ela as omitiu em favor de um efeito retórico emocional.

"Quem diz que é contra o aborto porque é “a favor da vida” não pensa na vida dessas mulheres. A vida delas vale menos que a de alguém que não nasceu? [7] Se esse bebê nascer sem amor, sem grana, sem pai, sem estrutura, sem escola, sem apoio, sem o direito a uma família (já que família agora é só a formada com pai e mãe, né Congresso Nacional), o que será dele?"
[7] Aqui, vemos a recorrência de mais um jogo retórico mentiroso de palavras que visam apenas a criar um efeito emocional forte, mas que tem quase nenhuma correlação com a realidade. Uma coisa que Rita Lisauskas parece ignorar é que o próprio aborto fragiliza profundamente a mulher: a ocorrência de auto-lesões propositadas aumenta em 70% (cf. Anne C. Gilchrist, “Termination of Pregnancy and Psychiatric Morbidity”. Psychological sequelae of abortion – The myths and the scientific facts. Berna, 2011); a chance de uma mulher que abortou cometer suicídio aumenta em 6 vezes (cf. Mika Gissler, Elina Hemminki, Jouko Lonnqvist. “Suicides after pregnancy in Finland, 1987–94: register linkage study”. BMJ 1996; 313:1431); e que o aborto está relacionado ao desenvolvimento de transtornos mentais e comportamentais, como abuso de drogas, ansiedade, depressão, além de ideação e tentativa de suicídio (Mota, Natalie P, BA; Burnett, Margaret, MD, FRCPC; Sareen, Jitender, MD, FRCPC. “Associations Between Abortion, Mental Disorders, and Suicidal Behaviour in a Nationally Representative Sample”. Canadian Journal of Psychiatry 55.4 [Apr 2010]: 239-47).

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Se é contra a sua religião, não faça. Mas não queira que sua fé decida o que outra mulher deve ou não fazer. Se você não pretende criar o filho de ninguém, se não será você quem dirá a criança que não tem comida em casa, se não será você quem vai reconhecer os traços de um estuprador no rosto dela, se não será você quem irá aguentar os nove meses de uma barriga indesejada, se não será você quem irá explicar aos vizinhos que não, “não, não sou casada”, “não, esse filho não tem pai”, “não, não sou vagabunda”, “não, eu fui estuprada”, “não, eu não estava vestida para ser estuprada”, “não, não usei camisinha”, você não tem direito a opinar sobre a gravidez alheia. E mesmo se respondeu “sim” a alguma das questões acima, também não tem o direito de querer obrigar ninguém a levar uma gravidez indesejada adiante."[8]
[8] Na visão dos defensores do aborto irrestrito, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de dizer à mulher grávida: “Olha, o que você carrega no ventre é uma criança, um ser humano diferente de você, e aborto é a mesma coisa que assassinato.” É o império do subjetivismo. Mesmo que um exército de geneticistas, obstetras, ginecologistas e embriologistas defenda isso e forneça toneladas de evidências científicas sólidas, eles são apenas opressores. O que importa é que matar a criança que se carrega no ventre deve ser um direito humano (!!!), uma garantia inalienável de cada mulher.

"Já foi provado: a legalização diminui o número de mortes maternas. Dê uma olhada no nosso vizinho, Uruguai, que jogou o número de mortes de mulheres que abortam próximo a zero. Também diminuirá o número de mulheres que buscam o Sistema Único de Saúde todos os anos para se recuperar de abortos mal feitos. O aborto seguro tem de estar disponível a todas que vão recorrer a ele, porque você querendo ou não, Eduardo Cunha esperneando ou não,as mulheres vão procurar o procedimento como opção para interromper uma gravidez indesejada." [9]
[9] O argumento acima poderia muito bem ser utilizado para, por exemplo, descriminalizar o latrocínio. Afinal, a existência de uma lei que puna o latrocínio não impede que ele seja cometido. O mesmo se estende para o assalto a mão armada, o homicídio, até mesmo a corrupção. A lógica é: se a lei não impede que o crime seja cometido, então, vamos abolir a lei.

"
O que o Congresso tenta empurrar-nos garganta abaixo é um retrocesso. Mulheres tendo de provar que realmente foram estupradas. Pílulas do dia seguinte proibidas. Cadeia para quem explicar para a mulher que o corpo é dela e que a escolha é dela." [10]
[10] Mentiras que já foram suficientemente expostas em meu último artigo.

"Eu amo o meu filho. Porque eu quis ser mãe dele. Lutei para engravidar dele, inclusive. Reservei o melhor de mim para criá-lo. Uma criança só devia vir ao mundo se for desejada." [11]
[11] “Uma criança só devia vir ao mundo se for desejada”. Essa afirmação possui a quintessência do totalitarismo abortista: se eu quero, deixo nascer; se eu não quero, mato. Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela – e, neste caso, o mero desejo de outrem de que ela possa nascer.
Quando lançamos o olhar para o século XX, vemos que foi nele que surgiram as ideologias mais mortíferas de toda a história humana, sistemas filosóficos e políticos que, quando tomaram o poder, dedicaram-se a eliminar deliberada e meticulosamente vidas humanas. O Holocausto nazista, o Holodomor ucraniano, o “Grande Salto Adiante” chinês, os gulags soviéticos, todos eles nos legaram uma montanha com centenas de milhões de cadáveres. Nenhuma dessas tragédias, entretanto, pode ser comparada em escala e em crueldade ao assassinato de uma criança em desenvolvimento, perfeitamente inocente, completamente frágil, no ventre materno.
O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

O boi de piranha do ENEM (MIGUEL NAGIB )


Representações pedindo a anulação da prova do ENEM devem ser encaminhadas ao Ministério Público Federal exigindo providências contra mais essa afronta à Constituição perpetrada pelo governo petista.

No último domingo, enquanto milhares de pessoas denunciavam o despudorado viés ideológico das questões do ENEM, o músico Roger Moreira chamava a atenção, no Twitter, para um problema ainda mais grave e preocupante: “Ganham zero [as] ideias que desrespeitem os direitos humanos. Ué? Não é prova de redação? Ou é controle do pensamento?”
Roger se referia à exigência de que o candidato elabore, na redação, uma proposta de intervenção para o problema abordado, “respeitando os direitos humanos”. Segundo o INEP, é necessário que o candidato “não rompa com valores como cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural”, sob pena de zerar na redação.
Ao impor esse requisito, porém, o próprio INEP desrespeita claramente os direitos humanos, já que as liberdades de pensamento, opinião e expressão, além de garantidas pela Constituição Federal, estão previstas na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Condicionar o acesso de um estudante ao ensino superior a que ele possua ou expresse determinada opinião sobre o que quer que seja configura, sem sombra de dúvida, uma forma acintosa de cerceamento àquelas liberdades.
Para piorar a situação, os candidatos e os corretores das provas não estão familiarizados com a legislação brasileira sobre direitos humanos ‒ o que de resto não é exigido pelo INEP. Assim, o mais provável é que todos considerem como “direitos humanos” um punhado de clichês politicamente corretos consagrados na academia e nos meios de comunicação. É o que sugere aliás o INEP, ao falar vagamente em “cidadania, solidariedade e diversidade cultural”, expressões que remetem de forma inequívoca ao discurso da esquerda.
Este ano, mais de 7 milhões de estudantes tiveram de escrever uma redação sobre a violência contra a mulher na sociedade brasileira. Cuidava-se, é claro, de uma provocação ideológica, e é de supor-se que muitos candidatos tenham ficado temerosos de expressar seu pensamento.
E com razão. Basta pensar no possível desfecho das seguintes situações: o candidato A sustenta, em sua redação, que a proibição do aborto é uma forma de violência contra as mulheres; e apresenta como proposta de intervenção a descriminalização dessa prática. Já o candidato B relativiza o problema da violência contra as mulheres; identifica, entre suas causas, o comportamento das próprias mulheres; e propõe como solução a mudança desse comportamento.
Como serão corrigidas essas redações? Se a legislação brasileira fosse aplicada, o candidato A deveria receber zero, pois a Convenção Americana sobre Direitos Humanos estabelece que o direito à vida deve ser protegido pela lei “desde o momento da concepção". Mas, se prevalecerem os clichês do politicamente correto, não só isso não vai acontecer, como quem pode acabar levando zero é o candidato B, embora sua proposta de intervenção não desrespeite a legislação relativa aos direitos humanos.
Ora, nenhum dos candidatos deveria ser punido ou beneficiado por possuir ou expressar sua opinião. Ninguém pode ser obrigado a dizer o que não pensa para poder entrar numa universidade. O exemplo demonstra, em todo caso, que, além de ferir a liberdade de consciência e de crença dos candidatos, a exigência do INEP, na prática, transforma a prova de redação do ENEM num imenso filtro ideológico de acesso ao ensino superior.
No fim das contas, Simone de Beauvoir era apenas o boi de piranha do ENEM.
Aguardemos para ver se o Ministério Público Federal vai tomar alguma providência contra mais essa afronta à Constituição perpetrada pelo governo petista.

SETE MENTIRAS DE ESQUERDISTAS, FEMINÁZIS E IMPRENSA SOBRE O PL 5.069, QUE O PT PASSOU A USAR COMO GUERRILHA CONTRA CUNHA E A FAVOR DE DILMA(RA)

Felipe Melo escreveu um post em seu blog listando as sete mentiras sobre o PL 5.069, que virou o pretexto do petismo para mobilizar contra Eduardo Cunha os desinformados cheios de boas e de más intenções. Reproduzo o texto abaixo.
Você acha que Cunha deveria deixar a Presidência da Câmara em razão das acusações que há contra ele? Eu também acho. Aliás, defendo que ele deixe o comando da Câmara, e Dilma, o do Brasil. O que é inaceitável é mentir a respeito.
Segue o post de Melo.
*
1) O PL 5069 propõe um conceito de violência sexual que tira legitimidade da palavra da mulher
Mentira. Hoje, o conceito de violência sexual, dado pelo art. 2º da Lei nº 12.845, estabelece: “Considera-se violência sexual, para os efeitos desta Lei, qualquer forma de atividade sexual não consentida.” A redação do PL 5069 propõe a seguinte alteração do referido artigo (grifo meu):Considera-se violência sexual, para os efeitos desta Lei, as práticas descritas como típicas no Título VI da Parte Especial do Código Penal (Crimes contra a Liberdade Sexual), Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, em que resultam danos físicos e psicológicos.
Alega-se que esse esclarecimento altera substancialmente o conceito de violência sexual e que, portanto, significaria uma inaceitável restrição de direito de reparação às mulheres, como se a palavra da vítima de violência tivesse de ter chancela oficial para valer alguma coisa. Essa leitura é totalmente equivocada. O que o texto do projeto faz é dar maior apoio à mulher que sofra violência sexual, tanto para resguardar sua saúde física e psicológica, quanto para punir os responsáveis pela violência.
Além disso, não há nenhuma dissonância entre essa sugestão e o que é já é apresentado pelo art. 1º da Lei 12.845, que, de acordo com a sugestão do PL 5069, permanecerá inalterado (grifo meu):Art. 1º Os hospitais devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial e multidisciplinar, visando o tratamento das lesões físicas e dos transtornos psíquicos decorrentes de violência sexual, e encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social.
2) O PL 5069 só permitirá atendimento às mulheres que primeiro denunciarem a violência sexual à políciaMentira. O próprio art. 1º da Lei 12.845, que não sofrerá qualquer alteração pela aprovação do PL 5069, indica claramente que os serviços de saúde “devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial e multidisciplinar”. O PL 5069, inclusive, demonstra grande preocupação na identificação e punição do responsável pela violência sexual, tanto que sugere a seguinte alteração ao art. 3º, III, da Lei 12.845 (grifos meus):III – encaminhamento da vítima, após o atendimento previsto no art. 1º, para o registro de ocorre?ncia na delegacia especializada e, na?o existindo, a? delegacia de polícia mais próxima visando a coleta de informac?ões e provas que possam ser u?teis a? identificac?a?o do agressor e a? comprovac?a?o da viole?ncia sexual.
3) O PL 5069 impede o acesso da mulher vítima de violência sexual à pílula do dia seguinteMentira. Não há qualquer dispositivo do PL 5069 que procure impedir a mulher de ter acesso à pílula do dia seguinte ou, conforme redação proposta pelo projeto, qualquer outro medicamento ou procedimento “com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”.
O motivo central para que essa mentira seja espalhada é a substituição, na Lei 12.845, do termo “profilaxia da gravidez”. No jargão médico, o termo “profilaxia” significa a utilização de procedimentos, medicamentos e outros recursos à disposição para prevenir e evitar doenças. Ao utilizar o termo “profilaxia da gravidez”, a Lei 12.845 equipara a gestação de uma criança a uma doença, algo que, além de cientificamente despropositado, é de uma crueldade especialmente desumana.
4) O PL 5069 proíbe o aborto não-punível em caso de estuproMentira. A proposta de alteração dos arts. 126 e 128, inciso II, do Código Penal, feita pelo PL 5069, não exclui a possibilidade de aborto em caso de estupro. Uma comparação simples serve para esclarecer isso.
Atualmente, o caput do art. 126 é assim definido:
Art. 126 – Provocar aborto com o consentimento da gestante.
O PL 5069 propõe a seguinte inclusão (grifo meu):
Art. 126-A. Induzir ou instigar a gestante a praticar aborto ou ainda lhe prestar qualquer auxílio para que o faça, ressalvadas as hipóteses do art. 128.
O art. 128, inciso II, é, atualmente, assim redigido:
Art. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico:
II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.O PL 5069 propõe a seguinte alteração (grifo meu):
Art. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico:
II – se a gravidez resulta de estupro, constatado em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial, e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
A exigência de constatação de estupro por exame de corpo de delito próprio e comunicação à autoridade policial visa a garantir que não haverá qualquer tipo de abuso da lei em virtude de lacunas causadas pela utilização de uma linguagem ambígua no dispositivo legal. Além disso, tem por objetivo coibir de maneira mais eficiente a violência contra a mulher, garantindo que o abusador seja identificado e punido, ou seja, que a impunidade seja combatida.
No entanto, é importante ressalvar que, objetivamente, não existe “aborto legal” no Brasil. O aborto é crime no Brasil – o Código Penal é bastante explícito com relação a isso – e, sendo um crime, não pode ser considerado um direito da mulher. O que existe, na verdade, é a ausência de punição para o crime de aborto em alguns casos – um deles sendo o de estupro. Portanto, dizer que o PL 5069 vai dificultar o “aborto legal” não é apenas uma imprecisão jurídica, mas uma invencionice deslavada.
5) O PL 5069 punirá os profissionais de saúde que realizarem aborto em caso de estupro ou que simplesmente informarem à vítima de violência sobre procedimentos abortivos previstos em leiMentira. Como esmiuçado acima, as alterações propostas no Código Penal não buscam modificar, de qualquer forma, a legislação com relação ao aborto em caso de estupro. Também não há qualquer previsão no PL 5069 que impeça que profissionais de saúde informem a mulheres vítima de violência sexual sobre os procedimentos médicos a serem adotados em caso de constatada gravidez por estupro.
O que o PL 5069 busca é impedir com que o atendimento médico a vítimas de violência sexual seja prestado de maneira desorganizada e caótica, algo que pode trazer danos gravíssimos – e, em alguns casos, até mesmo a morte – daquelas mulheres que foram vítima de estupro e, em decorrência dessa violência, podem ter engravidado. O PL 5069 tem por objetivo conscientizar ainda mais os profissionais de saúde envolvidos nos cuidados a vítimas de violência sexual que seu papel é fundamental para que a mulher receba um tratamento mais humano e seguro.
6) O PL 5069 dá poder aos profissionais da saúde a estabelecerem quais medicamentos ou procedimentos são ou não abortivosMentira. A redação do PL 5069 propõe que seja acrescido ao art. 3º da Lei 12.845 um novo parágrafo, que estabelece:4º Nenhum profissional de saúde ou instituição, em nenhum caso, poderá ser obrigado a aconselhar, receitar ou administrar procedimento ou medicamento que considere abortivo.
O propósito desse parágrafo não é dar aos profissionais de saúde qualquer autoridade irrevogável para definir o que é ou não é abortivo, mas reforçar seu direito inalienável à objeção de consciência. O Código de Ética Médica, por exemplo, assim prevê a objeção de consciência (grifo meu):VII – O médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente.
7) O PL 5069 é uma agressão ao Estado laico, pois mistura valores religiosos e legislaçãoMentira. Pode-se analisar todos os textos já propostos do PL 5069, desde o primeiro projeto ao substitutivo aprovado pela CCJC, bem como todos os argumentos e justificativas apresentados a favor do projeto: não há nenhum ponto que seja minimamente religioso, ou que interfira na laicidade do Estado, ou que privilegie oficialmente um credo religioso em detrimento de outros. Qualquer argumentação no sentido de desmerecer o PL 5069 como sendo anti-laico só pode ser tachada como uma peça de indesculpável desonestidade.
CONCLUSÃOO Projeto de Lei nº 5069/2013, conforme substitutivo aprovado pela CCJC da Câmara dos Deputados, busca garantir um atendimento mais humano, mais digno e mais seguro para mulheres que tenham sido vítimas de violência sexual; busca também dar todo o apoio médico, social e psicológico que essas mulheres precisam para superar esse terrível trauma e levar os responsáveis por esse covarde crime à justiça, identificando-os e punindo-os exemplarmente.
As críticas levantadas ao PL 5069 não se baseiam na redação do próprio projeto, mas em afirmações mentirosas feitas com base em interpretações puramente ideológicas do projeto de lei. Basta uma procura rápida na internet para ver que praticamente todos os artigos de opinião contrários ao PL 5069 tentam atacá-lo por ser uma proposição inicial de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, ou por ter sido supostamente feito pela “bancada evangélica” – e, portanto, uma abominação religiosa que tenta sequestrar o Estado laico para interesses mesquinhos em detrimento das vítimas de violência sexual.
Longe de representar um retrocesso na legislação brasileira com relação aos direitos da mulher, o PL 5069 visa a garantir justamente que esses direitos possam ser exercidos de maneira inequívoca, de modo que a mulher vítima de violência receba todos os cuidados de que precise. Ademais, busca garantir que esse direito não seja abusado por parte de pessoas mal-intencionadas que, valendo-se da ambiguidade na linguagem da atual legislação, possam cometer crimes contra a vida dos mais frágeis de nossa sociedade: as crianças no ventre materno.

A serviço do PT, MST se manifesta contra projeto de Cunha em Brasília; é mentira que texto crie dificuldades adicionais para o aborto legal (RA)

O PT está tentando se reorganizar e usa seus satélites de esquerda como instrumento. Quais satélites? O mais funcional é o PSOL, que tem representação no Congresso e alguns parlamentares muito ativos — refiro-me ao proselitismo —, como Jean Wyllys (RJ) e Chico Alencar. Aliás, uma nota à margem: Chico Alencar, que sempre se quis um pensador, está começando a virar coadjuvante da pantomima de Wyllys, que continua BBB na vida. Mas há outros partidos e grupelhos que estão sendo instrumentalizados pelos petistas: MST, MTST, PSTU, Movimento Passe Livre, feminazismo etc. Daqui a pouco, antevejo, chegará a hora de os racialistas fazerem um protesto.
Neste domingo, cerca de 100 pessoas do MST e do Levante Popular da Juventude (que é a versão iê-iê-iê dos sem-terra) resolveram organizar um protesto em frente à casa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Foram lá por duas razões: para cobrar que ele renuncie à Presidência da Casa e para se manifestar contra o PL 5.069, de autoria do deputado, que, segundo os militantes, dificulta a realização do aborto legal.
Bem, leitor, tenha você a opinião que for a respeito do aborto, o mínimo que espero é um compromisso com a verdade e com decência. Como é que um movimento que já foi à rua em defesa do mandato de Dilma tem a cara de pau de pedir a cabeça de Cunha? Qual é o critério? Os malfeitos dos adversários devem ser punidos, e os atos dos malfeitores, quando a serviço do PT, aplaudidos? É isso? O petista raso poderia indagar: “Você não faz o contrário? Defende Cunha e quer o impeachment de Dilma?”. Não! Eu quero ambos fora de seus cargos. Só que digo com todas as letras que Rodrigo Janot tem um ritmo para investigar o presidente da Câmara e outro para apurar as irregularidades atribuídas aos demais.
Adiante. A passeata promovida na sexta, em São Paulo, pelas feminázis e o protesto em frente à casa de Cunha neste domingo têm como pretexto cobrar a rejeição ao Projeto de Lei 5.069 (íntegra aqui), de autoria do deputado, acusado de criar dificuldades extras para a realização do aborto legal, hoje permitido em caso de estupro, de risco de morte da mãe e, por decisão a meu ver arbitrária e descabida do STF, a quem não é permitido legislar, quando há diagnóstico de anencefalia do feto.
Mas, afinal, o texto proposto por Cunha cria mesmo as tais dificuldades? Trata-se de uma mentira asquerosa, mais uma, na qual a imprensa embarca gostosamente, a exemplo do que fez quando acusou a existência de um projeto, que nunca existiu, que instituiria a cura gay.  Já lembro esse episódio. Fiquemos no caso do PL 5.069.  O que propõe o dito-cujo, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara? Prestem atenção!!! Passa a ser crime, com detenção de quatro a oito anos, “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar aborto, induzir ou instigar gestante a usar substância ou objeto abortivo, instruir ou orientar gestante sobre como praticar aborto, ou prestar-lhe qualquer auxílio para que o pratique, ainda que sob o pretexto de redução de danos: Pena: detenção, de quatro a oito anos.”
Sim, trata-se de uma proposta que vai na contramão da militância, mas cadê as supostas restrições ao aborto legal? O texto abre, sim, a possibilidade de se punirem aborteiros informais. A menos que alguém esteja disposto a praticar o aborto com as próprias mãos ou a sair anunciando por aí métodos alternativos para a eliminação do feto, em que mesmo o texto agride os direitos das mulheres?
Trata-se de uma mentira asquerosa. Estão usando o PL de autoria de Cunha para organizar manifestações contra o deputado de olho na questão política. A própria imprensa passa a repetir a mentira, reitero, de que o texto cria dificuldades adicionais para o aborto, reeditando a farsa da suposta cura gay.
A cura gay
Em 2013, um Projeto de Decreto Legislativo derrubava dois dispositivos da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia: tornava sem efeito o parágrafo único do artigo 3º e derrubava todo o parágrafo 4º. Leiam o que está na tal resolução:
 “Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Notem: ninguém queria mexer com o caput do artigo 3º. Continuaria proibida a patologização da homossexualidade ou qualquer forma de tratamento coercitivo. O que se propunha era derrubar o parágrafo único do artigo 3º e o artigo 4º, que abrem caminho para a perseguição e para o delito de opinião. Digam-me: se um gay quer recorrer a um psicólogo porque pretende, sei lá, abster-se de fazer sexo e se ele considera que o profissional pode ajudá-lo, o este deve ser punido por isso? Faz sentido um conselho impedir alguém de emitir uma opinião, ainda que possamos considerá-la errada?
É claro que acho a tal “cura gay” um absurdo sob qualquer ponto de vista, inclusive o científico. Mas era uma mentira deslavada que houvesse um projeto instituindo a dita-cuja. A manutenção do caput do artigo 3º era a prova. Tal foi o barulho que as esquerdas e os militantes gays fizeram que o Projeto de Decreto Legislativo foi arquivado. E o Conselho Federal de Psicologia continua livre para punir pessoas por delito de opinião.
Reitero: o texto de Cunha não cria dificuldade adicional nenhuma para o aborto: ZERO!!! Trata-se apenas de uma mentira militante que o PT está alimentando para pôr a tigrada na rua, tentando retomar o espaço público com causas caras às esquerdas. A intenção é tirar o impeachment da pauta.

Nazistas riem lá no inferno da militância fanática em favor do aborto (RA)

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É asqueroso! As feminázis que marcharam na sexta-feira contra Eduardo Cunha e contra os fetos — esses elementos perigosos e perversos, que tornam infeliz a humanidade — estão perdendo a noção do ridículo. A de Estado de Direito, bem, essa, elas nunca tiveram.
A Catedral da Sé amanheceu pichada com frases como “Útero livre”, “Aborto sim” e “Se o papa fosse mulher, o aborto serial legal”. Tratarei da questão em duas dimensões: 1) a agressão à catedral; 2) o mérito das frases.
Diga-se o óbvio: pichar a catedral é um crime de duas naturezas. Trata-se de vilipêndio a um símbolo religioso — ninguém é obrigado a ser católico, claro!, mas ninguém tem licença para agredir a religião alheia — e de uma agressão ao patrimônio histórico. Jovens católicos se organizaram para limpar a sujeira. O cardeal Dom Odilo Scherer se deixou fotografar com cartazes em defesa da vida. Muito bem, sigamos.
A Folha ouviu uma senhora chamada Jaqueline Vasconcellos, de 35 anos, uma das organizadoras do protesto. Ela não é burra. Afirmou ser contrária à pichação, mas disse o que costumam dizer as esquerdas intelectualmente delinquentes quando seus extremistas saem quebrando tudo por aí: não tem como controlar milhares de pessoas. Lembro, a título de exemplo, que as três maiores manifestações políticas da história, aquelas em favor do impeachment, não juntaram nem lixo na rua. Aliás, na passeata das feminázis, na sexta, havia os mascarados de sempre, vestidos de preto.
A Arquidiocese divulgou uma nota de protesto contra a pichação, e Jaqueline, ora vejam, não gostou e afirmou a seguinte pérola: “Fizemos uma manifestação legitimada pela sociedade e entendemos o ato da Igreja [de emitir a nota] como tentativa de tirar o foco da sociedade da discussão do PL 5069/2013]”.
Que graça esta senhora! Sobre as mentiras que as feminázis andam espalhando a respeito do PL, falo em outro post. Quero me ater à fala da tal organizadora da marcha. Então a catedral é pichada, agredida, vilipendiada, mas a Igreja deveria ficar calada porque dona Jaqueline acha que, se a vítima reage, tira-se o foco de sua manifestação? Ela também é contra que um cardeal expresse a sua opinião. E por quê? Ora, porque ela se diz, como é mesmo?, “legitimada pela sociedade”. É??? Qual? A sociedade do PT? A sociedade do PSOL? A sociedade do PSTU? A esmagadora maioria da sociedade brasileira é contra o aborto. Quem legitima Jaqueline?
Eu digo: a liberdade de expressão! Ela defenda o que quiser. Mas não venha se apresentar por aquilo que não é: maioria. Mas posso compreender essas almas puras: na sexta-feira, um grupo de femininazistas acompanhadas de uma moça barbuda e peluda afirmou que eu deveria ser proibido de entrar num bar. Afinal, não sou feticida como elas, incluindo a moça barbuda.
Agora o mérito
Das frases pichadas na Igreja, só uma faz sentido na sua brutalidade: “Aborto sim”. O resto é lixo também como denotação. O que quer dizer “Útero livre”? Quem, hoje, no Brasil, aprisiona o útero da mulher, que tem direito a anticoncepcional de graça, camisinha de graça e pílula do dia seguinte de graça?
Vou ser ainda mais claro: se não quiser ou não puder recorrer a nenhum outro método contraceptivo — como o DIU, por exemplo —, o estado fornece à mulher, sem a necessidade da intervenção masculina, duas defesas à concepção, que podem ser usadas de forma conjugada: pílula e camisinha. Se ela as dispensar e houver risco de gravidez, há a pílula pós-coito.
Pensemos mais um pouco: um útero deve ser de tal sorte livre que o homem não deva nem mesmo opinar sobre o aborto, ainda que seja o pai da criança? Se ele está proibido de tentar impedir a mulher de abortar, por que deveria, então, ser responsável pela criança caso ela venha a nascer? No país da paternidade irresponsável, que atinge os pobres, essa é uma boa causa?
A frase sobre o papa é de uma estupidez ímpar. A Igreja Católica tem sua opinião sobre aborto, mas, obviamente, não impõe a sua vontade a nenhum país — não conseguiu evitar a legalização da prática nem na Itália. Afirmar que a interrupção da gravidez seria legal no Brasil se o papa fosse mulher sugere, o que é uma mentira deslavada, que todas as mulheres são favoráveis ao aborto. Pesquisa Ibope de 2014 demonstra que 79% dos brasileiros são contrários à legalização do aborto, e a rejeição é igual entre homens e mulheres — entre os jovens, diga-se, chegou a 77%.
Feticídio e feminicídio em massa
No país que aprovou a demagógica lei do feminicídio — grave é matar seres humanos, e cerca de 95% do assassinatos (prestem atenção!!!) no Brasil têm homens como vítimas —, marchar em favor do aborto e acusar o papa é expressão de delinquência moral, ética e intelectual.
Há um país que poderia ser considerado o paraíso das feminázis: a China. Por lá, aborta-se como quem diz “olá” (na língua local). Na soma da política de estado do filho único com a tradição cultural de que o homem, nunca a mulher, cuida dos pais quando velhos, o ultrassom se tornou uma poderosa arma de feminicídio – aí, sim: a esmagadora maioria dos abortos no país é de fetos do sexo feminino. E, claro!, eliminam-se preventivamente os casos de síndrome de Down, entre outras variações que podem ser detectadas em exames pré-natais.
Acho bom o nome “feminázi” não apenas como referência à crueldade da prática e ao sectarismo das militantes. Há mais. À medida que avança a pesquisa genética e que exames de imagens vão se tornando mais precisos, é claro que, não tardará muito, se terá a ficha com as doenças em potencial que poderá ter o indivíduo em gestação. Com o aborto legalizado, num primeiro momento, caberá aos pais fazer ou não a escolha do “filho perfeito”. Mas é claro que alguém terá a ideia de indagar se é justo com a sociedade trazer ao mundo pessoas que darão despesas ao estado. E, sim, dar à luz indivíduos perfeitos pode virar uma política oficial.
Os nazistas, por óbvio, vão dar um risinho. Lá no inferno.