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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Feministas, guerra cultural, família e discursos: notas (DAVID AMATO)

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As feministas adoram falar que "lugar de mulher é onde ela quiser". Eu concordo absolutamente, porque estamos tratando de indivíduos e suas singularidades. Mas o que pensa a turminha superprafrentex quando uma mulher opta por ser recatada e dedicar-se às atividades do lar, leia-se à família, sem que isso implique em não fazer mais nada da vida?
Vejamos o que disse Simone de Beauvoir (foto), quando perguntada pela igualmente feminista e estatólatra Betty Friedan, da revista The Satuday Review (1), sobre a possibilidade de o Estado remunerar as mulheres que OPTARAM por cuidar do lar e dos filhos que lá estivessem:
- "(...) As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la."
Para entender o raciocínio precisamos recorrer a Marx, que estabeleceu que a infraestrutura (estrutura material da sociedade e sua base econômica) determinava a superestrutura (estruturas de poder político, cultura, instituições, o Estado etc.).
A absurdidade da abolição da propriedade privada via revolução armada, proposta para alterar a infraestrutura e aniquilar os pilares ocidentais, fracassou óbvia e miseravelmente, fazendo com que teóricos marxistas invertessem a tese.
Se antes a origem da família era entendida como consequência da propriedade privada, o novo meio de acabar com esta foi aniquilar a primeira, atacando a superestrutura através da ocupação, dominação e subversão dos espaços, ou seja, a estratégia gramscista aplicada com estrondoso sucesso no Brasil.
Dessa forma fica claro por que as feministas, que são meras crias marxistas, surtam com qualquer coisa ligada à família, "instituição burguesa" que deve ser destruída, assim como a real soberania do indivíduo, que deve perecer diante do coletivo amestrado.
Reflexo disso é a Ideologia de Gênero, advinda em parte de uma frase de Beauvoir, que disse que não se nasce mulher; torna-se. Com isso ela quis dizer que você pode reivindicar o direito de ser qualquer coisa, contanto que esteja dentro dos moldes culturais propagados pela esquerda, é claro.
É ligando estas e outras pecinhas que entendemos o motivo pelo qual as feministas e demais zumbis miméticas deflagraram uma campanha tão agressiva contra a reportagem sobre Marcela Temer, cujo lugar é verdadeiramente onde ela - e não a esquerda - quiser.
Lidem com isso.
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Disse Confúcio que "sinais e símbolos governam o mundo, não palavras, nem leis". Disse Clausewitz que "a guerra é a continuação da política por outros meios". Dos dois mestres se tiram duas lições do caso Jair Bolsonaro x Jean Wyllys:
O primeiro introduziu em seu tão criticado discurso novos símbolos à guerra política e cultural; o segundo fez uso de símbolos opostos e consolidados pelo establishment, de modo a evitar desesperadamente que uma verdadeira polarização floresça, porque junto dela vêm um revisionismo de uma história totalmente falsificada pela esquerda e suas vertentes.
Portanto, parem de bancar as virgens puritanas e entendam que a manobra política de Bolsonaro foi mortal, porque a quantidade de pessoas que irão ler diferentes fontes sobre não só o que foi, mas o motivo pelo qual tivemos um Regime Militar, fará com que a guerra política e cultural amadureça, ajudando a desmascarar muita gente. De ambos os lados.
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Citar a família, a instituição mais poderosa que existe no mundo, é algo muitíssimo mais nobre do que citar um partido e uma causa supranacional genocida e pilhadora, ironicamente comandada por um punhado de famílias sem qualquer consciência moral.
Se o lado dos vermelhos seguisse a métrica do Show da Xuxa - que não deixa de ser engraçada -, mandaria beijos e abraços ao Foro de São Paulo, ao Diálogo Interamericano, aos Clubes de Roma e Bilberberg, à ONU e demais lepras hierarquicamente unidas pela teoria dos sistemas.
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Guia de negócios politicamente corretos (se você for revolucionário) em tempos de destruição deliberada, digo, crise:
- Tráfico de drogas (o brasileiro é o maior consumidor de crack e segundo maior de cocaína do mundo);
- Venda de cerveja de milho e outras bebidas vagabundas;
- Abrir uma funerária (só homicídios são mais de 70k\ano);
- Abrir um hospício;
- Ou um bordel. Mas já aviso que concorrer com as putas de Brasília será difícil.
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Olavo de CarvalhoSe você quer enfraquecer um adversário, é coisa simples: faça-o esperar, e esperar, e depois esperar mais um pouco. Esse era o truque supremo do general romano Fabius, cujo nome inspirou o movimento fabiano, que por sua vez inspirou o tucanato. E o mais lindo é ninguém perceber que há um ano esse truque vem sendo usado contra toda a população brasileira.
Quintus Fabius Maximus inspirou a Sociedade Fabiana, fundada um ano após a morte de Marx, em 1884. Não é à toa que os símbolos utilizados pelo socialismo fabiano são o de um lobo em pele de cordeiro e de uma tartaruga raivosa, o primeiro representando a falsa oposição (Estratégia das Tesouras) e o segundo as mudanças graduais e reformistas via revolução cultural. (http://www.fabians.org.uk/)
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Aqueles que por ventura estejam bravos com os discursos caricatos, tanto da direita quanto da esquerda, precisam aprender o básico: ambas as orientações são maçônicas e foram adotadas durante a Revolução Francesa. Por falar em Revolução Francesa, o que vocês hoje conhecem por comunismo não foi arquitetado por Marx, e sim por Engels a mando da Franco-Maçonaria Templária. Surpresos? Pois não deveriam estar.
Agora imaginem um esquerdista, cujas sinapses cerebrais foram demolidas por técnicas de controle mental (leiam Maquiavel Pedagogo) que suplantam a doutrinação ideológica em muitos níveis, descendo até o limbo ocultista e metafísico para só então desconstruir-se e entender que ele é mais um operário do império da mentira. Difícil, não? Porém o mesmo também ocorre com a direita amestrada, seja ela conservadora tosca ou liberal economicista.
Enquanto os insatisfeitos não pescarem os cacoetes "ideológicos" que pendem para um jogo de cartas marcadas, ficarão eternamente insatisfeitos com os rumos da direita e da esquerda, reclamando que a primeira virou a segunda e que a segunda virou a primeira.
É preciso sair das águas permitidas e desbravar o além-mar.
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Impressionante a volta que tivemos que dar graças à fraude eleitoral de 2014, proporcionada pela Smartmatic e toda a caterva que faz parte ou está ciente do circo, como os vermes do PSDB. É de enlouquecer.
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Enquanto você acorda e se prepara para trabalhar, estudar ou simplesmente tomar um café, o desgoverno que sequestrou o Estado planeja como vai lhe roubar, utilizando o dinheiro advindo do roubo para financiar propagandas e militantes que vão tentar convencê-lo de que golpista é VOCÊ.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Shortinhos, feminismo e machismo (PERCIVAL PUGGINA)


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Essas alunas estão deliciosamente a serviço do machismo! Será necessário desenhar?

Fui e continuo sendo fã de Millôr Fernandes, que abria suas festejadas páginas afirmando - "Livre pensar é só pensar". Por vezes, essa frase me vem à mente clamando por um adicional: "Mas quem não for capaz disso, não me faça perder tempo".
Foi o que senti ao saber da polêmica sobre o supostamente inalienável direito humano ao uso dos shortinhos pelas alunas do Colégio Anchieta. Analistas de reconhecido pêlo ideológico alinharam-se com as jovens e não duvido de que, em breve, o STF esteja decidindo sobre o direito que as pessoas têm de se vestir como bem entenderem. No ato de protesto, as alunas portavam cartazes e, num deles, se lia: "O machismo não decide a minha roupa".
Não conheço macho da espécie que se sinta aborrecido ou ultrajado diante de uma jovem de shortinho. Bem ao contrário. Portanto, essas alunas estão deliciosamente a serviço do machismo! Será necessário desenhar? E estão se prestando, também, ingenuamente, a uma causa que menospreza a liberdade individual. A linha política e ideológica que veio em socorro dos shortinhos é a mesma que, alguns metros adiante, estará tachando de burguesas tais modinhas e grifes. A pauta supostamente feminista em que estão envolvidas é uma pauta internacional, de natureza política, velha há mais de meio século. Tem por método dissociar a liberdade dos devidos parâmetros de responsabilidade e autoridade. E tem por finalidade, destruir a autoridade e a responsabilidade. Não, não é para assegurar a liberdade que o faz, mas para combater a civilização que produz esses shortinhos pelos quais as referidas alunas inflamadamente lutam.
Nos Estados Unidos, há bom tempo, jovens da mesma idade portavam cartazes dizendo: "I dress up for myself!. Seria mesmo? Será mesmo? Duvido. É muito improvável que alguém se vista apenas para si. Vivemos em sociedade, como seres individuais e sociais. Estamos, fisicamente, em sociedade, com os outros. A menos que seja um ambiente deserto, sempre haverá outras pessoas onde estivermos. O que denominamos de nossa imagem é algo que transmitimos aos demais. É por isso que as diferentes instituições estabelecem normas sobre vestuário e insubordinar-se ante elas não é um serviço a coisa alguma. Aliás, quase podemos dizer que nossa imagem não é nossa, tão relacionada é com o modo como somos vistos. É por esse fato singelo da vida que existem roupas adequadas a cada situação de convívio social.
Penso estar tratando de algo que nosso país exibe e grita ao mais desatento observador. O Brasil vale por um workshop sobre como a liberdade sem limites acaba com a liberdade de todos. Ademais, convenhamos: com o país do jeito que está, despender energia e mobilização protestando por shortinhos é o cúmulo da alienação!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Você está preparado para o fato de a Alemanha ser mais “feminicida” do que o Brasil?(RA)

Resultado de imagem para CHAVES BURRO DA ZERO PRA ELE
Qual é o problema da militância puramente ideológica? Destrói a inteligência, destrói a ciência, destrói a verdade, impõe o viés da picaretagem e da mentira mesmo em assuntos que são, sim, sérios e requerem intervenção de políticas de estado.
Veio a público com estardalhaço uma pesquisa que alimenta a conversa do “feminicídio” — esse nome igualmente estúpido, inventado por essa militância — que só serve para criar confusão. Alardeados os números, sem nenhuma contextualização, só servem à mistificação.
Em números absolutos, e não mortos por 100 mil, o estudo informa que cresceu 21% o número de mulheres assassinadas no Brasil entre 2003 e 2013. Pois é…
Quando se consulta o Mapa da Violência, percebe-se que o crescimento foi de 8,8%, já que, na década, a população feminina teve um crescimento de 11,1%. Os números são bons? Não! Eles são péssimos. Mas só conseguiremos dar uma resposta se trabalharmos com os dados corretos.
Vamos adiante.
Atenção, a taxa de homicídio de mulheres em 2013 foi de 4,8 por 100 mil habitantes. É evidente que é alta. Ocorre que, em 2012, o número de mortos do Brasil chegou a 29 por 100 mil habitantes, com uma média de 154 homicídios por dia. A depender do recorte que se faça, essa taxa pode ser um pouco mais baixa: 26 por 100 mil habitantes.
O número de mulheres assassinadas é, sem dúvida, um absurdo: 4,8 por 100 mil. Ocorre que escandalosa, estupefaciente mesmo, é a quantidade de assassinados no Brasil. Nota-se que entre 82% e 84% das vítimas são homens. E, como se sabe, não se fala de “masculinicídio”. Quando se fazem outros cortes, percebe-se que a esmagadora maioria é constituída de homens jovens.
Os dados vão sendo produzidos aos borbotões. O Brasil estaria em quinto lugar no ranking dos países que cometem o tal “feminicídio”. Na Alemanha, há apenas 0,5 mulher morta por 100 mil habitantes — contra 4,8 no Brasil. Logo, mata-se 8,6 vez mais mulheres no Brasil do que na Alemanha. Ocorre que a taxa de homicídio naquele país é de 0,7 por 100 mil — logo, mata-se, no geral, 36 vezes mais no Brasil do que na Alemanha.
Podemos ir adiante: se a taxa de homicídios alemã é de 0,7 por 100 mil, e a de mulheres, é de 0,5%, há uma diferença de 28,5% entre a taxa geral e a taxa de mulheres assassinadas. No Brasil, a diferença de mortos por gênero é de quase 82%.
Não quero parecer cínico, mas, por esses números, a Alemanha é mais feminicida do que o Brasil.
Não pretendo fazer proselitismo num mar de sangue. Apenas chamo atenção dos senhores leitores para o fato de que o Brasil é muito mais violento do que propriamente machista. Submeter os números da nossa tragédia a uma leitura de gênero é só mais uma expressão da burrice nacional.

Por que a feminização da América é ruim para o mundo ( DENNIS PRAGER )

Os sexos têm suas próprias naturezas particulares, que também são falhas. Essa é uma razão porque os homens precisam de mulheres e as mulheres precisam de homens.

Na semana passada o New York Times publicou um artigo, "Eliminação de Brinquedos e Rótulos Específicos de Gênero" que continham três frases que explicam um dos fenômenos mais importantes na vida americana.
Ao discutir o crescente movimento para acabar com brinquedos específicos de gênero – algo que o New York Times aprova – o artigo citou Tania Missad, a "diretora de insights (1) de consumidores globais" em um dos maiores fabricantes de brinquedos do mundo, a Mattel:
"A pesquisa da Mattel mostrou algumas diferenças no que meninas e meninos queriam em seus números de ação, disse Missad. "Para os meninos é mais sobre contar uma história do mocinho matando o vilão... [as meninas] nos diriam: "Por que a boa menina tem que matar o vilão? Eles não podem ser amigos no final?"
Provavelmente, poucas pesquisas acadêmicas sobre as diferenças sexuais sejam tão precisas quanto às pesquisas realizadas por empresas e agências de publicidade. A razão é simples: as empresas e agências de publicidade não têm uma agenda social ou política sua agenda é o lucro. Suas avaliações devem ser precisas ou eles perdem dinheiro e aqueles que fornecem avaliações erradas são despedidos. Os acadêmicos, por outro lado, não têm nada a perder. Quando publicam estudos que se propõem a mostrar que os meninos e as meninas querem os mesmos tipos de brinquedos, eles não perdem nada ao afirmar algo tão patentemente falso. Nos negócios há um preço muito grande a ser pago por acreditar no que é falso. Entre os acadêmicos, não há preço a pagar – certamente nem a sua reputação, porque outros acadêmicos querem acreditar nas mesmas bobagens.
A pesquisa Mattel revela que a natureza do sexo masculino quer que mocinhos matem bandidos (claro, nas sociedades ruins a definição de "mocinho" e "vilão" pode muito bem ser invertida, mas isso é uma questão de valores, não uma questão da natureza masculina) e que a natureza feminina quer que mocinho e bandido "sejam amigos no final."
Esta diferença pode ser a mais importante de todas as diferenças entre os sexos. Na verdade, ela pode realmente moldar o futuro da América e do mundo.
Claro, há mulheres que querem ver o mal destruído – a falecida Margaret Thatcher, por exemplo. E há homens que se opõem ao confronto com o mal – os homens que lideram o Partido Democrata atual, por exemplo. (Um homem assim é o presidente dos Estados Unidos, que tem um ponto de vista feminizado sobre aqueles que fazem o mal – conversar com eles, mas não confrontá-los, classificá-los, ou combatê-los.)
Mas essas exceções acontecem em grande número em duas circunstâncias: quando as mulheres se casam e quando os homens são feminizados.
Quando as mulheres se casam, elas são muitas vezes influenciadas por seus maridos no que diz respeito a questões políticas e morais, assim como os homens casados são influenciados por suas mulheres em toda uma série de pequenas questões. Como resultado, as mulheres casadas são mais propensas do que as mulheres solteiras a preferirem combater vilões do que a ter amizade com eles.

Infelizmente, mais e mais mulheres americanas estão solteiras.
Enquanto isso, os meninos americanos estão cada vez mais sendo criados por mulheres solteiras e ensinados quase que apenas por professores do sexo feminino. Além disso, eles muitas vezes são ensinados a ter vergonha de sua natureza masculina e a rejeitar as virtudes masculinas tradicionais.
Como resultado das duas tendências acima, o montante gasto na defesa nacional continuará a declinar (enquanto o montante gasto no bem-estar vai continuar a aumentar), e os Estados Unidos enfrentarão os males do mundo cada vez menos.
As consequências serão desastrosas para milhões de pessoas em todo o mundo. Quando a América deixa de matar bandidos, os bandidos matam mais pessoas inocentes. Estamos assistindo a isso agora como consequência da América ter abandonando o Iraque e se afastado do mundo em geral. O Estado Islâmico assumiu mais e mais território quando a América abandonou esses territórios. Ironicamente, portanto, enquanto a política externa americana torna-se feminizada, mais mulheres do Oriente Médio são estupradas.
Sempre que vejo no pára-choque a etiqueta, "A guerra não é a resposta," em um carro, eu olho para ver quem está dirigindo. Em anos de pesquisa visual, eu sempre vejo um motorista do sexo masculino.
Tanto as mulheres como a os homens têm naturezas falhas. Eles compartilham a natureza humana, que é profundamente falha, e os sexos têm suas próprias naturezas particulares, que também são falhas. Essa é uma razão porque os homens precisam de mulheres e as mulheres precisam de homens. Os homens precisam de mulheres para suavizar sua natureza agressiva intrínseca e para ajudá-los a controlar sua sexualidade predatória e as mulheres precisam de homens para, entre outras coisas, entender melhor que pessoas e regimes do mal devem ser combatidos, não alimentados.
A pesquisa da Mattel disse uma verdade que a América e o mundo precisam prestar atenção.
A esquerda tem feito muitas coisas destrutivas para a América. É bem possível que nenhum irá provar ser mais destrutiva do que sua tentativa de obliterar distinções entre os sexos.

Os cinco mandamentos da ideologia de gênero ( PADREPAULORICARDO.ORG)


Para quem afirma que a "ideologia de gênero" não passa de uma farsa ou de uma invenção dos cristãos, a realidade oferece provas irrefutáveis do contrário. Essa teoria não só existe, como já está dando os seus frutos ao redor do mundo.

O Brasil não é o único país a lutar contra a ideologia de gênero. Na Itália, as escolas reabriram recentemente o debate sobre o assunto, graças ao protesto da ministra da educação, Stefania Giannini, para quem todo esse alvoroço não passa de " truffa" (em bom português, uma fraude).
Um regime autoritário não poderia fazer melhor. De fato, o que unem a ministra italiana, a comunidade LGBT e as grandes manchetes é a negação das evidências. Para o movimento gay, "a ideologia gender não existe", "é uma invenção do Vaticano". Para La Repubblica, "é um fantasma que ronda a Itália". Para a BBC, "é só uma invenção retórica, um ídolo polêmico cheio de nada". Junto a esses grandes veículos de comunicação, está uma multidão de programas de TV, blogs e pequenos jornais, todos alinhados com a causa negacionista.
Mas, será mesmo a "ideologia de gênero" uma "invenção de católicos"?
Os "estudos de gênero" (gender studies) – que começaram a surgir nas universidades ainda na década de 1960, evoluindo nos anos 80 para a proteção das chamadas "minorias LGBT" – não nos deixam mentir. A teoria gender não só existe, como já está dando os seus frutos ao redor do mundo.
Para entender como funciona essa ideologia, seguem aqui alguns dos seus principais "mandamentos", princípios sem os quais toda a farsa desmorona e não se pode ir adiante no processo revolucionário.

I. Não há diferenças entre homens e mulheres

A finalidade original dos "estudos de gênero" ( gender studies) nos anos 60 era afirmar a absoluta igualdade entre homem e mulher, a fim de libertar e emancipar esta última da "discriminação". Era preciso negar a distinção entre masculino e feminino, contestando, por exemplo, a existência de profissões tipicamente masculinas e outras tipicamente femininas, além de negar as especificidades dos papéis materno e paterno na educação dos filhos. Para a ideologia de gênero, homem e mulher são intercambiáveis em qualquer função. A importância do papel da mulher, particularmente no âmbito familiar, não passaria de uma convenção social e de uma opressão histórico-cultural, da qual ela se deveria libertar.
Curiosamente, um dos países com as mais altas taxas de "igualdade de gênero", a Noruega, sempre viu a engenharia civil repleta de homens e a enfermagem repleta de mulheres, não obstante os múltiplos esforços educacionais para incutir na cabeça dos jovens que não há nada de diferente entre os sexos. Foi o que observou o documentário Hjernevask ("Lavagem Cerebral"), exibido pelo comediante nórdico Harald Eia. Há alguns anos, ele gravou um documentário expondo ao ridículo os "estudos de gênero". O resultado pode ser acompanhado abaixo:
Como consequência desse material, em 2011, o Conselho Nórdico de Ministros retirou boa parte dos investimentos ao Instituto Nórdico de Gênero (NIKK).

II. O sexo biológico é modificável

A ideologia de gênero vê o sexo biológico como um dado transitório e maleável, que pode ser tranquilamente transformado pela escolha de um "gênero" diferente, não importando a idade em que a pessoa se encontre. Comportamentos como a transexualidade são encorajados e vistos como demonstração de liberdade e emancipação individuais. ( Embora, na verdade, não seja nada disso.)
A própria definição de ser humano, ainda que a nível burocrático, passa a ir além dos dois sexos biológicos universalmente reconhecidos (masculino e feminino), adaptando-se a infinitas e fantasiosas nuances de gênero. As redes sociais já se adequaram a essa ditadura ideológica. No formulário de cadastro do Facebook, por exemplo, constam 56 diferentes formas de uma pessoa definir a própria sexualidade. Enquanto isso, as legislações de alguns países afora já reconheceram, além dos sexos masculino e feminino, um fantasmagórico gênero "neutro".

III. Família natural? Um estereótipo.

Para os ideólogos de gênero, a família natural, composta por pai, mãe e filhos, não passa de um estereótipo cultural baseado na antiga opressão do homem sobre a mulher – agora superada pela liberação sexual feminina e pelas várias definições abstratas de gênero. Superado o esquema homem-mulher, até mesmo a ideia tradicional de família vem abaixo. O plural passa a ser obrigatório: não existe mais "a" família, mas "as" famílias, que incluem todo agregado social fundado sobre um conceito genérico de "amor". Entram na lista, obviamente, até mesmo os relacionamentos chamados "poliafetivos", que constituem o mais novo objeto de reivindicações políticas e sociais.
Da Holanda, por exemplo, vem o curioso caso de Jaco e Sjoerd, Daantje e Dewi, dois pares homossexuais que decidiram formar, os quatro, uma só "família". Ambos os "casais" já têm os seus relacionamentos registrados no civil, mas, agora, anseiam pelo reconhecimento de um "quinteto amoroso". Tudo porque Jaco e Sjoerd decidiram compartilhar a sua "união" com outro homossexual, Sean. Agora, Daantje está esperando um filho de inseminação artificial e quer ver os seus parceiros como pais da criança. "Cinco genitores com iguais direitos e deveres, divididos em duas famílias", ela diz. "São essas as condições do contrato que todos nós assinamos e submetemos ao cartório."
Há quem diga que isso representa o avanço da humanidade – só se for no processo de destruição da família.

IV. "Dessexualizar" a paternidade

Se a família natural não passa de um estereótipo, a consequência inevitável é a dessexuação da paternidade. Os filhos deixam de ser frutos da relação sexual entre um homem e uma mulher para serem gerados artificialmente por qualquer grupo social. Promove-se a fecundação in vitro e sustentam-se práticas objetivamente brutais, como a da "barriga de aluguel".
Falar do direito de uma criança ser educada por um pai e uma mãe é considerado ofensivo. Os homossexuais não só passam a ter o "direito" de adoção, como as suas relações são alçadas à categoria de "modelo", não obstante as sérias e abalizadas objeções de quem viveu na pele o drama de ser criado por pares do mesmo sexo:
"A maior parte das crianças criadas por 'pais gays' tem dificuldades com sua identidade sexual, está se recuperando de abusos emocionais, lutando contra o vício nas drogas, ou estão tão feridas por sua infância, que lhes falta a estabilidade de vir a público e encarar os ataques de um lobby gay cada vez mais totalitário, que recusa a admitir que haja algo errado em tudo isso."

V. Conquistar as escolas e a mídia

Para realizar a sua "colonização ideológica" – como denunciou o Papa Francisco –, um passo importante no avanço da agenda de gênero é conquistar os ambientes de educação e de comunicação: as escolas e a mídia. É decisivo para esses ideólogos conseguir o dinheiro público para entrar nos institutos escolares e formar as mentes de gerações e mais gerações de jovens e crianças na sua cartilha. Cursos e seminários sobre a "igualdade de gênero" ou a "homofobia" não passam, pois, de Cavalos de Tróia, cuidadosamente introduzidos nas escolas e nas universidades para modelar e (de)formar as almas dos mais frágeis.
Ao mesmo tempo, ocupando papéis-chave nos meios de comunicação, os ideólogos de gênero visam influenciar mais massivamente a opinião pública, enunciando os seus princípios como uma ideia avançada de liberdade e descrevendo os seus opositores como retrógrados perigosos, que, motivados por pura maldade, querem limitar a liberdade dos outros. Descrições maniqueístas desse tipo estão espalhadas em toda a sociedade ocidental: constituem uma característica do plano de ação da ideologia de gênero, que pretende criar ícones homossexuais e transexuais, em oposição à ainda resistente opinião pública. Quem discorda é abertamente intimidado e atacado em sua liberdade de expressão. Daí a necessidade de criar leis criminais para punir os adversários e acabar com a objeção de consciência, promovendo, por outro lado, o linchamento midiático de quem não se adequa à nova ditadura ideológica.
* * *
Resistir pressupõe, em primeiro lugar, conhecer os princípios que regem essa "colonização ideológica" ainda em curso. Será realmente verdade que a ideologia de gênero não existe? Cada um, observados os fatos, pode julgar por si só. A realidade pode ser admitida ou negada. Podemos permanecer de pé e enfrentar com coragem a batalha que está por vir ou, ao contrário, podemos fingir que nada está acontecendo, ficar de braços cruzados e deixar que a caravana passe. A escolha é individual. Cada um deve escolher se quer deixar para os seus filhos um mundo construído sobre a verdade, ou sobre a falsidade de uma ideologia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Uma boa mãe apóia um bom aborto (FELIPE MELO )


Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela
O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.

Não conheço Rita Lisauskas. Fiquei sabendo de sua existência através de um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Ser mãe é padecer na internet”. Para seu último texto do blog, Rita escolheu uma bela manchete: “Sou mãe e a favor do aborto”. Curioso. Resolvi ler o texto, (in)felizmente. E, após ter me deparado com uma porção considerável de afirmações perigosas, para dizer o mínimo, resolvi escrever um punhado de comentários. Eles estão abaixo em itálico, e se referem sempre aos grifos em vermelho que fiz ao texto original.
"Eu nunca fiz um aborto. E se você não quiser fazer um aborto, também não é obrigada a fazer.
Mas todas as mulheres que querem abortar e têm dinheiro vão à clínicas chiquérrimas onde são tratadas com todo o respeito, higiene e com que há de mais moderno inventado pela medicina. Também são servidos cafés e petit-fours “Está boa a temperatura do ar condicionado, Dona Mariana?” [1]
[1] Para alguém que nunca abortou, Rita Lisauskas parece conhecer bem como é uma chiquérrima clínica de aborto. Ou isso, ou se trata apenas de um recurso meramente retórico para o que virá a seguir.
"Tenho algumas amigas que já abortaram. Não foi uma escolha fácil para nenhuma delas. Mas tudo foi feito com segurança. Uma delas porque achou que não tinha estrutura financeira e emocional para ter um filho. Mas há mulheres que abortam porque são vítimas de estupro. Outras simplesmente porque não se veem como mães e querem dar outro rumo para vida. [2] Algumas foram abandonadas pelo parceiro idiota, homens que usam eabusam do direito de praticar um aborto às avessas, simplesmente fugindo do mapa e fingindo que o problema não é com eles. [3] Foram lá e fizeram. Sentiram culpa? Algumas sim, outras não. Saíram de lá vivas e saudáveis? Saíram."

[2] Notamos que tudopode servir de justificativa para o aborto – desde violência sexual, um crime bárbaro que deixa seqüelas físicas e psicológicas profundas, até o simples “ah, não estou afim de ser mãe”. Olhando por esse lado, é difícil não perguntar: mulheres que decidiram abortar “simplesmente porque não se veem como mães e querem dar outro rumo para vida” realmente tiveram de fazer uma escolha difícil?
[3] Uma das comparações mais estapafúrdias feita pelas feministas, das mais perspicazes às mais pedestres, é entre o aborto praticado pela mulher e o abandono praticado pelo homem diante de uma gravidez indesejada. Abandonar uma mulher grávida, que carrega seu próprio filho no ventre, é um ato de covardia indesculpável. Nisso, todos concordamos. Mas, por mais covarde que seja, ele não se compara à crueldade que é matar uma criança ainda no ventre materno. A desproporção entre os dois atos é tamanha que misturar as duas coisas propositadamente é um sinal claro de desonestidade intelectual.

"
As mulheres que não têm dinheiro para um aborto na clínica chiquérrima parecem não ter direito ao próprio corpo [4], ainda que sofram com os mesmos dilemas. Não têm estrutura emocional e financeira. Foram estupradas. Não se veem como mães. Abandonadas pelo parceiro que virou as costas para ela, praticando o aborto masculino socialmente aceito. Elas, como não têm dinheiro, como o Estado lhes vira as costas e a opinião pública aponta o dedo (Vagabunda! Na hora de abrir as pernas não pensou nas consequências, né?), compram um remedinho abortivo no mercado negro e sangram até a morte. Ou vão naquela clínica suja da periferia que mais parece um açougue. E morrem." [5]

[4] Toda e qualquer pessoa, homem ou mulher, tem direitos sobre si mesmo, inclusive sobre seu próprio corpo. Uma coisa, entretanto, que sempre fica clara na argumentação feminista é que a criança que se encontra no ventre materno é, também, parte do corpo da mulher. A criança em gestação não é vista como um outro ser humano completamente diferente: seu status, para o discurso feminista, é ou de um apêndice desagradável que pode ser removido, ou de um parasita asqueroso que precisa ser eliminado.
[5] O nível de sociopatia dessas afirmações beira o delírio. Provavelmente Rita Lisauskas deve desconhecer a centenas de iniciativas particulares, muitas delas de cunho religioso, que acolhem mulheres vítimas de violência e que, mesmo sem se verem em condições materiais ou psicológicas de levarem adiante da gravidez, decidem não fazer aborto. Nenhuma dessas mulheres é tida por vagabunda porque “não fechou as pernas”.

"
As complicações do aborto já são a quarta causa de morte materna no Brasil [6]. É uma questão de saúde pública. E não precisa ser nenhum gênio para descobrir que não são as mulheres da clínica do cafezinho e do petit-four que são mutiladas ou morrem. São as mulheres desesperadas e sem dinheiro. Pobres. Da periferia. São aquelas que não têm com quem contar."
[6] Além de não fornecer qualquer tipo de fonte para fornecer esse dado, Rita Lisauskas apenas repete um dos velhos ritornellos de quem defende o aborto. As informações mais recentes disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são do ano de 2011, e lá consta que o número de óbitos maternos em decorrência de aborto correspondeu a 8,4% do total de óbitos maternos, totalizando 135 vítimas. Se Lisauskas tem fontes mais atualizadas e corretas, jamais saberemos: ela as omitiu em favor de um efeito retórico emocional.

"Quem diz que é contra o aborto porque é “a favor da vida” não pensa na vida dessas mulheres. A vida delas vale menos que a de alguém que não nasceu? [7] Se esse bebê nascer sem amor, sem grana, sem pai, sem estrutura, sem escola, sem apoio, sem o direito a uma família (já que família agora é só a formada com pai e mãe, né Congresso Nacional), o que será dele?"
[7] Aqui, vemos a recorrência de mais um jogo retórico mentiroso de palavras que visam apenas a criar um efeito emocional forte, mas que tem quase nenhuma correlação com a realidade. Uma coisa que Rita Lisauskas parece ignorar é que o próprio aborto fragiliza profundamente a mulher: a ocorrência de auto-lesões propositadas aumenta em 70% (cf. Anne C. Gilchrist, “Termination of Pregnancy and Psychiatric Morbidity”. Psychological sequelae of abortion – The myths and the scientific facts. Berna, 2011); a chance de uma mulher que abortou cometer suicídio aumenta em 6 vezes (cf. Mika Gissler, Elina Hemminki, Jouko Lonnqvist. “Suicides after pregnancy in Finland, 1987–94: register linkage study”. BMJ 1996; 313:1431); e que o aborto está relacionado ao desenvolvimento de transtornos mentais e comportamentais, como abuso de drogas, ansiedade, depressão, além de ideação e tentativa de suicídio (Mota, Natalie P, BA; Burnett, Margaret, MD, FRCPC; Sareen, Jitender, MD, FRCPC. “Associations Between Abortion, Mental Disorders, and Suicidal Behaviour in a Nationally Representative Sample”. Canadian Journal of Psychiatry 55.4 [Apr 2010]: 239-47).

"
Se é contra a sua religião, não faça. Mas não queira que sua fé decida o que outra mulher deve ou não fazer. Se você não pretende criar o filho de ninguém, se não será você quem dirá a criança que não tem comida em casa, se não será você quem vai reconhecer os traços de um estuprador no rosto dela, se não será você quem irá aguentar os nove meses de uma barriga indesejada, se não será você quem irá explicar aos vizinhos que não, “não, não sou casada”, “não, esse filho não tem pai”, “não, não sou vagabunda”, “não, eu fui estuprada”, “não, eu não estava vestida para ser estuprada”, “não, não usei camisinha”, você não tem direito a opinar sobre a gravidez alheia. E mesmo se respondeu “sim” a alguma das questões acima, também não tem o direito de querer obrigar ninguém a levar uma gravidez indesejada adiante."[8]
[8] Na visão dos defensores do aborto irrestrito, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de dizer à mulher grávida: “Olha, o que você carrega no ventre é uma criança, um ser humano diferente de você, e aborto é a mesma coisa que assassinato.” É o império do subjetivismo. Mesmo que um exército de geneticistas, obstetras, ginecologistas e embriologistas defenda isso e forneça toneladas de evidências científicas sólidas, eles são apenas opressores. O que importa é que matar a criança que se carrega no ventre deve ser um direito humano (!!!), uma garantia inalienável de cada mulher.

"Já foi provado: a legalização diminui o número de mortes maternas. Dê uma olhada no nosso vizinho, Uruguai, que jogou o número de mortes de mulheres que abortam próximo a zero. Também diminuirá o número de mulheres que buscam o Sistema Único de Saúde todos os anos para se recuperar de abortos mal feitos. O aborto seguro tem de estar disponível a todas que vão recorrer a ele, porque você querendo ou não, Eduardo Cunha esperneando ou não,as mulheres vão procurar o procedimento como opção para interromper uma gravidez indesejada." [9]
[9] O argumento acima poderia muito bem ser utilizado para, por exemplo, descriminalizar o latrocínio. Afinal, a existência de uma lei que puna o latrocínio não impede que ele seja cometido. O mesmo se estende para o assalto a mão armada, o homicídio, até mesmo a corrupção. A lógica é: se a lei não impede que o crime seja cometido, então, vamos abolir a lei.

"
O que o Congresso tenta empurrar-nos garganta abaixo é um retrocesso. Mulheres tendo de provar que realmente foram estupradas. Pílulas do dia seguinte proibidas. Cadeia para quem explicar para a mulher que o corpo é dela e que a escolha é dela." [10]
[10] Mentiras que já foram suficientemente expostas em meu último artigo.

"Eu amo o meu filho. Porque eu quis ser mãe dele. Lutei para engravidar dele, inclusive. Reservei o melhor de mim para criá-lo. Uma criança só devia vir ao mundo se for desejada." [11]
[11] “Uma criança só devia vir ao mundo se for desejada”. Essa afirmação possui a quintessência do totalitarismo abortista: se eu quero, deixo nascer; se eu não quero, mato. Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela – e, neste caso, o mero desejo de outrem de que ela possa nascer.
Quando lançamos o olhar para o século XX, vemos que foi nele que surgiram as ideologias mais mortíferas de toda a história humana, sistemas filosóficos e políticos que, quando tomaram o poder, dedicaram-se a eliminar deliberada e meticulosamente vidas humanas. O Holocausto nazista, o Holodomor ucraniano, o “Grande Salto Adiante” chinês, os gulags soviéticos, todos eles nos legaram uma montanha com centenas de milhões de cadáveres. Nenhuma dessas tragédias, entretanto, pode ser comparada em escala e em crueldade ao assassinato de uma criança em desenvolvimento, perfeitamente inocente, completamente frágil, no ventre materno.
O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.

sábado, 31 de outubro de 2015

Fascistas de esquerda, feminázis e feticidas promovem passeata; um grupo de úteros-secos tenta me intimidar na Paulista. Respondi! (RA)

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Eis que, na noite desta sexta, estava eu a conversar com um amigo num bar da Avenida Paulista sobre tarefas de trabalho que temos na semana que vem quando vejo um grupo avançando. Era uma passeata.
Encontrávamo-nos num dos pontos do calçadão da Paulista, ao ar livre. Havia gente batendo bumbo. Mau sinal. Havia mascarados. Sinal pior ainda. Havia umas moças com os peitos à mostra. Pensei: “Bom sinal!!!”. Gosto de peitos à mostra. Mas logo vi que eram peitos que pretendiam ser socos na cara… Péssimo sinal!!!
A certa distância, divisei uma faixa que dizia qualquer coisa sobre a independência do útero. Outra, ao lado, protestava contra Eduardo Cunha. Também havia estandartes do PT, do PSOL, do PSTU, da CUT… “Melhor entrar.” Peguei a minha caipirinha e fui pra dentro.
Mas sabem como é… Essas senhoras burguesas, de todos os sexos, se cansam, não? Dá vontade de tomar um drinque, de comer alguma coisinha… Um grupo entrou no bar. Não é boteco de três merréis…
Àquela altura, eu já tinha percebido que a passeata era contra Eduardo Cunha, em favor do aborto, contra os evangélicos, a favor da diversidade sexual, contra o conservadorismo, contra o golpe (eles chamam “golpe” a destituição legal de Dilma) etc. E já tinha percebido também que, dados todos os inimigos, o principal mesmo era o feto. As feminázis, inclusive as feminázis barbudas, eram contra o feto, este monstro!!!
Ah, sim: encerrando a passeata, duas bandeiras da… Autoridade Palestina. Ora vejam: já que se vai protestar contra Cunha, contra o machismo, contra os evangélicos, em favor do aborto e da tal diversidade, por que não dar um cacete em Israel? Aí o pacote fica completo.
Estratégia petista
Antes que avance na narrativa, a questão de fundo: tudo isso se chama “PT”. Eu estou passando uma informação. O establishment petista convenceu os seus satélites de esquerda que existe uma onda conservadora no país. E que é preciso ocupar as ruas.
Não dá para sair em defesa de Dilma e do partido. Então é preciso revigorar as causas laterais. Na quinta, quem ressurgiu foi o Movimento Passe Livre. Nesta sexta, foi a vez do feminismo. Na semana que vem, provavelmente, serão os racialistas… E assim vai.
Volto ao ponto
Eu estava quieto, no meu canto, tomando a minha caipirinha. Eis que entra um grupo de mulheres (originalmente, eram, até onde pude perceber) na faixa dos 50, acompanhadas de um gay — ele queria me beijar!!! — de uns 20 e poucos, barbudo. Ficou visível que elas tentavam ensinar o rapaz a ser um forte, e ele tentava ensinar a suas amigas a ser sensível. Uma troca linda!
Olham pra mim, e uma delas diz: “Gente como ele, e me indicou com o olhar e as sobrancelhas, deveria ser proibida de entrar um bar”.
Entenderam?
As feticidas não querem gente como eu no bar.
As feticidas não querem no bar quem não pense o que elas pensam.
As feticidas acham que os espaços públicos devem ser ocupados apenas pelos seus iguais.
Bem, fiz o óbvio. Sentei-me à mesa do grupo e perguntei o que eles tinham contra a democracia. Aí a menina barbuda me disse: “No bar, você pode ficar (ah, obrigado, moça!), mas não na nossa mesa”.
Respondi: “É que eu havia entendido que vocês são contra a minha presença aqui”.
Conheço pela fedentina ideológica. Eram petistas — tanto que logo abandonaram a passeata, né? — disfarçadas de militantes libertárias. Eu lhes disse o óbvio:
“Por que vocês não perseguem quem, ao menos, pode correr? O feto nem pode correr! Que covardia!”
Aí uma das senhoras — o grupo, note-se, era composto só dos sem-companhia — disse à outra: “Não responda! Não responda!”. Bem, quem respondia ali à agressão era eu. Elas é que haviam me atacado.
Uma delas — aquela há mais tempo amargando a solidão forçada, o rancor, a amargura — resolveu aplaudir, como se eu quisesse plateia. Mas eu já tenho. Era eu ali quem dava uma esmola de atenção àqueles úteros secos, marcados pelo deserto, pela falta de opção, pelo triunfo da morte sobre toda coisa viva.
Tinha o que fazer. Eu me despedi dos petistas assim: “Agora eu vou trabalhar porque não tenho partido para pagar as minhas contas”.
A moça barbuda me mandou um beijinho, como se isso me ofendesse. Há bichas que ainda acham que esse tipo de coisa incomoda.
Essa gente triste, seca, obrigada a sair em bando de iguais que se repelem, durante a noite, para se livrar de suas misérias íntimas, causa-me pena, não rancor. Imaginem que miserável deve ser chegar à própria casa sem ninguém com que conversar, olhar-se no espelho e pensar: “Será que existe alguma passeata amanhã?”. Há solidões virtuosas, claro. Mas ali não era o caso. Eram todas tão tristes! Quase me comovi.
O que importa neste post, do ponto de vista político, é isto aqui: o PT chegou à conclusão de que não tem como se defender com sua própria cara e resolveu apelar a movimentos de ditas minorias para denunciar uma suposta onda conservadora.
As mobilizadas desta sexta foram as de útero seco e as que útero nunca terão.
PS – Sério: quase deixo pra lá. Uma delas se parecia muito com minha mãe, com a diferença de que vi que ela não tem para quem rezar.
Não é apenas o seu útero que é seco — o que explica o ódio aos fetos. Ela também é seca de afetos.