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terça-feira, 7 de junho de 2016

Pela criminalização dos símbolos comunistas ( FÉLIX MAIER)


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Já existe uma lei no Brasil que criminaliza, corretamente, os símbolos nazistas - a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

Em seu artigo 20, a Lei 7.716 preceitua que:

"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de um a três anos e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)".
A Lei 7.716 está incompleta. É preciso modificar essa Lei, para criminalizar também símbolos comunistas, como a foice e o martelo. Num país democrático, como o Brasil, não deveria ser permitido que partidos políticos, como o PCdoB e o PCB, defensores de ideologias totalitárias, que têm como objetivo implantar a ditadura do proletariado, continuem tendo seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses partidos precisam ser imediatamente extintos, para resguardar a democracia de que se utilizam, para em seguida tentar eliminá-la.

Divulgar o comunismo é um crime que atenta contra toda a humanidade, não só contra a nação brasileira, face aos mais de 100 milhões de mortos que essa ideologia assassina deixou como herança no século XX. E que ainda continua matando pessoas ao redor do mundo, como na China, em Cuba e na Coreia do Norte – além de países bolivarianos, como a Venezuela.

Países do Leste Europeu, como Ucrânia e Polônia, que viveram sob as garras de ideologias totalitárias como o nazismo e o comunismo, estabeleceram leis que proíbem a divulgação de símbolos dessas ideologias, assim como partidos políticos dessas excrescências que nunca deveriam ter surgido na História universal.

Por isso, é importante apoiar o Projeto de Lei nº 5358/2016, apresentado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSC/SP), que altera a redação da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e da Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016, para "criminalizar a apologia ao comunismo".

Nesse sentido, criei uma petição, de modo a coletar abaixo-assinados dos verdadeiros democratas brasileiros. Enviei o texto da petição a todos os parlamentares em Brasília, inclusive para aqueles que, ideologicamente, cometem crime fazendo a apologia ao comunismo.

Assim, concito todos os democratas brasileiros a exigir de nossos parlamentares a aprovação dessa Lei, de modo a colocar o Brasil a s
alvo da sanha comunista, tentada pelo menos quatro vezes nesta Terra de Santa Cruz, a saber:

- Intentona Comunista de 1935, em que lacaios a mando de Moscou, como Luiz Carlos Prestes, mataram 32 militares, alguns dormindo nos quartéis, e cerca de 1000 civis, para tentar implantar a ditadura comunista.

- Após a Revolução Cubana, em 1961, portanto antes do contragolpe militar de 1964, já havia centros de treinamento de guerrilha em fazendas de Pernambuco, Acre, Goiás, Bahia e Minas Gerais, onde cubanos ensinavam táticas de guerrilha, para promover a implantação da ditadura comunista. Sobre o assunto, leia o livro O Apoio de Cuba à Luta Armada no Brasil, de Denise Rollemberg.

- A partir de 1968, antes do AI-5 (13/12/1968), há um acréscimo exponencial de grupos terroristas comunistas no Brasil, que não lutavam contra os militares para o restabelecimento da democracia, como costumam mentir (especialmente Dilma Rousseff), mas para implantar o comunismo. O aumento da atividade terrorista ocorreu depois da Conferência da OLAS, em Cuba, em 1967, com a presença de Carlos Marighella. Ola, em espanhol, significa “onda”, seriam, pois, ondas, vagalhões de focos guerrilheiros espalhados por toda a América Latina, como disse o próprio Fidel Castro: “Faremos um Vietnã em cada país da América Latina”. Para tal, tiveramtreinamento na China e, principalmente, em Cuba. O mesmo objetivo de comunização do Brasil foi tentado pelo PCdoB, na chamada Guerrilha do Araguaia.

- A partir do governo do PT, em 2003, houve outra tentativa de comunização do Brasil, de acordo com os objetivos traçados pelo Foro de São Paulo, entidade criada em 1990 por Fidel Castro e Lula da Silva, a qual tem por objetivo final a comunização da América Latina, tendo Cuba por modelo. Um breve histórico sobre a doutrina dessa nova internacional comunista pode ser visto lendo as Atas do Foro de São Paulo. A destruída Venezuela é o país que mais se aproximou desse objetivo, o “Socialismo do Século XXI”, seguida por Bolívia, Equador e Nicarágua. O Paraguai se livrou dessa praga, ao destituir o bispo-presidente Fernando Lugo. A Argentina também caiu fora, com a eleição do presidente Mauricio Macri, assim como o Brasil, com o impedimento (espero que definitivo) de Dilma Rousseff. Em sua Resolução sobre a conjuntura, de 17 de maio de 2016 - verdadeiro corpo de delito -, o PT mais uma vez provou que é um partido antidemocrático, autoritário, que trata os adversários como inimigos. Enfim, que tem o DNA totalitário.

Finalizando, volto a repetir que símbolos e entidades comunistas precisam ser criminalizados no Brasil, assim como já o são os nazistas. Um país democrático não pode tolerar regimes que têm por finalidade acabar com as liberdades, seja individual, da imprensa, da propriedade, da religião, ou do livre empreendedorismo.

NOSSA BANDEIRA JAMAIS SERÁ VERMELHA!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Feministas, guerra cultural, família e discursos: notas (DAVID AMATO)

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As feministas adoram falar que "lugar de mulher é onde ela quiser". Eu concordo absolutamente, porque estamos tratando de indivíduos e suas singularidades. Mas o que pensa a turminha superprafrentex quando uma mulher opta por ser recatada e dedicar-se às atividades do lar, leia-se à família, sem que isso implique em não fazer mais nada da vida?
Vejamos o que disse Simone de Beauvoir (foto), quando perguntada pela igualmente feminista e estatólatra Betty Friedan, da revista The Satuday Review (1), sobre a possibilidade de o Estado remunerar as mulheres que OPTARAM por cuidar do lar e dos filhos que lá estivessem:
- "(...) As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la."
Para entender o raciocínio precisamos recorrer a Marx, que estabeleceu que a infraestrutura (estrutura material da sociedade e sua base econômica) determinava a superestrutura (estruturas de poder político, cultura, instituições, o Estado etc.).
A absurdidade da abolição da propriedade privada via revolução armada, proposta para alterar a infraestrutura e aniquilar os pilares ocidentais, fracassou óbvia e miseravelmente, fazendo com que teóricos marxistas invertessem a tese.
Se antes a origem da família era entendida como consequência da propriedade privada, o novo meio de acabar com esta foi aniquilar a primeira, atacando a superestrutura através da ocupação, dominação e subversão dos espaços, ou seja, a estratégia gramscista aplicada com estrondoso sucesso no Brasil.
Dessa forma fica claro por que as feministas, que são meras crias marxistas, surtam com qualquer coisa ligada à família, "instituição burguesa" que deve ser destruída, assim como a real soberania do indivíduo, que deve perecer diante do coletivo amestrado.
Reflexo disso é a Ideologia de Gênero, advinda em parte de uma frase de Beauvoir, que disse que não se nasce mulher; torna-se. Com isso ela quis dizer que você pode reivindicar o direito de ser qualquer coisa, contanto que esteja dentro dos moldes culturais propagados pela esquerda, é claro.
É ligando estas e outras pecinhas que entendemos o motivo pelo qual as feministas e demais zumbis miméticas deflagraram uma campanha tão agressiva contra a reportagem sobre Marcela Temer, cujo lugar é verdadeiramente onde ela - e não a esquerda - quiser.
Lidem com isso.
* * *
Disse Confúcio que "sinais e símbolos governam o mundo, não palavras, nem leis". Disse Clausewitz que "a guerra é a continuação da política por outros meios". Dos dois mestres se tiram duas lições do caso Jair Bolsonaro x Jean Wyllys:
O primeiro introduziu em seu tão criticado discurso novos símbolos à guerra política e cultural; o segundo fez uso de símbolos opostos e consolidados pelo establishment, de modo a evitar desesperadamente que uma verdadeira polarização floresça, porque junto dela vêm um revisionismo de uma história totalmente falsificada pela esquerda e suas vertentes.
Portanto, parem de bancar as virgens puritanas e entendam que a manobra política de Bolsonaro foi mortal, porque a quantidade de pessoas que irão ler diferentes fontes sobre não só o que foi, mas o motivo pelo qual tivemos um Regime Militar, fará com que a guerra política e cultural amadureça, ajudando a desmascarar muita gente. De ambos os lados.
* * *
Citar a família, a instituição mais poderosa que existe no mundo, é algo muitíssimo mais nobre do que citar um partido e uma causa supranacional genocida e pilhadora, ironicamente comandada por um punhado de famílias sem qualquer consciência moral.
Se o lado dos vermelhos seguisse a métrica do Show da Xuxa - que não deixa de ser engraçada -, mandaria beijos e abraços ao Foro de São Paulo, ao Diálogo Interamericano, aos Clubes de Roma e Bilberberg, à ONU e demais lepras hierarquicamente unidas pela teoria dos sistemas.
* * *
Guia de negócios politicamente corretos (se você for revolucionário) em tempos de destruição deliberada, digo, crise:
- Tráfico de drogas (o brasileiro é o maior consumidor de crack e segundo maior de cocaína do mundo);
- Venda de cerveja de milho e outras bebidas vagabundas;
- Abrir uma funerária (só homicídios são mais de 70k\ano);
- Abrir um hospício;
- Ou um bordel. Mas já aviso que concorrer com as putas de Brasília será difícil.
* * *

Olavo de CarvalhoSe você quer enfraquecer um adversário, é coisa simples: faça-o esperar, e esperar, e depois esperar mais um pouco. Esse era o truque supremo do general romano Fabius, cujo nome inspirou o movimento fabiano, que por sua vez inspirou o tucanato. E o mais lindo é ninguém perceber que há um ano esse truque vem sendo usado contra toda a população brasileira.
Quintus Fabius Maximus inspirou a Sociedade Fabiana, fundada um ano após a morte de Marx, em 1884. Não é à toa que os símbolos utilizados pelo socialismo fabiano são o de um lobo em pele de cordeiro e de uma tartaruga raivosa, o primeiro representando a falsa oposição (Estratégia das Tesouras) e o segundo as mudanças graduais e reformistas via revolução cultural. (http://www.fabians.org.uk/)
* * *
Aqueles que por ventura estejam bravos com os discursos caricatos, tanto da direita quanto da esquerda, precisam aprender o básico: ambas as orientações são maçônicas e foram adotadas durante a Revolução Francesa. Por falar em Revolução Francesa, o que vocês hoje conhecem por comunismo não foi arquitetado por Marx, e sim por Engels a mando da Franco-Maçonaria Templária. Surpresos? Pois não deveriam estar.
Agora imaginem um esquerdista, cujas sinapses cerebrais foram demolidas por técnicas de controle mental (leiam Maquiavel Pedagogo) que suplantam a doutrinação ideológica em muitos níveis, descendo até o limbo ocultista e metafísico para só então desconstruir-se e entender que ele é mais um operário do império da mentira. Difícil, não? Porém o mesmo também ocorre com a direita amestrada, seja ela conservadora tosca ou liberal economicista.
Enquanto os insatisfeitos não pescarem os cacoetes "ideológicos" que pendem para um jogo de cartas marcadas, ficarão eternamente insatisfeitos com os rumos da direita e da esquerda, reclamando que a primeira virou a segunda e que a segunda virou a primeira.
É preciso sair das águas permitidas e desbravar o além-mar.
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Impressionante a volta que tivemos que dar graças à fraude eleitoral de 2014, proporcionada pela Smartmatic e toda a caterva que faz parte ou está ciente do circo, como os vermes do PSDB. É de enlouquecer.
* * *
Enquanto você acorda e se prepara para trabalhar, estudar ou simplesmente tomar um café, o desgoverno que sequestrou o Estado planeja como vai lhe roubar, utilizando o dinheiro advindo do roubo para financiar propagandas e militantes que vão tentar convencê-lo de que golpista é VOCÊ.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Vamos deturpar o Dia da Mulher ( MATEUS COLOMBO MENDES)


"A liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se vêem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem.
Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior


A História é esta: em 1910, a comunalha do mundo todo, reunida sob a organização Segunda Internacional Comunista, com a participação de Lenin e outros líderes que, pouco tempo depois, seriam responsáveis pelo genocídio de dezenas de milhões de pessoas, definiu que o dia 8 de março marcaria o Dia Internacional da Mulher. As intenções, como soem ser as intenções revolucionárias, pareciam ser as melhores: sob a esparrela da independência, queriam tirar a mulher da opressão do lar e levá-las para a liberdade das fábricas.
Karl Marx já postulara coisa semelhante, mas em relação às crianças. Em crítica à plataforma do Partido Social-Democrata Alemão, escreveu:

"Uma proibição geral do trabalho infantil é incompatível com a existência de indústria em larga escala e, por isso, um desejo piedoso e vazio. Sua realização – se possível – seria reacionária, já que, com uma estrita regulação do tempo de trabalho de acordo com as diferentes faixas etárias e outras medidas de segurança para a proteção das crianças, a combinação desde cedo de trabalho produtivo com educação é um dos meios mais potentes para a transformação da sociedade presente."


O que Marx, Lenin e todos que entenderam o socialismo pretendiam era que mulheres, crianças e idosos conformassem, com os homens, a imensa massa igualitária, igualmente miserável e à disposição da indústria planificada, em que todos são iguais, exceto a nomenklatura. Em verdade, as mulheres do mundo todo estavam sendo convidadas a optar por algo que, logo adiante, em todos os países socialistas, tornar-se-ia obrigação: trocar o insuportável peso de colheres e panos-de-prato pela confortável leveza de ferramentas e máquinas industriais.


Nas últimas décadas, essa simbologia pegou forte por aqui e, cada vez mais, as mulheres têm abandonado a suposta exploração machista (sobre a qual Olavo de Carvalho – não poderia ser diferente – já escreveu o que havia para escrever) em nome de uma suposta liberdade, composta por confusão, histeria e desalento. Entretanto, não foi sempre assim.


Na primeira metade do século XX, o mundo civilizado legou a “comemoração” ao esquecimento, preferindo presenteá-las com liberdade, enquanto os membros da União Soviética mais a China e o Vietnã mantiveram-na como feriado nacional (mantendo as promessas do maravilhoso mundo socialista limitadas ao discurso e aos símbolos). Apenas na década de 1960 o festejo voltou à agenda ocidental, por iniciativa do Movimento Feminista, que achava uma boa idéia o Ocidente imitar países como Azerbaijão, Mongólia, Tajiquistão, Quirguistão e Vietnã e comemorar o 8 de março como símbolo das lutas das mulheres. (Qual seria a reação das feministas se a Civilização Ocidental tratasse suas mulheres da forma como eram – e são – tratadas as mulheres das nações que penam na mão do Socialismo?)


Resta claro, pois, que a consolidação do Dia Internacional da Mulher é fruto da mendacidade esquerdista e, como toda ação revolucionária, envolve mentiras e manipulações de informações.


Contudo, a data acabou sendo mais um tiro no pé revolucionário: em vez de demonstrações de força da mulher e de igualdade de gêneros (o que é impossível em todos os níveis, do ontológico ao lógico), o dia é marcado por manifestações de respeito, veneração e prostração do homem ante a sensível, amável e encantadora mulher. Com sua temerária passividade, a civilização judaico-cristã absorveu a comemoração revolucionária, mas, ao mesmo tempo, com seu respeito ao Direito Natural das gentes, subverteu-a e a dotou de humanidade e decência, com uma boa dose de capitalismo (pelo que a indústria e o comércio agradecem).


Parece-me bom, sim, comemorar o Dia da Mulher, como um marco àquilo que deve ser a regra: o amor a quem gesta a vida. Mas sigamos comemorando o 8 de março, também, como uma data-símbolo, que representa a imposição da realidade civilizada sobre devaneios ideológicos.


Não há feminismo que resista às insuperáveis diferenças inatas entre mulheres e homens. Não há discurso esquerdista que supere o progresso e a liberdade do mundo civilizado. Não há bandeira revolucionária que passe incólume pelo crivo da realidade.


O socialismo até tem um discurso bonito, mas no capitalismo, na civilização ocidental, fundada sobre a moralidade judaico-cristã, temos liberdades, decência, comida, papel higiênico e a possibilidade de oprimir nossas mulheres com flores, bombons e carinhos.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Você é comunista e não sabia? (ALBERTO MANSUETI)


mkPor que “comunista”? Porque esses são os dez pontos do “programa mínimo” para todos os partidos comunistas, tal como figuram no famoso (e pouco lido) Manifesto Comunista, redigido pelo punho de Karl Marx e Friedrich Engels.

Façamos um pequeno “teste político” com dez “políticas públicas” ou ações do governo, das quais sempre se fala em todos os países. Você tem de marcar se está de acordo ou não com cada uma destas dez ideias ou medidas. Você pode responder e depois perguntar a seus familiares e amigos.
Comecemos:
1 - “Reforma agrária”, ou seja, a luta contra o latifúndio: a grande propriedade rural;
2 - “Imposto progressivo”, ou seja, quem ganha mais paga uma porcentagem maior de imposto;
3 - “Imposto sobre heranças”, para se ter mais igualdade de oportunidades;
4 - Nacionalização de grandes empresas estrangeiras, e o confisco de propriedades privadas, visando o bem comum;
5 - Banco Central, para emitir moeda nacional de curso legal; e bancos do Estado, para conceder crédito ao público;
6 - Ferrovias, linhas aéreas e transportes do Estado, para ir até os lugares mais distantes;
7 - Fábricas, fazendas agropecuárias e empresas comerciais do Estado, para vender produtos mais baratos;
8 - Leis de trabalho, rural e urbano, fixando remunerações mínimas, e condições dignas de trabalho;
9 - Retenções pelo Estado de uma porção dos lucros das empresas privadas em minério, petróleo e gás, e das grandes fazendas agropecuárias;
10- Educação pública e universal, gratuita e obrigatória para todas as crianças e jovens.

Agora atribua 1 a cada ponto com o qual está de acordo. Resultado: Se você tirar 10 ou 9, é um comunista completo. Entre 8 e 6, muito comunista. Entre 5 e 3, bastante comunista; se você tirar menos de 3, parabéns: você é muito pouco comunista!
Por que “comunista”? Porque esses são os dez pontos do “programa mínimo” para todos os partidos comunistas, tal como figuram no famoso (e pouco lido) Manifesto Comunista, redigido pelo punho de Karl Marx e Friedrich Engels, há pouco mais de um século e meio, em 1848. “Comunista” é todo militante e todo partido socialista que subscreve estes dez pontos “como mínimo”, segundo a definição do Manifesto, a fonte mais autorizada.
Se não acredita em mim, procure o Manifesto, esse que começa com a célebre frase: “Um fantasma ronda a Europa: o fantasma do comunismo”. Está na internet, e em português.
No capítulo 2, “Proletários e Comunistas”, estão todos estes pontos, um a um, com os mesmos números, do 1º ao 10º, embora redigidos com outras palavras, as do século 19, segundo as realidades do século 19. Por isso este teste mede o grau de acordo com o comunismo.
O mais curioso de tudo é que estes dez pontos do Manifesto Comunista, além de alguns que não estão na lista, como a medicina socializada, foram adotados e postos em prática, em quase todos os países do mundo, por uma infinidade de partidos e governos que, nominalmente, não eram comunistas. Por isso hoje não chamam muito a atenção: porque são de aplicação corrente.
A realidade é que vivemos em países socialistas. A pergunta é: ante a pobreza, a crise, o desemprego e as recessões, vamos seguir lançando a culpa no capitalismo?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

TARA AUTORITÁRIA DOS PETRALHAS ESQUERDOPATAS COMUNISTAS, OS CANALHAS QUEREM CONTROLAR TUDO!!..OU:"Haddad quer impedir motorista de táxi de debater com o passageiro política, futebol e religião"(RA)


Só mesmo a tara autoritária esquerdopata, que tem a ambição de regular o que dizer, o que pensar e a quem querer, poderia ousar impor a censura dentro dos táxis. São mais de 30 mil na cidade de São Paulo. Acho que o prefeito pretende que os taxistas não comentem com os passageiros o seu notável legado.



Está com vontade de discutir matemática pura, leitor? Filosofia? Engenharia genética? Então o seu lugar é o táxi. Especialmente depois que o prefeito Fernando Haddad resolveu rasgar a Constituição e instituir a censura. Já chego lá. Os motoristas de táxi de São Paulo terão de fazer um curso de oito horas. E o dito-cujo tem uma grade curricular obrigatória. É preciso passar por ela pra obter o Condutax.
Numa sociedade que caminha, felizmente, para a descontração — o que não quer dizer, obviamente, dispensar trajes mais solenes para ocasiões igualmente solenes —, parece que os taxistas estão condenados a ser a nossa reserva de rigor. Já chego lá. Quero voltar à Constituição.
O Item VI do curso está assim redigido:
“Evitar polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro em virtude de:
a: paixões esportivas;
b: convicções partidárias;
c: fé e cultos religiosos;
d: opções de comportamento pessoal;
e: não tratar de problemas particulares nem da categoria.  
Entenderam? Haddad quer suspender para o motorista de táxi os direitos assegurados pelo Inciso IV do Artigo 5º da Constituição — “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” — e o Parágrafo 2º do Artigo 220: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.
Quer dizer que acabou de entrar num táxi e debater política com o motorista? Ficarão eles proibidos de passar pela buraqueira da cidade e dizer: “Esse prefeito só se preocupa com bicicleta; olhem como está isso!”. Não mais poderão se orgulhar de seus filhos (“problemas pessoais”). Se o meu Corinthians vencer o Palmeiras do condutor do bólido, não posso fazer uma piada — ou, vá lá, ele comigo, na hipótese de vitória do Verdão?
Motoristas não mais poderão pendurar um santinho ou um rosário no carro porque, sabem como é?, isso poderia ofender os cultores de outra fé e os ateus militantes.
Nesta segunda, um motorista de táxi chamado Jorge me levou da Avenida Paulista até a Editora Abril. Quando entrei no carro, ele estava ouvindo o programa “Os Pingos nos Is”, que ancoro na Jovem Pan. Era a reapresentação, que vai ao ar a partir das 20h. Ele também atestou que o programa é um sucesso, mas disse que já houve passageiros petistas que pediram para que ele desligasse o rádio, irritados com o que ouviam. Ok. É do jogo. Negociação.
Há, sim, no tal curso orientação de bom senso, como evitar cheiros desagradáveis de suor, cigarro e perfumes muito marcantes. Faz sentido. Mas há tolices autoritárias, como proibir um motorista de usar “camisas com estampas”…
Mas só mesmo a tara esquerdopata, que tem a ambição de regular o que dizer, o que pensar e a quem querer — como numa antiga canção —, poderia ousar impor a censura dentro dos táxis. São mais de 30 mil na cidade de São Paulo. Acho que o prefeito pretende que os taxistas não comentem com os passageiros o seu notável legado.
A Prefeitura pode, sim, impor normas para o exercício de determinadas profissões — até essa ridicularia de proibir camisa estampada. Mas, obviamente, não tem poder para regular a conversa entre indivíduos. Aí e a Constituição que não deixa. Uma coisa é impor um código de conduta e até de vestimenta para determinada profissão. Outra, muito distinta, é querer cassar garantias constitucionais.
Parece uma coisa menor? Não! Não é! A Prefeitura que, amiúde, tem condescendido com baderneiros quer meter o nariz numa conversa entre indivíduos? Ora, Haddad! Vá procurar serviço.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

OS VERMELHOS!!!!


Coreia do Norte: o país não é um fracasso, mas um sucesso do marxismo. Estado onipresente, ditador maluco, liberdades individuais inexistentes, sociedade militarizada, povo famélico -- e, para completar, a vontade de explodir com bombas de hidrogênio o capitalismo, por amor à humanidade.

Pô, eu queria ser o Kim Jong-un...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Muito mais perigosos do que as pessoas acreditam (LEANDRO RUSCHEL)


Qualquer pessoa com um QI acima de 80 consegue entender:
1) A esquerda latino-americana odeia a democracia, mais até que a esquerda em geral. Melhor colocando, ela chama de democracia quando o poder está nas suas mãos e de ditadura e (ou) golpe quanto não está.
2) As próprias eleições para eles são democráticas apenas quando através do populismo barato conseguem distribuir riqueza criada por outros para comprar votos e apoios. Assim que o dinheiro acaba junto com a popularidade, as eleições passam a ser roubadas ou taxadas de "golpe".
3) Quem estuda um pouquinho sobre a ideologia marxista sabe que eles tratam o Estado de Direito como algo "burguês", um instrumento de "opressão" das classes menos favorecidas. Logo, ele não deve ser respeitado, apenas utilizado para o único fim: a revolução, a tomada do poder absoluto. Por isso um mandato de segurança do PCdoB no STF para garantir a legalidade do impeachment é uma piada de mau gosto.
4) Eles realmente acreditam na tal revolução. Essa crença funciona como uma ferramenta psicológica importante. Quem está lutando pela "paraíso na terra" está perdoado por qualquer crime que venha a ser praticado. Isso explica a morte de mais de 100 milhões de seres humanos, as torturas, prisões, fome e sofrimento criado por essa ideologia na história. No Brasil, explica para os incautos porque os mensaleiros são tratados como heróis. Na cabeça de um marxista faz todo o sentido.
5) O "paraíso na terra" dos comunistas é uma miragem que nunca será alcançada porque os seus pressupostos são equivocados, contrários a natureza humana e também contrários aos mecanismos de criação de riqueza. Economistas, filósofos e pensadores de todo tipo já provaram isso. E mais importante, a realidade já provou isso, pois todas as experiências comunistas fracassaram.
6) Apesar do fracasso a ideologia resiste porque a sua promessa é muito atraente, tanto para quem a faz, pois garante poder quanto para quem a recebe, pois sonha com o almoço grátis e também com a justificativa para o seu fracasso pessoal. É reconfortante acreditar que sou um fracassado por culpa de alguém e não pela minha própria mediocridade.
7) O último ciclo comunista na América Latina começou em 1990, com a formação do Foro de São Paulo. O lema do grupo era: "recuperar na AL o que foi perdido no Leste Europeu". De fato o PT, PCdoB, PSOL no Brasil e outros partidos comunistas, mais ou menos agressivos, têm o mesmo objetivo: tomar o poder para fazer a revolução.
8) O país onde o projeto teve mais "êxito" foi a Venezuela. A prova é que economicamente e politicamente o país está destruído, apesar de ter as maiores reservas de petróleo do planeta. Não há mais liberdade individual, não há nem mais o que comer. Um partido controla as Forças Armadas, o Judiciário, o Legislativo, a imprensa e o sistema financeiro.
9) Muitos comemoraram a vitória eleitoral da oposição na Venezuela na semana retrasada como o marco da virada, da libertação no país. Alguns dias depois Maduro, o tiranete, já anunciou a criação de um soviete com 600 integrantes que passará a ter o poder de fato. Essa é a maior prova que a "aceitação" dos resultados eleitorais com vitória da oposição fizeram parte de uma jogada para evitar a pressão sobre o país, especialmente no momento em que o novo presidente argentino ameaçava pedir a retirada do país do Mercosul e que o maior aliado da Venezuela, a esquerda brasileira, está sob ameaça de um processo de impeachment da presidente petista.
10) A prova que a esquerda brasileira tem os mesmos objetivos do regime venezuelano é o seu apoio absoluto ao regime. Mais que isso, tanto Chávez como Lula já colocaram em entrevistas a união deles no âmbito do Foro de São Paulo para criar a revolução bolivariana e a ela dar suporte. Os governos de Lula e Dilma repassaram bilhões ao país através de empréstimos sujos do BNDES, como já foi provado pela Lava-jato.
11) Por tudo isso, é um erro crasso acreditar em "calendário eleitoral" ou qualquer outra solução "institucional" para o projeto totalitário da esquerda para o Brasil. Eles aparelharam as instituições, não completamente, é verdade, mas talvez o suficiente para evitar a limpeza necessária e a reconstrução do país. Se o Brasil ainda não virou completamente uma Venezuela, não é porque o PT não quis, mas porque não conseguiu colocar em prática o plano em toda a sua extensão.
12) Eles farão de tudo para permanecer no poder, mesmo que isso represente a destruição completa do país.
Por tudo isso é que ganha importância o impeachment, a cassação de chapa ou qualquer outra iniciativa que tire o quanto antes essa quadrilha no poder.
Não acreditem na via eleitoral, pois ela significa um grande risco.
Além disso, a simples retirada da petista da cadeira presidencial não significa uma vitória definitiva, mas pode ser um passo importante.
O que precisa ser feito vai muito além da saída da presidência. O PT, PSOL e PCdoB precisam ter os seus registros cassados, assim como todos os partidos aliados e outras figuras que participaram do maior caso de corrupção da história humana, artífices também de um projeto de poder totalitário.
Os seus aparelhos nas diversas esferas da administração pública precisam ser desmontados.
Precisamos apertar o botão de RESET e reconstruir o país sem a presença dos bandidos que o destruíram.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Perversões – Socialismo e pedofilia (João Cesar de Melo)

dilma lula brasil mudando
O termo perversão é mais utilizado para se qualificar comportamentos sexuais resultantes de distúrbios psicológicos. A pedofilia, por exemplo, é vista e tratada como perversão por ser um comportamento contrário ao senso comum de moralidade e por provocar profundos traumas físicos e emocionais em suas vítimas.
A motivação dos pedófilos é a satisfação pessoal. Satisfazem-se explorando crianças. Contam historinhas lindas, oferecem presentes e em seguida cometem as maiores aberrações. É isso o que lhes dá prazer.
Socialistas também são movidos pela satisfação pessoal. Também contam historinhas lindas, oferecem presentes e em seguida sugam tudo o que pessoas e empresas produzem. Apesar do discurso coletivista, o que todo socialista quer é dar vazão à sua inveja, à sua incapacidade de aceitar que pessoas possam enriquecer trabalhando livremente. Socialistas se incomodam com a riqueza, não com a pobreza. A destruição da riqueza é o que dá prazer a um socialista.
Pedofilia é uma perversão sexual.
Socialismo é uma perversão ideológica.
O engajamento socialista deve ser visto como perversão porque ignora completamente os prejuízos que suas ideias e procedimentos causam à sociedade. O militante socialista se enxerga como uma pessoa boa. O pedófilo também.
Certa vez, vi uma entrevista com um sujeito acusado de pertencer a uma rede de pedofilia. Entre lágrimas, ele se dizia injustiçado: “As pessoas não compreendem nosso amor pelas crianças”. Os socialistas também se dizem injustiçados quando são acusados de destruir a economia dos países que governam.
Enquanto a perversão sexual é um assunto privado com consequências privadas, a perversão ideológica envolve toda a sociedade. A perversão ideológica de algumas pessoas consegue manipular as massas. Consegue subverter a democracia para que ela se torne a arma da minoria contra a maioria. Muitos artistas pervertidos ideologicamente utilizam-se da fama para fazer com que as massas acreditem que o socialismo é maravilhoso. A ditadura cubana é uma ditadura do bem. O regime bolivariano também. O PT representa o progresso − mas seria muito melhor se fosse com o PSOL.
A perversão sexual e a perversão ideológica se equivalem na distorção da realidade.
Do ponto de vista do pedófilo, o trauma de uma criança que sofre abuso sexual é resultado de uma construção social que impende que ela compreenda o quanto o pedófilo lhe fez bem. Crianças que reclamam dos abusos que sofrem deveriam agradecer por tê-los sofrido.
Do ponto de vista do socialista, a insatisfação de uma sociedade arruinada pelas políticas econômicas socialistas é resultado da manipulação das elites que impede que seja compreendido que, na verdade, foram feitos muitos progressos − “Pessoas perdem empregos, empresas fecham as portas… Mas os programas sociais continuam!”. As populações que reclamam dos problemas econômicos causados pelos regimes socialistas deveriam agradecer por sofrer com esses problemas.
A perversão ideológica que molda o posicionamento do pequeno grupo de pessoas que defende Dilma Youssef acredita que um governo socialista não precisa funcionar, não precisa ser honesto, não precisa ser eficiente, não precisa ser responsável no uso do dinheiro público. Para essas pessoas, um governo socialista só precisa existir. Existir em toda plenitude socialista, ou seja: Repetindo sistematicamente os erros de outros governos socialistas.
Na última sexta-feira, veio a público mais um escândalo de corrupção do PT. A empresa que o governo criou para tornar o país autossuficiente em produtos de transfusão de sangue serviu, na verdade, para se desviar dinheiro público. O ex-diretor da Hemobrás, Mozart Sales, foi um dos criadores do programa Mais Médicos, aquele que trouxe escravos cubanos para resolver os problemas da saúde pública brasileira.
Ao se ver prestes a ser preso na operação realizada pela Policia Federal, um dos diretores da empresa jogou maços de dinheiro pela janela de seu apartamento. A tentativa de se livrar do flagrante foi devidamente filmada. Todos os envolvidos no caso são ligados diretamente ao PT. Pelo levantamento da PF, foram desviados centenas de milhões de reais e a empresa, obviamente, não cumpri seu papel.
Ontem, a Operação Lava Jato revelou mais um esquema de corrupção, este, envolvendo a encomenda de navios-sonda da Petrobrás. Bilhões desperdiçados. Dezenas de milhões desviados para os cofres do Partido dos Trabalhadores segundo o testemunho do operador do esquema, não por acaso, amigo pessoal de Lula e que, durante seu governo, tinha livre acesso ao Palácio do Planalto.
Dois escândalos em menos de uma semana, mas… e daí? Em que medida isso altera o posicionamento das pessoas que defendem Dilma? Em nada. A perversão ideológica faz seus hospedeiros enxergarem os fatos da seguinte maneira: Dilma representa o PT e o PT representa o socialismo no poder, portanto, é inocente de quaisquer acusações.
Quando dizem que “não adianta a Dilma sair porque não tem uma pessoa melhor para substituí-la”, querem dizer que “não tem ninguém da extrema-esquerda para substituí-la”.
Enquanto aconteciam as manifestações pró-impeachment no último domingo, os blogs e as páginas da internet que apoiam o PT dedicavam-se a desmoralizar as pessoas que foram às ruas. Li, numa dessas páginas: “As pessoas deveriam ser gratas ao PT pelo que ele fez pelo Brasil”.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O pior cego é o que quer cegar os outros ( EGUINALDO HÉLIO )

Se há algo que nos cansa na argumentação marxista é a desgastada ladainha afirmando que a ditadura, o terror e a carnificina que cercam a história do comunismo foi um desvio das ideias de Marx. Por mais que se mostre aos seus defensores os textos marxistas, as fontes teóricas primárias a partir das quais os estados totalitários foram construídos, eles se recusam a enxergar o óbvio. Para tiranos como Lênin, Stálin, Mao e Pol-Pot, os escritos da dupla Marx-Engels equivaliam ao Antigo e ao Novo Testamento para os cristãos. Eram escritos sagrados, norma de fé e prática.

Mesmo cientes da cegueira auto imposta, insistiremos em apresentar três textos que até poderiam ajudar os cegos a enxergar, embora seja mais provável que o amor à cegueira e à escuridão os impeça.

Abaixo, em itálico, trechos do Manifesto Comunista:
O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital da burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado...

Todavia, nos países mais adiantados, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas: Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado; Imposto fortemente progressivo; Abolição do direito de herança; Confiscação da propriedade de todos os emigrados e dos contrarrevolucionários. 
(Isto é, quem não concordasse com as ideias de Marx – comentário meu); centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo; centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte. Adequação do sistema educativo ao processo de produção material (isto é, doutrinação comunista e oposição o que não for marxista – comentário meu), etc [1]

Resumindo, Marx e Engels idealizaram uma tomada violenta do poder, com a implantação de um governo onde o Estado se apoderaria à força da economia, dos meios de comunicação, da educação, destruindo “as verdades eternas, a religião e a moral”. E ai dos contrarrevolucionários (chamados de rebeldes em algumas traduções)! Esse foi o plano exposto no Manifesto.

Agora, dentre as muitas descrições possíveis, vamos usar um trecho da biografia mundial do comunismo, do livro Camarada, de Robert Service:

Os novos estados comunistas na Europa oriental e no leste da Ásia – de Tirana a Pyongyang e de Tallin a Xangai – tinham coisas em comum. Normalmente, governava um único partido. Às vezes, havia outros grupos políticos, quando eram de esquerda e submissos, que eram incorporados no partido comunista ou aos quais era dada uma semi-autonimia. A ditadura era imposta. Os tribunais e a imprensa estavam subordinados ao comando político. O estado expropriava grandes setores da economia e foi introduzido o planejamento industrial central. A religião era perseguida. As associações da sociedade civil eram obrigadas à submissão ou simplesmente aniquiladas. O marxismo-leninismo era disseminado na sua variante estalinista e as ideologias rivais eram perseguidas. A administração era centralizada. O controle das instituições do estado era reforçado por meio do sistema da “nomenklatura” e eram mantidas interligações estreitas entre o partido, o governo, a polícia e o exército.[2]

Centralização política, centralização econômica, monopólio ideológico, perseguição religiosa, censura da imprensa, perseguição aos opositores. A cartilha do Manifesto na prática, ponto por ponto. Para não ver isto, basta virar o rosto para o outro lado, ou fechar os olhos, ou furá-los. É o que tem feito os defensores do pensamento marxista. A verdade, porém, é que quanto mais Marx, mais morte.

O último texto é do Nobel em economia, Georg Monbiat:

Os comunistas contemporâneos costumam ceder à vaidade de achar que sua receita não falhou; dizem que o que aconteceu foi que ela sequer chegou a ser experimentada. Alegam que a emancipação dos trabalhadores, sempre que veio a ser praticada em escala continental, foi frustrada por tiranos, que corromperam a ideologia de Marx em benefício de seus objetivos. Durante alguns anos eu mesmo acreditei nisso. Mas nada é mais revelador dos riscos do programa político de Marx do que o Manifesto Comunista. Penso que este tratado, sob a forma de teoria, contém todo o potencial de opressão que mais tarde se abateu sobre os povos das nações comunistas. O problema das recomendações que faz não é que tenham sido aplicadas com rigor. As políticas de Stalin e Mao foram mais marxistas do que, por exemplo, as dos governos mais transigentes – e portanto mais ameno – do que Cuba e do estado indiano de Kerala.[3]
Aqui estão evidentes a causa e o efeito, a semente e o fruto, a teoria e a prática. O que existe de destrutivo, de enganoso, de mortífero e anticristão nos governos marxistas do passado e de presente são resultados direto da pena de Marx e Engels. Só não vê quem não quer. E infelizmente, há muitos.

E esses deficientes visuais ideológicos, não vêem e não desejam que outros vejam. Sem dúvida algum o pior cego é o que deseja cegar os outros.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

No Brasil, a palavra “esquerda” continua sendo o “ópio dos intelectuais” (RC)

deus marx
Muitos perceberam ao longo do tempo o teor religioso do socialismo. A ideologia utópica era, no fundo, uma tentativa de substituir as religiões, só que oferecendo de forma mais oportunista o paraíso terrestre, em vez de aquele além-mundo.
Isso ajudou a criar uma seita fanática de seguidores totalmente blindados contra os fatos e a realidade. Se a religião era o “ópio do povo”, como acreditavam os marxistas, então o socialismo seria o “ópio dos intelectuais”, como resumiu Raymond Aron.
Esse viés de seita religiosa dos socialistas mereceu destaque em meu Esquerda Caviar, e citei vários exemplos dessa recusa em aceitar qualquer raciocínio lógico por parte dos adeptos dessa ideologia. As provas são irrefutáveis.
Esse foi o assunto da coluna de Arnaldo Jabor hoje. A fé inabalável dos esquerdistas brasileiros é impressionante. Eles creem porque absurdo, independentemente de fracasso após fracasso dos experimentos esquerdistas. Diz Jabor:
Como podem ignorar os escândalos evidentes de uma quadrilha de corrupção que está levando o país à bancarrota? Ninguém fala nada? Por que se negam a detalhar os caminhos dessa “religião” que professam? Será que não viram a queda do muro de Berlim, o fim vergonhoso do socialismo real? Será que a mistura de leninismo com bolivarianismo que apoiam tem alguma lógica inquestionável que ignoramos? Haverá alguma equação que decifre o emaranhado de suas mentes, algo assim como “penso assim, por isso e por isso, logo…”?
Não; não dizem nada — só apoiam e creem. Será que nos deixam babando de curiosidade porque não querem dar luz aos cegos da “pequena burguesia”? Por isso tento entender seu labirinto de ilações, de deduções, de reviravoltas com que constroem o “Caminho de Santiago” que teimam em percorrer. Em primeiro lugar, eu acho que renegar as evidências é uma maneira de se sentirem portadores de uma verdade inatingível pelos homens comuns. Nos olham com o desprezo de homens superiores.
[…]
Bem… sua fé ideológica pode nascer por antigas humilhações a serem vingadas por um voluntarismo neurótico que prove sua grandeza imaginária. São em geral fracassados e professam essas ideias para ocultar seu fracasso absoluto. A certeza férrea que os habita pretende evitar dúvidas sobre sua ignorância arrogante, sem “vacilações pequeno burguesas”, como eles chamam. A ideologia os conforta. Como sentenciou um dia Nelson Rodrigues: “Só os canalhas precisam de uma ideologia que os absolva e justifique”.
necessidade de se sentir um ser superior naqueles que são, de fato, inferiores, pode explicar boa parte da adesão à esquerda. Como a palavra continua sendo o “ópio dos intelectuais”, como basta se dizer de esquerda no Brasil para ser visto como alguém preocupado com os mais pobres, com as desigualdades, com as “minorias”, essa turma incapaz encontra um atalho para compensar sua mediocridade.
Os socialistas precisam da miséria alheia, cultivam-na como uma flor, como diz Jabor, focam na desigualdade em vez de analisar quantas centenas de milhões de pessoas o capitalismo tirou da miséria, pois é esse populismo demagógico que justifica todo tipo de atrocidade, uma vista grossa a todo o rastro de sangue que o socialismo produz, toda a sua incompetência em gerar riqueza.
O socialismo é um dogma, nada mais. “Diante dele, abole-se o sentido crítico. É como duvidar da virgindade de Nossa Senhora”, compara Jabor. E como fracasso após fracasso histórico não foram capazes de despertar esses “intelectuais” de sua insanidade, Jabor conclui se tratar, talvez, de uma anomalia incurável. Para certas pessoas, não há fato no mundo capaz de derrubar suas ilusões!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A grande muralha da China começa a se esfacelar


chinastocks.jpgA China foi a grande salvadora da economia mundial em 2008.  A implantação de um pacote de estímulos sem precedentes como resposta à crise financeira daquele ano gerou uma explosão de investimentos em infra-estrutura
Houve maciços e esbanjadores projetos de construção na China, os quais envolveram a construção de basicamente qualquer coisa que você seja capaz de imaginar.  Comoexplicado neste artigo:
Durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada "agressiva política de estímulos" do governo chinês em resposta à recessão do mundo desenvolvido, a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!
A voraz demanda por commodities a serem utilizadas nesse boom da construção civil fez com que os países emergentes produtores dessas commodities — como minério de ferro e petróleo — se beneficiassem desse crescimento chinês e fossem também impulsionados por esse crescimento.
Agora, no entanto, a economia chinesa atingiu o muro.  O crescimento econômico está abaixo dos 7% ao ano pela primeira vez em 25 anos, e isso segundo as próprias estatísticas oficiais do país — o que significa que os números reais provavelmente estão muito piores do que isso.
O Banco Central chinês vem adotando várias medidas para estimular a cambaleante economia.  Nos últimos 12 meses, a taxa básica de juros foi reduzida de 6% para 4,85%, sendo este o menor valor da história.
A fuga de capitais do país vem aumentando.  No segundo trimestre de 2015, US$ 766 bilhões saíram do país.  No primeiro trimestre, foram US$ 945 bilhões.  Só nas últimas sete semanas, mais de US$ 190 bilhões saíram do país.  Nas primeiras três semanas de agosto, US$ 100 bilhões já foram embora, não obstante todas as draconianas leis criadas pelo governo para impedir "saídas ilícitas de capital".
Como consequência dessa maciça fuga de capitais, o Banco Central chinês optou por desvalorizar a moeda chinesa(o renminbi).  Essa recente desvalorização da moeda foi uma medida desesperada e de última instância, a qual serviu apenas para sinalizar que a grande era do crescimento chinês está rapidamente chegando ao fim.
Em julho, as exportações tiveram uma queda de 8,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.  Os analistas esperavam uma queda de apenas 1%, o que mostra que a situação chinesa é pior do que muitos estimam.
O mercado imobiliário chinês também se encontra em uma situação claudicante.  Os preços dos imóveis caíram acentuadamente após décadas de contínuo aumento.  Para os milhões de chineses que alocaram sua poupança no setor imobiliário, a situação é perturbadora. 
Adicionalmente, a desaceleração econômica chinesa está enviando ondas de choque para todo o mercado de commodities.  O índice global de commodities, da Bloomberg, que acompanha os preços de 22 commodities, caiu para níveis que vigoravam apenas no início deste século.
O minério de ferro é uma matéria-prima essencial para alimentar as siderúrgicas da China; e, como tal, é um bom mensurador para o atual estado da construção civil chinesa.  O preço do minério de ferro no porto de Qingdaocaiu para US$ 53 a tonelada, menos da metade em relação aos US$ 140 que vigoravam em janeiro de 2014.
Já os dados do setor industrial chinês são desanimadores.  O Índice de Gerentes de Compras (Purchasing Managers Index — PMI), o qual é um amplamente reconhecido e respeitado mensurador da produção industrial,caiu para 47.  Para ser considerado positivo, ele tem de estar acima de 50.  Sempre que o PMI cai abaixo de 50, o setor industrial está em contração.  Em julho, o valor havia sido de 48.  O atual valor é o menor da série histórica. [N. do E.: para o Brasil, este índice está em 47,2].
O bem-estar dos chineses
As duas áreas nas quais a nova riqueza dos chineses se manifestou explicitamente foram essas: telefones celulares e automóveis.  Esses dois mercados estão atualmente em contração.
O mercado chinês de telefones celulares é o maior do mundo.  No segundo trimestre deste ano, pela primeira vez na história, as vendas de celulares na China diminuíram.  Isso é um alerta de que os números oficiais do governo, que indicam um crescimento de 7% do PIB, são fictícios.
Virou moda falar que a China está vivenciando uma "saturação".  Essa "saturação" está se tornando uma nova realidade econômica na China.  Durante anos, empresas globais se acostumaram — aliás, o termo mais correto seria "foram mimadas" — com um crescimento econômico artificial.  Essa era acabou.
O problema é que vendas em queda são um fenômeno muito pior do que era de se esperar de um mercado meramente "saturado".  Um mercado "saturado" implica um crescimento de vendas pequeno ou, no máximo, nulo.  Quando as vendas entram em queda, é difícil culpar a "saturação".  Algo bem mais complexo está acontecendo, algo que os números oficiais se recusam a reconhecer.
Smartphones não são o único bem de consumo que está vivenciando essa débâcle de vendas em queda após anos de crescimento espetacular.  Vários outros produtos estão hoje vivenciando essa mesma contração.  Por exemplo, a venda de veículos na China — que é o maior mercado de automóveis do mundo, tanto em termos de produção quanto de vendas — declinou em junho e julho em relação ao mesmo período do ano passado.  Mas os incrédulos fabricantes seguem construindo plantas e ampliando as instalações.
Consequentemente, a Volkswagen, cujas vendas na China — seu maior mercado consumidor — vêm caindo há três meses seguidos, está hoje empenhada ao máximo em negar que esteja reduzindo sua produção para lidar com um problema de capacidade ociosa.  Sim, a VW está cortando a produção, "mas por outros motivos", segundo a empresa.  Capacidade ociosa é algo muito terrível no ramo automotivo.  Tal fenômeno simplesmente não pode ser admitido publicamente.
O que esperar
A maior ameaça para todo e qualquer regime político é esta: a frustração de expectativas otimistas.
Quando as massas começam a acreditar que as coisas só irão melhorar, e passam a acreditar que a atual ordem política fará com que as coisas só melhorem, então, caso essas expectativas se concretizem no curto prazo, o regime político irá se tornar obrigado a gerar uma contínua expansão da riqueza.  Mas se essa expansão desacelerar, e as massas não anteciparem essa desaceleração, o regime político passará a enfrentar um potencial risco de revolução.
Na China, as massas foram ensinadas a acreditar que o sistema sempre irá fornecer os bens.  E, ao longo das últimas três décadas, o sistema de fato forneceu os bens.  Os investidores que investiram no país acreditaram que poderiam enriquecer quase que automaticamente.  Hoje, eles estão descobrindo que as coisas mudaram.
A classe média chinesa que acreditou que o futuro traria dias cada vez melhores, e que saiu às compras por celulares e carros, está agora enfrentando uma nova realidade: as políticas keynesianas baseadas em expansão do crédito sempre geram uma contração.  A China ainda não havia vivenciado um ciclo econômico ao estilo ocidental.  Agora irá vivenciar.
A China é uma economia majoritariamente industrial.  Ao contrário dos países ricos, sua economia urbana não está baseada no setor de serviços; ela se baseia na exportação de bens de consumo.  Foi neste setor que todo o crescimento econômico se concentrou nos últimos 35 anos.  E é esse setor que agora está em recessão. [N. do E.: o IMB já havia anunciado a iminência de uma recessão industrial na China ainda no segundo semestre de 2012]. 
O mercado de consumo dos bens chineses, localizado no Ocidente, está secando.
É possível argumentar que a contração chinesa seria inerente ao ciclo interno da economia chinesa, até então baseada em crescimento contínuo sem recessão.  Em outras palavras, seria possível dizer que a contração é decorrente das políticas do Banco Central da China.  Os estímulos gerados pela expansão do crédito teriam se exaurido.  Isso significa que a recessão seria estritamente de geração interna.  Entretanto, em um país macicamente industrial que exporta para todo o resto do mundo, as causas da contração são duplas: de um lado, a demanda ocidental está em queda; de outro, as políticas de estímulo do Banco Central chinês não mais estão aditivando a economia.
O Banco Central chinês está explicitamente em pânico.  Ora eles anunciam que irão enrijecer; ora eles anunciam que irão adotar novas medidas de expansão.
Já o governo chinês nunca diz nada.  Ele não se pronuncia.  Os políticos chineses são comunistas da velha guarda e, como tal, não devem satisfação a ninguém no eleitorado.  Consequentemente, eles ficam de boca fechada.  Mas não há dúvidas de que o governo central exige que o Banco Central faça de tudo para manter a economia aquecida.  O problema é que, desta vez, o Banco Central não está conseguindo cumprir a exigência.
A dramática queda que vem ocorrendo nos últimos dois meses na bolsa de valores de Xangai é um indicativo da encrenca em que se encontra o governo central chinês.  O governo estimulou uma insana especulação na bolsa, o que faz com que seu índice mais do que dobrasse em apenas um ano.  
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O governo está desesperado para impedir que a bolsa continue caindo, mas, até agora, o índice segue afundando feito uma pedra.  Tudo indica que já está havendo um pânico para sair desse mercado.  Isso é o que se deve esperar.  Tudo foi uma bolha, e a bolha está agora em processo de estouro.  Isso é o que sempre acontece com bolhas.
Investidores chineses não têm experiência com precificações feitas pelo livre mercado.  Eles partiram do princípio de que o mundo foi arranjado de modo a enriquecê-los.  Eles esperaram anos para entrar na bolsa de valores, e então, há um ano, eles começaram a entrar em revoadas.  Esse foi um caso clássico de estouro de uma bolha de ações gerada por uma economia que vivenciou uma expansão artificial.
Era comum ouvir esse mito a respeito do keynesianismo asiático: ele seria diferente do keynesianismo ocidental.  Os economistas keynesianos da Ásia, que não se auto-intitulam keynesianos, recorrentemente argumentavam que um planejamento econômico centralizado pelo governo, por meio do Banco Central, poderia sobrepujar os ciclos econômicos típicos das democracias ocidentais.  Eles estão prestes a descobrir que as leis econômicas são imutáveis em qualquer hemisfério.