quinta-feira, 1 de outubro de 2015

OBAMA, TODO MUNDO TEM O LULA QUE MERECE.OU:"De JFK a Obama: a radicalização da esquerda americana"(RC)

“Onde quer que a liberdade esteve em perigo, os americanos com um profundo sentimento patriótico sempre estiveram dispostos a encarar o Armageddon e desferir um golpe pela liberdade e pelo Senhor”.
“O caráter americano tem sido não só religioso, idealista, e patriótico, mas por causa deles tem sido essencialmente individual. O direito do indivíduo contra o Estado sempre foi um dos nossos princípios políticos mais queridos”.
“Devemos buscar o equilíbrio orçamental ao longo do ciclo de negócios com excedentes durante os bons tempos mais do que compensando os déficits que podem ser incorridos durante recessões. Sugiro que esta não é uma política fiscal radical. É uma política conservadora”.
“Munique deveria nos ensinar que temos de perceber que qualquer blefe será pago. Nós não podemos dizer a ninguém para ficar longe de nosso hemisfério, a menos que nossos armamentos e as pessoas por trás desses armamentos estejam preparados para dar suporte ao comando, até mesmo ao ponto final de ir à guerra”.
“Um mundo que lança fora toda moralidade e princípio – todo idealismo sem esperança, se quiser –  não é um mundo onde vale a pena se viver”.
“Hoje, as forças sinistras do comunismo estão trabalhando duro. A maior baluarte contra a propagação do comunismo é a força das democracias, onde são apreciados os direitos fundamentais da individualidade. Não pode haver nenhum compromisso com o comunismo ou qualquer outro ‘ismo’ que seja contrário aos direitos dos povos amantes da liberdade. Devemos apoiar os países que lutam contra o comunismo”.
“Por isso, é vital que nos preocupemos com a manutenção da autoridade das pessoas, do indivíduo, sobre o estado”.
“Chantagistas trabalhistas estão usando suas posições sindicais para a prática de extorsão, agitação de massas e suborno; ameaçando com greves, problemas no trabalho, violência física ou danos materiais para os empregadores que não conseguem dar-lhes pagamentos por baixo do pano, presentes pessoais, ou outras contribuições que os membros do sindicato nunca veem”.
“Esta não é uma luta pela supremacia das armas apenas – é também uma luta pela supremacia entre duas ideologias conflitantes; liberdade sob Deus versus uma implacável tirania sem Deus”.
Quem teria proferido tais palavras? George W. Bush? Ronald Reagan? Margaret Thatcher? Nada disso. São partes de discursos de John Fitzgerald Kennedy, um dos maiores ícones do Partido Democrata americano, e também dos “liberais”, lembrando que o termo, nos Estados Unidos, foi usurpado pelos “progressistas” de esquerda.
Estão todos esses – e muitos outros – trechos de discursos reunidos no livro JFK, Conservative, de Ira Stoll. Não são declarações fora de contexto, e sim parte essencial de quem era Kennedy, o primeiro presidente americano católico.
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Políticos podem adotar mensagens ambíguas, dependendo do ambiente, ou uma retórica que não condiz com a prática. Mas o que o autor mostra no livro, com grande embasamento e poder persuasivo, é que Kennedy era mesmo mais chegado ao conservadorismo do que ao pensamento “progressista” de esquerda.
Tanto suas falas como suas ações demonstram alguém anticomunista até o último fio de cabelo, extremamente religioso e com convicção na importância da clareza moral, defensor de redução de impostos e do limite do estado, com um patriotismo inquestionável e disposto a enfrentar com coragem os inimigos da liberdade. Stoll resume:
Os cortes de impostos de Kennedy, sua contenção dos gastos domésticos, a sua preparação militar, sua política econômica pró-crescimento, sua ênfase no livre comércio e num dólar forte, e sua política externa conduzida pela ideia de que a América tinha uma missão dada por Deus para defender a liberdade, tudo faz dele, pelos padrões tanto de seu tempo como de nossa própria época, um conservador.
A escolha de figuras importantes com viés mais conservador para áreas críticas de seu governo é outra evidência disso. A obsessão em tirar o ditador Fidel Castro do poder para dar liberdade aos cubanos, culminando na fracassada invasão da Baía dos Porcos, idem. Compare-se a isso a postura de Barack Obama hoje, aproximando-se do regime dos irmãos Castro, trocando longos apertos de mão com o tirano Raúl, criando laços de um relacionamento suspeito.
O contexto era outro, o da Guerra Fria, não resta dúvida. Mas não importa: Kennedy era linha dura, sabia que só a força por trás e a ameaça crível de seu uso podiam intimidar regimes nefastos, e não tinha ilusões quanto a tais regimes. Entre Chamberlain e Churchill, Kennedy estaria com o último, Obama com o primeiro. A pusilanimidade, o relativismo moral, o diálogo utópico com quem quer apenas nos destruir, essas nunca foram as características de Kennedy, mas são as de Obama.
“Sejamos claros de que nunca vamos virar as costas para nossos amigos leais em Israel, cuja adesão ao caminho democrático deve ser admirada por todos os amigos da liberdade”, disse Kennedy. Obama, hoje, desperta a desconfiança legítima dos israelenses, cientes cada vez mais de que precisam se defender sozinhos contra seus inimigos islâmicos, já que o governo americano se afasta gradativamente da necessária objetividade moral na região.
“Eu não acredito que Washington deve fazer para as pessoas o que elas podem fazer por si mesmas através do esforço local e privado. Não há mágica nos dólares de impostos que foram para Washington e voltaram”, disse JFK. Sua crença na iniciativa privada como locomotiva do progresso era clara. Já Obama adota o discurso de Thomas Piketty, focando apenas nas desigualdades, e reduz o mérito individual de quem teve sucesso na vida, apelando para um coletivismo tosco.
O legado de Kennedy foi disputado por muitos, de ambos os lados, e a tese de Stoll é que a esquerda Democrata tentou pintar um presidente que não existiu, forçando a barra em sua suposta inclinação ao “social” via mais estado. Discursos acabaram cortados, ignorando-se passagens marcantes que modificavam totalmente o sentido atribuído pelos “liberais”. Livros foram escritos, museus adaptados, tudo para vender um JFK “progressista”, que não bate com a realidade.
No fundo, Kennedy não ligava muito para os rótulos, mas também não se importava em ser atacado por certos “liberais” da esquerda. Ele estava mais preocupado com o que funcionava e o que era certo. Acabou sendo assassinado por um marxista que tinha ficado alguns meses na União Soviética e tentado ir para Cuba.
Kennedy era alvo constante de críticas dos “pacifistas” e jornalistas de esquerda, que não suportavam sua visão clara da Guerra Fria: “O inimigo é o sistema comunista em si, implacável, insaciável, incessante na sua sede para dominar o mundo”.
A ironia é que foi Nixon, o Republicano, quem adotou medidas realmente “progressistas”, aumentando o déficit fiscal, controlando preços, expandindo a intervenção estatal na economia e reaproximando os Estados Unidos de regimes comunistas, como a China, além da retirada das tropas do Vietnã, à contramão do que Kennedy fez, uma vez que considerava fundamental evitar que a região fosse toda tomada pelos soviéticos.
Foi preciso surgir outro Republicano, Ronaldo Reagan, para resgatar boa parte do legado de Kennedy, o Democrata. Reagan inclusive chegou a citar várias vezes JFK em seus discursos, como quando defendeu a redução dos impostos. Em seu mais famoso discurso, conclamando Gorbachev a derrubar o Muro de Berlim, Reagan começa mencionando Kennedy, que também esteve na Alemanha e disse que todos os defensores do comunismo deveriam visitar sua capital, para ver o que os soviéticos fizeram na prática.
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Comparar Kennedy a Obama é constatar o quão mais radical se tornou a esquerda no país, a ponto de um senador efetivamente socialista, Bernie Sanders, disputar com cerca de 30% de apoio as prévias do Partido Democrata. O líder socialista Norman M. Thomas disse, num discurso de 1948: “O povo americano nunca vai adotar conscientemente o socialismo, mas sob o nome de ‘liberalismo’, adotará cada fragmento do programa socialista até que um dia a América será uma nação socialista sem saber o que aconteceu”.
Com Obama, sua profecia ficou mais perto de se concretizar. Kennedy, se concorresse hoje, seria acusado de “reacionário” ou até mesmo de “fascista” por uma esquerda cada vez mais radical, desconectada com os principais valores que fizeram da América a nação que é. Kennedy respeitava e admirava o legado dos “pais fundadores”, citando com reverência Thomas Jefferson. Hoje o presidente americano repete que não há nada de excepcional em seu país, e que deseja mudar a nação em sua essência.
Se Kennedy estivesse vivo, provavelmente torceria para que algum conservador do Partido Republicano vencesse em 2016, quando tanta coisa está em jogo para o futuro da nação. Bill O’Reilly, o polêmico apresentador da Fox News, disse outro dia que seus pais votavam no Partido Democrata, mas que era algo totalmente diferente. Ele está certo: a esquerda americana mudou muito, está bem mais radical, com viés quase socialista mesmo.
Que o legado dos “pais fundadores”, presente no espírito de Kennedy, possa sobreviver, para que os Estados Unidos continuem sendo o farol da liberdade no mundo e o líder dos países livres, contra tantos inimigos que desprezam as liberdades individuais e desejam destruir todos os valores ocidentais. Infelizmente, eles contam com defensores dentro da América, bárbaros do lado de dentro dos portões da civilização. E quando a América dorme na vigília da liberdade, os demônios acordam e ficam mais ousados.

PETRALHAS DE MINAS GERAIS. OU:"Pimentel Bolado"(oantagonista)

A PF deflagrou a terceira fase da Operação Acrônimo, que investiga o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
São cerca de 40 mandados cumpridos em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. Entre os alvos estão a casa do presidente da Cemig, Mauro Borges, e a sede da empresa Mafrig, em São Paulo.

Um discurso (OLAVO DE CARVALHO )


O que caracteriza o presente estado de coisas é precisamente que até os homens honestos e inteligentes começam a falar na linguagem dos cretinos e cretinizadores, pelo simples fato de que já não há outra disponível.

Nada ilustra melhor o estado de coisas numa sociedade do que a linguagem dos seus homens públicos. Aprendi isso com Karl Kraus e até hoje não vi esse critério falhar.
Num de seus últimos discursos, o comandante do Exército, general Eduardo Villas-Boas, afirmou que as Forças Armadas estão conscientes da atual “derrocada dos valores”, mas que sua missão é preservar acima de tudo a “estabilidade” e a “legalidade”. Ora, se o poder instituído é ele próprio o agente principal da derrubada dos valores – coisa que ninguém mais pode razoavelmente negar --, preservar sua estabilidade é garantir-lhe os meios de continuar a demolir esses valores tranqüilamente, imperturbavelmente, impunemente, sob a proteção de fuzis, tanques e navios de guerra pagos com o dinheiro do povo que ele espolia e engana. É a estabilidade da destruição.
Não creio que essa fosse a intenção subjetiva do general, mas é o sentido objetivo que suas palavras adquirem no contexto real. Lido nessa perspectiva, seu discurso é mais uma amostra do emocionalismo psitacídeo em que se transformou a fala brasileira nas últimas décadas, no qual as palavras valem pelas nuances emotivas associadas diretamente ao seu significado dicionarizado, independentemente dos fatos e coisas a que fingem aludir. Em termos de linguística, o significado usurpa o espaço do referente, que desaparece nas brumas da inexistência.
Quando à segunda expressão, “legalidade”, ela não tem nada a ver com a ordem legal substantiva, já destruída há tempos e que só subsiste na função de referente suprimido: ela visa apenas a marcar a diferença entre os militares de hoje e os de 1964, exigência indispensável do código “politicamente correto” contra o qual o general havia acabado de resmungar umas palavrinhas desprovidas de qualquer efeito objetivo até mesmo sobre o seu próprio discurso.
O general Villas-Boas não é nenhum imbecil e com certeza não é um homem desonesto. O que caracteriza o presente estado de coisas é precisamente que até os homens honestos e inteligentes começam a falar na linguagem dos cretinos e cretinizadores, pelo simples fato de que já não há outra disponível.
A finalidade dessa linguagem é construir aquilo que Robert Musil e, na esteira dele, Eric Voegelin, chamavam de “Segunda Realidade”, uma espécie de mundo paralelo feito inteiramente de significados dicionarizados e sem nenhum fato ou coisa dentro. Uma vez removida para a Segunda Realidade, a mente humana já não serve como instrumento de orientação na realidade genuína, mas conserva apenas duas funções essenciais: o engano e o auto-engano, que passam a vigorar como “ações políticas”, com resultados previsivelmente bem distintos das intenções alegadas.
Os dois milhões de manifestantes que foram às ruas protestar em março e setembro, com o apoio de noventa e três por cento da população, diziam e berravam da maneira mais clara os nomes dos inimigos contra os quais se voltavam: PT e Foro de São Paulo. Centenas de videos do youtube confirmam isso de maneira incontestável.
A Constituição Brasileira, Título I, Art. 1o., alínea V, parágrafo único, estabelece: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.” Que significa esse “ou diretamente”? Significa que os representantes eleitos, ocupantes do Executivo e do Legislativo,  são um “poder instituído”, o qual, por definição, não se sobrepõe jamais ao “poder instituinte”, a massa popular que o criou e que conserva o direito de suprimi-lo a qualquer momento pela sua ação direta.
Como, dos sete por cento que ainda apoiavam o governo àquela altura, seis o consideravam nada mais que “regular”, o apoio substantivo de que ele desfrutava  era de apenas um por cento. Nunca um governo foi rejeitado de maneira tão geral e avassaladora. Com ele, eram rejeitados também os ajudantes diretos e indiretos que o mantinham no poder contra a vontade do povo: congressistas omissos, juízes cúmplices, mídia chapa-branca.
O povo, em suma, voltava-se frontalmente contra o “sistema” como um todo, sabendo-o aparelhado  a serviço do esquema comunolarápio e do Foro de São Paulo, a maior organização subversiva e criminosa que já existiu na América Latina, empenhada em colocar o roubo, o homicídio, o narcotráfico e a mentira em doses oceânicas a serviço da ambição de poder total, não só sobre o país, mas sobre o continente.
O termo “estabilidade” designa uma qualidade, não uma substância. Estabilidade é sempre de alguma coisa, isto é, de uma ordem ou sistema. Ora, nas passeatas de março e setembro havia claramente duas ordens ou sistemas em confronto. De um lado, a ordem normal e constitucional, em que a maioria absoluta da nação, manifestando sua vontade de maneira direta e inequívoca, exigia o fim das entidades criminosas, PT e Foro de São Paulo. Do outro lado, o sistema federal de exploração, manipulação, roubo e auto-engrandecimento insano. De qual dessas duas ordens o general desejaria “manter a estabilidade”?
Ele não esclareceu esse ponto, que é a substância mesma do assunto nominal do seu discurso. Preferiu o adjetivo sem substantivo, como aliás é de praxe no Brasil de hoje. Acredita piamente ter dito alguma coisa porque a sua linguagem, coincidindo com os usos gerais do dia, soa bem aos seus próprios ouvidos e aos de todos aqueles que não precisam da realidade, só de palavras.
Não creio ser demasiado pessimista ao prever que, enquanto os homens inteligentes e honestos continuarem falando na linguagem que os charlatães inventaram para seu exclusivo uso próprio, o Brasil continuará vivendo na Segunda Realidade, onde um governo criminoso apoiado por um por cento da população constitui a “ordem”, e sua manutenção no poder por juízes e congressistas comprados é a única forma de “estabilidade” possível.

BOLIVARIANOS. OU:"STF, mais perigoso do que o PT " ( PERCIVAL PUGGINA)

Até o PT, envolvido à náusea num emaranhado de escândalos sem precedentes na história universal, se preocupa com parecer menos pior. Ao STF pouco se lhe dá se for tido e havido como um “tribunal bolivariano”.

Não se surpreenda com o título. Ele não é uma opinião, mas simples expressão de algo facilmente constatável. O PT, como partido ou como base do governo, apesar de todas as tropelias, tem sua ação contida por certos limites. Tais restrições são impostas, ora por conveniências políticas, ora por ações da oposição, ora por reações da parceria, ora pela possibilidade de que a lei, um dia, valha para todos. Já o STF não se submete a limites. No exercício do poder, seus onze membros podem tudo. Não estão submetidos sequer à Constituição. Substituem-se aos parlamentares para legislar e para deslegislar. A opinião da maioria é a própria lei. O que seis decidem é irrecorrível. Pouco se lhes dá o que as pessoas pensam deles.
Dei-me conta dessa realidade ao ler, na Folha, a opinião do ex-Procurador Regional da República, Rogério Tadeu Romano, sobre o “fatiamento” da operação Lava Jato. Na teoria e na prática tal decisão deve retirar das mãos do juiz Sérgio Moro e entregar ao ministro Dias Toffoli os processos não relacionados com os escândalos da Petrobrás, sob a alegação de que apenas sobre estes incide a competência do juiz. Graças a tão surpreendente quanto conveniente justificativa, a fatia do processo referente à senadora Gleisi Hoffmann foi cortada das mãos de Moro por envolver lavagem de dinheiro. Com lucidez, o ex-Procurador refuta o argumento esclarecendo que, ao fixar a competência, se deveria levar em conta o crime principal, o crime de corrupção, a origem do dinheiro desviado, e não o secundário, lavagem de dinheiro, que só surge porque havia o principal. Por que será que os advogados dos réus festejaram tanto a decisão do STF? Ah, pois é.
Até o PT, envolvido à náusea num emaranhado de escândalos sem precedentes na história universal, se preocupa com parecer menos pior. Ao STF pouco se lhe dá se for tido e havido como um “tribunal bolivariano”, na expressão usada pelo ministro Gilmar Mendes. E me sinto igualmente respaldado para o título deste artigo quando lembro as palavras de Joaquim Barbosa no final da sessão em que oito réus do mensalão foram absolvidos (pasmem!) do crime de formação de quadrilha. Disse ele: "Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo. Esta maioria de circunstância tem todo tempo a seu favor para continuar nessa sua sanha reformadora. (...) Essa maioria de circunstância foi formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso, levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012".
Sem tirar nem pôr, é o que estamos presenciando.

BUNDÕES????OU AMIGÕES?