quarta-feira, 1 de julho de 2015

Porte de armas irrestrito, os profetas do apocalipse e a síndrome de vira-latas (BENE BARBOSA)


Então o que me dizem do Paraguai? Lá, qualquer um compra e porta armas de fogo e o país possui três vezes menos homicídios que o Brasil
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Acabo de ver a notícia no portal da NRA que o Kansas adotará nesta quarta-feira (01/07) o porte de armas independente de autorização estatal ou treinamento. Os profetas desarmamentistas já estão com sua histeria habitual clamando o final dos tempos!
Pai Dito, este humilde brasileiro, que não tem nada de paranormal - no máximo ouve de vez em quando um "para, anormal" -, prevê que nada acontecerá!
O Kansas não é o primeiro estado a aprovar o porte ilimitado, ou seja, se você pode comprar uma arma, você pode portá-la sem que o papai estado tenha que ser consultado. Nos outros o que aconteceu? Nada! Absolutamente nada! Nada de balas perdidas, nada de tiroteios, nada de bang-bang!
Essa é a inteligência americana, o pensamento legislativo coerente e com o propósito de simplificar a vida do cidadão que não é tratado como um débil mental incapaz de assumir responsabilidades.

Tenho certeza que alguns, ou muitos, estão nesse momento pensando: no Brasil isso nunca daria certo! Viraria um bang-bang! O brasileiro não tem cultura para isso! Blá, blá, blá... Pois bem, vejamos então uma resposta para os portadores do que Nelson Rodrigues batizou de síndrome de vira-latas.
Primeiramente, gosto de lembrar aos mais novos que o Brasil já foi praticamente assim! Até 1997, quando o "direitista" FHC transformou em crime o porte ilegal de armas, praticamente qualquer um podia andar armado, normalmente apenas com o registro pois a pena era apenas uma multa e a apreensão da arma que era rapidamente devolvida com uma simples petição ao juiz. Bolsas masculinas vinham de fábrica - TODAS ELAS! - com coldres. Outro ponto importante é que muitos brasileiros acham que o americano típico é aquele caracool (eu não disse cara de c... ok?) de NY ou San Francisco. O americano médio é o Homer Simpson! O Kansas é lotado dos chamados (pejorativamente) de rednecks, um tipo de caipirão, com alguns dentes faltando na boca, um pickup gigantesca na garagem, participando de campeonato de cuspe à distância, com uma .45 na cintura e um fuzil do lado da cama ou dentro do carro. E ninguém atira em ninguém.
Mesmo assim não dá para comparar? Lá não tem impunidade (tem sim, mas não falarei disso agora), a justiça funciona, o Estado é eficiente para punir qualquer um que fizer a coisa errada com a arma... Bom, imaginemos que isso é verdade. Então o que me dizem do Paraguai? Lá, qualquer um compra e porta armas de fogo e o país possui três vezes menos homicídios que o Brasil, isso levando-se em conta que a taxa nacional sofre elevação por conta da área fronteiriça com o... Brasil! Na maioria das cidades Paraguaias a taxa de homicídios é próxima das taxas médias da Europa! Oh! Armas malvadas não matam paraguaios, só brasileiros depois que atravessam a fronteira em forma de contrabando.
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Duas decisões judiciais tiveram grande destaque em Porto Rico. A primeira foi que aquele estado não pode impedir que seus cidadãos possuam e usem armas de fogo. A segunda, com repercussão mundial, foi que a Suprema Corte Americana sentenciou que nenhum estado americano ou seus territórios podem proibir a união civil entre homossexuais, decisão que no Brasil aconteceu em 2013 mas parece que ninguém lembra...
Imediatamente o governador desse território, Alejandro García-Padilla do Partido Popular Democrático (Oh! Que surpresa!), comemorou uma e disse que recorrerá contra a outra... Nem preciso dizer de qual ele recorrerá, não é mesmo?
Pois bem, tudo ótimo, tudo lindo e os "liberals", a esquerda americana, comemoraram efusivamente essa vitória que na realidade já era realidade em 36 estados americanos... Tudo eram flores até que o Bob Owens, editor da BearingArms.com, levantou uma questão mais do que pertinente: se o casamento gay deve ser respeitado em todos os estados com base na 14a. Emenda, o porte de armas também! Ou seja, estados como a Califórnia terão obrigação de aceitar uma licença para portar armas expedida pelo Texas, por exemplo!Allen West, um dos mais conceituados republicanos, já abraçou a tese e discorreu sobre ela em seu site. Quero ver agora os tais "defensores das liberdades individuais" engolirem essa...
Ah! Lembrando que semana passada um grupo de libertários gays foi expulso de uma passeata gay por estarem armados! Mas assim é a esquerda mesmo: liberdade que vale é só a minha!

MAIORIDADE PENAL 1 – Faltaram 5 votos para triunfar o bom senso: 303 votos a 184; questão ainda não acabou. Ou: O discurso vergonhoso do governo federal e das esquerdas (RA)


É cedo para a comemoração dos nefelibatas, preguiçosos e daqueles que, como artistas, são pensadores amadores e, como pensadores amadores, são artistas. Faltaram cinco votos para que a Câmara dos Deputados aprovasse ontem, em primeira votação, a PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos para crimes como estupro, latrocínio, homicídio qualificado, lesão corporal grave ou seguida de morte e roubo com agravante. O texto obteve 303 votos a favor e 184 contra, com três abstenções. Uma Proposta de Emenda Constitucional precisa de pelo menos 60% dos votos em dois escrutínios em cada Casa: 308 deputados e 49 senadores.
O texto votado no fim da noite desta terça, relatado pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF), não era a emenda original, mas aquele fruto de um acordo feito na Comissão Especial. Como avisou Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, a questão ainda não está liquidada. Disse ele: “Eu sou obrigado a votar a PEC original para concluir a votação ou o que os partidos apresentarem. No curso da votação, poderão ser apresentadas várias emendas aglutinativas. A votação ainda está muito longe de acabar, foi uma etapa dela”. Antes que alguém proteste e acuse manobra: ele está seguindo o Regimento Interno.
Para lembrar: inicialmente, Laerte Bessa havia acatado o texto original de Benedito Domingues (PP-DF), que reduzia a maioridade para todos os crimes. Um acordo feito com o PSDB restringiu os casos. No Senado, tramita uma proposta do senado Aloysio Nunes (PSDB-SP) que reduz a maioridade para crimes hediondos, desde que ouvidos previamente Ministério Público e um juiz da Infância e da Adolescência. Os tucanos haviam aceitado abrir mão dessa exigência se a emenda tivesse chegado — ou ainda chegar — ao Senado.
Mentiras e hipocrisias
A cadeia de mentiras e hipocrisias em que essa questão foi enredada impressiona e é a cara da vigarice intelectual e moral que toma conta de certos setores no Brasil. O governo se lançou contra a proposta argumentando, inicialmente, que menos de 1% dos crimes graves eram praticados por adolescentes. O número era, claro!, falso. Dados os casos de autoria conhecida, os jovens de 16 e 17 anos podem responder por até 40% deles.
Exposta a patacoada, Dilma inventou outra fantasia. Afirmou que a medida se mostrara inócua em países desenvolvidos que a haviam adotado. Eles não existem. É uma invenção. Até porque se desconhece outro país em que a impunidade esteja garantida em lei, como está no Brasil.
Na reta final, José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, pôs para circular um número bombástico: afirmou que 40 mil adolescentes entre 16 e 17 anos seriam enviados para o sistema prisional se a PEC fosse aprovada. É mesmo? Então o problema é grave, não? Então temos 40 mil pessoas que cometeram um daqueles crimes e que logo estarão nas ruas, é isso?
Bem, Cardozo é aquele que entrou nesse debate afirmando que a maioridade penal aos 18 anos é uma das cláusulas pétreas da Constituição, o que também é falso. As ditas-cujas estão no Artigo 60 da Carta, e a maioridade do 228. Cláusula pétrea não é.
Esse é o ministro que declarou que, caso tivesse de ficar no sistema prisional brasileiro, preferiria dar um tiro na cabeça. E com essa mesma retórica dramática, espalhava por aí que os adolescentes seriam enviados para escolas do crime — embora a emenda previsse que ficassem em alas especiais.
Na Câmara, deputados de esquerda, muito especialmente do PT, gritavam que os jovens criminosos precisam de escola, não de cadeia. Qualquer ser razoável sabe que precisam de escola os que querem estudar e de cadeia os que cometerem crimes graves. Escolas e cadeias só são termos permutáveis na retórica doentia das esquerdas, não é mesmo, deputada Maria do Rosário? Esta parlamentar petista continua a despertar em mim os adjetivos mais primitivos. Mas eu me contenho.
Há mais: o PT está no poder há 13 anos. Fez exatamente o quê para que a cadeia, então, passasse a recuperar as pessoas e deixasse de ser uma escola do crime? Se a violência é mesmo — não é; trata-se de uma tese tarada da esquerdopatia — uma razão direta da pobreza e da baixa qualidade da educação, cumpre indagar: o que os companheiros fizeram para mudar esse quadro?
É indecoroso, é vergonhoso, é inaceitável que um ministro da Justiça, a cuja pasta está subordinado o Departamento Penitenciário Nacional, trate o sistema prisional como uma escola de crime sem poder exibir uma só medida que tenha sido adotada em 13 anos para reverter tal quadro.
Contentar-se com a retórica de que os adolescentes assassinos precisam de escolas tranquiliza a consciência dos hipócritas e aponta uma arma contra a cabeça dos cidadãos.

Militantes políticos disfarçados de professores: fenômeno que assola também os Estados Unidos (RC)


A doutrinação ideológica nas escolas e universidades brasileiras é um fenômeno amplamente conhecido, e sem dúvida todos já foram vítimas da tentativa pérfida de lavagem cerebral por parte daqueles que deveriam auxiliar na formação intelectual dos alunos, em vez de tentar inculcar sua própria visão de mundo na marra. Mas esse não é um problema apenas brasileiro, ainda que o patamar alcançado em nosso país seja talvez inigualável. Os Estados Unidos não ficaram imunes ao avanço dos seguidores de Gramsci.
É o que mostra David Horowitz em The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America. O livro, como já diz o nome, expõe mais de uma centena de professores em universidades americanas que transformaram a sala de aula em palco para seus discursos ideológicos e políticos. O que emerge das biografias expostas, documentadas em fontes primárias, é assustador. São revolucionários que odeiam o capitalismo, os Estados Unidos, Israel, e que tentam martelar sua agenda “progressista” na cabeça dos alunos.
O espaço para o contraditório tem sido cada vez mais reduzido no ambiente acadêmico americano. Os esquerdistas radicais foram ocupando os espaços, e o clima é de intimidação contra aqueles que ousam discordar da ditadura do politicamente correto. Em democracias, porém, os professores deveriam ensinar como pensar, não o que pensar. Essa é uma mensagem amplamente ignorada por esses professores. A busca desinteressada pelo conhecimento, um ideal de toda universidade que se preza, tem sido abandonada em lugar a essa parcialidade intencional.
Como os departamentos tomados pelos ativistas são “interdisciplinares”, eles foram capazes de espalhar sua ideologia por todas as áreas, especialmente de Humanas. O movimento intelectual de esquerda conseguiu moldar os currículos universitários e afetou inclusive a filosofia dessas instituições. Como mostra o autor, o estrago não poupou quase ninguém, e há doutrinação em universidades grandes e pequenas, conhecidas ou menos renomadas, em todos os estados.
Todd Gitlin, ele mesmo um desses radicais analisados e autor de um livro sobre os anos revoltados da década de 1960, admitiu abertamente que a esquerda radical perdeu a batalha política, mas ganhou a cultural. Esses “professores” usurpam dos alunos o direito ao contraditório, não apresentam seus pontos de vista como suas interpretações sujeitas a questionamentos, mas sim como Verdades absolutas, de forma arbitrária.
E não estamos falando “apenas” de pontos de vista radicais, vendidos como Verdades inquestionáveis; também há casos – e não são poucos – de ações radicais, de ex-terroristas que ascenderam na hierarquia acadêmica sem um mínimo de condição intelectual, sem a devida produção acadêmica que fizesse jus aos cargos que ocupam. Trata-se claramente de um prêmio por ser radical, por ter combatido, literalmente, o capitalismo americano, tratado por eles como o grande Capeta do mundo.
Todo tipo de lixo pós-modernista ganha pontos entre esses acadêmicos, numa espécie de círculo vicioso. Alan Sokal desmascarou a turma quando enviou para uma revista especializada um texto sem sentido algum, repleto de passagens desconexas, com linguajar pedante, vago, do tipo que os filhotes da Escola de Frankfurt apreciam. Os “progressistas” aprovaram seu texto, claro. Somente depois ele revelou a farsa, para a fúria dos pares. Isso mostra bem como está o nível na academia.
Como retrato do sucesso da estratégia gramscista, pesquisas apontam que há de 5 a 9 vezes mais professores que se dizem de esquerda em relação aos que se dizem de direita. Há evidente descriminação no meio acadêmico contra conservadores. A estratégia de Gramsci era clara: ocupar os meios de produção cultural para a revolução pacífica e democrática rumo ao socialismo.
Marcuse seria outra peça importante nesse jogo de xadrez: seus escritos justificavam a repressão ao discurso conservador nas universidades, com a desculpa de que esses direitistas representavam o sistema opressor da classe dominante. No Brasil, Paulo Freire espalharia essa mesma ideia. O preconceito aberto contra os adversários ideológicos era, então, não só permitido, como incentivado.
Em vez de apresentar questões controversas como dilemas complexos, sem fáceis respostas, mostrar as diferentes perspectivas sobre o assunto, e deixar os alunos formarem suas opiniões por conta própria, esses “professores” enfiam goela abaixo dos jovens um mundo binário e simplista, demonizando seus adversários ideológicos e intimidando aqueles que tentam questionar tais dogmas.
Horowitz expõe inúmeros dados concretos sobre as ligações desses “professores” com grupos radicais marxistas, com movimentos revolucionários, com fundamentalistas islâmicos, etc. Esses discursos de ódio contra os Estados Unidos, Israel e o capitalismo são trazidos para dentro da sala de aula. Os Estados Unidos, que garantem sua ampla liberdade de expressão e cátedra, além de salários anuais muitas vezes de seis dígitos, são retratados como a nação mais racista, imperialista e tirânica do planeta.
Há, ainda, feminismo radical, banalização do sexo, racismo explícito contra brancos, antissemitismo criminoso, tudo isso dentro das salas de aula, por “professores” que gozam da estima dos pares e de forte influência nas instituições. Terroristas comunistas como Bill Ayers, que não se arrependem de seu passado, mas sim sentem orgulho dele, galgaram degraus acadêmicos e hoje decidem sobre a contratação de novos professores ou fazem eventos nas universidades para destilar seu ódio ao capitalismo. Vários justificam o atentado de 11 de setembro às torres gêmeas como uma reação legítima das vítimas do “imperialismo ianque”.
Ditadores como Fidel Castro, Mao Tse-Tung, Pol-Pot, Lenin e outros comunistas são defendidos, e seus regimes assassinos enaltecidos. Às vezes isso ocorre em matérias que nada têm a ver com o assunto, como no caso de literatura ou línguas. Tudo é um pretexto para impor a narrativa de luta de classes, de oprimidos e opressores, como se o homem branco ocidental cristão ou judeu fosse o maior vilão do mundo.
Esses “professores” fazem tudo isso impunes por covardia ou conivência dos reitores e de seus pares, mostrando o sucesso de sua guerra cultural. Eles não se enxergam como auxiliares na busca por conhecimento dos alunos, e sim como engenheiros sociais, como revolucionários cuja missão é “mudar fundamentalmente a sociedade”, usando como instrumento a sala de aula. Não são figuras excêntricas, casos isolados, mas parte de uma poderosa engrenagem que tem mudado a cara das universidades americanas.
Os problemas que o livro de Horowitz aponta – a introdução explícita de agendas políticas na sala de aula, a falta de profissionalismo na conduta, e a queda dos padrões de qualidade profissional – parecem estar se espalhando de forma acelerada pelo universo acadêmico, mesmo nos Estados Unidos. Todo tipo de instituição acaba tendo esses militantes infiltrados, causando enorme estrago de dentro dos portões. Os bárbaros nem sempre vêm de fora deles, afinal. E muitas vezes eles têm até doutorado…

Os bandidos venceram. Estão bem representados no Congresso (FMB)

Contra a vontade de 87% dos brasileiros, a Câmara dos Deputados rejeitou o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduziria a maioridade penal de 18 para 16 anos no caso de crimes graves.
Para ser aprovado, eram necessários 307 votos a favor, mas “somente” 303 deputados votaram sim, contra 184 que votaram não, em discursos recheados das mentiras e demagogias de sempre, como mostrei aqui e aqui.
Os bandidos venceram por causa de 5 votos. Estão bem representados no Congresso.
PSOL

Cinco deputados do PSDB deram a vitória aos bandidos (FMB)

Faltaram cinco votos para que a proposta que reduz a maioridade penal fosse aprovada pela Câmara dos Deputados.
Mas 5 deputados do PSDB traíram 87% dos brasileiros, especialmente os pobres que não têm proteção contra os bandidos, e votaram “não”, junto com o PT e a base aliada do governo.
São eles (em sentido horário na imagem):
- João Paulo Papa (SP);
- Eduardo Barbosa (MG);
- Betinho Gomes (PE);
- Max Filho (ES);
- Mara Gabrilli (SP).
Traíras
Outros 2 deputados do DEM também ficaram do lado dos bandidos:
- Professora Dorinha Seabra Resende (TO);
- Luiz Henrique Mandetta (MS).
Traíras DEM
Os memes nas redes sociais já começaram:
Meme

"Com sorte” nova guerra na Europa não será nuclear diz fonte da OTAN (LUIS DUFAUR)

John Schindler, antigo analista da NSA, especialista em geopolítica, conferencista da Escola Naval dos EUA e conhecido pelos seus contatos de alto nível na hierarquia americana, confidenciou ter ouvido de uma alta patente não-americana da OTAN que “haverá provavelmente uma guerra neste verão (inverno no nosso hemisfério sul). Se tivermos sorte, ela não será nuclear”, escreveu o site Slate

A opinião referida por Schindler coincidiu com a escalada de tensões entre os aliados ocidentais de um lado, e russos e chineses de outro, tendo como centro o problema ucraniano. 

A Noruega suspeita de submarinos russos que circulam há meses nas profundezas do Báltico, ao largo de Oslo.
Diante da insistência da Grã-Bretanha, a OTAN resolveu a reagir, informou The Telegraph. Dezoito navios participaram de um exercício de grande envergadura no Báltico, enquanto tropas britânicas foram participar de exercícios conjuntos com o exército da Estônia, país fronteiriço com a Rússia.

Foi o exercício militar mais importante na região desde o fim da URSS.

No Círculo Ártico, nove países, incluindo os EUA, a França e a Grã-Bretanha, lançaram a operação “Desafio Ártico”, mobilizando 4.000 homens e 90 aviões durante doze dias. 

A Rússia revidou e mobilizou 250 aeronaves e 12.000 homens, em exercícios sob o céu siberiano e dos Urais. 

Putin anunciou a incorporação de mais 40 mísseis nucleares intercontinentais. E em conferência de imprensa na residência presidencial de Novo-Ogaryovo, disse que se alguém ameaçar a segurança nacional da Rússia, “Moscou não terá outro remédio senão apontar suas forças contra os territórios de onde provém a ameaça”, aludindo explicitamente à OTAN, segundo divulgou a agência Reuters.
Do Extremo Oriente chegam ruídos bélicos, tanto mais preocupantes quanto a Rússia e a China estão renovando sua união, segundo observou o Los Angeles Times.

Sentindo-se apoiado pela Rússia, o comunismo chinês desafia os EUA e seus aliados naturais no Mar da China.

A construção de ilhas artificiais no sul desse mar, em águas intensamente disputadas, levaram os EUA a tentar dissuadir essa provocação.

Mas a China reagiu com insolência. O Global Times, um tabloide ligado ao Partido Comunista Chinês, chegou a escrever em suas colunas que “se os EUA não renunciarem a querer parar esses trabalhos, a guerra será inevitável”.

O tabloide, porta-voz do pensamento estratégico chinês, sublinhou que nesse caso “a intensidade do conflito será maior do que aquilo que as pessoas chamam correntemente de ‘fricções’”.