segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

“O dogmatismo é uma doença da esquerda” (RC)


Não fui eu quem disse, mas o esquerdista Mujica, presidente do Uruguai:
O dogmatismo é uma doença crônica da esquerda latino-americana. Acreditamos que somos possuidores de uma verdade absoluta. A esquerda tem a doença de sempre ser apaixonada pelos modelos em que acredita. Mas se penso que meu vizinho deve pensar como eu, estamos fritos.
Quem sou eu para discordar dele? É isso mesmo: nossas esquerdas adoram monopolizar as virtudes, demonizar e rotular aqueles que discordam de seus meios, abraçar dogmas incompatíveis com a realidade, mergulhar em modelos abstratos desprovidos de verificação empírica.
Assim tem sido o crescimento das esquerdas latino-americanas desde muito tempo. Dogmatismo e imposição do pensamento único, estas são as armas das esquerdas. Pluralidade, só da boca pra fora! Tolerância, nem pensar! Respeito ao contraditório, piada!
Ainda bem que tem gente da própria esquerda que ao menos percebe, reconhece e declara isso abertamente. Porque a grande maioria continua monopolizando os fins nobres e tratando os liberais e conservadores como “inimigos do povo”…

Nouriel Roubini alerta para bolha imobiliária no Brasil – IG

Nouriel Roubini tornou-se, nesta sexta-feira (29), o segundo profeta da crise econômica que abalou os Estados Unidos a alertar para a existência de uma bolha imobiliária no Brasil. O primeiro havia sido Robert Shiller, em setembro.
“O que estamos vendo em muitos países parece uma reprodução em câmera lenta do último acidente ferroviário do mercado imobiliário. E, como da última vez, quanto maiores as bolhas ficarem, pior vai ser a colisão com a realidade”, escreveu Roubini, professor de Economia da Universidade de Nova York e conhecido como Dr. Apocalipse por prever, em 2006, sobre a crise econômica de 2008.
Em artigo publicado nesta sexta-feira (29) no Project Syndicate, Roubini coloca o Brasil ao lado de Turquia, Índia e Indonésia como economias em desenvolvimento cujas grandes metrópoles vêm experimentando a emergência de bolhas. Em setembro, Shiller havia afirmado suspeitar dos mercados de Rio e São Paulo.
Os riscos atingem também economias desenvolvidas, como Suíça, Suécia, Noruega, Finlândia, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido, segundo o economista.
‘Território de bolha’
Os sinais de que os preços do mercado imobiliário estão entrando no “território de bolhas”, incluem a disparada no preço dos imóveis, o seu descolamento em relação à renda da população, e a elevação da participação do endividamento imobiliário em relação ao endividamento total.
Segundo Roubini, os mercados imobiliários estão “espumando” pois as autoridades monetárias – sobretudo nas economias avançadas e nos mercados emergentes com renda elevada (dentre os quais ele não inclui Brasil) – estão reticentes em elevar os juros e têm apostado em medidas macroprudenciais como um seguro contra bolhas.
Essas medidas incluem regras mais rígidas de concessão de crédito imobiliário, o que inclui conter ou diminuir o valor do empréstimo em relação ao valor do bem – a razão empréstimo/valor, ou loan to value ratio, em inglês.
No Brasil, a baixa razão empréstimo/valor é um dos principais argumentos de quem nega a existência de uma bolha imobiliária no País.
Para Roubini, entretanto, tais ferramentas são insuficientes.
“Para ser claro, restrições macroprudenciais são certamente algo a se exigir, mas elas são inadequadas para controlar bolhas imobiliárias”, escreveu Roubini. “Com taxas de juros de curto e longo prazo tão baixas, restrições à concessão de crédito imobiliário parecem ter um efeito limitado nos incentivos à tomar empréstimos para comprar a casa.”
Roubini dá como exemplo um cenário em que o mutuário, obrigado a dar uma entrada elevada (por causa de uma baixa razão empréstimo/valor), acaba tomando empréstimos com parentes ou créditos pessoais menos seguros para angariar a soma inicial.
“Afinal, embora em alguns países o preço dos imóveis tenha diminuído modestamente, os preços dos imóveis em geral ainda estão crescendo em economias onde medidas macroprudenciais para crédito imobiliário estão sendo usadas. Enquanto taxas de juros oficiais – e, consequentemente, taxas de juros no crédito imobiliário – continuarem baixas, tais restrições não são tão eficientes como seriam de outra forma.”
No Brasil, a Selic – taxa básica de juros – atingiu o mínimo histórico de 7,25% em outubro de 2012, mas está em elevação consecutiva desde março de 2013 e, nesta semana, chegou a 10%.
O economista ressalva que um eventual estouro ou desinflar de uma bolha não ocorrerá já, em razão das medidas expansionistas que vêm sendo adotadas pelos bancos centrais. Além disso, as condições do sistema financeiro são mais seguras do que no passado – o que permitiria aos bancos lidar melhor como uma eventual queda abrupta de preços – e as famílias detêm, hoje, uma parcela maior dos imóveis do que ocorria nos EUA à época da crise.
“Mas quanto mais os preços dos imóveis subirem, maior vai ser o tombo, e maiores serão os efeitos colaterais econômicos e financeiros quando a bolha desinflar.”

domingo, 1 de dezembro de 2013

Déficit bilionário (Lauro Jardim)


Déficit recorde
O déficit da conta-petróleo, ou seja, a relação entre a importação e exportação de petróleo e derivados, atingiu um recorde histórico no Brasil: 12,7 bilhões de dólares entre janeiro e outubro. É nada menos do que o triplo do recorde anterior, registrado em 2008.

Política econômica da presidente e ministra da Fazenda Dilma=maior déficit de conta corrente da história, desindustrialização, atraso cambial, compressão das tarifas públicas…(RS)


BC que deve aumentar o custo do dinheiro e retornar à marcante taxa de juros básica de dois dígitos
“A sociedade brasileira aceita a ‘cristalização’ de uma situação que joga o país no atraso, mas é bom que se saiba que há custos. Estes virão”
Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros
ÚLTIMA SEMANA DE NOVEMBRO – 1
Nesta última semana de novembro, reuniram-se mais alguns fatos e atos que demonstram que o Brasil persiste a arranhar as melhores expectativas que dele podem se formar.
Do ponto de vista econômico tivemos a reunião do Copom do Banco Central que aumentou o custo do dinheiro e retornou à marcante taxa de juros básica de dois dígitos. Deste fato extrai-se a constatação do fracasso em relação à política monetária como instrumento efetivo a conter a inflação.
O governo persiste na estratégia de informar o público de que a meta em relação à variação dos preços está sendo cumprida, mas o que de fato se faz é abandonar o centro da meta de inflação e operar na “periferia do alvo” o que mexe não somente com as expectativas de curto prazo, mas, sobretudo com as de médio prazo.
Esquecem os planejadores de Brasília que este discurso e estratégia acabam por elevar a resistência do tal do mercado em reduzir as taxas de juros. Tão simples de entender e o governo não entende.
Última semana de novembro – 2
Do lado dos juros ativos dos bancos, o custo de empréstimos e financiamentos, o fracasso do governo é ainda mais retumbante. Nada conseguiu em relação à redução do spread bancário (lembram-se?) [spread é a diferença entre o custo desembolsado pelos bancos para captar dinheiro e o custo para quem toma dinheiro emprestado dos bancos] e sequer foi capaz de chegar a um diagnóstico sobre o assunto.
Esqueceu-se o assunto, assim como foi esquecido o PIB de 4,5% neste ano.
Seria piada se não fosse interesse de nosso país. Mas, a presidente da República e ministra da Fazenda Dilma Rousseff tem a sorte de fazer com que a letargia nacional não se torne motivo de maior desemprego. Somado a este fato as políticas ditas “sociais”, bem como o alargamento da base de apoio dos políticos por meio de práticas (tristemente) históricas, a enganação nacional persiste.
Afinal, quem se importa – no sentido de agir politicamente – com o maior déficit de conta corrente da história, o processo estrutural de desindustrialização, o atraso cambial, a compressão das tarifas públicas, etc? A sociedade brasileira aceita a “cristalização” de uma situação que joga o país no atraso, mas é bom que se saiba que há custos. Estes virão.

O desejo natural de enriquecer. (RC)

“O problema com o catolicismo brasileiro é que entende de menos o Mercado e reverencia demais o Estado. Seu desamor aos ricos excede seu amor aos pobres. Gosta de distribuir riquezas mas não se esforça por facilitar a criação delas.” – Roberto Campos
Escrevi um texto sobre a primeira exortação apostólica do Papa Francisco, criticando alguns trechos sobre sistema político e econômico, e recebi críticas de alguns católicos, principalmente por conta desta passagem:
Depois a Igreja Católica fica perplexa ao constatar que perde cada vez mais espaço para os protestantes, que adotam discurso menos agressivo contra o capitalismo e o desejo natural que temos de enriquecer…
Alguns leitores usaram essa frase para me criticar e me rotular como alguém que só pensa em dinheiro. Para eles, se falo em “desejo natural de enriquecer”, só posso ter em mente um Tio Patinhas da vida, alguém tomado pelo desejo febril de acumular mais e mais bens materiais, completamente seduzido pelo bezerro de ouro. Projeção freudiana?
Não é nada disso, gente. O desejo natural de enriquecer é o óbvio ululante: 99,99% das pessoas preferem melhorar suas condições de vida do ponto de vista de conforto material, sair de uma situação de menos recursos para mais recursos. Os 0,01% devem sofrer de alguma patologia, diga-se de passagem.
Claro que isso não é análogo a dizer que o dinheiro é tudo, que devemos ser extremamente gananciosos, que esse desejo deve ser desmedido, a nossa única prioridade, nada assim. Há muito mais que dinheiro na vida, não resta dúvida. Mas o dinheiro ajuda, não é mesmo?
Quem discorda da frase só pode concordar com a bandeira do “pobrismo”, ou seja, enaltecer a miséria em si. Teria de afirmar que as pessoas preferem ter menos bens materiais, tudo mais constante. Sério mesmo? E na hora que a saúde do filho apertar, não seria bom ter condições de pagar pelos melhores tratamentos? Ou o SUS é o ideal de todo católico agora?
Menos… Essa predileção pelo “pobrismo” é típica da esquerda caviar, que adora viver no luxo enquanto prega as maravilhas da vida simples na “comunidade”. Ser pobre não é o máximo. Logo, claro que temos um desejo natural de enriquecer, o que é diferente de desejar fortunas custe o que custar.
Quem interpretou meu texto dessa forma, sem se dar conta, mostra mais sobre sua verdadeira personalidade do que a minha, pois eu não tinha Bill Gates em mente ao escrever isso. A miséria não é chique. E apreciar a vida espiritual costuma ser melhor com a barriga cheia e os filhos em segurança. Alguém vai negar isso?

Aécio é provinciano,A UNICA SOLUÇÃO para rivalizar com a VOVÓ PETRALHA NÃO VIRÁ - SERRA PRESIDENTE E AÉCIO VICE.Então:"Datafolha 1: presidente só não venceria no 1º turno com Marina e Serra como candidatos, cenário dado como improvável; o mais provável é também o mais fácil para a petista. Sorria, Dilma!"

A Folha publica na edição deste domingo uma nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial. A situação da presidente Dilma Rousseff melhorou um pouco em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto. A petista tem razão para sorrir de orelha a orelha. Se a eleição fosse hoje, o melhor cenário para ela é justamente aquele considerado o mais provável (nos quadros abaixo, é o “A”): a petista teria 47% das intenções de voto; o tucano Aécio Neves ficaria com 19%, e Eduardo Campos, dos PSB, com 11%. Notem que a presidente oscilou dois para cima; o tucano, dois para baixo, e Campos caiu 4.
Quando Marina Silva aparece como a candidata do PSB, Dilma fica com 42%, a ex-senadora obtém 26%, e o tucano, 15%. Observem que nesse cenário (o “B”), a petista sobe 3 pontos, Marina cai 3%, e Aécio oscila dois para baixo. A soma dos adversários chega a 41 pontos, contra 42 de Dilma. O mais provável é que a presidente vencesse no primeiro turno também, embora fique na margem de erro. Vejam os quadros, publicados na edição impressa da Folha.
Datafolha 1º de dezembro A e B
Combinação Serra-Marina
A única hipótese, hoje, em que a eleição poderia caminhar para um segundo turno seria uma que combinasse Marina Silva como candidata do PSB e José Serra como candidato do PSDB. Ocorre que esse (o “D”) é, curiosamente, o cenário dado como o mais improvável. Nesse caso, Dilma somaria 41 pontos, contra 43 dos adversários. O cenário C, com Serra como candidato tucano e Campos como o nome do PSB, também não levaria a disputa para uma segunda etapa. A Folha testou ainda o nome de Joaquim Barbosa, tendo Aécio e Campos como candidatos: seriam 38 pontos dos adversários contra 44 de Dilma. O nome do ministro não aparece numa simulação com Marina e Serra — por razões óbvias, há de se supor que haveria segundo turno nesse caso também.
Datafolha 1º de Dezembro C e D
Datafolha 1º de dezembro E
Segundo turno
O segundo turno, para Dilma, seria tranquilo. A menor diferença seria para Marina (12 pontos); a maior, para Campos: 36. Em relação a Aécio, abriria 30; contra Serra, 26, e 24 no enfrentamento com Barbosa.
Datafolha 1º de dezembro segundo turno

FHC, o líder dos bundões coletivistas do PSDB, NUNCA representou uma OPOSIÇÃO REAL aos desgoverno petralha. Ou:"Sinais alarmantes"(RC)

Finalmente se fez justiça no caso do mensalão. Escrevo sem júbilo: é triste ver na cadeia gente que em outras épocas lutou com desprendimento. Eles estão presos ao lado de outros que se dedicaram a encher os bolsos ou a pagar suas campanhas à custa do dinheiro público. Mais melancólico ainda é ver pessoas que outrora se jogavam por ideais - mesmo que controversos - erguerem os punhos como se vivessem uma situação revolucionária, no mesmo instante em que juram fidelidade à Constituição. Onde está a revolução? Gesticulam como se fossem Lenines que receberam dinheiro sujo, mas o usaram para construir a "nova sociedade". Nada disso: apenas ajudaram a cimentar um bloco de forças que vive da mercantilização da política e do uso do Estado para se perpetuar no poder. De pouco serve a encenação farsesca, a não ser para confortar quem a faz e enganar seus seguidores mais crédulos.
Basta de tanto engodo. A condenação pelos crimes do mensalão deu-se em plena vigência do Estado de Direito, num momento em que o Executivo é exercido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), cujo governo indicou a maioria dos ministros do Supremo. Não houve desrespeito às garantias legais dos réus e ao devido processo legal. Então, por que a encenação? O significado é claro: eleições à vista. É preciso mentir, autoenganar-se e repetir o mantra. Não por acaso, a direção do PT amplifica a encenação e Lula diz que a melhor resposta à condenação dos mensaleiros é reeleger Dilma Rousseff... Tem sido sempre assim, desde a apropriação das políticas de proteção social até a ideia esdrúxula de que a estabilização da economia se deveu ao governo do PT. Esqueceram as palavras iradas que disseram contra o que hoje gabam e as múltiplas ações que moveram no Supremo para derrubar as medidas saneadoras. O que conta é a manutenção do poder.
Em toada semelhante, o mago do ilusionismo fez coro. Aliás, neste caso, quem sabe, um lapso verbal expressou sinceridade. "Estamos juntos", disse Lula. Assumiu meio de raspão sua fatia de responsabilidade, ao menos em relação a companheiros a quem deve muito. E ao País, o que dizer?
Reitero, escrevo tudo isso com melancolia, não só porque não me apraz ver gente na cadeia, embora reconheça a legalidade e a necessidade da decisão, mas principalmente porque tanto as ações que levaram a tão infeliz desfecho como a cortina de mentiras que alimenta a aura de heroicidade fazem parte de amplo processo de alienação que envolve a sociedade brasileira. São muitos os responsáveis por ela, não só os petistas. Poucos têm tido a compreensão do alcance destruidor dos procedimentos que permitem reproduzir o bloco de poder hegemônico; são menos numerosos ainda os que têm tido a coragem de gritar contra essas práticas. É enorme o arco de alianças políticas no Congresso cujos membros se beneficiam por pertencerem à "base aliada" de apoio ao governo. Calam-se diante do mensalão e das demais transgressões, como se o "hegemonismo petista" que os mantém fosse compatível com a democracia. Que dizer, então, da parte da elite empresarial que se ceva dos empréstimos públicos e emudece diante dos malfeitos do petismo e de seus acólitos? Ou da outrora combativa liderança sindical, hoje acomodada nas benesses do poder?
Nada há de novo no que escrevo. Muitos sabem que o rei está nu e poucos bradam. Daí a descrença sobre a elite política reinante na opinião pública mais esclarecida. Quando alguém dá o nome aos bois, como, no caso, o ministro Joaquim Barbosa, que estruturou o processo e desnudou a corrupção, teme-se que, ao deixar a presidência do STF, a onda moralizante dê marcha à ré. É evidente, pois, a descrença nas instituições. A tal ponto que se crê mais nas pessoas, sem perceber que por esse caminho voltaremos aos salvadores da Pátria. São sinais alarmantes.
Os seguidores do lulopetismo, por serem crédulos, talvez sejam menos responsáveis pela situação a que chegamos do que os cínicos, os medrosos, os oportunistas, as elites interesseiras que fingem não ver o que está à vista de todos. Que dizer, então, das práticas políticas? Não dá mais! Estamos a ver as manobras preparatórias para mais uma campanha eleitoral sob o signo do embuste. A candidata oficial, pela posição que ocupa, tem cada ato multiplicado pelos meios de comunicação. Como o exercício do poder se confundiu, na prática, com a campanha eleitoral, entramos já em período de disputa. Disputa desigual, na qual só um lado fala e as oposições, mesmo que berrem, não encontram eco. E sejamos francos: estamos berrando pouco.
É preciso dizer com coragem, simplicidade e de modo direto, como fizeram alguns ministros do Supremo, que a democracia não se compagina com a corrupção nem com as distorções que levam ao favorecimento dos amigos. Não estamos diante de um quadro eleitoral normal. A hegemonia de um partido que não consegue deslindar-se de crenças salvacionistas e autoritárias, o acovardamento de outros e a impotência das oposições estão permitindo a montagem de um sistema de poder que, se duradouro, acarretará riscos de regressão irreversível. Escudado nos cofres públicos, o governo do PT abusa do crédito fácil que agrada não só aos consumidores, mas, em volume muito maior, aos audaciosos que montam suas estratégias empresariais nas facilidades dadas aos amigos do rei. A infiltração dos órgãos de Estado pela militância ávida e por oportunistas que querem beneficiar-se do Estado distorce as práticas republicanas.
Tudo isso é arquissabido. Falta dar um basta aos desmandos, processo que, numa democracia, só tem um caminho: as urnas. É preciso desfazer na consciência popular, com sinceridade e clareza, o manto de ilusões com que o lulopetismo vendeu seu peixe. Com a palavra as oposições e quem mais tenha consciência dos perigos que corremos.