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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O erro ideológico de FHC (NIVALDO CORDEIRO)

A desgraça do Brasil é que temos visto sucessivos governos esquerdistas buscando sua utopia às custas dos brasileiros de bem, que são roubados, vilipendiados, submetidos à tirania burocrática mais vil.

Não sei se se pode falar em “erro ideológico”, mas não encontro outra expressão para designar a persistência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de reafirmar suas crenças socialistas e distributivistas ao tempo em que faz críticas aos governos do PT, a quem chama de lulopetismo, certamente uma forma de descaracterizar a gênese do PT, supostamente contaminada pelo personalismo de Lula. A fé na igualdade que FHC carrega é cega e estúpida e incompatível com a realidade, mas ele certamente morrerá abraçado com ela. Não beijará a cruz na hora derradeira. O ex-presidente voltou à carga no artigo Certo e Errado, publicado no Estadão.
O virtuosismo sofista de FHC se ressalta no artigo ao buscar apoio em dois soldados de sua corriola, um vivo e um morto. Citou a entrevista de José de Souza Martins às páginas amarelas da revista Veja, que disse que a visão dicotômica do PT se deve à sua suposta origem católica. Ora, essa é uma perversão de conceitos. O PT, se teve apoio de setores católicos na origem, foi daqueles setores que abraçaram o marxismo e, portanto, não mais eram católicos. Mais apoios teve entre os integrantes das esquerdas revolucionárias. Estas sempre viram o mundo de forma dicotômica, é da essência dos partidos revolucionários dizer que os membros do partido são os redentores do povo, os bons, os que têm o sentido da história, e os demais, inclusive o povo, são os maus que precisam ser ou reformados ou exterminados.
Esse mundo em preto e branco é típico dos revolucionários que pregam a igualdade e a sua implantação por diferentes formas. FHC pensa exatamente assim, embora esteja treinado para fazer discurso apaziguador “democrático”, tolerante. Essencialmente não há diferença de programa entre FHC e o PT.
O outro autor a que apela, morto, é Sérgio Buarque, que aqui se torna veículo para o sociólogo exibir sua erudição suposta, tomando dele de empréstimo a expressão “atrasado” para impingir ao PT, como se isso fosse algum conceito e explicasse alguma coisa. Ora, todo o socialismo é o atraso ele mesmo, a derrocada espiritual, o descenso civilizacional, a negação as coisas naturais ao homem. É a tentativa de inventar o “homem novo” e, ao fazê-lo, construir o inferno na terra que faz de alguém socialista. É a veia de salão de FHC quase preconceituosa contra o PT. No fundo, a crítica ao PT é a crítica de todos os líderes do PSDB: a da competência técnica para governar supostamente portada pela socialdemocracia ante a notória incompetência administrativa do PT.
Ora, o PT é apenas mais coerente e mais urgente na perseguição da sua utopia, daí porque o desastre aparece mais rápido e mais nitidamente nos seus governos. Em favor de si FHC tem o Plano Real, sim, mas esse é um ponto fora da curva. No seu governo tivemos a gênese das políticas compensatórias do PT, a vã tentativa de fazer reforma agrária ao tempo em que a população já nem mais estava nos campos, fez crescer imensamente e rapidamente a carga tributária, uma verdadeira herança maldita. O Plano Real foi apenas um pingo de sensatez num mar de insensatez socialista que foi o governo de FHC, os dois.
Daí FHC poder fazer a sua magna conclusão: “cabe aos políticos de oposição, na luta ideológica, continuar a desmantelar as fortalezas do atraso.” Ou seja, a ele mesmo e a sua corriola, que são a oposição consentida e aceita por todos os socialistas que se aboletaram no poder. Por isso FHC pode ensinar:

“Erros que não remetem à divisão esquerda/direita, mas se explicam pelo atraso na compreensão da política econômica e pelo interesse em manter o poder e os bolsos dos partidos e de alguns de seus dirigentes recheados com dinheiro alheio, dinheiro do povo. ”

Entenda-se: não é errado ser de esquerda, é certo ser de esquerda, mas não da esquerda aloprada e incompetente que é o PT. É o discurso do autoengano mais sonso que já vi escrito por FHC.
Diga-se de uma vez: a desgraça do Brasil é que temos visto sucessivos governos esquerdistas buscando sua utopia às custas dos brasileiros de bem, que são roubados, vilipendiados, submetidos à tirania burocrática mais vil e impedidos de construir de forma livre seu próprio destino. FHC é o grande arquiteto dessa tragédia nacional. O PT sempre foi seu filho dileto. FHC passou a faixa de presidente a Lula com a maior satisfação, embora os brasileiros despertos soubessem que seria um passo errado em direção a um oclocracia, como se revelou. Não porque Lula era o atraso, mas porque representava o passo adiante em direção ao “verdadeiro” socialismo.
O cinismo ideológico de FHC chega a ser comovente e quase convincente. Contudo, a utopia da igualdade já está suficientemente desmascarada para seduzir quem pode pensar por si mesmo. FHC, nesse sentido e no plano teórico mais geral, é um grande mentiroso. E se acha o tal da cocada preta. Daria dó tal pretensão se não tivesse tido o poder de cometer tanta maldade contra os brasileiros e, pior, ter condições de voltar ao poder para repeti-las.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Bolsonaro cresce, para o desespero da esquerda light(EDNALDO BEZERRA)


rafhcO fato é que o deputado Jair Bolsonaro está incomodando não só os petistas, mas também aqueles que fazem parte e apoiam a esquerda “light”.

É impressionante o crescimento da popularidade do deputado Jair Bolsonaro! Em todas as cidades onde tem passado, ele é ovacionado e recebido como se fosse uma celebridade bastante querida. Creio que se fosse feita uma pesquisa de intenção de voto para presidência, o deputado já passaria dos 15%. Particularmente, isso não me espanta muito, pois, no início de 2013, escrevi um artigo intitulado “Chegou a vez da direita” e no ano das eleições escrevi “Carta aberta a Rodrigo Constantino” e “PP e PT ou Davi x Golias”, que já falavam da necessidade e da inevitável candidatura de Jair Bolsonaro à presidência.
Tal popularidade, sem dúvida, deixa a esquerda preocupada. Tanto é que no CADERNO DE TESES DO PT, item 157, está escrito:
“Neste congresso conservador e sob a presidência de Eduardo Cunha, temas como a reforma política, a lei da mídia democrática, a punição dos crimes da ditadura militar, o combate à corrupção e mesmo a cassação do deputado Jair Bolsonaro só terão chance de êxito se houver intensa pressão social”.
Diante da impossibilidade de derrubá-lo legalmente, parece-me que a tática dos opositores e da mídia em geral tem sido criar um Bolsonaro fictício, uma figura radical, adepto de ditadura militar, homofóbico, e por aí vai. Nada mais enganoso; ou seja, há o homem real e o criado. Quem assiste a um vídeo na internet em que o Bolsonaro tece elogios ao deputado Clodovil, fatalmente se pergunta: “Cadê a 'homofobia'?”
O fato é que o deputado Jair Bolsonaro está incomodando não só os petistas, mas também aqueles que fazem parte e apoiam a esquerda “light”. Sim, porque ser contra o PT não significa ser de direita. Acho, inclusive, que a maioria dos jornalistas é de esquerda. O PSDB, por exemplo, é um partido de linha marxista, de esquerda. E há muitos que não toleram o PT e são tucanos. Dizer que esses camaradas são de direita é uma aberração. Não temos uma oposição de verdade; aliás, temos, de direita mesmo, só um combatente fazendo oposição implacável. Por isso, como disse alhures, querem tirá-lo de cena. O Bolsonaro tem a coragem, por exemplo, de combater um ponto primordial, ou seja, a farsa de que os militares foram vilões e a farsa de que no passado vivemos uma autêntica ditadura (o período do governo militar foi uma ditadura à brasileira, como diria o historiador Marco Antônio Villa). Assim, parece-me um equívoco pensar que o Bolsonaro defende a volta do regime militar, o deputado só está tentando desconstruir uma mentira engendrada pela esquerda. E é aí, nessa mentira, que está estruturada a força ideológica da esquerda brasileira.
Cabe dizer que temos no Brasil aqueles que são da esquerda radical, aqueles que são da esquerda moderada e os que são de direita. É bom ficar claro que não existe a dicotomia: socialistas ou militares (a função das Forças Armadas é outra) o que há é a dicotomia entre socialistas do PT ou socialistas do PSDB, e ambos distorcem os fatos relativos ao regime militar. Sempre farão assim, por questão ideológica. Claro! A realidade é que houve erros de ambos os lados, não tem nenhum santo. Creio que os militares não desejam vir a administrar o país novamente. Aliás, eles sequer cogitam essa possibilidade. Os tempos são outros! E qualquer regime autoritário é ruim! No entanto, faz-se necessário reconhecer a farsa engendrada pela esquerda com relação àquele período da nossa história. Há que se combater primeiro essa farsa e trazer a verdade histórica à tona, a fim de aniquilar a ideologia esquerdista. E são pouquíssimos indivíduos na mídia que fazem isso. Levantar bandeiras do PSDB é pregar o socialismo do mesmo jeito. Será que isso é difícil de perceber?
Enfim, precisamos de algo novo; ou seja, PT e PSDB representam o mesmo atraso socialista, e o deputado Bolsonaro está sabendo conquistar esse espaço que lhe foi deixado, daí a razão do crescimento de sua popularidade.

Reinaldo Azevedo e seus chiliques contra Bolsonaro: do jeito que o PT sempre quis ( PAULO DE TARSO IRIZAGA)

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O movimento de aproximação dos tucanos com alguns liberais é arquitetado para garantir aos esquerdistas o controle da disputa ideológica.

Para aqueles que acompanham a página Canal da Direita, não são novidade os alertas que temos feito a respeito da constituição de uma falsa direita, composta por luminares da grande mídia pró-PSDB, editoras de indisfarçável perfil esquerdista e personalidades de alguns movimentos sociais, notadamente aqueles de cunho mais liberal e libertário.
Conforme constava no caderno de teses do PT, o ataque à figura de Jair Bolsonaro é primordial, já que a esquerda teme o crescimento de uma verdadeira direita, apta a se lançar à presidência da república e desacelerar a revolução bolivariana. Há muito a esquerda vem estudando o fenômeno do crescimento do conservadorismo no Brasil, traçando estratégias para dissolvê-lo, todas sem sucesso.
Percebendo que quanto mais ataca as novas forças direitistas mais perde terreno, e tendo sua imagem pública devassada por escândalos de corrupção cada vez maiores e mais surpreendentes, a esquerda passou a utilizar outra estratégia a fim de minar o conservadorismo no Brasil. A tática é enxertar para dentro do direitismo as ideias e influências da esquerda social-democrata/fabiana, com o objetivo de confundir e desviar a atenção das fileiras direitistas.
Aliando-se a alguns grupos libertários, em troca de favores como colunas na mídia amestrada e livros publicados em editoras sob seu controle, a esquerda fabiana foi aos poucos não só roubando o protagonismo do povo, como passou a controlar até mesmo a linguagem de seus inimigos, os quais utilizam agora os velhos jargões dóceis à causa progressista, como ‘esquerda democrática’, ‘bom funcionamento das instituições’ e, pasmem, ‘fascismo de direita’.
Tudo isso foi explicado detalhadamente em alguns artigos que publicamos no Canal da Direita, como "Reinaldo Azevedo ataca Bolsonaro e defende MBL: completa inversão da realidade" e outros (http://tinyurl.com/zue55kp), (http://tinyurl.com/jrn9gnx), não deixando margem a dúvidas de que esse movimento de aproximação dos tucanos com alguns liberais é arquitetado de forma a garantir aos esquerdistas o controle da disputa ideológica.
Neste contexto, destaca-se a figura do jornalista Reinaldo Azevedo, de inegável inclinação tucana, e que tem se dedicado a uma cruzada anti-conservadora e anti-Bolsonaro nas últimas semanas. Ao mesmo tempo em que profere toda a sorte de calúnias (dizendo que Bolsonaro e seus simpatizantes são fascistas e defendem a implantação de uma ditadura no Brasil), o jornalista se recusa a revelar fatos constrangedores aos seus patrões da Jovem Pan, como denunciado pelo jornalista Alex Pereira, da Rádio Vox.
Em uma entrevista recente, o senhor Reinaldo Azevedo afirma que teria sofrido agressão de milicos durante o período do regime militar, por, segundo ele próprio, ‘ter lutado a favor da democracia’. Ora, isso não pode ter sido verdade, já que, na referida época, o jornalista era militante trotskista, ligado ao grupo Liberdade e Luta – Libelu (http://tinyurl.com/h8bzsv4), do qual participavam também sinistras figuras como Luís Gushiken (ex-ministro do governo Lula), Cynara Menezes (a Socialista Morena, da Carta Capital), Antonio Palocci, Clara Ant (assessora de Lula), Markus Sokol e vários outros.
Sabendo que o socialismo é incompatível com a democracia, segundo o próprio intelectual orgânico do PT, Aldo Fornazzieri (http://tinyurl.com/jbo3up5), como é que podemos aceitar a tese furada do senhor Reinaldo Azevedo, de que lutava para restaurar o ideal democrático no Brasil ao mesmo tempo em que militava pela revolução permanente trotskista? Não é mais plausível crer que o jornalista sofreu as medidas enérgicas (se é que sofreu) devidas às atividades subversivas do grupo de anarco-comunistas terroristas do qual fazia parte?
É estranho que o homem que se diz representante da direita no Brasil tenha como tática principal atacar o maior expoente político da direita, cumprindo, assim, a agenda programada pelo caderno de teses do PT, assim como lança desconfiança sobre o filósofo Olavo de Carvalho que, desde 1993 (http://tinyurl.com/de6j2l), vem nos alertando sobre a estratégia de dominação gramsciana no Brasil e a destruição inevitável de nossa sociedade.
Não esqueçamos, também, que a dita mídia mais reacionária do país, a revista Veja, tem como editor-chefe o senhor Fábio Altman, irmão de Breno Altman, do panfleto comunista Diário do Centro do Mundo. Além disso, o próprio grupo Abril, através de sua revista Nova Escola, endossa a agenda de ideologia de gêneros promovida pela MEC nas escolas de educação fundamental (http://tinyurl.com/z5wwyvu).
Portanto, pode-se dizer tudo deste conglomerado midiático e de seus funcionários, menos que sejam direitistas reacionários. Antes, o contrário. Parece-nos claro que tanto o senhor Reinaldo Azevedo quanto o grupo para a qual trabalha são apenas agentes de desinformação, os quais buscam promover a agenda esquerdista que sempre os seduziu, desde o tempo em que Mino Carta era diretor de redação da revista Veja [http://tinyurl.com/z448yuk].
Assim, concluímos este comentário apenas para dizer que nós, o povo independente, é que somos a verdadeira e única direita neste país. O senhor Reinaldo Azevedo segue sendo o mesmo trotskista de sempre, a favor das forças esquerdistas que o sustentam. E os seus aliados são, na melhor das hipóteses, ora idiotas-úteis, ora oportunistas, que não pensam duas vezes antes de rifar a esperança do povo em troca de prestígio na mídia.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Fascistas não passarão? ( Mateus Colombo Mendes)

O que é o fascismo, afinal? Trata-se de uma doutrina que prega a concentração do poder político na mão de um partido ou de uma aliança – exatamente como todos os grupos de esquerda fizeram ou tentaram fazer na História.

Uma das principais estratégias do revolucionário padrão está resumida na máxima atribuída ao ditador socialista Vladimir Lenin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que vocês faz.” Exemplo cruel – para nós, brasileiros – é o outrora autoproclamado “partido da ética” liderando esquemas de corrupção que fazem seus antecessores parecerem ladrões de galinhas. Mas, é claro, sem perder a pose de paladino da justiça.
Na tarde de 26 de janeiro de 2016, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, tivemos mais uma prova disso. A audiência pública, convocada por deputados estaduais, com a presença do congressista Jair Bolsonaro e de intelectuais de respeito como Percival Puggina, foi interrompida por gritos de guerra de duas dúzias de pessoas identificadas com partidos e grupos de esquerda (UJS [braço infanto-juvenil do PCdoB], PSOL, UNE, UBES et caterva). Na sessão, aberta à assistência e participação de quem o quisesse, bradavam sem parar: “Fascistas não passarão!”
Pois, quem são os fascistas, o que é o fascismo, afinal? Trata-se de uma doutrina que prega a concentração do poder político na mão de um partido ou de uma aliança – exatamente como todos os grupos de esquerda fizeram ou tentaram fazer na História; algo como o que se tentou fazer aqui, através da corrupção, com o Mensalão. O fascismo pressupõe a concentração do poder econômico nas mãos de poucos megaempresários, em conluio com o governo – algo como o que ocorreu no Petrolão. O fascismo exige o controle estatal da vida privada – impossível não lembrar da lei federal que pretende regular como os pais devem educar seus filhos, ou do Marco Civil da Internet.
O fascismo é contrário às ideias de liberdade econômica, civil e individual, defendidas ontem no evento no parlamento gaúcho. Através de suas massas de manobra, usa de força e truculência para silenciar seus adversários. Na Itália ou no Brasil, ontem e hoje, o fascista não dialoga; mete o pé na porta e impossibilita qualquer ação que lhe desagrade. Foi precisamente isso que fizeram os militantes profissionais que ontem interromperam o debate, recusaram-se a dialogar e provocaram a plateia à exaustão. Na boca, gritos ensaiados e agressivos; no bolso, as palavras de Lenin.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Liberalzinho ( Pedro Henrique Medeiros)

 
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Vocês já devem ter visto por aí o famoso liberalzinho pó-de-arroz.
Esse liberal não segue um padrão unificado, mas muitos estereótipos fazem com que ele seja facilmente reconhecido.
Uma dessas características é a ojeriza que ele tem com os palavrões, que ele chama de 'palavras de baixo calão' -- sem saber que está usando um termo racista derivado da palavra 'caló', de origem cigana do sul da Espanha e que significa 'preto'. Ou seja, dizer que alguém usa palavras de baixo calão é o mesmo que dizer que a pessoa está usando linguagem de preto. O liberalzinho é todo afetadinho; quando escuta ou lê um palavrão, ele diz que está "horrorizado" (sic). Ui!
É o típico academicista. Geralmente formado em Ciências Econômicas ou Ciência Política; é um amante inveterado de diplomas, títulos, prêmios, currículo Lattes. Odeia os autodidatas com todas as suas forças. Os pais trabalharam duro para acumular certa riqueza e agora o filho liberalzinho desfruta das benesses daqueles que se privaram de toda liberdade para que o filhinho querido pudesse andar pelas ruas chamando todo mundo de socialista. Nunca criou ou administrou nada.
Temos, também, a versão mais velha: o liberalzinho oldschool. Esse aí é aquele que usa um blazer desbotado, com os botões abertos, por cima de uma camisa Tommy Hilfiger, uma calça jeans com a bainha rasgada e um tênis All Star velho, bem surradinho. Compra livros velhos em sebos na av. Augusta e os carrega embaixo do braço. Freqüenta lançamentos de livros de autores suspeitos e chega à Livraria Cultura com a testa suada, com pressa, para uma sessão de fotos e autógrafos. Seu objetivo é ‘fazer contatos’, ‘network cultural’.
Meu amigo Filippe Irrazábal chama alguns de liberaizinhos Puc-Rio. Gente que toma chopp com os amigos petistas. O liberal se acha o descoladão, vive de bajulação social, pensador independente. Quando possui alguma empresa, o papo gira em torno de ‘o PT atrapalha meus negócios’, ‘o PT não entende de gestão’.
O liberalzinho planta a própria maconha para não financiar o tráfico. Burguesinho drogado, do moleton da GAP e do Iphone 5s que só não é comunista porque entendeu que o livre mercado é melhorzinho. Quando a conversa com os amigos de esquerda esquenta um pouco, ele sai pela tangente: “veja bem, meu amigo. Não é bem assim...”, ligeiramente recuado e de cabeça baixa, sem apelar para não ferir a susceptibilidade dos coleguinhas com camisas Che Guevara.
Acredita na esquerda democrática. Leitor de Wunderblogs, assinante na Veja. Tem fotos no Pinterest porque o Instagram tá -- como dizem -- meio vilanizado...
Assinante da newsletter do Mises Brasil. Vai em todas as palestrinhas dos amigos liberais. Fala pra mamãe que está indo à conferência do instituto. Nossa! Millenium, Ordem Livre, Mises Brasil, Estudantes Pela Liberdade, o caralho. Crachazinho no pescoço. Senta na frente. Tira selfie com o Ron Paul.
Percebe que aquilo ali tá meio paradão, com muita cueca. Aí começam o recrutamento de jovens garotas adolescentes – na maioria das vezes conservadoras. Ou então alguma vadiazinha libertina revoltada com os pais. Oferecem alguns brindes às moças, viagens, passagens de avião, hospedagem em hotéis, resorts. Afinal de contas, ser conservador, cristão -- e principalmente católico -- é meio careta. Muito carola. Pra ser descoladão tem que ser liberalzinho e debater a legalização das drogas.
Faz um colóquio com Alex Catharino. Toma um café com Hélio Beltrão. Participa de uma conferência com Fabio Ostermann. Tem uma reunião agendada com Fernando Ulrich. Uma conversa com Juliano Torres.
Pronto. Ganha o direito de fazer uma palestrinha ou então vai debater com algum esquerdista. Senta de pernas cruzadas e fica balançando o pezinho. Segura o microfone apenas com o polegar e o indicador. Uma veadagem sem tamanho.
Alguns vão mais fundo e conhecem os livros de uns malucões como Rothbard, Block e Hoppe. Daí já era. Viram libertários. O cérebro vira paçoca. Fica convencido de que é possível ser um católico-libertário. Hahaha! Mas isso é assunto para outro post.
Se vai para o lado do conservadorismo anglo-saxão e britânico, topa com Russell Kirk e Edmund Burke, mas se cair no colo do Catharino, já era. Daí todo mundo é neocon.
Alguns liberaizinhos são os típicos arrivistas. Alpinistas sociais. O amigo de todo mundo. Manda solicitação de amizade pra toda a galera. No Facebook é todo dia post com “Quem é John Galt?”, mas nunca leu 'A Revolta de Atlas'. Ayn Rand é sua musa. A capa de Facebook é uma Gadsden Flag: “Don't Tread on Me”. Auto-intitulado 'enemy of state'.
Liberalzinho Partido Novo, liberalzinho Movimento Brasil Livre, liberalzinho Vem Pra Rua.
Temos também o liberalzinho do “ceticismo político”, leitor de Mateus Minuzzi (vulgo Luciano Ayan). Meu amigo Luciano Geronimo chama de liberalzinho de TI (tecnologia da informação). Esse tipo específico acha que o mundo é um sistema operacional e as pessoas são seres como programas de computador. Bitcoins são as armas dos guerreiros digitais da liberdade contra o petrodólar. Babam ovo de Tesla mesmo com o Elon Musk sendo um comedor de subsídios. Ayan saca seu manual de programação neurolinguística e mistura com o que ele chama de "infowar" e cria uns termos em inglês para "enquadrar" os inimigos. Alguns termos são tão engraçados que parecem nomes de banda de rock. Verbal Assault Patterns, controle e inversão de frames, direita "true", ceticismo político, shamming, negacionismo político. Uma piada. O que vale é o pragmatismo.
Filosofia? No Brasil, para o liberalzinho, Pondé é autoridade máxima. Olavo de Carvalho? Que nada. Ele fala palavrão, é astrólogo, diz que cigarro faz bem pra saúde, diz que tem feto dentro da Pepsi, acredita no geocentrismo, que combustível fóssil não existe e o velho ainda tem fé que refutou Newton. Onde já se viu?
O pior liberalzinho é aquele que em algum momento foi aluno do Olavo, que diz que leu seus artigos, livros, etc. Ele fica meio em cima do muro por um tempo e se assume como liberal-conservador. Mas chega uma hora que a pressão dos liberais "true" (para usar um termo do Ayan) é muito forte. Então, para não ser chamado de membro de seita e de olavete fanático, o ex-olavete inicia um novo caminho: do pensador independente. Agora ele pensa com os próprios miolos. É um autônomo. Independente. Diferentão. Não anda com a ralé. Começa a tocar na sua cabeça a música do Chitãozinho e Xororó: “vou negando as aparências, disfarçando as evidências”. O passo seguinte é negar as influências. Diz em alto e bom som que o Olavo não o influenciou em nada. Vocês conhecem o roteiro desse filme. Apaga tudo o que consegue achar de seu passado que o incrimine. Engana a si mesmo, mas sempre alguém consegue um print comprometedor e o sujeito nem queima a cara de vergonha, pois já caiu nos braços dos amigos liberais. Foi acolhido. Vai ser convidado pra palestrar na próxima conferência do Movimento Brasil Livre.
O liberalzinho continua a ler Olavo escondido, mas suas fontes oficiais passam a ser outros liberaizinhos como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Diogo Mainardi, Mário Sabino, Leandro Narloch, Marco Antonio Villa, etc. A mesma panelinha que Olavo chama de ‘direita permitida’. São os defensores do ‘Estado Democrático de Direito’, os ‘devotos das instituições’. É só um tucanismo baba-ovo de PSDB.
Pra ser liberalzinho direferentão é preciso defender a bicudagem. Fazer aliança com a ‘esquerda democrática': Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aloysio Nunes. O Flavio Morgenstern e o Fabio Pegrucci ficaram com a bicudagem e lacraram likes em posts que desciam o cacete no Olavo, sem contar as indiretas dos dois sem citar o nome do professor.
Se acham capazes de julgar o Olavo desde uma posição superior. Citam as influências verdadeiras excluindo o Olavo e não lembram que só existem esses livros em português porque o Olavo deu um jeito que fossem traduzidos e colocados em circulação no Brasil.
Um verdadeiro liberalzinho tem que atacar o Jair Messias Bolsonaro. Chamá-lo de "nacionalista estatista".
O liberalzinho não fala comunismo. Ele combate apenas o socialismo, porque sabe que sua agenda cultural é a mesma dos comunistas: drogas, "casamento" gay, aborto, ideologia de gênero, etc. Não estão muito interessados com esse negócio de cultura, de moral, de ética, de valores.
Peguem o Constantino, por exemplo. O cara diz que as desculpas que pediu ao Olavo foram ‘desculpas táticas’, desculpas estratégicas. Esses caras são uns arrivistas que crescem nas sombras do Olavo, cooptando os seguidores deste e, quando acham que chegou a hora, dão um jeito de arrumar uma briga com o Olavo, depois inventam uma versão totalmente mentirosa da treta, enganam uns otários e seguem a vida, desfrutando de tudo que o Olavo conquistou.
Liberal não é contra kit gay porque este ensina crianças sobre sexo e homossexualismo, mas simplesmente porque o Estado usa dinheiro de impostos. Não há nenhuma objeção moral por parte deles. O argumento é puramente economicista. Se fosse em uma escola privada e os pais demandassem esse tipo de ‘educação’ nas salas de aulas de crianças, para o liberal está tudo certo.
Muita coisa pode ser dita desse tipo de gente que trombamos todos os dias pelo feed do Facebook, mas por hoje é só.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A SOCIAL DEMOCRACIA (PSDB e tutti quanti), LIXO ESQUERDISTA KEYNESIANO.OU:" O socialismo clássico já foi rechaçado; o inimigo agora é outro"(IMB)

marcelo odebrecht e andre esteves.jpgO século XX testemunhou o surgimento, a expansão e o fim do mais trágico experimento da história humana: o socialismo.  O experimento resultou emsignificativas perdas humanas, destruição de economias potencialmente ricas, e colossais desastres ecológicos.  O experimento terminou, mas a devastação irá afetar as vidas e a saúde das futuras gerações.
A real tragédia deste experimento é que Ludwig von Mises e seus seguidores — que estão entre as melhores mentes econômicas deste século — já haviam explicitado a verdade sobre o socialismo ainda em 1920, mas seus alertas foram ignorados. — Yuri Maltsev (1990).
O socialismo está morto tanto como ideologia quanto como movimento político.  Trata-se de um exemplo de um deus que fracassou.
O socialismo é uma forma muito específica de opinião econômica.  Um socialista acredita que o governo deve ser o proprietário dos meios de produção.  É isso que o socialismo sempre significou: controle estatal dos meios de produção.
Quando Ludwig von Mises refutou o socialismo em 1920, ele tinha em mente exatamente esse enfoque econômico. 
Eis o seu argumento comprovando que o socialismo é uma impossibilidade prática: se o governo detém todos os bens de capital (máquinas, ferramentas, instalações etc.) de uma economia, então não há um mercado para esses bens.  Não havendo mercado para esses bens, não há uma correta formação de preços para eles.  Sem preços, os planejadores não têm como estabelecer o valor dessas ferramentas.  Consequentemente, não há como uma agência de planejamento central determinar quais são os custos de produção dos bens de consumo mais demandados.  Com efeito, não há sequer como determinar quais os bens de consumo mais demandados.  É necessário haver um livre mercado para que haja uma precificação dos bens de consumo e dos bens de capital.  Em uma economia socialista, não há nenhum dos dois.  Consequentemente, disse Mises, um planejamento econômico socialista é inerentemente irracional.
Esse argumento de Mises foi ignorado pela vasta maioria dos socialistas, e nunca foi levado a sério pelos keynesianos.
No entanto, quando a economia da União Soviética entrou em colapso no final da década de 1980, ficou claro pelo menos para Robert Heilbroner, professor de economia multimilionário e de esquerda, que Mises estava certo.  Ele próprio admitiu isso em um artigo na revista The New Yorker intitulado "Após o Comunismo" (10 de setembro de 1990). Ele literalmente disse a frase: "Mises estava certo". 
Ato contínuo, Heilbroner disse que os socialistas teriam de mudar de tática, parando de acusar o capitalismo de ineficiência e desperdício, e passar a acusá-lo de destruição ambiental.  Consequentemente, deveriam ser criadas inúmeras burocracias, regulamentações e leis com a explícita intenção de subverter totalmente as características do capitalismo a ponto de fazer com que, segundo os próprios socialistas, o novo arranjo social gerado não possa de modo algum ser considerado capitalismo. 
Adicionalmente, Heilbroner disse que o socialismo era simplesmente uma ideologia morta.
No momento, não há virtualmente ninguém fora da América Latina, da Coréia da Norte e do Zimbábue que abertamente argumente em favor do socialismo clássico.  Coréia do Norte e Cuba oficialmente são economias comunistas.  Como consequência, são assolados pela miséria.  Suas economias não têm influência nenhuma no mundo.  Ninguém mentalmente são utiliza esses países como modelo econômico.  O Zimbábue é gerido por uma tribo marxista, e também ninguém quer imitá-lo.
Embora os marxistas costumassem alegar que as deficiências da União Soviética nada tinham a ver com o marxismo, o fato é que a humilhante dissolução de um regime que sempre afirmou ser marxista representou um profundo e fatal golpe para a ideologia.
Conheci vários marxistas no norte da Nigéria.  Eles eram jovens e confusos, mas acreditavam em uma explicação vagamente marxista para seu descontentamento.  Eles não eram militantes, exceto mentalmente.  Se houvesse uma manifestação, eles talvez se juntassem a ela, mas não matariam ninguém pela ideologia.  Eles se contentavam meramente em proferir palavras.
Com o colapso da União Soviética, surgiu um vácuo ideológico para aquelas pessoas que buscavam uma explicação total para seu descontentamento — pessoas que, graças à difusão cultural, eram provavelmente mais numerosas e estavam mais desesperadas do que nunca.  A única alternativa disponível, e uma muito mais profunda do que o marxismo, era o islamismo fundamentalista.  O islã prospera naqueles locais onde o marxismo não mais possui grande influência.
O principal inimigo é outro
Com o colapso do socialismo clássico ocorreu o fortalecimento dos social-democratas. 
Estes aceitam a existência de uma economia de mercado e também aceitam a propriedade privada sobre a maior parte dos meios de produção.  Aceitam também que o mercado precifique grande parte dos bens de consumo de uma economia. 
Mas, assim como os socialistas, eles defendem políticas redistributivistas.  Assim com os socialistas, eles defendem o confisco de uma fatia da renda dos indivíduos produtivos da sociedade e sua subsequente distribuição para os não-produtivos.  Assim como os socialistas, eles acreditam que os burocratas do governo devem intervir no mercado e redistribuir riqueza.  Eles não se importam se isso irá reduzir o crescimento econômico.  Eles são motivados pela inveja.  Eles estão dispostos a ver uma economia produzindo menos desde que isso satisfaça sua demanda por algo que seja semelhante a uma igualdade econômica.
Mas há diferenças.
Ao passo que, para os socialistas clássicos, o objetivo era a estatização dos meios de produção, a erradicação da classe capitalista, e a tomada de poder pelo proletariado, os social-democratas entenderam ser muito melhor um arranjo em que o estado mantém os capitalistas e uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, tributando, restringindo e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado. 
O objetivo social-democrata não é necessariamente a "guerra de classes", mas sim um tipo de "harmonia de classes", na qual os capitalistas e o mercado são forçados a trabalhar arduamente para o bem da "sociedade" e do parasítico aparato estatal.  Os social-democratas, muito mais espertos que os socialistas, entenderam que têm muito mais a ganhar caso permitam que os capitalistas continuem produzindo e gerando riquezas, ficando os social-democratas com a tarefa de confiscar uma fatia dessa riqueza e redistribuí-la para suas bases.
Politicamente, os socialistas clássicos queriam uma ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os gulags.  Já os social-democratas preferem uma ditadura "branda" — aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de "tolerância repressiva" —, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas polidamente acerca de detalhes triviais — "a carga tributária deve ser de 37% ou de 36,2%?".
E há características de atuação ainda mais nefastas.
Ao mesmo tempo em que os social-democratas mantêm os pequenos empresários sob restritos controles e regulamentações, eles fornecem trânsito livre para os grandes empresários, os quais, em troca de propinas e doações de campanha, usufruem a liberdade de fazer conluio com políticos e burocratas e, com isso, auferirem grandes privilégios e favores.  Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um livre mercado.  Os privilégios mais comuns são restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros. 
(E estamos aqui desconsiderando os privilégios ilegais, como as fraudes em licitações e o superfaturamento em prol de empreiteiras, cujas obras são pagas com dinheiro público).
Em troca desses privilégios (legais e ilegais), os grandes empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e burocratas com amplas doações de campanha e propinas.
Ou seja, neste arranjo social-democrata, quem realmente arca com a fatura são os pequenos empresários e os assalariados que trabalham nessas pequenas empresas.
Economicamente, os social-democratas são keynesianos.  Mas é um grande erro dizer que o keynesianismo é socialista.  O keynesianismo claramente não é socialista.  O keynesianismo defende as características básicas do capitalismo.  Sempre defendeu.  O próprio Keynes poderia ser considerado um defensor do capitalismo.  Ele acreditava que, para aditivar a economia, o estado deveria intervir no mercado aumentando seus gastos.  Para isso, ele defendia que o estado ou criasse dinheiro do nada ou pegasse dinheiro emprestado dos capitalistas.  Keynes queria que o estado saísse comprando bens e serviços para estimular a economia.  Ele queria ver uma expansão do capitalismo, mas ele acreditava que os déficits orçamentários do governo e a inflação monetária do banco central seria a melhor maneira de restabelecer a produtividade econômica do capitalismo durante uma recessão.
Na prática, o keynesianismo é uma política que beneficia grandes empresários.  Sempre que o governo aumenta os gastos públicos e incorre em déficits orçamentários, ele aumenta os lucros de alguns empresários privilegiados (ou ineficientes) à custa dos pagadores de impostos.
Por exemplo, se o governo disser que irá gastar mais com assistencialismo, os bancos irão financiar o déficit e os pagadores de impostos ficarão com os juros.  Se o governo disser que irá gastar mais com saúde, além dos bancos, as empresas do ramo médico — desde as grandes fornecedoras de equipamentos caros aos mais simples vendedores de luvas de borracha — também irão lucrar mais. 
Quando o governo decide "estimular" a economia por meio de mais gastos, ele pode fazer duas coisas: ou ele pode contratar uma empresa privada para fazer alguma obra de infraestrutura, ou ele pode executar seus dispêndios por meio de alguma estatal, o que inevitavelmente também gerará toda uma série de lucros privados, não apenas em prol de seus empregados, mas também e principalmente em prol de empreiteiras, fornecedores, clientes etc.
Conclusão
Social-democratas são keynesianos e são defensores do estado assistencialista e do capitalismo de estado.  Eles defendem regulação da economia, impostos sobre todo o setor produtivo e privilégios para grandes empresas.  Isso custa caro em termos de impostos e regulamentações para os pequenos empresários.
Eles querem dirigir o sistema capitalista da mesma maneira que os fascistas da década de 1930. 
Eles defendem que os meios de produção sejam propriedade privada, mas querem especificar aos proprietários o que eles podem e o que eles não podem fazer com seu capital.  Eles querem dirigir a produtividade do capitalismo. 
Em troca disso, concedem favores e privilégios aos grandes empresários.
Eles, a princípio, não defendem estatização dos meios de produção (isso é um fetiche marxista).  Eles apenas querem ter o porrete para dirigir o sistema produtivo, mas não querem a responsabilidade por ter feito isso.
Eles estão satisfeitos em ter um sistema corporativo produtivo o suficiente para beneficiar o governo com grandes receitas.  Eles gostam dessa galinha dos ovos de ouro.  Parasitas não querem matar seus hospedeiros. 
Já o socialismo é, por definição, uma filosofia econômica na qual o hospedeiro é morto.  A esquerda atual é majoritariamente composta por parasitas, idealistas e bon vivants, e não por comunistas linha dura.  A esquerda atual quer manter os ovos de ouro fluindo para seus cofres.
O keynesianismo, a social-democracia e o conluio entre políticos keynesianos e grandes empresários são os inimigos atuais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Para virar o jogo é preciso conhecer o adversário (CANAL DA DIREITA)


"Sem um estudo desse fenômeno do globalismo nunca vamos entender o que está acontecendo no Brasil."
Olavo de Carvalho

Não é novidade que a maioria dos brasileiros não só adora futebol como acompanha os campeonatos e sabe tudo sobre os times, suas escalações, placares e estratégias. Não seria fantástico se o povo também aprendesse quem são verdadeiramente os jogadores em campo no jogo político, uma vez que o placar deste afeta a vida de todos nós?
Através desta simples montagem é possível entender o Pacto de Princeton, abordado no livro O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, de Heitor de Paola (adquira aqui:https://loja.observatoriolatino.com), que compreende uma aliança estratégica entre o Diálogo Interamericano - ao qual fazem parte FHC e Marina Silva - com o Foro de São Paulo.
O Foro foi criado para "resgatar na América Latina o que fora perdido pela União Soviética no Leste Europeu", ou seja, para acelerar a onda vermelha em uma clássica união de socialistas fabianos e marxistas.
Esta união também é articulada Estratégia das Tesouras, onde duas lâminas aparentemente opostas acabam cortando para o mesmo lado, tratando-se do estabelecimento e manutenção de uma falsa oposição, motivo pelo qual nada muda para melhor no Brasil. Não é novidade que o povo, majoritariamente conservador, não se sente representado.
tfd
Entre os vários objetivos dessa turma está a de consolidar a Unasul de maneira geopolítica, isto é, criar um enorme bloco totalitário que irá do México até a Patagônia, destruindo assim as soberanias nacionais e suas culturas, fazendo com que as integrações regionais transformem-se em integrações mundiais.
Este bloco compreende a zona 6 arquitetada pelo Clube de Roma, think thank globalista ao qual FHC também faz parte. O Clube anseia dividir o mundo em 10 blocos controlados por um parlamento cada, de modo a facilitar o controle de um futuro governo mundial. O mapa do projeto pode ser visto na sexta imagem, no canto inferior direito da montagem.
Desse modo, a disputa que ocorre na América Latina e também no mundo em relação aos movimentos globalistas, eurasianos e demais concorrentes se dá pela hegemonia no fechamento dos blocos, motivo pelo qual podemos entender uma parcela das tensões que se passam no 7, onde estão situados Síria e Irã.
Abaixo seguem vários links com artigos, vídeos e dicas de livros. Reserve algumas horas, estude o material e seja mais um brasileiro na luta para reverter o placar de um jogo onde uma seleção de 200 milhões de habitantes só tem feito gols contra.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

FHC e Aloysio Nunes Ferreira MENTEM!!!!OU:"Por que os tucanos mentem sobre o Estatuto do Desarmamento?"( Lucas Berlanza)

Simbolo-do-PSDB-TUCANOSim, vamos variar um pouquinho, afinal o PT e suas pequenas linhas auxiliares são uma verdadeira “encheção de saco” e é bom, de vez em quando mudar de alvo – apenas de vez em quando, porque o dever nos chama a manter a vigilância constante. Hoje temos que falar sobre o Partido da Social Democracia Brasileira, a nossa velha conhecida “oposição” partidária mais expressiva.
Como por vezes já disse, particularmente não pertenço ao grupo que acredita que PT e PSDB sejam exatamente a mesma coisa. Não são. A diferença não é de essência e natureza, é de grau, mas isso estabelece uma distinção ideológico-prática que é, a meu ver, relevante. Um é um partido socialista, que se casa com o sindicalismo barulhento, a Teologia da Libertação, e, uma vez no poder, com o populismo estatizante ao estilo getulista e nacional-desenvolvimentista que tanto nos caracterizou a história. O outro é social-democrata, com alas mais sociais-liberais, e, em candidaturas mais regionais, já chegou até a ter abertura para opções mais conservadoras e liberais que no PT seriam absolutamente impossíveis; recordo-me aqui, na última eleição, de Rodrigo Mezzomo, que concorreu a deputado federal pelo partido no Rio de Janeiro, embora não tenha sido eleito. O governo de Fernando Henriquetem um legado, consolidou o Plano Real – há quem diga que ele apenas “pegou uma carona”; é certo que eu era um bebê à época e quem acompanhou pode ter uma impressão mais acertada, mas o que eu li em livros e documentos que registram a história não me permitiu retirar seus méritos como estadista naquele momento. Respeito o governo de FHC, a lei de responsabilidade fiscal – que hoje Dilma descumpriu -, o tripé macroeconômico, o combate à inflação.
No entanto, eles são ambos de esquerda. Um amigo, o jornalista Victor Grinbaum, recentemente fez uma comparação interessante. Após a queda da ditadura de Vargas, ele deixou o Brasil comandado por PSD e PTB, o primeiro mais moderado e centrista, o segundo mais esquerdista, mas dois partidos que representavam diferentes setores de sua base de sustentação. A oposição de verdade, portanto, ficava basicamente limitada à UDN, o partido do grande Carlos Lacerda, mas sem conseguir, normalmente, impedir o domínio nacional dos outros dois partidos. Getúlio, assim, possibilitou que ele e sua herança política sempre prevalecessem. Na Nova República, com o passar do tempo, PSDB e PT passaram a monopolizar as atenções e a disputa pelos cargos e pelo poder, sem que haja um partido conservador ou liberal para contrabalançar. Não temos sequer uma UDN de verdade. O PSDB não é a alternativa em que gostaríamos de votar. Muitos de seus membros defendem bizarrices como as cotas raciais, por exemplo. Embarcam em todo tipo de agenda politicamente correta. O partido é apenas a opção relativamente possível que nós tivemos durante esse tempo todo.
Relativamente possível. Afinal, o tipo de oposição frágil, ineficaz, conivente, desapaixonada, frouxa, covarde que fizeram durante todos esses anos de domínio lulopetista sempre nos revoltou, e sempre os deixou longe de alcançarem a vitória sobre o irmão gêmeo mais violento. A frouxidão de alguns líderes tucanos, esta semana, se somou à mentira. O próprio Fernando Henrique Cardoso – que já vinha passando vergonha com suas entrevistas internacionais dizendo que Dilma é honrada, e sua hesitação em apontar o dedo para os inimigos do Brasil – e o senador Aloysio Nunes Ferreira – este último um ex-terrorista comunista ao tempo do regime militar, que até vinha tendo posições mais ativas contra o governo, embora seu nome também tenha aparecido na Lava Jato – mentiram. Não há outra palavra.
Segundo FHC, em vídeo, referindo-se ao importante projeto de lei, cujo relatório, em um primeiro passo importante, foi inicialmente aprovado nessa semana, “revogar o Estatuto do Desarmamento é um escândalo”. O ex-presidente fez um apelo para que os deputados se esforcem por rejeitar o pedido, sob a alegação de que o malfadado estatuto foi uma “construção política feita com a sociedade e teve efeitos: reduzir o número de mortes”. Número de mortes esse, segundo o tucano, “que já é absurdo, continua sendo absurdo. Como é que vamos agora derrubar este estatuto e permitir que pessoas, até criminosos, tenham legitimamente armas? ”. Porque, é claro, criminosos terem armas seria algo que jamais imaginaríamos ver por aqui… Em seu perfil na rede social Facebook, Aloysio faz coro com o grande referencial simbólico de seu partido. Diz que o Estatuto “foi uma conquista importante da sociedade brasileira”, feita com base em uma interpretação, pelo Congresso, do “anseio da população pela redução da violência”. Voltar atrás seria, para ele, “um enorme retrocesso, uma barbaridade”. Aloysio, tal como FHC, é “rigorosamente contra isso”.
Não podemos pedir deles mais do que eles podem dar, é verdade. Somente os retardados e cínicos acreditam que o PSDB e seus caciques sejam lideranças “de direita”, liberais ou conservadoras; a esquerda social-democrata, a espécie política a que eles pertencem, basicamente defende o controle excessivo das armas em quase qualquer lugar do mundo. É uma das grandes bandeiras dos Democratas nos Estados Unidos, por exemplo. O mínimo que não deveriam fazer, porém, seria mentir. O povo brasileiro não construiu o Estatuto do Desarmamento, senhores. Ao contrário, o povo brasileiro opinou NO REFERENDO DE 2005, votando CONTRA a proibição da comercialização de armas de fogo. 63,94 % dos eleitores não se sentiram comovidos pelos reclames “bonitinhos” dos desarmamentistas, grupo do qual os tucanos sempre fizeram parte, preparando o terreno para esse estatuto desde o tempo em que governaram. A maioria dos principais tiranos da história moderna também fez uso do desarmamento, e não à-toa os conservadores americanos são tão ciosos de sua liberdade de portar instrumentos de defesa da vida.
Já discutimos nossa opinião sobre o desarmamento; é ineficaz, os mais de 50 mil homicídios por ano respondem aos ilustres tucanos sobre o quanto nossa sensação de insegurança e nosso medo de sair às ruas foram confrontados por essa política inútil. É imoral, porque nada justifica que o indivíduo seja, desde que atestadas mínimas condições mentais, privado desse direito, e forçado a deixá-lo completamente entregue às mãos do Estado – do qual, em hipotético caso de necessidade, diante de eventuais arbitrariedades, ele não terá meios de se proteger. O Estado não é sacrossanto, muito ao contrário; como garantir, a priori, que isso jamais será necessário?
Fernando Henrique, Aloysio Nunes, PSDB: cessem de ginásticas conceituais e mentiras. Querem ser intérpretes do povo, mas não o estão efetivamente representando. Oxalá chegue o dia em que possamos mostrar a esses senhores que seu tempo na história já terminou e que eles se convençam disso. Precisamos de uma nova via que nos represente. Que ela venha o quanto antes!

FHC, desarmamento e globalistas (DAVID AMATO)

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Fernando Henrique Cardoso diz que revogação de Estatuto do Desarmamento é "um escândalo". Sim, é um escândalo, principalmente porque o maior traidor do Brasil advoga para o Diálogo Interamericano (http://goo.gl/K5EaXW) e para o Clube de Roma (http://goo.gl/gpaSj2).
Ao lado do Clube de Roma, que é o principal think tank da elite plutocrata e malthusiana, está o famigerado Clube Bilderberg, ao qual cabe a convergência das ações práticas, acordadas entre bilionários, donos de corporações e políticos escolhidos a dedo.
Acima de ambos está o Comitê dos 300, também como conhecido/auto-intitulado como Os Olímpios. Egocêntrica essa turminha, não?
Aqui vai uma pequena lista dos objetivos almejados pelo Comitê e de suas instâncias superiores, para que vocês possam entender o motivo pelo qual lacaios do globalismo como FHC surtem com qualquer possibilidade, mesmo que remota, de fortalecimento ou resgate do armamento civil e demais posturas geradoras de verdadeira autonomia individual:
* - Estabelecimento de um governo mundial, propalado pela elasticidade espiritual da Nova Era; um único sistema monetário, cuja moeda de troca será a pura e simples obediência; destruição das identidades nacionais e controle de aglomerados de países transformados em blocos gerenciados por um parlamento cada.
* - Reprimir qualquer desenvolvimento científico que não beneficie o Comitê; cessar as atividades nucleares para fins energéticos, de modo a frear potências em desenvolvimento; despovoar grandes cidades (lembrem do Khmer Vermelho); controle mental e automação humana através da tecnotrônica (o verdadeiro holocausto zumbi).
* - Fomentar e utilizar o sistema de terrorismo urbano; financiar e tornar a contracultura a cultura padrão; controlar a educação, transformando-a em ensino; desindustrialização em massa; promover a guerra química travestida de narcotráfico; desgastar a fibra moral das nações e de seus indivíduos; minar as religiões existentes com a ideia de liberação/libertação religiosa.
* - Sustentar ao máximo a autoridade de instituições mundiais, de modo a destruir gradualmente as instituições regionais; infiltrar e subverter os governos, ocupando todas as instituições estatais; criação e manutenção de sucessivas crises, criando aparatos estatais para lidar com as mesmas, minando assim a capacidade de reação da população através de estímulos contraditórios que geram mortal apatia.
A lista é imensa e existem diversas organizações, fundações e think tanks a serviço de cada meta, além de centenas de milhares de ONGs que ajudam no estabelecimento de um governo paralelo. Não é à toa que a lista acima evoca exatamente a situação em que o Brasil se encontra, pois estamos no olho do furacão.
Que tudo isso sirva de lição para quem acha que basta lutar contra o Estado, que os movimentos revolucionários são anárquicos e não-regulados por esferas superiores; que se acham espertos a ponto de achar que negociar com socialistas fabianos é uma boa estratégia.
A lista com parte desse material pode ser encontrada aqui: https://goo.gl/sdq9Sw
Para quem quiser iniciar e se dedicar ao assunto, recomendo os seguintes livros:
Os EUA e a Nova Ordem Mundial - Debate de Olavo de Carvalho e Aleksandr DuginIntrodução À Nova Ordem Mundial - Alexandre Costa 
O Eixo do Mal Latino Americano - Heitor de Paola A História Secreta do Ocidente - Nicholas Hagger 
A Corporação - Nicholas Hagger
O Império Ecológico - Pascal Bernardin
A verdadeira história do Clube Bilderberg - Daniel Estulin
* * *

Olavo de Carvalho
  observou:
A geração que hoje está no poder -- a minha geração -- foi educada nos cânones da "nova esquerda" frankfurtiana, que considera os criminosos, os loucos, os drogados e os maníacos sexuais as expressões mals altas da humanidade e as fontes de toda autoridade moral. Os setenta mil brasileiros assassinados por ano, a insegurança generalizada, o consumo de drogas em quantidades oceânicas, a corrupção irrefreável e a violência contra professores nas escolas são a dívida histórica deixada pelos intelectuais iluminados dos anos 60. Infinitamente maior que qualquer pretensa dívida da ditadura.
Vale atentar para o fato de que a Escola de Frankfurt foi criada em 1923. De 1936 em diante, de modo a dar eco ao lixo revolucionário, surgiram ainda a Fundação Ford, a ONU, o Instituto Tavistock, o Conselho Populacional (Rockefellers), o Clube Bilderberg, o Clube de Roma, a Fundação MacArthur, a Comissão Trilateral e o Diálogo Interamericano, pai do Foro de São Paulo.
Isso só pra listar o que está na SUPERFÍCIE. E ainda tem gente que tira sarro da situação ou se contenta em passar o resto da vida no chiqueiro mental que é polarizar coisas do tipo PT x PSDB.
Vendo esse tipo de gente, vez ou outra começo a cogitar se as verdadeiras elites dominantes, as mãos fantasmas que desgovernam o mundo, não têm lá certa dose de razão ao nos tratar como gado.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Carta aberta de uma austríaca formada no keynesianismo ( Vanesa Vallejo)


keynes-gegen-hayek.pngComo a maioria dos economistas do mundo, fui educada na firme crença de que alguns indivíduos alojados no Ministério da Fazenda e no Banco Central devem conduzir, mediante a manipulação dos gastos do governo, da oferta monetária e das taxas de juros, o futuro de um país.
O keynesianismo nos ensinou que o estado deve desempenhar um papel ativo, estimulando a demanda agregada mediante o aumento do gasto público. Consequentemente, nós economistas nos formamos com a ideia de que, diante de uma crise, enquanto as pessoas não querem investir nem consumir, somente o estado pode conseguir a reativação da economia.
Tal crença dura até o dia em que alguns de nós saímos do obscurantismo e descobrimos que sempre estivemos errados. E que Keynes, ao escrever sua Teoria Geral, esqueceu de que as variáveis da demanda agregada não são independentes.
Aprendemos que, se a demanda agregada é tida como "insuficiente", alguns poucos indivíduos, que aparentemente são mais sábios do que a população inteira, devem redirecionar a economia mediante o aumento do gasto público. Entretanto, o mundo inteiro parece estar cego ao acreditar que esse dinheiro que é utilizado para "reativar" a economia cai do céu ou aparece magicamente nas mãos dos ministros que fazem esse planejamento central.
Não ocorre esse milagre.
Keynes, aqueles de nós que já fomos keynesianos e todos os que antes dele já utilizavam a fórmula de aumentar o gasto público para sair da crise, negligenciamos que um aumento dos gastos do governo somente pode decorrer de uma diminuição do consumo das famílias ou do investimento privado. Pode-se aumentar os impostos sobre o consumo, ou pode-se aumentar a tributação das empresas e, com isto, incrementar o gasto público. Pode-se também aumentar os déficits do governo e consequentemente seu endividamento, mas os juros dessa dívida serão pagos também mediante tributação.
Ou seja, o que os keynesianos propõem nada mais é do que uma transferência de recursos.
[N. do E.: é por isso que quem afirma que gastos do governo geram crescimento está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos.  Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.]
Depois de compreender este grave erro, tudo parece ficar mais claro. Suponho que os antigos seguidores de Keynes, assim como eu, perguntam-se como fomos capazes de incorrer em tal engano. Bastiat diria, com muita razão, que há que exercitar a visão para conseguir ver aquilo que à primeira vista não se vê.
É claro que um aumento do gasto público aparentemente gera emprego. Quando um governo decide construir uma estrada, todos vemos os operários trabalhando e ficamos satisfeitos de que agora há trabalho para os que anteriormente estavam desempregados. Porém, o que não vemos, simplesmente, é que por conta desses impostos que nos foram cobrados para fazer a estrada, outras famílias deixarão de consumir e os vendedores desses produtos não-consumidos ficarão sem emprego. Deu-se trabalho a alguns operários, é verdade, porém em troca de outros ficarem sem emprego.
É, portanto, um erro fatal chamar de ganho aquilo que é um simples deslocamento.
Nenhum homem trabalha para guardar seu dinheiro dentro da gaveta para sempre.  O dinheiro oriundo do trabalha sempre será destinado ou ao consumo, ou a aplicações financeiras (que irão financiar empreendimentos) ou ao investimento direto.  Com esse dinheiro fruto do trabalho e da produção, criam-se empregos.  Vale enfatizar: mesmo quando poupa-se o dinheiro em um banco, outro utilizará este capital para investir.
Portanto, cobrar impostos utilizando o argumento de que isso criará emprego é algo que não faz sentido.
Pense em um governante que cobra impostos para, por exemplo, subsidiar um museu. É verdade que dezenas de empregos serão criados apenas para gerenciar este museu, porém dezenas de outros também serão destruídos, pois diminuirá o consumo de alimentos, roupa, serviços e outros bens que aqueles que pagam o imposto não poderão mais comprar. Ademais, se você não gosta de arte, terá sido privado de consumir algo de que realmente gosta, para construir um museu ao qual não irá.
E tudo isto sem que se tenha criado um só emprego a mais do que existiria caso não tivessem cobrado o imposto.
Não seria mais sensato que você desfrutasse do dinheiro que conseguiu com o seu trabalho, comprando o que você quisesse, e que somente aqueles que valorizam ir ao museu pagassem para consumir esse serviço? Neste caso, o aumento do gasto público, como em qualquer caso, não criou emprego. O que realmente foi feito foi privar você de consumir um bem que realmente valoriza e lhe obrigar a gastar seus recursos em algo que o governo considerou conveniente, mesmo que ninguém vá ao museu e este não seja rentável.
Assim, o keynesianismo conseguiu mostrar-nos como se fosse um ganho aquilo que não passa de um mero rearranjo. Não ocorre a tal criação de emprego.
Mas, além disso, amparados nesta mentira, os governantes nos privam de desfrutar, naquilo que consideramos conveniente, o dinheiro que ganhamos honestamente.  E fazem isso ao mesmo tempo em que criam um grande sistema parasitário, o qual se sustenta com os nossos impostos.
Não precisamos de um exército de burocratas que ganham a vida confiscando nosso dinheiro para criar aqueles empregos que nós mesmos criaríamos — e de uma maneira muito mais eficiente — ao direcionarmos nossos gastos àquilo que realmente desejamos.  Não há maneira mais eficiente e moral do que essa para se criar empregos.
É imperativo que sigamos o conselho de Bastiat, e que de uma vez por todas acabemos com os mitos que nos fazem tanto dano. É dever dos que compreendemos esse erro abrirmos os olhos dos que ainda acreditam na mentira do gratuito. O gasto público não se aumenta com dinheiro que cai do céu, mas sim com dinheiro que sai de nossos bolsos.