“Está acontecendo algo no mercado de crédito e, como o governo está muito preocupado com o crescimento, ele não vai deter essa festa (...) Haja ou não uma bolha, é um futuro problema. Eu não vejo incentivo político para reduzir os empréstimos hipotecários”, analisa o diretor de pesquisa para mercados emergentes da Nomura Holdings, Tony Volpon.
Para o estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil SA, Luciano Rostagno, a atual tendência dos preços imobiliários é insustentável . “As famílias já estão muito endividadas e o ritmo de crescimento do crédito, especialmente, no mercado imobiliário, é muito alto. Seria prudente diminuir o ritmo dos empréstimos ao mercado imobiliário.”
Ainda segundo a reportagem, os créditos para propriedades no Brasil representam uma parte pequena do PIB (Produto Interno Bruto) e do crédito total, quando comparado com outros mercados emergentes. Entretanto, os empréstimos imobiliários quase triplicaram, depois da crise financeira global, passando 2,3% para 6,8% do PIB, sendo que os preços das propriedades nas duas maiores cidades do país, quase que dobraram, em relação ao ritmo de crescimento da renda, desde 2008.
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