sábado, 2 de novembro de 2013

Dilma chama arruaceiros de “fascistas”. Vamos ver! Ou: “Aliche é fascista demais para o meu estômago!”(Reinaldo Azevedo)

Tanto a presidente como os jornalistas precisam parar de chamar de “fascista” tudo aquilo de que não gostam. Por conta da hegemonia que as esquerdas exercem na imprensa e nos meios culturais, “fascismo” virou sinônimo de tudo o que não presta — e o fascismo, é bom deixar claro, é uma das coisas que não prestam. Mas não pode ser evocado assim, indiscriminadamente.
— Quer pizza de aliche?
— Ah, não, aliche é fascista demais para o meu estômago!
Ou:
— Nossa! Estou com um sapato fascista!
— Como assim?
— Está fazendo bolha no meu pé.
Ou ainda:
— Arrume o seu quarto. Está uma bagunça!
— Ah, pai, que coisa fascista!
Notem: fascismo e socialismo têm a mesmíssima origem, com diferenças de acento. Nem entro agora nessas minudências. Ocorre que Dilma não deve achar isso. Prefere o pensamento convencional, que é mais ideologia do que história: “fascismo = direita”; “socialismo = esquerda”. Assim, dados os parâmetros da presidente, cumpre observar que boa parte da pancadaria está sendo promovida por grupos de esquerda, não de direita. Liberais, por exemplo, são, direitistas — quando a palavra não é tomada como ofensa. Alguém já os viu por aí a interditar avenidas, pontes, viadutos? Acho que não!
Sim, a prática dos arruaceiros lembra gangues fascistas que se manifestaram ao longo da história, mas também remetem às gangues comunistas. Então ficamos assim: é coisa de gente que não reconhece a democracia como um valor inegociável, seja com que viés for. Uma coisa é certa: TODOS OS QUE BOTAM PRA QUEBRAR HOJE SE DIZEM DE ESQUERDA E QUEREM NÃO SÓ FIM DO LIBERALISMO, COMO OS FASCISTAS, MAS O FIM DO CAPITALISMO. Sei que é tarefa grande demais pra eles, mas cada louco com a sua convicção, não? Se Dilma quiser fazer um acordo, fecho com ela assim: TRATA-SE DE FASCISMO DE ESQUERDA!

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