“Esse leilão ficou caracterizado que a Petrobras está servindo de empresa laranja. Como uma empresa com dívida de R$ 176 bilhões vai arcar com um bônus de assinatura de R$ 6 bilhões e com os investimentos para implantação das plataformas? A estatal tem hoje preço de mercado quatro vezes menor que tinha há 10 anos. Não tem capital para esse investimento”, afirma.
Com produção estagnada desde 2009, interferências políticas desastrosas para a empresa e prejuízos por causa do aumento da importação de combustíveis e bloqueio do preço da gasolina, a Petrobras está descapitalizada. Fora isso, a dívida da empresa saltou de R$ 94 bilhões, em 2010, para R$ 200 bilhões em 2013. O problema torna-se ainda maior porque a petroleira nacional está com a capacidade de geração de caixa comprometida, o que reflete em seu cronograma de investimentos, principalmente no setor produtivo, fixado em US$ 236 bilhões.
“A Petrobras vai ser laranja das chinesas que já aportaram recursos para a empresa brasileira. A estatal brasileira vai apenas repor com petróleo como já vem fazendo”, complementa Caiado que na última quinta-feira (17/10) fez o alerta sobre o risco de deixar uma área estratégica para o País em mãos das estatais chinesas.
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