quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PAIS E ALUNOS, CUIDADO COM CANALHAS PROFESSORES DOUTRINADORES. OU:"Quando professores de história tentam reescrever toda a História para aliviar comunistas e culpar americanos (RC)"

Idealista democrático ou psicopata comunista?
Idealista democrático ou psicopata comunista?
É um espanto! Mas ainda assim é previsível, pois só se espera o espanto mesmo de “historiadores” marxistas. O mais famoso deles, Eric Hobbsbawm, chegou a admitir que vinte milhões de inocentes mortos seriam um preço aceitável a se pagar pela utopia socialista. Alguém pode esperar análise isenta dos fatos históricos de alguém tão fanático assim?
Pois bem: Daniel Aarão Reis, professor de Histórica Contemporânea da UFF e tradicional comunista, usou sua coluna de hoje no GLOBO para inverter totalmente os fatos históricos e pintar o tirano assassino Fidel Castro como um herói democrata, enquanto tudo de ruim em Cuba passa a ser culpa dos malditos americanos. Diz ele:
Um longo percurso desde janeiro de 1959, quando triunfou em Cuba uma revolução nacional e democrática. Os guerrilheiros no poder, liderados por Fidel Castro, apoiados pelo povo armado, passaram a decidir em praça pública os destinos da sociedade, anunciando o apocalipse em terras latino-americanas. Decretavam ousadas medidas e políticas: dissolução das forças armadas da ditadura, justiçamento dos torturadores, reforma agrária, reforma urbana, soberania nacional.
As autoridades americanas, incrédulas, indagavam-se: quem aqueles cucarachas pensam que são? O puteiro de empresários, turistas e traficantes queria fazer uma revolução? Só podia ser piada, e de mau gosto. Haveriam de provar da real correlação de forças. Começaram as represálias. Até chegar ao 3 de janeiro de 1961 quando o governo dos Estados Unidos rompeu relações diplomáticas. Cerca de um ano depois, decretou o embargo nas relações econômicas. Sucederam-se outras providências: estímulo à emigração de descontentes, financiamento e armamento de oposicionistas, patrocínio de invasão armada, planos de assassinar líderes.
É tanto absurdo, tanta mentira, tanta inversão histórica, que dá até preguiça de começar. O economista aqui terá que dar uma aulinha básica ao professor de História, que enfia esses mitos e falácias na cabeça de seus pobres alunos. Mas são os ossos do ofício, então vamos lá.
Cuba não era um “puteiro de empresários americanos”, e sim um país mais desenvolvido que a média da região, com vida cultural mais avançada, com mais médicos por habitante do que os demais. Claro, vivia sob uma ditadura, a de Fulgêncio Batista, mas não podemos ignorar os fatos só por isso. Muitos cubanos nessa época viajavam para os Estados Unidos, mais até do que o contrário. Não se tratava de um bordel explorado, como os comunistas antiamericanos dizem.
Tampouco a revolução foi democrática. Um bando de guerrilheiros tomou o poder após derrubar o ditador, e já começava ali mesmo a traição a todos que acreditaram nos ideais libertadores daqueles barbudos liderados por Fidel. Alguns eram de fato idealistas, mas esses Fidel logo se encarregou de eliminar. Sua psicopatia vinha de longa data, da juventude. Seu irmão Raúl Castro já era comunista convicto. Dados históricos que, curiosamente, o professor de História desconhece.
O “justiçamento de torturadores” era, no fundo, a eliminação em massa dos opositores do novo regime, inclusive inocentes cujo “crime” era realmente desejar uma democracia. A “reforma agrária” era o confisco das propriedades privadas, sendo que as mansões dos ricos seriam os novos palacetes da nomenklatura dos “abnegados” líderes da revolução.
E o “estímulo à emigração dos descontentes” era uma tentativa de salvar os cubanos vítimas de Fidel, pois o regime praticava a expulsão dos “burgueses”, que tinham que deixar suas vidas para trás sem nada, sem seus objetos pessoais, sem seus pertences e suas propriedades. Até hoje milhares de cubanos tentam, voluntariamente, chegar até Miami, ainda que em cima de qualquer coisa flutuante em meio a tubarões. Mas o professor segue com suas mentiras:
Como sabemos, não ocorreu o fim dos tempos, mas o improvável, mais uma vez, acontecera. Graças, em grande parte, à arrogância e à imprevidência dos Estados Unidos, Cuba tornou-se um país socialista, a menos de 170 quilômetros da Flórida.
Seguiram-se décadas de escaramuças. Mesmo depois da derrota da onda revolucionária na América Latina e do assassinato do Che Guevara, expressão maior desta aventura, em 1967; e da morte de Salvador Allende, defensor de uma alternativa pacífica para o socialismo, em 1973, Golias não desistiu, mantendo a intenção de eliminar David.
Vejam que ele culpa o Tio Sam pela guinada ao socialismo daqueles barbudos… comunistas! Afirma que Allende era um socialista pacífico, ignorando que montou sua guarda pessoal, expropriou proprietários, ignorou a Constituição e o Congresso, tudo isso enquanto destruía a economia e permitia o treinamento de comunistas guerrilheiros em território chileno. Pinta ainda a luta de Cuba e dos Estados Unidos como uma entre David e Golias, ignorando que Cuba contava com o apoio do império soviético e que apontou, deliberadamente, mísseis nucleares para a Flórida.
Mas lendo o texto do professor, não ficamos sabendo por que o governo americano adotou o embargo, que nada mais é do que proibir empresas americanas de praticar comércio com Cuba, algo que deveria ser aplaudido por socialistas que chamam tal comércio globalizante de “exploração ianque”. Ele não menciona  que as empresas americanas foram expropriadas pela ditadura cubana, e não explica que os mísseis foram colocados lá por Fidel e que o tirano desejava, de fato, lançá-los contra civis americanos.
Nada disso. Fica parecendo que foi do nada que o governo americano resolveu “punir” os cubanos, só por não aceitar a revolução “democrática” e perder seu “puteiro”. E para não acusarem o autor de viés ou parcialidade, vejam só!, ele até tece umas “críticas” ao regime de Fidel, que depois teria se tornado personalista demais, mas só depois das “conquistas sociais” (inexistentes):
Enquanto isso, e apesar de notáveis realizações em vários campos, evidenciadas pelos altos índices de desenvolvimento humano, a gesta cubana, aninhada — e armadilhada — na aliança com a URSS, foi perdendo impulso, definhando. A ditadura revolucionária transformou-se numa ditadura de caráter pessoal, esfumando-se os sonhos democráticos de revolução libertária.
Cuba já tinha indicadores sociais melhores, e eles pioraram. Falar de conquistas sociais é uma piada de mau gosto. Um professor de História repetir essa ladainha é algo inaceitável. Educação? Qual? Cuba só tem doutrinação ideológica e seu povo não pode ler os livros clássicos que desejar, como os de George Orwell. Saúde? Falta o básico! Não tem remédio! O país não deu praticamente nenhuma contribuição relevante para a medicina mundial. Até Fidel se trata com médicos espanhóis!
Enfim, é tanta baboseira que cansa. E pensar que esses “professores” estão por aí, espalhando essas mentiras, deformando cabeças jovens, fomentando um antiamericanismo infantil e ressentido, enaltecendo porcarias como a revolução cubana. É tudo muito triste, muito asqueroso.
Para quem realmente quer aprender mais sobre a história cubana, seguem algumas sugestões de leitura:
Cuba Sem Fidel – Brian Latel
Fidel: O tirano mais amado do mundo – Humberto Fontova
A vida secreta de Fidel – Juan Reinaldo Sánchez
De Cuba, com Carinho – Yoani Sánchez
O verdadeiro Che Guevara – Humberto Fontova
Cuba, a Tragédia da Utopia – Percival Puggina
Silêncio, Cuba – Claudia Hilb
Antes que Anoiteça – Reinaldo Arenas
Contra Toda a Esperança – Armando Valladares
Há também esse artigo que derruba o mito do “puteiro” dos americanos antes de Fidel, e esse outro que reforça a mensagem. Recomendo, ainda, o filme “A Cidade Perdida”, com Andy Garcia, filho de cubanos exilados nos Estados Unidos. E há, para quem prefere, esse vídeo, com imagens de Havana antes da revolução comunista:

Posso garantir ao leitor uma coisa: após a leitura desses nove livros e dos artigos, do filme e desse vídeo acima, você terá uma visão bem diferente de Fidel e sua revolução, bem mais realista, e estará blindado, protegido dessa doutrinação patética que certos “professores” tentam fazer para salvar suas utopias e seus gurus.

Marxismo cultural: o Cristianismo dentro de uma revolução ( EGUINALDO HÉLIO)

O comunismo é o inimigo satânico do cristianismo.
A. W. Tozer


Parece que o gigante está acordando, ainda que lentamente, ainda que tardiamente. O tema do Marxismo Cultural está entrando nas pautas e sua nociva influência começa agora a ser denunciada de modo mais constante. Graças aos esforços iniciais solitários do professor Olavo de Carvalho, a percepção de uma revolução silenciosa em curso começa a fazer barulho. Ele teve coragem de amarrar o gonzo no pescoço do gato e este agora já não consegue se achegar tão sorrateiro. Temos de dar honra a quem a merece.
Que o marxismo é anticristão em sua essência e terrivelmente mortal em sua história não é novidade para qualquer pessoa de bom senso que conheça o mínimo de teologia cristã e um pouco dos acontecimentos do século XX. Mas a estratégia adotada pelos teóricos comunistas para fazer triunfar sua fé ideológica no Ocidente tornou o inimigo invisível e imperceptível. Eles inverteram o percurso. Ao invés da derrubada violenta do poder político para dominar e moldar a cultura, a vitória viria pela transformação da própria cultura, segundo os moldes marxistas. Isso seria feito de modo sutil e lento até que a sociedade estivesse pronta para aceitar passivamente o domínio totalitário comunista como salvação messiânica.
Escola de Frankfurt, Antonio Gramsci (este principalmente), Georg Lukács, entre outros, foram as mentes que conceberam e disseminaram as sementes de morte em nossa cultura. Esses intelectuais pensaram, escreveram e agiram para inserir no Ocidente o pensamento pró marxista. E funcionou. O dragão vermelho do comunismo logo começou a ser acariciado como um gato persa e mimado pelos intelectuais como a cura incontestável para todos os males humanos.

Hoje, símbolos religiosos são violentados sexualmente em plena praça pública, com o dinheiro público e ninguém acha isso anormal. Em um país com grande maioria cristã, a Bíblia e os valores cristãos são diariamente difamados nas escolas e universidades fomentando discriminação e ódio. E isso diante de uma platéia repleta de cristãos. Total silêncio.

Apesar de o comunismo ter assassinado mais de cem milhões no século XX, os livros escolares silenciam e dessa forma uma versão mutilada da história é apresentada à nova geração. Ainda que o socialismo produziu miséria por onde passou é louvado nas cátedras como redentor. Ao invés das críticas merecidas, recebe apologia constante.

E o pior de tudo. Mesmo o marxismo sendo ateu, materialista, darwinista e anticristão, encontrou entre os cristãos não apenas quem o defendesse, mas ainda quem se utilizasse de seus conceitos para fazer teologia! Isso não é amar o inimigo. É se prostituir com ele!

Um país onde você encontra marxismo defendido inconteste em escolas, universidades, livros, jornais, política e igrejas, ao mesmo tempo em que se diz que o comunismo morreu, com certeza é um país onde o marxismo cultural já triunfou.

Se acreditamos que as Escrituras Sagradas revelam a verdade absoluta sobre quem é Deus, sobre quem nós somos e sobre o que o mundo é, percebemos que estamos envolvidos em uma atmosfera pútrida que sufoca nossa alma cristã. Se a moral cristã sobre sexo e família é o padrão divino para a humanidade e estamos sendo criminalizados por acreditar nela, então algo está bem errado. Se o ensino religioso é proibido nas escolas e os símbolos religiosos proibidos em repartições públicas, enquanto algo sinistro como a ideologia de gênero é fomentado e empurrado goela abaixo no sistema educacional, há algo errado.

Nada disso é coincidência. É pura estratégia. É fruto de décadas de marxismo cultural, desde que Antonio Gramsci começou a ser publicado no Brasil na década de 1960.

Dormimos e o inimigo não semeou o joio. Semeou a erva daninha, o parasita que deseja sufocar e destruir todos os conceitos cristãos que sustentamos. Essa cultura de morte quer nos fazer acreditar que nossas crenças e nossa moral não passam de preconceitos arcaicos a serem escondidos bem fundos em nossas vidas privadas, enquanto eles expõem seus conceitos como verdades eternas.

Quando uma maioria esmagadoramente cristã está vivendo esmagada por uma cultura sutil ou declaradamente anticristã é difícil perceber que alguma coisa está muita errada.








terça-feira, 25 de agosto de 2015

Esquerda patológica: quando a ideologia alimenta a doença, e vice-versa (RC)

patologia
Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? A mesma pergunta metafísica pode ser feita sobre os esquerdistas bolivarianos: o que vem antes, sua patologia ou a ideologia? Ao ler a coluna de Clovis Rossi na Folha hoje, fiquei com essa questão na cabeça. Rossi tenta separar uma coisa da outra, e diz que o bolivarianismo é patologia, não ideologia.
Mas até que ponto a própria ideologia não acaba alimentando a doença mental dessa turma? Diz ele, sobre as teorias conspiratórias que os bolivarianos andam espalhando sobre as manifestações nas ruas dos países dominados por governos de esquerda:
Alguns querem o golpe no estilo tradicional, não um “golpe brando”. Outros, a maioria, preferem o impeachment, que, estando previsto na Constituição, só pode ser chamado de golpe por energúmenos.
Na verdade, recorrer a uma teoria conspiratória é um recurso tão antigo como o mundo e serve para não encarar as deficiências de governos que se acham messiânicos mas estão acossados pelas ruas.
Que a esquerda tida por bolivariana se deixe fascinar por essa estupidez não é, em todo o caso, de causar admiração.
Ela idolatra um governante, Nicolás Maduro, que diz ter recebido o antecessor (Hugo Chávez) na forma de um passarinho.
Não é, pois, um problema ideológico e, sim, patológico.
De fato, bolivarianos e petistas dão claros sinais de desvios cognitivos, o que pode ser considerado um problema patológico, ou de caráter. Mas não estou convencido de que é a patologia que sempre leva a uma defesa de tal ideologia. Poderia ser o caso de a ideologia martelada desde cedo na cabeça dessas pessoas também acabe por desenvolver uma patologia.
Acreditando na plasticidade cerebral, o poder de estrago de “professores” marxistas jamais pode ser deixado de lado nessa equação. Pessoas que seriam normais, em condições normais, acabam vítimas de uma patologia desenvolvida pela ideologia que lhes foi enfiada goela abaixo quando jovens.
Vejam bem: não quero isentar de culpa os próprios bolivarianos e petistas, o que seria algo típico deles. Sua responsabilidade no que defendem é clara, pois entre o estímulo e a resposta, o homem tem a liberdade de escolha. Mas seria um atenuante apenas: ideologias podem contribuir para a formação de patologias.
A dissonância cognitiva se encarrega do resto no processo. Funciona basicamente assim, e como não sou médico, apenas um observador atento, peço vênia por qualquer equívoco: 1) o “professor”, os artistas, os “intelectuais”, todos martelam incansavelmente em cabeças jovens as “maravilhas” do socialismo e demonizam o capitalismo; 2) o jovem idealista acredita nesses gurus, deseja ser aceito no grupo, ser visto como abnegado e altruísta, muitas vezes é parte de uma elite culpada, e endossa, então, a ideologia utópica igualitária; 3) qualquer argumento ou fato contraditório – e eles pululam – precisa ser ignorado, para que o cérebro fique blindado contra a realidade, de modo a permitir a sobrevivência da ideologia.
Pronto! O sujeito defende a “democracia” ao mesmo tempo em que enaltece o regime cubano. Ele chama os outros de “fascistas” enquanto defende mais estado e controle sobre as vidas alheias. Acusa de “raivosos” os adversários depois de babar de tanta raiva e usar os adjetivos mais chulos para definir um “coxinha”. Revolta-se com a denúncia de corrupção envolvendo Eduardo Cunha, enquanto trata os petistas do mensalão e do petrolão como heróis injustiçados. E por aí vai.
É um caso de patologia? À exceção dos que fazem isso tudo conscientes e em troca de pixulecos, sem dúvida! Bolivarianos e petistas genuínos, que acreditam na causa revolucionária, sofrem de alguma patologia. Mas é, também, uma questão ideológica. Foi a ideologia adotada lá atrás que veio, como um câncer, destruindo a capacidade de raciocínio lógico dessa gente.
Existem, portanto, dois tipos de bolivarianos e petistas, ambos reagindo de forma desesperada agora, que seus governos se encontram ameaçados pela realidade, pela revolta popular, pela crise econômica que produziram: aqueles “espertos”, em pânico pelo risco de perder as mamatas, as tetas estatais; e aqueles “otários”, que servem de massa de manobra dos “espertos”, que realmente acreditam na ideologia, no socialismo do século XXI.
Ou uma coisa, ou outra. O que não é mais possível é ter alguém inteligente, honesto, decente, livre de patologias graves, que ainda defenda o bolivarianismo e sua versão brasileira, o lulopetismo. Pelos canalhas oportunistas, sinto apenas desprezo, e regozijo-me com a aproximação de seu encontro com a dura realidade, quando perderão as tetas estatais e terão, ó céus!, que trabalhar de verdade para se sustentar; dos patológicos consigo sentir alguma pena, e torço para que o estrago ideológico não tenha sido total, para que ainda exista salvação.

Socialista de iPhone: além da piada (João Cesar de Melo)

Che iphone



Gargalhamos automaticamente sempre que vemos líderes e militantes socialistas se utilizando de produtos que simbolizam o capitalismo. Tentando transparecer maturidade ideológica, eles respondem ao nosso deboche dizendo que não são contra a produção desses produtos, mas sim a favor de que todas as pessoas tenham acesso a eles. Será mesmo?
Tendo em mente os discursos socialistas de coletividade e de controle estatal do mercado, analisemos um símbolo capitalista frequentemente utilizado até pelos mais fervorosos líderes da extrema-esquerda, o iphone.
Nenhuma tecnologia que vise o conforto humano pode ser criada e viabilizada a partir de imposições governamentais. De medicamentos à internet, todas as inovações são resultantes de ambientes criativos formados por pessoas livres o bastante para questionar as coisas que já existem, livres o bastante para pensar o que outras pessoas nunca pensaram, livres o bastante para estabelecerem parcerias apenas com pessoas e empresas de seu interesse; e esta liberdade apavora regimes socialistas porque, invariavelmente, desafia a estrutura e os procedimentos do Estado.
Tecnologias necessitam também de capital para serem criadas, desenvolvidas e levadas ao público; e esse capital não surge a partir de decretos e leis, como acreditam os socialistas. O capital é construído dispersamente pela sociedade por meio da liberdade que as pessoas têm para negociar umas com as outras o seu tempo, o seu talento e o seu trabalho, por meio da liberdade que as pessoas têm para pensarem em si mesmas e perseguirem recompensas específicas − o que os socialistas chamam deindividualismo, a origem de todas as desgraças humanas. É a partir da interação espontânea de interesses individuais que riquezas são criadas e distribuídas, já que na incapacidade de suprir todas as suas necessidades e todos os seus desejos, as pessoas precisam trocar umas com as outras o fruto de suas especialidades – eu vendo a você o que você não produz, você vende à mim o que eu não produzo. Isso é o capitalismo, enquanto o socialismo é a presunção de que essa troca deve e pode ser organizada pelo Estado.
Diante disso, como os socialistas pretendem fazer os frutos do capitalismo chegarem a todas as pessoas se eles trabalham sistematicamente contra os fundamentos do capitalismo?
Steve Jobs, que foi criado por um casal que mal tinha o 2° grau, não queria tornar o mundo um lugar melhor, nem foi obrigado pelo governo a trabalhar em função dos interesses sociais. Ele apenas viveu e trabalhou em benefício de si mesmo, assim como todos nós tentamos todos os dias.
Assim como todo empreendedor de sucesso, Steve Jobs entendia que para atingir seus interesses particulares − da sobrevivência à vaidade de ser admirado −, suas ideias e seus produtos teriam que atender as necessidades e os desejos de outras pessoas. Para tanto, ele não tinha que apenas desenvolvê-los, mas torná-los melhores do que os produtos feitos por outras empresas, ou seja: o iphone foi moldado pelo mercado, o ambiente que os socialistas chamam de injusto e opressor.
Para transformar ideias em produtos acessíveis à população, Jobs teve que perseguir o lucro para financiar suas pesquisas. Adotou o princípio de divisão do trabalho de Taylor, com linhas de montagens e hierarquias produtivas cujos salários não eram pagos em função dos esforços empregados por cada trabalhador, mas sim pela responsabilidade, pela especialidade e pela disponibilidade de cada um. Pagando salários modestos à maior parte de seus funcionários, Jobs obteve grandes lucros e tornou-se mais um bilionário americano, ou seja: sob o raciocínio marxista, Steve Jobs foi apenas um “explorador capitalista” como qualquer outro.
E então? Qual socialista de iphone sente-se desconfortável por contribuir com essa “inescrupulosa cadeia de exploração do trabalho humano”? Pelo que parece, nenhum.
O que muitos fazem questão de ignorar é que a Apple é consumida mais como grife do que como produto – vaidade! Windows e androide são para o povão. Quem quer algo mais requintado, paga mais caro por produtos Apple.
Todos os recursos mais importantes encontrados num iphone são encontrados na maioria dos smartphones mais baratos, mesmo assim, o iphone é o produto mais desejado do mercado. O que sustenta essa demanda? O lucro. O lucro obtido por centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro; e é apenas isso, o lucro, que possibilita que pessoas consumam algo além do que precisam para sobreviver.
Aos socialistas, uma pergunta: Considerando que vocês são contra o “excesso de lucro” e que todas as inovações dependem de pesquisas financiadas por recursos provenientes do lucro, como seria definido o lucro justo que cada pessoa e cada empresa poderia obter para financiar suas pesquisas, as quais são processos cheios de imprevistos?
Faz mais de um século que a humanidade aguarda uma resposta coerente.
A verdade: iPhones não representam apenas telefones celulares mais caros e bonitos que outros. Eles representam a essência do capitalismo que, ao contrário do socialismo, não é um sistema desenhado e imposto por governos para se atingir determinados fins. O capitalismo é apenas um ambiente desenvolvido espontaneamente pela civilização humana ao longo de sua história, permitido em maior ou menor grau por governos; e é a partir desse ambiente que pessoas obtém ou não seus lucros, que produtos ganham ou não a preferência dos consumidores, que tecnologias são ou não são desenvolvidas, que sociedades conseguem ou não prosperar.
Empreendedores de sucesso surgem em maior número em países capitalistas não porque são compostos por pessoas mais inteligentes, mas sim porque elas são pessoas mais livres; e é essa liberdade que cria a desigualdade de riqueza característica dos Estados Unidos, comprovadamente melhor do que a igualdade de pobreza imposta pelas ditaduras socialistas.
Regimes socialistas não conseguem criar produtos de qualidade e tecnologias relevantes simplesmente porque impedem que seus cidadãos empreendam negócios livremente, porque impõem condições para o sucesso e limite para a prosperidade individual.
Aos socialistas, uma sugestão: Não contribuam com a exploração do trabalho, nem com as culturas do individualismo, do lucro e da vaidade! Organizem um grande ato público e queimem seus smartphones! Queimem também suas roupas de grife! Apaguem suas contas de e-mail e seus perfis nas redes sociais! Chega de Google, de Netflix, de cartões de crédito e de tudo mais que esteja enriquecendo as grandes corporações capitalistas! Substituam lâmpadas por velas artesanais, computadores por cadernos de papel mache. Aproveitem o embalo para criar empresas de acordo com as relações de trabalho que vocês tanto defendem e provem ao mundo que a sabedoria que preenche suas mentes e a luz que emana de suas almas são suficientes para criar produtos e serviços melhores e mais baratos do que aqueles oferecidos pelo capitalismo, sem exploração, sem exclusão, sem interesses particulares se sobrepondo aos interesses coletivos.
SEJAM o que vocês cobram que os outros sejam!
FAÇAM o que vocês cobram que os outros façam!

China x China (media de quatro anos - indicadores economicos x ultimo disponível)

Cuba e EUA: os objetivos e a realidade do embargo (PEDRO CORZO)


O governo de Cuba é por natureza belicoso e provocador. Durante décadas insuflou na população o ódio aos Estados Unidos.
Companhias dos EUA país fornecem 96% do arroz e 70% da carne de ave que se consome na ilha.
Cuba importou dos Estados Unidos entre o ano 2000 a 2014, mais de U$ 4,600 milhões. Em 2012, importou, do país que o tem “bloqueado”, a terça parte dos alimentos que consumiu.

O objetivo dos Estados Unidos quando impôs o embargo a Cuba não foi derrocar o regime dos irmãos Castro. O embargo foi uma retaliação, uma punição às disposições que o regime castrista havia tomado contra os interesses econômicos norte-americanos. O embargo tampouco foi uma espécie de sanção ao castrismo pelos fuzilamentos, ou pela situação dos direitos humanos na ilha.

Seu propósito era estritamente econômico, embora seja certo que com o transcurso do tempo e paralelo à diminuição da capacidade da oposição para derrotar a ditadura por meio das armas, transformou-se no imaginário de um amplo setor dos que enfrentavam o castrismo, no aríete que daria fim ao totalitarismo insular.

Certamente que as diferenças ideológicas e políticas estavam implícitas, mas as estratégias de Washington para derrocar a ditadura se instrumentaram por meio da ajuda ao movimento clandestino na ilha, a expedição da Brigada 2506 à Baía dos Porcos, a Operação Mongoose e outras manobras ofensivas de menor intensidade que com o tempo desapareceram da agenda dos executivos norte-americanos.

Indubitavelmente que a hostilidade entre os dois governos não desapareceu. Cuba se alinhou à União Soviética durante a Guerra Fria e em conseqüência, as diferenças entre os dois países se fizeram mais graves. Ambos governos nunca deixaram de ser inimigos e procuraram mutuamente, sem chegar a uma confrontação aberta, inflingir-se o maior dano possível.

Washington manteve uma política hostil ao regime de Havana, porém a agressividade de suas estratégias foi diminuindo. As novas disposições poderiam ser úteis para entorpecer o fortalecimento do regime e neutralizar, embora fosse parcialmente, sua influência no exterior, mas não continha elementos que por si mesmos tornassem possível sua queda.

Por sua parte, a ditadura insular nunca cessou suas agressões contra os Estados Unidos ou seus interesses. A subversão armada que patrocinou no hemisfério, a presença mercenária na África, a constituição do Foro de São Paulo, a base de espionagem de Lourdes, a conversão da Venezuela em um centro de desestabilização hemisférica, sem afastar, entre outras práticas, a intensa atividade que os serviços de espionagem cubanos desenvolveram no território norte-americano.

O governo de Cuba é por natureza belicoso e provocador. Durante décadas insuflou na população o ódio aos Estados Unidos. Responsabilizou Washington por todos os seus erros e fracassos. Não em vão, Fidel Castro escreveu desde a Sierra Maestra à sua amiga e companheira na destruição de Cuba, Celia Sánchez: “Uma vez que a guerra chegue a seu fim, começarei o que para mim é uma guerra mais longa e de maior envergadura: a guerra que vou levar contra os americanos. Compreendo que este será meu verdadeiro destino”.

Havana sem perder tempo e, embora mantenha relações comerciais com mais de 170 países, qualificou o embargo de “bloqueio”, assumindo o papel de vítima de Washington, um papel que cumpriu satisfatoriamente apesar de que 6.6% de suas importações procedem de empresas norte-americanas, e companhias desse país fornecem 96% do arroz e 70% da carne de ave que se consome na ilha.

Um trabalho do jornalista Pablo Afonso em Martí Noticias, anotou que Cuba importou dos Estados Unidos entre o ano 2000 a 2014, mais de U$ 4,600 milhões. Em 2012, importou, do país que o tem “bloqueado”, a terça parte dos alimentos que consumiu e em 2008 adquiriu a bagatela de U$ 695 milhões em alimentos. Sem dúvida alguma o embargo dos Estados Unidos a Cuba afeta este último país, mas é muito surpreendente assegurar, embora a ditadura castrista o proclame, que o embargo foi e é a ferramenta-chave de Washington para destrui-la.

A Casa Branca optou pela ruptura nos primeiros três anos, depois estabeleceu a política de contenção na qual o embargo é fundamental, e por último instrumentalizou o que se poderia qualificar de convivência hostil com a ditadura - condição que não foi afetada pela lei Helms-Burton -, daí o aumento do comércio e os inúmeros acordos subscritos entre ambos governos.

A nova política dos Estados Unidos para Cuba poderia diminuir ferramentas ao arsenal retórico da ditadura, porém não tem por quê afetar positivamente a situação dos direitos humanos na ilha, como tampouco ocorreu quando essa medida econômica foi imposta há quase 55 anos.

Washington está a favor do fim do embargo, o problema é que não se sabe a favor do quê está a ditadura cubana, com exceção de sobreviver a todo custo, embora inclua dormir com o inimigo.