quarta-feira, 30 de julho de 2014

QUANDO O ESQUEMA MIDIÁTICO DO TERROR ISLÂMICO CONTRA ISRAEL COMANDA JORNALISMO GLOBAL. ENTENDA POR QUE OS PINÓQUIOS DO HAMAS FAZEM SUCESSO NO BRASIL.(AA)


O professor Luiz Nazario, da Universidade Federal de Minas Gerais, publicou em seu blog, uma matéria muito interessante que revela por inteiro como funciona a máquina de propaganda do terror islâmico contra Israel e o povo judeu, mais precisamente no que se refere à reação do Estado de Israel contra os terroristas do Hamas que dominam a Faixa de Gaza e sua população.
Trata-se de informação preciosa que é escamoteada pela grande mídia internacional  dominada pelos esquerdistas (todos antissemitas) sabujos do terrorismo islâmico. O que se lê na grande mídia no Brasil e em qualquer lugar do mundo corresponde aos interesses do terrorismo criminoso contra o Estado de Israel e o povo judeu. E quem faz isso é a maioria dos jornalistas militantes da causa do movimento comunista do século XXI em sua cruzada suicida contra a civilização ocidental. Inclui-se aí, como não poderia deixar de ser, o governo lazarento de Lula, Dilma e seus sequazes do PT.
Transcrevo a parte inicial do texto do professor Luiz Nazario que também foi publicado pelo site Pletz, com link ao final para leitura completa. Leiam que vale a pena, pois isto é uma informação fundamental para compreender porque Israel vence a guerra contra o terrorismo do Hamas e perde a batalha da opinião pública que é moldada pelos meios de comunicação, ou seja, pelas mentiras veiculadas pelos grandes jornais e redes de televisão. O título original do texto de Nazario, é: “Os pinóquios do Hamas fazem sucesso no Brasil”. Leiam:
O MEMRI [The Middle East Media Research Institut] traduziu do árabe para o francês (que verto aqui para o português) um documento de extremo interesse para quem acompanha o conflito entre o Estado de Israel e os terroristas do Hamas, que controlam o território de Gaza, fazendo do povo palestino uma vítima das conhecidas barbáries perpetradas pelo fundamentalismo islâmico travestido de “resistência”:
MENSAGEM PARA OS ATIVISTAS DO FACEBOOK NO SITE DO MINISTÉRIO DO INTERIOR DO HAMAS
EXCERTOS DAS DIRETRIZES DO DEPARTAMENTO:
- Toda pessoa morta ou caída como mártir deve ser chamada de “civil de Gaza ou Palestina”, antes de especificar o seu papel na Jihad ou posto militar. Não se esqueçam de sempre acrescentar as palavras “civis inocentes” ou “inocentes”, referindo-se às vítimas dos ataques de Israel em Gaza.
- Comecem [seus relatórios sobre] as ações de resistência pela expressão “em resposta ao cruel ataque israelense” e concluam com a frase: “essas numerosas pessoas são mártires desde que Israel lançou sua agressão contra Gaza.” Sempre se certifique de manter o princípio: “o papel da ocupação é atacar, e nós na Palestina estamos sempre no modo reativo.”
- Tenham cuidado para não espalhar boatos de porta-vozes israelenses, especialmente aquelas que afetam o front interno. Cuidado para não adotar a versão [dos acontecimentos] da ocupação. Vocês devem sempre emitir dúvidas [sobre a versão deles], refutá-la e considerá-la como falsa.
- Evitem postar fotos de ataques de foguetes sobre Israel a partir dos centros da cidade de Gaza. Isso [serviria] de pretexto para atacar áreas residenciais da faixa de Gaza. Não publiquem ou não partilhem fotografias ou clipes de vídeo mostrando locais de lançamento de foguetes ou [as forças] do movimento de resistência na faixa de Gaza.
- Para os administradores de páginas de informações no Facebook: não publiquem fotos de homens mascarados com armas pesadas em grande plano, para que sua página não seja fechada [pelo Facebook] sob o pretexto de incitamento à violência. Em suas informações, certifique-se de especificar: “os obuses localmente manufaturados usados pela resistência são uma resposta natural à ocupação israelense que deliberadamente dispara foguetes contra civis na Cisjordânia e em Gaza”…
- Além disso, o Ministério do Interior preparou uma série de sugestões destinadas aos ativistas palestinos que interagem com os ocidentais através das mídias sociais. O Ministério sublinha que essas conversas devem diferir das trocas com outros árabes:
- Quando vocês falam para o Ocidente, devem usar um discurso político, racional e convincente e evitar o palavreado emotivo choramingas da empatia emocional. Alguns ao redor do mundo estão dotados com uma consciência; vocês devem manter contato com eles e usá-los em benefício da Palestina. O papel deles é provocar vergonha pela ocupação e expor suas violações.
- Evitem entrar numa discussão política com um ocidental para convencê-lo de que o Holocausto é uma mentira e uma enganação; por outro lado, associe-o aos crimes de Israel contra civis palestinos.
- A narrativa da vida em comparação com a narrativa do sangue: [falando] para um amigo árabe, comecem com o número de mártires. [Mas falando] para um amigo ocidental, comecem com o número de mortos e feridos. Certifiquem-se de humanizar o sofrimento palestino. Tentem retratar o sofrimento dos civis em Gaza e na Cisjordânia durante as operações da ocupação e seus bombardeios de cidades e vilas.
- Não postem fotos dos comandantes militares. Não mencionem seus nomes em público, não louvem os sucessos deles nas conversas com amigos estrangeiros! [1]
A “Mensagem para os ativistas do Facebook” postada no site do Ministério do Interior do Hamas revela com clareza que esse grupo terrorista possui uma estratégia de propaganda digna de um Josef Goebbels, mesclada, contudo, a uma ingenuidade que chega a ser infantil (Goebbels jamais divulgava publicamente suas estratégias de propaganda), que a torna ainda mais fascinante para os que sofrem de esquerdismo, essa “doença infantil do comunismo” (nas famosas palavras de Marx) e que adotam a estratégia proposta pelos terroristas islâmicos mesmo sabendo tratar-se de mentiras puras, distorções da verdade e falsificação dos fatos.
Especialmente no Brasil a estratégia perversa do Hamas alcançou um alto índice de popularidade junto à população letrada, sendo adotada por toda a esquerda idiotizada pela ideologia (a “falsa consciência”, na célebre definição de Marx), pelas “mídias independentes” e muito frequentemente pelas mídias de consumo, e agora até pelo próprio governo. Numa nota divulgada a 23/07/2014, o Itamaraty fez um de seus pronunciamentos mais lamentáveis, igualmente digno de Josef Goebbel. 

AÉCIO NEVES LIDERA COM MAIS DE 70% PESQUISA ELEITORAL ONLINE PELA INTERNET








Deutsche Bank alerta investidores para ‘risco’ de reeleição de Dilma

SÃO PAULO – O banco Deutsche Bank está recomendando os seus clientes a reduzirem sua exposição aos títulos da dívida soberana brasileira denominados em dólar citando como uma das principais razões a perspectiva de reeleição de Dilma Rousseff e o “otimismo” demasiado dos mercados em relação a uma melhora nos fundamentos macroeconômicos do Brasil num [...]

SÃO PAULO – O banco Deutsche Bank está recomendando os seus clientes a reduzirem sua exposição aos títulos da dívida soberana brasileira denominados em dólar citando como uma das principais razões a perspectiva de reeleição de Dilma Rousseff e o “otimismo” demasiado dos mercados em relação a uma melhora nos fundamentos macroeconômicos do Brasil num eventual segundo mandato da presidente.
O banco alemão espera uma eleição apertada e apenas decidida no segundo turno.
Em nota enviada a clientes ontem, o estrategista para mercados emergentes do Deutsche Bank, Hongtao Jiang, rebaixou o peso dos títulos soberanos do Brasil em dólar de “neutro” para “underweight” (abaixo da média dos títulos que compõem a carteira sugerida para mercados emergentes), o que levaria os investidores a reduzir as suas aplicações nos papéis brasileiros em favor de outros países emergentes.
Dilma: banco alemão prevê risco para a economia em eventual segundo mandato (Foto:Dida Sampaio/Estadão)
O Deutsche Bank havia elevado o Brasil para o peso “neutro” em janeiro deste ano, depois de ter deixado os títulos brasileiros por mais de um ano na posição “underweight”. Contudo, diante da recente valorização dos ativos brasileiros e da perspectiva dos fundamentos macroeconômicos, o banco voltou atrás e rebaixou novamente o País.
Jiang também recomenda os investidores favorecerem os títulos com vencimentos mais longos na curva de juros em dólar do País.
“Seguimos esperando que a presidente Rousseff seja reeleita, mas apenas após uma corrida presidencial apertada e com um apelo mais populista”, afirma Jiang em nota a clientes. “Além disso, acreditamos que o mercado está precificando muito otimismo sobre uma melhora potencial de políticas num segundo mandato de Dilma.”
Segundo Jiang, o sub-índice Brasil (na carteira de índices de mercados emergentes globais) registrou uma queda de 25 pontos-base desde o final de março. Uma queda refletiria teoricamente uma melhora na percepção do risco-País. Agora, segundo Jiang, o sub-índice Brasil está sendo negociado a 15 pontos-base abaixo da média dos títulos de países emergentes com rating soberano de grau de investimento, enquanto que no final de janeiro os papéis brasileiros eram negociados a 30 pontos-base acima da média dos países emergentes com nota de risco semelhante.
Esse nível atual de preços dos títulos brasileiros, ressaltou Jiang aos clientes do Deutsche Bank, “não compensa o risco de contínua deterioração dos fundamentos caracterizados por estagflação, piora no balanço de pagamentos, deterioração da qualidade fiscal, e um horizonte desafiador de política econômica antes e depois das eleições”.
O estrategista do Deutsche Bank disse acreditar que as eleições de outubro permanecem como um fator de restrição, limitando o escopo de mudanças significativas de políticas econômicas. O cenário base do banco alemão é que a presidente será reeleita após uma corrida apertada e apenas no segundo turno.
“A popularidade dela (Dilma) continuará provavelmente caindo nas pesquisas de opinião, devido ao ciclo desfavorável da economia, mas também em razão de uma crise de energia, uma investigação no Congresso e dificuldades ao sediar a Copa do Mundo”, disse Jiang. Mas essa queda da popularidade não será suficiente para prejudicar as chances de reeleição ou mesmo trazer de volta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Dilma como candidato do PT, escreveu o estrategista aos clientes.
Essa dinâmica, ressaltou ele, representará um cenário desfavorável ao mercado, pois o PT provavelmente conduzirá a campanha eleitoral com forte apelo populista, o que provavelmente não melhorará a percepção sobre um segundo mandato de Dilma Rousseff. Tal apelo populista, disse Jiang, ficou explícito com o anúncio de reajuste de 10% nos valores do Bolsa Família e a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5% para 2015, além da continuidade da política de manter o salário mínimo crescendo a um ritmo maior do que a inflação para além de 2015.
Com base nas estimativas de José Carlos Faria, economista-chefe para Brasil do Deutsche Bank, Jiang disse que a perspectiva para os fundamentos econômicos do Brasil é bastante desafiadora. No lado fiscal, ele cita a projeção de um superávit primário consolidado do setor público de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, em comparação com a meta de 1,9% anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“A inflação permanece sob pressão, agravada por condições climáticas”, afirmou Jiang. “O provável racionamento de energia elétrica neste ano e em 2015 causará uma redução adicional da atividade econômica; a balança comercial tem se deteriorado continuamente e a estagflação parece ser o curso do futuro próximo (ao menos nos próximos dois anos)”, escreveu o estrategista do Deutsche Bank.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Putin: o novo líder bolivariano? (CUBDEST)



O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confessou à agência cubana Prensa Latina que no momento atual uma “aliança estratégica” com a América Latina é absolutamente “chave” para a política exterior da Rússia.
Como se sabe, o governo russo está isolado internacionalmente por sua agressão contra a Ucrânia.
O herdeiro do império soviético empreendeu então um giro pela América Latina, à qual enigmaticamente qualificou como“espiritualmente muito próxima” da Rússia, lembrou o sanguinário “Che” Guevara e o socialista Salvador Allende, entrevistou-se em Cuba com os irmãos Castro, prestando homenagem ao “soldado internacionalista soviético” e perdoou 90% da dívida cubana com a União Soviética, prometeu ajuda financeira à presidente da maltratada Argentina e ofereceu equipamentos militares à presidente do Brasil.
Assim como no mundo da moda se usam as passarelas, Putin, no mundo da política latino-americana, se pavoneou ao longo da passarela publicitária cuidadosamente preparada, para se projetar como uma espécie de substituto “espiritual” do falecido líder bolivariano Hugo Chávez, do decrépito Fidel Castro, de um Lula cada vez mais amarelado, de Rousseff e Kirchner declinando nas pesquisas e de um Mujica repugnante.
Putin veio à América Latina para procurar apoio, apresentar-se como um aliado regional e incentivar o decadente “eixo do mal” chavista-bolivariano. Tudo correu para ele em céu de brigadeiro, praticamente sem sobressaltos. De repente, pouco depois que o líder russo partiu da América Latina, produziu-se na Ucrânia a brutal derrubada do avião da Malasya Airlines.
Os principais suspeitos do brutal crime aéreo são separatistas pró-russos apoiados e armados por Moscou.
Para os habitantes de América Latina, que acolheram Putin sem sobressaltos, de uma maneira bastante indolente, a tragédia do avião derrubado presumivelmente por separatistas pró-russos deveria constituir um tema de reflexão sobre os riscos de uma aliança socialista - anti-ocidental - anti-norte-americana com o herdeiro do império soviético e pretendente à sucessão do império chavista.

Cuba nos lembra o porquê não podemos deixar o socialismo vencer ( Artur Fonseca)












Em Janeiro completou 55 anos de um dos episódios mais tenebrosos da História latina: A revolução Cubana. De lá par cá, o país tornou-se uma fazenda particular de um ditador carismático e mentiroso. Fome, contrabando e mortes arbitrárias acontecem escancaradamente enquanto os figurões do partido fumam charuto e vivem como os burgueses que anteriormente combatiam.

Antes da revolução, Cuba era um polo turístico promissor. Apesar das falácias esquerdistas que a Ilha era um “Cabaré Estadunidense”, Cuba era um destino desejado pela classe média de todo o continente. E inverso também ocorria, as receitas com o turismo produziu uma classe média e rica que adorava visitar Nova York, Flórida entre outras cidades Americanas. Não só investidores Americanos empreendiam na Ilha como também ocorria o contrário: em 1957 havia mais de meio bilhão de investimentos Cubanos no EUA.

Muitos entusiastas do regime Cubano usam o argumento que Fidel e seus lacaios fizeram de Cuba um referencial em Educação. Porém isso não é verídico, o sistema público de ensino Cubano foi implantado durante a ocupação americana entre 1891 e 1903. Ou seja, os “imperialistas e ambiciosos” americanos foram os precursores de um dos melhores sistemas de educação da América Latina. Em 1958 existiam na Ilha 1700 escolas privadas e mais de 22 mil escolas públicas. Além disso, o orçamento em Educação era de 23%. Atualmente o orçamento não supera os 10 % Sem falar na educação doutrinária que as pobres crianças recebem, onde são levadas a acreditar que seu futuro é serem mantenedores da Revolução.

A Ilha estava sempre na Ponta dos mais relevantes Rankings de Qualidade de vida. Era uma época de efervescência  cultural e econômica que teria permanecido se não fosse por um grande detalhe : A política.
Cuba era governada desde 1952 pelo ditador militar Fulgêncio Batista, que impunha pesadas perseguições aos seus desafetos políticos e praticava a censura contra meios de comunicação da oposição. Batista também era conhecido pela escancarada corrupção de seu governo, que enriquecia ilicitamente a si e seus aliados. Apesar dos indicadores econômicos e sociais serem altos, o despotismo de Fulgencio estava dificultando o cotidiano da Ilha. Quando as perseguições  aumentaram, Tanto a classe pobre quanto a classe média e rica iniciaram a apoiar um grupo de guerrilheiros barbudos liderados por um culto advogado: Fidel Castro.

Castro, com a ajuda de seu irmão Raul e um médico argentino chamado Che Guevara (Conhecem?) formaram no México uma resistência armada ao Regime de Batista. Fidel já tinha participado de uma tentativa frustrada de golpe que culminou em sua prisão. Porém, a popularidade do Advogado era grande entre as classes baixa e média, o que fizeram que ele fosse libertado. Ao voltarem a Cuba, a guerrilha montou base na famosa Sierra Maestra e atacavam tropas governistas e vilas, além de colaborar com outras resistências armadas já existentes.

Antes da tomada de poder, as tropas de Fidel já entravam em conflito com as demais guerrilhas, principalmente por casa do gênio arrogante e psicopata de Che Guevara, que era conhecido por não tomar banho e matar a sangue frio. Porém, a reação do governo Batista a ficava mais violento a cada dia, o que forçou os grupos a selarem uma paz temporária. Devido ao endurecimento do regime, Fulgencio começou a perder seus antigos aliados, inclusive os próprios Estados Unidos e a classe rica Cubana. Os últimos a retirarem o apoio ao General foram (pasmem) os integrantes do Partido Comunista Cubano, que apoiava o ditador devido a algumas ações que beneficiaram os trabalhadores e prejudicaram empresários.  Fidel, provavelmente para não perder o abrangente apoio que conquistara entre a classe média e rica, negava veementemente ser comunista. Fez várias viagens para os Estados Unidos para arrecadar fundos e apoio para sua causa. Chegou a declarar enfaticamente “[...] Eu não concordo com o comunismo [...]” em uma entrevista ao New York Times em 1956.

Com cada vez menos apoio popular e político e com suas tropas sendo derrotadas pelas guerrilhas, Batista fugiu para a República Dominicana nas primeiras horas do dia 1 de Janeiro de 1959. Houve conflitos entre as tropas rebeldes pela elevação do novo governo, enquanto isso ainda havia confrontos entre os rebeldes e as tropas legalistas em várias cidades. Fidel Castro chegou a Havana no dia 8 de Janeiro de 1959 e escolheu Manuel Urrutia Lleó para presidir (de fachada) o novo governo.

Logo após a tomada do poder, principiou-se a perseguição. Soldados das tropas leais a batista eram condenados em julgamentos ridículos e fuzilados em várias partes do país. O maior desses locais de fuzilamento era a fortaleza Militar de La Cabaña, cujo comando foi cedido a Che Guevara. Fuzilamentos, torturas, humilhações públicas e prisões em massa espalhavam o terror pela Ilha. Qualquer um poderia ser preso ou morto pela simples acusação de ter sido simpático ao regime anterior.

No fim de 1959, Che Guevara  foi escolhido para presidir o Banco Nacional de Cuba e posteriormente assumiu o Mistério da Indústria.  Além de não ter o mínimo preparo ou experiência para esses cargos, Che destratava os especialistas no assunto e forçava-os a concordar com suas medidas inconsequentes. Uma das primeiras ações de Guevara foi baixar medidas para diminuir a dependência da balança comercial da exportação de açúcar. Porém, o ministro desestimulou a produção do produto (Que baixou de seis milhões de Toneladas para 3,8 milhões entre 1958 e 1963) sem conseguir alavancar a produção de outras atividades. Resultado: Déficits cada vez maiores na balança comercial.

Posses de empresários foram expropriadas, Empresas nacionalizadas e os meios de produção estatizados. As medidas econômicas adotadas pelo regime levaram a uma comum prática de países socialistas: os cartões de racionamento. Cada vez menos turistas chegavam ao país, que perdia assim sua maior fonte de renda. E para piorar, o governo fechava cada vez mais o país ao comercio internacional. A população via sem poder reagir um líder que se declarava anticomunista instalar uma ditadura de esquerda no seu país.

Em 1962, enquanto a economia ia para o buraco, Fidel dava definitivamente a prova que havia enganado o mundo. Depois de negar veementemente perante a mídia suas intenções comunistas, declara-se Marxista-Leninista e se aproxima da União Soviética, com a qual faz um pacto militar. Durante uma assembleia da ONU, Guevara confirma a violência praticada no pais e deixa claro que irá continuá-la. Os comunistas instalaram mísseis nucleares na ilha. O que gerou a maior ameaça de guerra nuclear da história. Impondo medo e incertezas a todo o planeta durante treze dias. Felizmente o episódio teve um desfecho pacifico com a retirada dos arsenais militares Soviéticos em Cuba e a retirada também dos arsenais Americanos na Turquia. Porém, a decisão foi duramente criticada pelo regime castrista, que queria levar a cabo uma guerra contra os americanos em represália a uma tentativa de invasão no ano anterior.

Após do episódio, o governo fechou ainda mais o país as relações internacionais. A situação dentro da ilha estava caótica e a repressão era cada vez mais violenta. A crise de abastecimento estava cada vez mais grave e milhares de Habitantes morriam ao tentar fugir para os EUA. Mesmo com uma “mesada” bilionária dada por Moscou, a situação econômica da Ilha estava indo de mal a pior devido as diretrizes econômicas socialistas. O país que havia sido o primeiro na América a ter automóveis, bondes e um sistema de iluminação elétrica publico agora estava marginalizado e fadado ao atraso. Com o fim da União Soviética nos anos 90, o regime perdeu sua mesada, o que piorou ainda mais sua situação econômica e social.

Os prédios deteriorados e a indústria sucateada não lembram em nada a promissora realidade dos anos 50. A maioria da população tem de recorrer ao mercado negro para satisfazer necessidades básicas e a prostituição é uma pratica cada vez mais comum. Nos bares de Havana toca-se “La cucaracha” a exaustão. O país que foi o segundo do mundo a transmitir transmissões televisivas em cores não tem acesso a internet ou a uma imprensa livre. Andando pelas ruas das cidades, vê-se no rosto dos cidadãos a frustração de se viver em tão precárias condições. “Cuba parou no tempo”  falam alguns. Não caro leitor, Cuba voltou no tempo e de lá não consegue sair.

Após a doença e afastamento de Fidel, seu irmão Raul iniciou uma série de medidas para tentar melhorar a economia do país. Abriu pequenas brechas ao investimento estrangeiro e demitiu milhares de funcionários que não faziam absolutamente nada. Porém, devido a falta de liberdades civis e a ainda intensa repressão, essas medidas estão produzindo resultados pífios. Além disso, o país vem sofrendo graves consequências da crise econômica mundial. O preço do Níquel, principal produto de exportação da ilha vem caindo no mercado internacional, derrubando as receitas do país e dificultando ainda mais a vida dos Cubanos.

Depois de 55 anos de atraso e violência, a ilha mostra que vem despertando. Opositores do regime já são mais influentes e a avançada idade dos governantes faz com que a maioria da população tenha a esperança que dias melhores virão. Entretanto, é preciso mais que isso. Cuba ainda exerce uma influencia gigantesca sobre líderes políticos de todo o continente. No Brasil, o regime castrista é elogiado pelos nossos governantes. As supostas conquistas de Fidel em educação e saúde são como açúcar na boca de partidos como PT e PSOL. Castro e sua corja encontram na política latino-americana o apoio político que já não tem de sua população a mais de cinco décadas.

Com um modelo político e econômico insustentável, e sem uma geração jovem para sucedê-los, o povo de Cuba tem esperança que o regime “Morra de Velhice” junto com Fidel e Raúl. E acreditam que só assim a país possa recuperar o tempo perdido e começar a andar depois de 55 anos da mais duradoura ditadura de nosso continente.

O terror vermelho (RC)

“Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.” (George Santayna)
O mundo nunca mais seria o mesmo depois de 1917. Uma nova era de terror seria instaurada pelos quatro cantos da Terra, e as seqüelas ainda podem ser sentidas até hoje. Entretanto, muitas atrocidades cometidas em nome da causa comunista são desconhecidas por grande parte das pessoas, em muito explicado pela cortina de ferro, que tanto ocultou do mundo os acontecimentos desta época.
Esse texto tenta resgatar apenas alguns fatos, uma pequena parcela do que teria sido o período de terror vermelho. As fontes são documentos oficiais, cartas e relatos, tudo escondido pelos comunistas e somente descoberto após a queda do Muro de Berlim em 1989 e do império soviético em 1992. Os materiais estão reunidos no intenso O Livro Negro do Comunismo, escrito por ex-comunistas que acordaram duramente para a realidade.
Seguramente, os anos dos czares na Rússia foram cruéis, e uma revolta popular era o caminho lógico. Porém, em 1917, a tomada do poder foi tão fácil que uma luta armada nem se fazia necessária. Os bolchevistas deram na verdade um golpe dentro do golpe, e partiram para a instalação do terror. Para se ter uma rápida idéia em números, de 1825 a 1917, 3.932 pessoas foram executadas, quantidade esta já ultrapassada pelos bolchevistas após quatro meses no poder. Lênin queria e conseguiu iniciar sua guerra civil.
O objetivo inicial era a luta de classes, sendo que essas foram na prática divididas em bolchevistas e não-bolchevistas. Quem não aderisse à causa e ao partido seria eliminado. Oskulaks, por exemplo, eram pequenos proprietários de terras, longe de grandes latifundiários ou burgueses, e seriam praticamente dizimados da Rússia. Entre 10 a 15 mil execuções sumárias ocorreriam em dois meses somente, sob ordens da Tcheka.
Em poucas semanas, eles já teriam executado três vezes mais pessoas do que todo o império czarista havia condenado à morte em 92 anos! E além desta mudança numérica, o método de condenação havia mudado radicalmente também. Para ser fuzilado bastava ser considerado um “suspeito”, “inimigo do povo”, e nenhum julgamento era preciso.
Vários massacres foram acontecendo de forma ininterrupta na década de 1920. Na Criméia, pelo menos 50 mil civis foram aniquilados pelos bolchevistas em dois meses em 1920. A troiki, que eram tribunais de descossaquização, condenaram à morte mais de 6 mil cossacos nesta época. Suas casas eram destruídas e as terras eram distribuídas entre os membros do partido. Em regiões cossacas onde houve oposição aos bolchevistas, populações inteiras foram mortas, totalizando mais de 500 mil vítimas em apenas dois anos nas regiões do Don e Kuban, cuja população total não ultrapassava 3 milhões.
Outra arma muito utilizada pelos bolchevistas foi a fome. Eles simplesmente cortavam o fornecimento de comida para determinadas regiões, matando de fome populações inteiras. Pelo menos 5 milhões de pessoas, numa estimativa conservadora, morreram de fome em 1921 e 1922 apenas! A era de Stalin não iria deixar por menos, e entre 1932 a 1933 mais de 6 milhões de pessoas iriam morrer de fome também.
As perseguições não eram seletivas, e praticamente qualquer um poderia se tornar uma vítima do rolo compressor vermelho. “Burgueses”, “capitalistas”, pequenos proprietários, membros da Igreja, participantes de outros partidos, enfim, qualquer um que não fizesse parte dos bolchevistas era alvo em potencial. Em 1936, por exemplo, mais de 70% das igrejas locais haviam sido destruídas.
Somente entre 1937 e 1938, cerca de 700 mil pessoas foram executadas pelo NKVD de Stalin. Este tinha determinado cotas a serem exterminadas, e muitas vezes não havia motivo algum para tais execuções que não preencher essas cotas. O “julgamento” não levava mais de dois dias. Intelectuais foram vítimas também, e universidades, institutos e academias foram dizimadas. O Grande Terror de Stalin estaria em andamento, visando a eliminar todos os “elementos perigosos à sociedade”, uma noção com contornos muito amplos.
Foram criados os gulags, campos de concentração no mesmo estilo dos nazistas. No auge do encarceramento, existiam mais de três milhões de presos nestes campos, todos fazendo trabalho forçado. A taxa de mortalidade era absurdamente alta, devido ao total descuido das autoridades. Somente no ano de 1942, 18% dos presos morreram. Estes eram apenas simples cidadãos, não criminosos perigosos. Entre as pessoas condenadas por furtos encontravam-se inúmeras mulheres, viúvas de guerra, mães de família com crianças recém-nascidas, etc. O canibalismo também foi muito freqüente nos gulags.
Em 24 de agosto de 1939, foi assinado um acordo de não-agressão entre a URSS stalinista e a Alemanha hitlerista. A parte mais importante do acordo, que foi ocultada até 1989, delimitava as esferas de influência e as anexações de dois países do Leste Europeu. A Polônia estava no epicentro do acordo, e seria esmagada por ambos os lados. Tanto os socialistas bolchevistas como os socialistas nazistas estariam exportando seu terror doméstico para outra nação de forma direta pela primeira vez. Sua população seria escravizada pelos dois lados, e muitos poloneses seriam exterminados.
As ambições imperialistas dos comunistas começaram bem cedo também, quase no mesmo instante da tomada de poder. Lênin criou o Komintern em 1919, que seria uma iniciativa de criar uma organização internacional para levar a revolução ao mundo inteiro. Eles eram a favor da globalização desde o começo, mas uma globalização autoritária.
Nos tempos de Stalin, o Komintern direcionou seus recursos para a China, terreno fértil para se implementar o comunismo. Isso não impediu, entretanto, um foco expansionista em outras regiões. Vários foram os alvos da conquista bolchevista, como Espanha, Iugoslávia, Coréia do Norte, Vietnã, Camboja, Afeganistão, palestina, países da África e até América Latina.
O caso que merece mais atenção é o chinês, dado suas gigantescas proporções. A repressão na China comunista foi uma réplica das práticas do “Irmão Mais Velho”, a URSS de Stalin. Estimativas sérias apontam pelo menos 10 milhões de vítimas diretas, incluindo os 10 a 20% dos habitantes do Tibete que pereceram em conseqüência da ocupação chinesa. Pequim iniciaria também uma forte expansão internacional, e o Khmer Vermelho de Pol-Pot, que trucidou mais de 30% da população do Camboja, recebia fortíssima ajuda dos comunistas chineses, assim como os soldados do Viet-minh no Vietnã.
De acordo com o próprio Partido Comunista Chinês, dois milhões de “criminosos” teriam sido liquidados entre 1949 e 1952, em apenas quatro anos de novo regime. O Grande Salto adotado por Mao Tse Tung seria responsável pela mais mortífera fome de todos os tempos, em valor absoluto. As perdas ligadas à mortalidade causada pela fome podem ser avaliadas, de 1959 a 1961, entre 20 e 40 milhões de pessoas! A ajuda oferecida pelos Estados Unidos foi recusada por razões políticas nesta época.
Após a perda do apoio popular em conseqüência do Grande Salto, Mao tentou dar a volta por cima com a Revolução Cultural. Utilizando basicamente jovens que não tinham fresco na memória o terror do período anterior, ele iniciou um forte culto à personalidade e uma intensa lavagem cerebral. Quem não pertencia aos “vermelhos” não merecia viver, e nenhum critério além desse era necessário para uma execução.
Os “rebeldes” viam-se a si mesmos como bons maoístas, totalmente alheios a qualquer ideal democrático ou libertário. Foram anos de anarquia, onde milhões de jovens pegaram em armas e fuzilaram a esmo qualquer indivíduo que se opusesse à ideologia vermelha. Foi o jeito que Mao encontrou para se fortalecer novamente no poder. O nível de torturas nesta época ultrapassou qualquer limite, e pessoas eram mortas em frente aos familiares, que depois eram obrigados a comer partes do defunto (sim, comunistas comeram crianças!).
De posse desses fatos e conhecimento, é impossível não ficar revoltado com o comunismo. Mas algumas perguntas precisam ser feitas, já que tanto tentou se ocultar do regime mais assassino da história humana.
Em primeiro lugar, vamos comparar o comunismo ao nazismo. Hitler tinha uma linha de conduta muito similar a dos comunistas, criando um Estado totalitário, abolindo o direito à propriedade e eliminando todos os que se opusessem à causa. Seu Nazional Socialismo foi apenas uma variação do modelo comunista soviético. Em termos de saldo de mortes, Hitler carrega no currículo algo como 25 milhões de vítimas, enquanto o comunismo ultrapassa fácil a marca de 100 milhões. Por que, então, uma revolta mundial tão maior com Hitler que com Stalin ou Mao Tse Tung?
Para tentar responder isso, tentarei abordar três visões diferentes. Em primeiro lugar, a ideologia vendida pelo comunismo parecia mais nobre, pregando uma igualdade entre as pessoas, enquanto Hitler era declaradamente a favor da raça superior dos arianos. Os sonhos comunistas conquistam mais corações, e Jean Paul Sartre, por exemplo, declarou simpatia ao maoísmo, assim como Picasso apoiou o comunismo.
Em segundo lugar, o método de conquista e difusão do nazismo foi mais direto, com invasões claras de territórios. Já a estratégia comunista foi mais sutil, implantando-se em partidos políticos, mandando dinheiro e agentes, escondendo melhor o terror e sempre com um discurso romântico. Na prática, o comunismo foi até mais expansionista que o nazismo, dominando países em quase todos os continentes, mas a imagem do exército de Hitler ficou mais forte na cabeça das pessoas.
Por fim, Hitler declarou guerra a uma classe específica, dos judeus, enquanto os comunistas espalharam mais o terror, sem distinção de raça durante o extermínio. Como o nazismo concentrou mais os ataques, e a um povo unido e poderoso como o judeu, a reação foi mais forte neste caso. Vários filmes foram feitos sobre o nazismo, mostrando toda a sua crueldade e as atrocidades cometidas pela Gestapo e SS do Terceiro Reich.
Já no caso do comunismo, como as vítimas foram mais dispersas, não houve uma forte propaganda levando ao mundo suas barbaridades. Sem falar que ainda existem muitos defensores da causa espalhados em cada continente, sempre lutando para ocultar fatos, distorcer verdades, inverter causalidades e mascarar o comunismo.
Somente esse conjunto de fatores pode explicar uma revolta mundial com a simples visão da suástica, enquanto partidos políticos oficiais ainda usam com orgulho a foice e o martelo ou sustentam o nome comunismo. O presidente nacional do PT [José Genoino], para dar um exemplo, ostenta com orgulho seu passado de guerrilheiro maoísta, mas já imaginaram alguém do PFL [DEM] se declarar um ex-adepto do nazismo? É muita má-fé dessas pessoas, e muita ignorância do resto do povo, até hoje na total escuridão acerca do que foi de fato o sonho comunista, um regime que espalhou o terror por todo o globo.
Outra pergunta curiosa também é como, diante dessas evidências todas, alguém ainda consegue recriminar os Estados Unidos durante suas ações militares no século passado. Para salvar a Europa das garras de Hitler, os americanos são aplaudidos. Mas por que, então, não termos a mesma postura diante da Guerra Fria, que foi uma reação americana aos avanços imperialistas do comunismo?
A China invade a Coréia, os Estados Unidos a defendem, e Picasso pinta um famoso quadro mostrando o massacre de coreanos por americanos, perpetuando essa imagem distorcia dos fatos? A Rússia invade o Afeganistão, os EUA mandam tropas e dinheiro para a defesa da nação, e a única coisa que sobrevive na memória das pessoas é que os americanos “criaram” Bin Laden?
A China tenta tomar o Vietnã, a França comete erro atrás de erro para tentar salvar sua colônia, os americanos partem em defesa do Vietnã sulista, prestes a cair sob o terror do norte, e tudo que conseguem lembrar são as mortes cometidas por americanos? A KGB manda agentes para o Brasil, após dominar Cuba, garante ajuda financeira para grupos comunistas como a Molico, Jango discursa na China que o comunismo está próximo no Brasil, os americanos se limitam a garantir apoio no caso de revolução, e tudo que conseguem falar sobre esta época é que os EUA “participaram” da nossa ditadura?
Realmente, falta muito embasamento nos debates nesse país, sem desmerecer de forma alguma a incrível capacidade propagandista dos comunistas, é claro. Se ao menos as pessoas soubessem o que foi o comunismo na prática…