sexta-feira, 27 de junho de 2014

Relativismo moral: jornalista do Yahoo! faz proselitismo ideológico com identidade de gênero(RC)


Atenção! Esse texto requer o consumo de ao menos duas cápsulas de Engov e mais duas de Plasil. E retirem as crianças do recinto! A jornalista Carol Patrocínio, em blog voltado para o público feminino, publicou as “obras de arte” de um fotógrafo que resolveu brincar com os corpos humanos, misturando homem e mulher.
Até aí dá para engolir – ou não. Mas em vez de ela se limitar a comentar a coisa pelo ponto de vista estético (e tem que ser muito perturbado para achar bonito o resultado), eis que resolveu fazer um proselitismo ideológico tosco sobre a “identidade de gênero”. Essa “coisa” de homem com pênis e mulher com vagina está muito ultrapassada! Diz a moça:
Meninos têm pênis e meninas têm vagina. É assim que uma criança explica a diferença entre homens e mulheres no filme “Um Tira No Jardim de Infância”. Sinto informar, mas as coisas não são tão simples assim. Existe a identidade de gênero e todo mundo pode se identificar com tudo.
Oh, really? Então é possível se identificar com “tudo”? Que tal com uma girafa? Ou uma vaca? Identidade pressupõe justamente exclusão: nos identificamos com algo porque marcamos a diferença. Identificar-se com “tudo” é o mesmo que não se identificar com nada, algo absurdo.
Reparem ainda que, para a jornalista, é coisa de criança explicar a diferença entre homens e mulheres com base na biologia. É algo muito… simplista! Quem foi que disse que homem é aquele que tem um penduricalho na virilha e mulher uma cavidade? Que coisa mais obsoleta, antiquada, reacionária! Ela insiste:
Ainda não entendeu direito? Resumidamente, é assim:
- Pensando no sexo biológico de maneira binária, todo mundo nasce com pênis ou vagina. Isso é o sexo biológico, mais nada.
- Identidade de gênero é a forma como você se sente. Você pode ter um pênis e se sentir uma mulher. Seu sexo biológico pode ser diferente da sua identidade de gênero.
- Orientação sexual diz respeito a atração romântica e sexual. Ela não tem ligação nenhuma com seu sexo biológico ou identidade de gênero, é algo totalmente independente. Você pode nascer com vagina, identificar-se como homem e sentir-se atraído por mulheres. Ou homens. Ou por ninguém.
Respeitar o outro é aceitar que a identidade de gênero seja mais importante do que o sexo biológico, afinal, somos construções sociais e, no fim das contas, importa mais como você se relaciona com o mundo ou o que tem entre as pernas?
Somos “construções sociais” uma ova! Fale por si só! Essa gente não tem limite na defesa do absurdo. O relativismo é total. Vale tudo. Agora temos até que considerar o hermafrodita a coisa mais natural e normal do mundo? A verdadeira revolução é a cultural, e os relativistas estão vencendo, para a infelicidade geral.
Já conseguiram relativizar completamente o conceito de família, de casal, e agora a próxima vítima é o conceito de homem e de mulher. Você é macho ou fêmea? “Depende. Tenho corpo de macho, mas é que hoje acordei com uma vontade de ser mulher…” Então, pela ótica bizarra dos relativistas, você é mulher!
E ai de quem ousar discordar: não passa de um reacionário com a mentalidade de uma criança simplista. Socorro!
PS: Não divulguei no blog as imagens do fotógrafo pois, além de considerá-las verdadeiras aberrações, tenho consciência de que crianças podem acessar o blog, e ao contrário da jornalista do Yahoo!, não acho saudável que elas percam seus conceitos “binários” de homem e mulher.
PS2: Um leitor fez um comentário pertinente no meu Facebook. O engraçado é que essas pessoas que defendem a ‘identidade de gênero’ como uma ‘construção social’ são as mesmas que urram contra a ‘cura gay’. Ora, se a pessoa pode ter o ‘gênero’ que ela quiser, e ninguém ‘nasce gay’, por que, em tese, um homossexual não poderia renunciar à sua homossexualidade e querer ser hétero? A contradição é evidente.

Chato para a tropa da desqualificação: o conservador Pastor Everaldo fala coisa com coisa! (RA)


Pastor Everaldo: até agora, dizendo as coisas certas e, sem temer a patrulha politicamente conveniente
Pastor Everaldo: até agora, dizendo as coisas certas e sem temer a patrulha politicamente conveniente
Amplos setores da imprensa brasileira estão acostumados a tratar religiosos, especialmente evangélicos, como seres primitivos e folclóricos. A Lei 7.716 pune também o preconceito religioso, no mesmo artigo que trata de outras discriminações: de raça, cor e procedência nacional. Mas não é levado muito a sério por ninguém nesse particular. A afirmação nunca é frontal, mas são muitos os subterfúgios para sugerir que o crente — em especial o cristão, de qualquer denominação — é meio idiota, apatetado ou pilantra. A menos que se trate de um desses padres da “Escatologia da Libertação”. Se for desafiado por alguém, provo. Não é preciso ir muito longe: tentaram tirar Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos na marra. Não! Eu não concordava com suas teses. Deixei isso claro. E daí? Queriam defenestrá-lo, no entanto, com base em que lei, em que código? Não havia. Era só o cerco politicamente conveniente (que não chamo mais “correto” porque, de correto, nada tem). Afinal, se é para punir alguém de quem não gostam, que mal há em transgredir a lei não é mesmo?
Muito bem! Por que essa introdução? Porque esses mesmos setores estão quebrando a cara com o Pastor Everaldo, candidato do PSC à Presidência da República. É inteligente, articulado, fala coisa com coisa e não tem receio de parecer o que é: um conservador — no melhor sentido, até agora ao menos, que essa palavra possa ter. Conheço, deixo claro, pouco de sua trajetória. Prometo tentar saber mais. Falo sobre o que leio e ouço do credo político que tem externado. Está tudo no lugar. Nos EUA, só para ter uma referência, integraria alguma ala moderada do Partido Republicano. Por aqui, ainda é tratado com certa suspicácia. Sabem como é… O homem é um cristão!!! E isso pode ser muito perigoso, né? Quando veio à luz o escândalo Luiz Moura, o deputado estadual petista que se reuniu com membros do PCC, fui ler as reportagens que haviam saído sobre ele quando apenas candidato. Foi tratado como um exemplo de recuperação! De um cristão, no entanto, convém suspeitar sempre, certo? Se um adepto do consumo de drogas se candidata, isso enriquece a democracia. Se é um pastor, há quem veja nisso grande perigo.
Everaldo esteve nesta quinta em Salvador, na convenção do PSC que oficializou o apoio à candidatura de Paulo Souto (DEM) ao governo da Bahia. Segundo informa Aguirre Talento, na Folha, afirmou:“Defendemos a vida do ser humano desde a sua concepção, defendemos a família como está na Constituição brasileira, sem discriminar ninguém. A pessoa mais democrática e liberal é Deus, que deu livre arbítrio para o homem fazer o que bem entende de sua vida. Não é o Estado que vai dizer como vai o cidadão se comportar”.
É um repúdio ao aborto — e, em todo o mundo democrático, há partidos plenamente integrados à democracia, é evidente, que têm essa pauta (só no Brasil é que se tenta criminalizar moralmente essa escolha). Deixa claro que defende a manutenção da família nos termos da Constituição, formada por homem, mulher e filhos. Mas condena discriminações ao, com acerto, afirmar que não cabe ao estado definir certos comportamentos e escolhas. Notem: um partido tem o direito de ter uma opinião sobre o que deve ser a família legalmente constituída. Tal tese, de resto, no que concerne ao estado brasileiro (e contra a Constituição), está vencida. Mas só os autoritários, fascistoides mesmo, ambicionariam impedir a expressão de uma opinião.
Gosto da coragem que tem  Everaldo de dizer coisas nas quais acredita, sem ligar para a patrulha: “Graças a Deus, estamos numa democracia, e vou repetir sempre isto; aqui não é Cuba nem Venezuela”. Na mosca! Fez, mais uma vez, uma defesa de um estado enxuto, com redirecionamento dos gastos públicos para saúde, educação e segurança pública. Está certo! No programa nacional do partido, no horário político gratuito, enfrentou a “doxa” e mandou ver: defendeu a privatização de estatais. É capaz de falar com propriedade sobre esses assuntos.
Sem máquina, sem governos de estado, dirigente de um partido pequeno, sem aparecer na televisão, sem ter a simpatia de jornalistas (muito pelo contrário), Everaldo surge com 3% ou 4% nas pesquisas de intenção de voto. E pode, escrevo de novo aqui, fazer diferença num segundo turno. Os petistas acompanham com temor a sua candidatura por motivos óbvios.

Turma de Evo faz o relógio girar para a esquerda, e a Bolívia vira a Noruega, e a Noruega, a Bolívia. Ou: O bolivarianismo e o ressurgimento do rabo (RA)


Parece piada, coisa de maluco, de gente que sai mordendo os outros por aí… É bem verdade que eu jamais aceitaria ficar numa sala fechada com Evo Morales, presidente da Bolívia. Perto da janela, num edifício, então, nem pensar…
Atenção, a cúpula da Assembleia Plurinacional da Bolívia, em La Paz, exibe um novo relógio, informa o lanacion.com: os ponteiros giram para a esquerda, em sentido anti-horário, não para a direita, o que implicou, é evidente, a inversão dos números. Vejam.
relógio bolívia
O deputado Marcelo Elío, um dos bolivarianos da turma de Morales, explica o motivo: “Mudar os polos, de modo que o Sul esteja ao Norte, e o Norte, ao Sul”. Ah, bom. Eu achei que fosse apenas maluquice esquerdopata. Agora vejo que se trata de… maluquice esquerdopata.
David Choquehuanca, ministro das Relações Exteriores da Bolívia, explicou ao Congresso Boliviano: “Estamos no Sul e estamos em tempos de recuperar nossa identidade. O governo boliviano está recuperando nosso ‘Sarawi’. E, de acordo com nosso ‘Sarawi”, que significa caminho; de acordo com nosso ‘Ñan’, em quéchua, nossos relógios deveriam girar para a esquerda”.
Não entendeu nada, leitor amigo? “Sarawi” e “Ñan” querem dizer “caminho”; uma palavra em aimará e a outra em quéchua, línguas indígenas.
Então tá.
O próximo passo será, agora, mudar uma das “Orações do Rosário” para os bolivianos que insistirem em permanecer católicos, em vez de cultuar Pachamama. Refiro-me ao “Credo”, também conhecido como “Creio em Deus Pai”. Há lá uma passagem inaceitável. Reproduzo a íntegra, com destaque:“Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do Céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.”
Não dá! Ficará assim: “está sentado à esquerda de Deus Pai todo-poderoso”. No Brasil, essa oração será submetida ao Decreto 8.243, de Dilma, a bolivariana. E ficará assim: “está sentado à esquerda (claro!) de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos os mortos, depois de ouvir os conselhos populares da Terra e do Céu”.
Chega! Como já perguntaria o grupo Monty Python, na melhor cena de humor que conheço, o que foi que a cultura ocidental nos deu? Saneamento? Estradas? Medicina? Saúde? Irrigação? Educação? Por Pachamama (imagem abaixo)! Isso não vale nada quando cotejado com a identidade cultural pré-colombiana, né?
Pachamama
Evo Morales inverteu o relógio, e tudo foi para o devido lugar. Agora, a Noruega fica na Bolívia, e a Bolívia, na Noruega.
Como está em curso um certo reflorestamento na América Latina, gente, fiquemos tranquilos: haverá muito cipó para os pósteros… Mais umas cinco gerações nessa toada, e aquela certa protuberância do cóccix revelará a sua real natureza. Nossos descendentes terão uma vistosa cauda. Hugo Chávez será reverenciado como Deus, e  Evo como santo. E Lula? Será um homem santo, mas profeta de segunda grandeza.
Por Pachamama!

Decisão de Barroso sobre não petistas é vergonhosa, preconceituosa e escandalosa. Que se declare logo que os petistas estão acima da lei. Seria mais honesto intelectualmente (RA)


Roberto Barroso: um homem de olhar penetrante e juízos heterodoxos
Roberto Barroso: um homem de olhar penetrante e juízos heterodoxos
Se Romeu Queiroz e Rogério Tolentino quiserem trabalhar fora, vão ter de fazer como José Dirceu e Delúbio Soares: inventar um emprego para enganar a Corte. Aí o ministro Barroso topa. O ministro, que já confessou curtir Taiguara e Ana Carolina, certamente conhece Cazuza… Deve cantarolar por aí: “Mentiras sinceras me interessam/ me interessam…”. Até lamento associar um roquinho bacana da década de 80 a Barroso, que vem de décadas muito anteriores, do tempo em que o direito servia mais a um pensamento, a uma ideologia, do que ao império do texto legal.
Então vamos ver: com base na decisão tomada ontem por expressiva maioria do Supremo — 9 a 1 —, ele liberou para o trabalho externo também Delúbio Soares, aquele que sabidamente gozava de privilégios na cadeia, o que está fartamente demonstrado, desrespeitando um dos requisitos para o trabalho externo, que é justamente o bom comportamento do “apenado”, como diria o ministro, que gosta de rasgos poéticos.
Certo! Mas Romeu Queiroz e Rogério Tolentino, ah, esses não! O primeiro queria trabalhar na própria empresa e contratar o outro. É esquisito? É, sim. Mas é muito mais esquisito do que Delúbio trabalhar na CUT??? Ora, tenham a santa paciência! Na central, Delúbo é chefe, com direto a motorista particular e tudo. Ocupa-se lá exatamente do quê? Quem tem condições de vigiar as suas tarefas? Está fazendo na central o que sempre fez: política. E Dirceu como contínuo interno de um advogado estrelado, ganhando R$ 2,1 mil por mês — o que, dados os seus padrões, digamos, de consumo social não serve nem para cobrir a cova do dente. Desculpo-me por usar uma metáfora pré-programa Brasil Sorridente… Hoje, como a gente sabe, não há mais desdentados no Brasil, certo? Sumiram por um decreto político do PT.
É interessante a forma, digamos, combativa como Barroso entende as leis. Por alguma razão, desde a raiz do seu raciocínio, os petistas acabam sempre beneficiados. “Ah, e no caso de Genoino?” Bem, no caso de Genoino, ele sabia que iria perder e não quis agasalhar a derrota. Afinal, depois do escândalo protagonizado pelo advogado Luiz Fernando Pacheco, não havia chance de o pleito ser aprovado. Mas não se esqueçam de que, mais uma vez, Barroso transformou Genoino num herói. Com a negativa para o trabalho externo de Queiroz e Tolentino, o ministro só demonstra preconceito contra a inciativa privada.
Em suma, às respectivas defesas desses dois não petistas, só resta apelar mais uma vez, inventando, desta feita, um trabalho externo à moda Delúbio e Dirceu. Se o tribunal tivesse negado o pleito dos petistas, a esta altura, a crônica política livre como um táxi estaria escandalizada. Pelos outros dois, não se vai derramar um miserável adjetivo. Ou vocês viram alguém com peninha de Roberto Jefferson, por exemplo? Ao contrário: fez-se blague de suas restrições alimentares. Ninguém liga para a suas entranhas. Já o sistema circulatório do ex-presidente do PT parece assunto de segurança nacional.
Por que os petistas não propõem logo uma emenda constitucional deixando claro que os membros do partido não são pessoas comuns, como as outras, como nós? E olhem que haverá juízes, também fora do Supremo, que iriam concordar, não é? Jamais me esquecerei de um manifesto da tal Associação Juízes para a Democracia, que escreveu para escândalo da história:“Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais”.
Ora, os petistas, como sabemos, sempre estão lutando por direitos, não é mesmo? Que sejam declarados logo homens acima da lei. E ponto e basta!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Seis medidas estapafúrdias anti-laissez-faire que os governos geralmente usam para prolongar ainda mais a Depressão.(mises.org)

Texto extraído do livro: A GRANDE DEPRESSÃO AMERICANA


Por Murray N. Rothbard

Se o governo deseja que uma depressão termine o quanto antes, e que a economia retorne à prosperidade normal, o que deveria fazer? A primeira injunção, e a mais clara é: não interferir no processo de ajuste do mercado.

Quanto mais o governo intervém para atrasar o ajuste do mercado, mais longa e mais dolorosa será a depressão, e mais difícil será o caminho para a recuperação completa.


Os entraves do governo agravam e perpetuam a depressão.

Se, na verdade, listarmos logicamente as diversas maneiras como o governo poderia travar o ajuste do mercado, veremos na lista exatamente o arsenal “antidepressivo” favorito da política governamental. Assim, eis aqui as maneiras de atrapalhar o processo de ajuste:


1 - Impedir ou retardar a liquidação.

Emprestar dinheiro para empresas instáveis, instar a que os bancos emprestem ainda mais dinheiro etc.


2 - Inflacionar ainda mais.

Mais inflação impede a queda necessária dos preços, retardando assim o ajuste e prologando a depressão. Uma nova expansão do crédito cria mais mal--investimentos, os quais, por sua vez, terão de ser liquidados por alguma depressão posterior. Uma política governamental de “dinheiro fácil” impede que o mercado retorne às taxas de juros necessariamente mais altas.


3 - Manter elevados os salários.

A manutenção artificial dos salários  numa depressão garante o desemprego em massa permanente. Além disso, numa deflação, quando os preços estão caindo, manter os mesmos salários em moeda significa que os salários reais foram empurrados para cima. Diante da queda na demanda das empresas, isso agrava seriamente o problema do desemprego.


4 - Manter os preços altos.

Manter os preços acima de seus níveis
de livre mercado vai criar excessos invendáveis, e impedir
um retorno à prosperidade.


5 - Estimular o consumo e desincentivar a poupança.

Vimos que mais poupança e menos consumo acelerariam a recuperação; mais consumo e menos poupança agravam ainda mais a carência de capital poupado. O governo pode incentivar o consumo com “vales-refeição” e fundos assistenciais. Pode desincentivar a poupança e o investimento com impostos mais elevados, especialmente para os ricos e sobre empresas e propriedades. Aliás, qualquer aumento dos impostos e dos gastos do governo vai desincentivar a poupança e o investimento e estimular o consumo, porque todo o gasto do governo é consumo. Alguns fundos privados teriam sido poupados e investidos; todos os fundos do governo são consumidos. Qualquer aumento no
tamanho do governo em relação à economia desloca a proporção
social entre consumo e investimento para o lado do consumo, e prolonga a depressão.



6 - Subsidiar o desemprego.

Qualquer subsídio ao desemprego (por meio de “seguro” desemprego, assistencialismo etc.) prolongará indefinidamente o desemprego, e retardará o deslocamento dos trabalhadores para as áreas em que há empregos disponíveis.


São essas, então, as medidas que vão atrasar o processo de recuperação e agravar a depressão. Contudo, elas são as preferências consagradas da política governamental, e, como veremos, foram as políticas adotadas na depressão de 1929–1933 por um governo que muitos historiadores consideram ter sido “laissez-faire”.

A GRANDE DEPRESSAO AMERICANA

Brasileiro: cidadão de segunda classe em seu próprio país


Por Fabio Ostermann, publicado noInstituto Liberal
A Copa do Mundo está nos trazendo diversas lições sobre como funcionam as coisas no Brasil. Dentre elas está uma cuja compreensão é de suma importância para o futuro do país: aos olhos dos nossos governantes e em nosso próprio país, nós brasileiros somos cidadãos de segunda classe.
Tal conclusão decorre do fato de que nunca antes na história do Brasil se viu tanto policiamento quanto se vê ocorre agora nas maiores cidades brasileiras. Aparentemente foi necessário que alguns milhares de estrangeiros dessem as caras em nossas cidades para que a segurança pública fosse tratada seriamente.
Nossos quase 60 mil homicídios ao ano, incontáveis roubos, estupros e sequestros-relâmpagos não sensibilizam nossa Presidente e nossos governadores, pelo visto. Mas aparentemente nossos governanetes querem evitar ao máximo qualquer possibilidade de algum cidadão estrangeiro vir a ser mais uma vítima da criminalidade brasileira. Imagina a vergonha internacionalse um grupo de turistas americanos é sequestrado? Uma alemã estuprada? Uma família coreana roubada e o pai da família assassinado??! Não podemos correr tais riscos!
Mas como o cobertor é curto, o aumento de efeitvo policial que garante a segurança dos gringos (1ª Classe) e, meramente por tabela, dos brasileiros moradores das cidades sedes (2ª Classe) se dá às custas do deslocamento de boa parte do efetivo das cidades do interior, deixando seus moradores à mercê da criminalidade. Ou seja, dentro desse sistema de divisão de classes temos um grupo ainda mais abaixo de nós, moradores das capitais. Aqueles que habitam as cidades do interior fazem parte, pelo visto, de uma classe ainda mais baixa de cidadãos, cuja segurança realmente não vale nada.
A Copa termina em 3 semanas. Que aproveitemos nossa segurança temporária para refletirmos sobre por que raios o Estado no Brasil se envolve com tantas atribuições (governo federal, p.ex., tem 39 ministérios e participa ativamente da gestão de centenas de empresas nas mais variadas áreas) e não consegue priorizar a atuação em sua função FUNDAMENTAL, que é a segurança pública.
Daqui 3 meses e meio, teremos uma oportunidade única de demonstrar nosso descontentamento com esse tratamento desrespeitoso e indigno. Para alguns milhares de brasileiros será, infelizmente, a última oportunidade antes de se tornarem parte da estatística.

Humor nos tempos modernos. Ou:"Homem que sonha em fazer um aborto faz tratamento para engravidar pelo SUS"(Joselito Muller)

ImagemO professor universitário O. de O. O. da S. L. O. L., 42 anos, desde a infância nutre um sonho que parecia impossível: fazer um aborto.
O inusitado é que o desejo de “O” é fazer um aborto em si próprio, fato até então impossível, uma vez que a ciência tradicional acreditava que pessoas do gênero masculino não podiam engravidar.
Mas graças a cientistas brasileiros esse sonho pode virar realidade.
“O”, que prefere não ser identificado para evitar “problemas com homofobia”, conseguiu na justiça uma decisão determinando que o Sistema Único de Saúde custeie tratamento médico que o permita engravidar.
A decisão, proferida pelo Juiz da 9648ª Vara Cível da comarca de Lapão Roliço, foi duramente criticada por um médico reacionário, a quem cumpria ministrar o tratamento, mas que afirmou não poder cumprir a decisão, uma vez que para engravidar, segundo ele, seria necessário, no mínimo, um útero, coisa que geralmente não existe em homens.
“Estava claro que aquele médico não queria fazer meu tratamento por ser fundamentalista religioso e homofóbico”, afirma “O”. “Por conta desse preconceito dele, o juiz aplicou multa e ainda mandou prender preventivamente durante o trâmite da ação penal que ele responde por homofobia”.
“O” está fazendo o tratamento desde janeiro deste ano, mas até agora não obteve resultado. “Meu médico disse que talvez possa haver algo de errado. Estou desconfiando que ele está dificultando a coisa, pois minha pretensão, na verdade é fazer um aborto. Esses médicos coxinhas são muito reacionários. Talvez seja melhor solicitar um médico cubano”, afirma “O”.
“Dizer que eu não posso engravidar é um crime, pois o pano de fundo dessa afirmação é, na verdade, uma tentativa de me proibir de dispor do meu próprio corpo”, avalia.
O tratamento tem custado dezessete milhões quatrocentos e vinte e oito mil reais e setenta e dois centavos por mês ao SUS e quando lograr êxito, colocará o Brasil na condição de pioneiro na inseminação artificial de pessoas do gênero masculino.