segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Por que Rodrigo Constantino está errado em descartar a direita cética? (LUCIANO AYAN )

Embora admirador dos textos de Rodrigo Constantino, e fã de carteirinha de seu livro “A Esquerda Caviar”, sou obrigado a discordar de seu mais recente texto, “A crise é algo deliberado por parte da esquerda revolucionária golpista?”, do qual comentarei alguns pontos.

Alguns leitores meus começaram a alegar que faço parte do time dos ingênuos que ainda não compreendeu que toda essa crise era prevista e faz parte de uma estratégia da esquerda revolucionária golpista. Ou seja, não seria resultado de incompetência, e sim parte dos planos diabólicos dessa esquerda global para a sua perpetuação no poder e a destruição da civilização ocidental.
Como sou defensor da tese de que a crise causada pela esquerda é intencional (e isso é ainda mais verdadeiro no caso da extrema esquerda), obviamente tenho que aparar algumas arestas.
Em relação à “destruição da civilização ocidental”, este não é um ponto em que, em particular, me apegue tanto. Na verdade, eu chamaria de “conquista de sociedades pertencentes à civilização ocidental”. Isto mostra que os céticos diante das alegações esquerdistas compreendem uma visão mais abrangente daquela proposta por Constantino.
Essa ala da direita adora teorias conspiratórias, enxerga comunista em todo lugar e adota o pensamento dialético, mesma arma usada ironicamente pela esquerda que combate
Para início de conversa, em muitos casos não existe isso de “teorias conspiratórias”. Acabei de publicar um texto mostrando Miguel do Rosário, um dos principais formadores de opinião do PT, confessando toda a estratégia gramsciana. Pegar as frases de Miguel, assim como de outros formadores de opinião, exibindo-as ao público, não é “teoria da conspiração”, mas um apontamento de fatos. Qualquer análise racional depende da observação dos fatos.
Ademais, se a extrema esquerda lança conspirações a partir do nada (como Sibá Machado fez recentemente ao dizer que a CIA estava por trás dos manifestos), isto não significa que denunciar o PT a partir de exposição de fatos seria usar de “teorias da conspiração” sem o menor fundamento.
Constantino também parece criticar o pensamento dialético, mas não há nada de errado com isso. Ele é de direita, e liberal, e eu sou de direita, também liberal, e meu texto expõe, dialeticamente, inconsistências em sua visão de como combater a esquerda. Aliás, a direita precisa ampliar o pensamento dialético.
O raciocínio dialético é útil pois pode estar sempre certo, vale em todas as ocasiões. Se a esquerda golpista governa numa fase de bonança, distribuindo esmolas estatais e crédito farto, então isso é parte de sua estratégia de poder; se a economia vira, a crise se instaura e caímos na estagflação, tudo também é parte da mesma estratégia de poder. Cara eu ganho, coroa você perde
Esta é outra visão simplória de como funciona uma perspectiva cética sobre o esquerdismo (que é como chamo minha visão menos benevolente da esquerda), junto ao pensamento dialético.
É um fato que o aparelhamento estatal, bem como o uso demagogo do assistencialismo, são parte do projeto de poder esquerdista. Porém, a crise é prevista para sistemas deste tipo, e os esquerdistas seguem ganhando, pois o objetivo principal é… o poder. E para chegarmos à essa conclusão, basta olharmos os fatos, que comentaremos ao longo desta análise.
Torna-se impossível refutar um raciocínio dialético desses, pois qualquer coisa que ocorra faz parte dos planos maquiavélicos do inimigo. Se ele vai para um lado, isso prova que ele pertence àquele lado; mas se ele vai para o outro, isso apenas prova que ele usa essa falsa migração para fortalecer aquele primeiro lado. A tal esquerda globalizante está por toda parte, e tudo foi milimetricamente ensaiado por ela na dança do poder
Nesta semana, assisti a série Narcos, mostrando como organizações criminosas se alinham por vários estados e até por vários países. Isto há mais de duas décadas. Ver a combinação de esforços criminosos em escala continental ou global não deveria causar espanto.
O que importa, ao contrário do que diz Constantino, é observar se os passos dados estão alinhados ou não com resultados que, se conquistados, beneficiem principalmente a aquisição de poder para um grupo específico. É assim que a polícia investiga cartéis de traficantes. Por que usar tal perspectiva seria inconveniente para nós?
Constantino está errado ao dizer que “torna-se impossível refutar um raciocínio dialético desses”. Na verdade, bastaria considerar a tese central (a de que o esquerdismo é focado somente na obtenção de poder, e de que a extrema esquerda almeja o poder totalitário), e daí buscar ações que a prejudiquem neste ideal. Estas ações seriam falseamentos da tese de que o esquerdismo é focado em busca de poder e nada mais.
Entra nessa visão de mundo o papel do PSDB, por exemplo, que seria apenas um instrumento na estratégia das tesouras da mesma esquerda global, talvez com George Soros dando as cartas lá de cima. O tucanato deixa de ser pusilânime, uma “oposição” acovardada por ter algum grau de simpatia pela trajetória petista e por ser também de esquerda, e passa a ser conivente propositalmente com os planos da esquerda global. Se alguns tucanos intensificarem o tom e a reação ao PT, não adianta: tudo foi ensaiado antes e é parte da conspiração
Podemos notar que Rodrigo comete algumas generalizações. Ainda que existam pessoas que usam o argumento de que o PSDB é apenas um instrumento na estratégia das tesouras, há outros na direita cética que discordam dessa visão.
Eu mesmo defendo a ideia de que o PSDB, se for pressionado adequadamente, vem para o nosso lado. Alguns dizem que “já está tudo combinado” com o PT. Há indícios de que se PT e PSDB estão alinhados em relação ao esquerdismo, também não estão coordenados no nível que os direitistas mais fatalistas afirmam.
Mas observem bem: renegar a tese de que PSDB e PT estão combinados (e que, portanto, não adianta pressionar o PSDB, o que é absurdo) não significa apoiar a tese mais absurda ainda, que é a de que o PT é um “coitadinho enganado”, que “tentou acertar economicamente, mas errou”.
Teorias conspiratórias seduzem pelo simplismo com o qual “explicam” o mundo complexo. Tudo se encaixa nesse modelo binário, maniqueísta, e toda a complexidade do mundo é deixada de lado
É exatamente por isso que todo o debate tático deveria se amparar em exemplos e fatos. Eu me sinto extremamente confortável em debater a favor da tese de que o esquerdismo bolivariano, por exemplo, é só focado na manutenção de poder, sabendo que com parte deste processo irá danificar nossa economia. Para contrapor esta tese, Constantino deveria abordar uma perspectiva igualmente racional, apresentando fatos em fator da tese de que “esquerdistas são coitados enganados”, ao invés de criar uma visão simplista do que é uma direita cética.
Sigamos:
Vejam bem: acredito numa esquerda global, mas que seria muito menos organizada do que essa ala da direita imagina. Sei da existência do Foro de São Paulo, que simboliza mais essa união de bolivarianos latino-americanos do que efetivamente um palco de decisões golpistas arquitetadas às escuras.Similis símili gaudet: os semelhantes regozijam-se entre si. A escória é atraída pela escória. Irã se junta a Putin que se une aos caudilhos bolivarianos. O mundo sempre foi assim.
Eu quase concordaria com este parágrafo. Porém, assusta a rapidez com que Constantino retirou as “decisões golpistas arquitetadas às escuras” do rol de hipóteses sob estudo. Será que o envio de verba à ditadura cubana para pagamento de escravos foi um acidente? Será que os empréstimos do BNDES a várias tiranias não passam de coincidências? Se abraçar a tese dos “acordos ocultos” sem provas é enganoso, igualmente o é ignorar vários fatos do mundo que só poderiam ter ocorrido por causa de acordos golpistas.
[…] a crise, se pode por um lado ser usada pela própria esquerda para avançar mais sobre nossas liberdades, também pode representar um enorme risco no projeto de permanência no poder dessa esquerda. Que, aliás, não custa lembrar, é formada por indivíduos com seus próprios interesses, muitas vezes conflitantes. Vide as delações premiadas de membros da quadrilha.
As delações premiadas de membros da quadrilha encontram seu par nas delações premiadas de mafiosos. E nem por isso olhamos os mafiosos como pessoas de boas intenções, e que apenas não conseguiram criar o mundo ideal.
Outro erro é dizer que a crise pode “representar um enorme risco no projeto de permanência no poder dessa esquerda”. Nada mais falso, uma vez que a base de conhecimento que adquirimos ao assistir os casos da Venezuela e da Argentina mostram que a crise é quase irrelevante desde que o governo consiga censurar a mídia. Alias, aproveito para lembrar que o candidato de Cristina Kirchner é o favorito para as eleições deste ano.
Como será que Constantino explicaria que quase todos esses governos bolivarianos censuram a mídia? Será que é mais um engano que cometem? Ou será que há um objetivo neste tipo de comportamento? Por que criar uma mídia que transfira os problemas do país para a CIA? Não seria porque a censura de mídia é parte de um projeto no qual os donos de poder socialistas sabem que terão que esmagar as economias de seus países, a partir de saqueamentos estatais (pelo qual comprarão apoio, como fazia Pablo Escobar na Colômbia) e afugentamento de investidores? E como este é um resultado inexorável, eles dependem da censura de mídia para seguir no poder. É exatamente por isso que o PT tinha como projeto central censurar a mídia no início do segundo mandato de Dilma. Quando Eduardo Cunha brecou este processo, o PT entrou em pânico, pois aquilo que sustentaria o partido no poder (a censura de mídia) saiu do radar.
Para um direitista cético, como eu, isto tudo é um resultado óbvio e esperado. Mas quem quiser entender a esquerda sul-americana como uma legião de “coitadinhos enganados”, vai se surpreender. Em minha defesa, digo que é uma vantagem ver os fatos da política sempre com a expressão “por que não estou surpreso?”.
Logo, a crise ameaça o projeto de poder desses esquerdistas, e serve como oportunidade para movimentos de oposição. O próprio crescimento da nova direita brasileira é prova disso. Seria tudo orquestrado pela esquerda global? Sério? Quem estaria por trás disso tudo então? Pois se Dirceu, Lula e companhia têm alguma representatividade na célula brasileira, fica claro que não estão felizes com os acontecimentos. Lula anda desesperado, com medo de ser preso, e Dirceu já está no xilindró. Quem, então, usaria até esses líderes da esquerda nacional como simples peões sacrificáveis para seus grandiosos e ultra-secretos projetos
É um tanto diferente: Lula e Dirceu só não estão felizes por que o PT não conseguiu censurar a mídia. É a pressão popular que levou Dirceu em cana. É a mesma pressão popular que pode levar Lula a ver o sol nascer quadrado. Ambos estariam vivendo como sultões se o PMDB não tivesse se tornado uma prostituta rebelde. O PMDB, no fim das contas, é a pedra no caminho do PT, que não existiu no caminho de Maduro, Correa, Morales e Kirchner.
Não é apenas a crise que ameaça o projeto do poder do PT. É a crise em um ambiente de liberdade de imprensa (ou ao menos de uma imprensa não toda controlada, e nem controlada de forma oficial, com umaLey de Medios, por exemplo). Caso contrário, a crise não seria um problema para o PT. Seria um problema a ser tratado pelos órgãos de mídia censurados. Eles ganhariam muito bem para isso. E usariam boas técnicas de spin para revolver o problema. Simples assim.
Não, meus caros, a crise não era desejada pela esquerda revolucionária golpista. Ela pode, ao contrário, sepultar seu projeto ambicioso de poder. Ela pode colocar seus líderes atrás das grades. Ela pode destruir o PT, sem que isso represente crescimento expressivo para o PSOL, sua “linha auxiliar”. Ela tem permitido o avanço de um Ronaldo Caiado da vida, com discurso mais liberal. Ela tem impulsionado vários movimentos liberais e conservadores, para o pânico da esquerda. E isso tudo seria algo deliberado, parte esperada de um plano mirabolante qualquer
A questão é diferente. Não é que a crise é “desejada pela esquerda bolivariana”. Ela é apenas um passo necessário em um projeto baseado em saqueamento estatal e controle do fluxo de informações em prol do único objetivo: conquistar e manter poder.
Certa vez eu tive uma infecção abaixo da unha do pé, após tê-la quebrado em um jogo de futebol. Tive que extrair a unha. Para isso, tive que tomar uma injeção de anestesia debaixo da unha. É isso que você leu: debaixo de unha. A dor é horripilante, mas dura alguns segundos apenas. Mas eu tinha que fazer. Será que podemos dizer que eu “ambicionava tomar injeção debaixo da unha”? Não. Mas eu sabia que tomar esta injeção é um passo necessário para que o médico pudesse fazer a cirurgia de extração de toda a unha. Da mesma maneira, os bolivarianos provavelmente não adorem ver a economia se esfarelar, mas eles sabem que terão que fazê-lo em um continente pobre (ou seja, é diferente de implementar o socialismo na Suécia, por exemplo), pois se o saqueamento estatal e o ataque aos investidores não conquistarão o poder, que é o objetivo central. Logo, assim como eu tive intenção de tomar anestesia debaixo da unha antes de uma cirurgia, os líderes bolivarianos tem a intenção de esmagar economias para que consigam sustentar seu projeto de poder.
Ademais, o  impulso de vários movimentos liberais e conservadores é causado unicamente por que o PT cometeu equívocos em seu projeto de poder, caso contrário estaríamos vivendo como venezuelanos.
O PSOL tem plenas condições de se dar bem e crescer muito se não ficarmos vigilantes, pois, ao menos na visão da direita cética, sabemos como serão os próximos passos que tentarão.
Hoje mesmo há uma 
reportagem no GLOBO questionando qual o futuro do PT, e mostrando que o partido deve minguar, perder capilaridade e sair bem menor das próximas eleições.
Isto vai depender de nossa competência em jogar o jogo político, assim como de nosso potencial de predição e reação às táticas da extrema esquerda. Se os continuarmos visualizando como “coitados enganados”, nos daremos mal. Se visualizarmos os possíveis sucessores do PT como parte de um esquema bolivariano, não teremos surpresa alguma ao reparar os próximos projetos de lei que apresentarem e, com isso, estaremos muito mais preparados para reagir.
Podem acreditar: não era isso que os petistas queriam, tampouco a esquerda em geral, mesmo a “globalista”. A turma é golpista sim, mas é também incompetente, e seus equívocos ideológicos, assim como sua obstinação asinina, causaram esse caos econômico que coloca em xeque sua permanência no poder. Seu único projeto era ficar no poder, e a crise pode destruir esse sonho
Aqui quase concordamos. Mas o fato do PT ter sido incompetente em uma fase do projeto não muda o fato de que o projeto existe. E vai continuar existindo após a derrubada do PT. Mas não será a crise que destruirá o sonho de poder petista. É unicamente o fato do partido não ter conseguido implantar o totalitarismo e censurado a todos nós.
Portanto, menos simplismo na análise, menos teoria conspiratória, e menos dialética que serve para justificar tudo como parte de uma engrenagem maior voltada justamente para seus objetivos finais. A realidade é mais complexa, e também mais prosaica muitas vezes. A crise não foi produzida de propósito por revolucionários golpistas numa sala no Palácio da Injustiça; ela é resultado de muita roubalheira, de muita incompetência, e será a pá de cal do projeto totalitário petista.
Se a crise é resultado de “muita incompetência”, o que explica a vida maravilhosa que vivem Nicolas Maduro e Cristina Kirchner, assim como seus sicários? Eles foram “incompetentes”? Não é a crise que impacta o projeto de poder do PT. A crise é parte deste projeto. Mas a crise só pode ser utilizada como forma de um governo socialista manter e ampliar a servidão se a mídia estiver censurada. Uma dica de leitura é The Dictator’s Learning Curve: Inside the Global Battle for Democracy, de William J. Dobson.
Sei que muitos dessa ala da direita são seguidores de Olavo de Carvalho, e esse tipo de mentalidade sempre foi uma das maiores críticas que fazia (e faço) ao filósofo. Continuo com meu projeto de união da direita toda (e de parte da esquerda civilizada também) contra um inimigo maior, e essa estratégia está simbolizada na minha campanha do Panaceia, meu primeiro livro de ficção em que há essa união tática contra o inimigo maior. Mas não posso deixar de expressar o que penso sobre o assunto, até porque julgo que essa teoria conspiratória em nada ajuda na luta contra o PT.
Para finalizar, aqui vai uma síntese.
Existe uma ala da direita que usa o discurso “está tudo dominado”. Preocupam-se tanto com questões globais, que esquecem a luta atual. Todavia, este grupo está certo em um ponto: saber que o esquerdismo é um embuste, que não dá a mínima para a economia e sim para a tomada de poder. Infelizmente, muitos discursos fatalistas e até escatológicos que eles ouvem os levam ao desespero, inabilitando muitos deles para o efetivo combate político. Se o texto de Constantino fosse focado neste tipo de comportamento derrotista, eu o apoiaria integralmente. Já escrevi muito sobre este tipo de comportamento. (Em tempo, eu não diria que o pensamento de Olavo de Carvalho leva ao derrotismo. Eu mesmo tenho Olavo como uma de minhas influências e não descambei para uma escatologia de direita. Podemos dizer que alguns de seus leitores, por outro lado, podem descambar para o direitismo derrotista, mas somente por fazerem uma leitura mais apressada e pouco crítica do material de Olavo).
O problema é quando Constantino mistura as coisas e passa a criticar a noção de que os esquerdistas causam a crise intencionalmente como parte de seu projeto de projeto. É a simples recusa em aceitar a má intenção esquerdista, passando a apostar em boas intenções “que não deram certo”. Esta via de pensamento desenvolve, de maneira subconscientemente, vários sentimentos de compaixão diante dos “coitadinhos enganados” da esquerda. Muitos escrevem textos dizendo que eles “erraram”. Mas aí quando vemos as fotos dos ditadores da Venezuela, da Argentina, do Equador e da Bolívia, eles não nos parecem tão incomodados com seus “erros”. Estão sorridentes até demais.
De modo mais simples, o que vemos aqui é a contraposição de uma direita derrotista com uma direita benevolente. A primeira entende que tudo ocorre em escalas globais, com tal nível de organização que daí só resta a conclusão de que o “futuro já está escrito”. A consequência adversa é o derrotismo, e uma sucessão de erros na execução de táticas políticas. A segunda entende que os esquerdistas são pessoas bem-intencionadas, “mas um tanto atrapalhadas”. A consequência adversa é a benevolência, além de uma absurda incapacidade de previsão sobre os próximos passos da esquerda.
Acho extremamente louvável a intenção de Rodrigo em unificar as direitas atuais com seu novo projeto, para o qual não havia contribuído ainda, mas o farei imediatamente. Entretanto, a partir do momento em que os direitistas estejam unidos, que seja mais fácil direcionarmos a crítica à ilusão de que os esquerdistas “se equivocaram na condução de sua economias”, mas sim adotarmos a tese mais do que comprovada e amparada pelos fatos de que tudo se baseia em projetos de poder (e controle da mídia, do estado, e da livre expressão), sabendo que com isso destruirão economias intencionalmente.
Enfim, concordo com alguns pontos da abordagem de Constantino, e discordo de tantos outros. Estas contradições de discursos de direita é algo que devemos fazer cada vez mais. É assim que a esquerda se estruturou tão bem para seus projetos totalitários. E é assim que uma direita pode reverter este tipo de processo.
Em tempo: por direita cética, defino a direita que não está interessada no que os esquerdistas dizem de si próprios, mas somente em como eles se comportam. Isto levará, inevitavelmente, a uma menor benevolência diante de suas “boas intenções”.

O império da ignorância (OLAVO DE CARVALHO)

Só pessoas prodigiosamente incultas podem ter alguma dificuldade de compreender que uma eleição presidencial com apuração secreta, sem transparência nenhuma, é inválida em si mesma.

Vamos falar o português claro: Aquele que não dá 
o melhor de si para adquirir conhecimento e aprimorar-se intelectualmente não tem nenhum direito de opinar em público sobre o que quer que seja. Nem sua fé religiosa, nem suas virtudes morais, se existem, nem os cargos que porventura ocupe, nem o prestígio de que talvez desfrute em tais ou quais ambientes lhe conferem esse direito. Discussão pública não é mera troca de opiniões pessoais, nem torneio de auto-imagens embelezadas: é eminentemente intercâmbio de altos valores culturais válidos para toda uma comunidade humana considerada na totalidade da sua herança histórica e não só num momento e lugar. O direito de cada um à atenção pública é proporcional ao seu esforço de dialogar com essa herança, de falar em nome dela e de lhe acrescentar, com as palavras que dirige à audiência, alguma contribuição significativa. O resto, por "bem intencionado" que pareça, é presunção vaidosa e vigarice. Todos os males do Brasil provêm da ignorância desses princípios. Políticos, empresários, juízes, generais e clérigos incultos, desprezadores do conhecimento e usurpadores do seu prestígio, são os culpados de tudo o que está acontecendo de mau neste país, e que, se esses charlatães não forem expelidos da vida pública, continuarão aumentando, com ou sem PT, com ou sem "impeachment", com ou sem "intervenção militar", com ou sem Smartmatic, com ou sem Mensalão e Petrolão. Desprezo pelo conhecimento e amor à fama que dele usurpa mediante o uso de chavões e macaquices são os pecados originais da "classe falante" no Brasil.
Só o homem de cultura pode julgar as coisas na escala da humanidade, da História, da civilização. Os outros seguem apenas a moda do momento, criada ela própria por jornalistas incultos e professores analfabetos, e destinada a desfazer-se em pó à primeira mudança da direção do vento. A cultura pessoal é a condição primeira e indispensável do julgamento objetivo. A incultura aprisiona as almas na subjetividade do grupo, a forma mais extrema do provincianismo mental.

Vou lhes dar alguns exemplos de desastres nacionais causados diretamente pela incultura dos personagens envolvidos.

Só pessoas prodigiosamente incultas podem ter alguma dificuldade de compreender que uma eleição presidencial com apuração secreta, sem transparência nenhuma, é inválida em si mesma, independentemente de fraudes pontuais terem ocorrido ou não. O número de jumentos togados e cretinos de cinco estrelas que, mesmo opondo-se ao governo, raciocinam segundo a premissa de que a Sra. Dilma Rousseff foi eleita democraticamente em eleições legítimas, premissa que lhes parece tão auto-evidente que não precisa sequer ser discutida, basta para mostrar que o estado de calamidade política e econômica em que se encontra o país vem precedido de uma calamidade intelectual indescritível, abjeta, inaceitável sob todos os aspectos.

Quando na década de 90 os militares aceitaram e até pediram a criação do “Ministério da Defesa”, foi sob a alegação de que nas grandes democracias era assim, de que só republiquetas tinham ministérios militares. Respondi várias vezes que isso era raciocinar com base no desejo de fazer boa figura, e não no exame sério da situação local, onde a criação desse órgão maldito só serviria para aumentar o poder dos comunistas. Mil vezes o Brasil já pagou caro pela mania de macaquear as bonitezas estrangeiras em vez de fazer o que a situação objetiva exige. Esse caso foi só mais um da longa série. Mesmo agora, quando a minha previsão se cumpriu da maneira mais patente e ostensiva, ainda não apareceu nenhum militar honrado o bastante para confessar sua incapacidade de relacionar a estrutura administrativa do Estado com a disputa política substantiva. Continuam teimando que a idéia foi boa, apenas, infelizmente, estragada pelo advento dos comunistas ao poder – como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra, como se fosse tudo uma soma fortuita de coincidências, como se a demolição do prestígio militar não fosse um item constante e fundamental da política esquerdista no país e como se, já no governo FHC, a criação do Ministério não fosse concebida como um santo remédio, com aparência legalíssima, para quebrar a espinha dos militares. Um dos traços mais característicos da incultura brasileira, já assinalado por escritores e cientistas políticos desde a fundação da República pelo menos, é a subserviência mecânica a modelos estrangeiros copiados sem nenhum critério.

Numa sociedade culturalmente atrofiada, a coisa mais inevitável é que todas as correntes de opinião que aparecem na discussão pública sejam apenas cópias ou reflexos de modelos impostos, desde o exterior, por lobbies e grupos de pressão que têm seus próprios objetivos globais e não estão nem um pouco interessados no bem-estar do nosso povo. Cada “formador de opinião” é aí um boneco de ventríloquo, repetidor de slogans e chavões que não traduzem em nada os problemas reais do país e que, no fim das contas, só servem para aumentar prodigiosamente a confusão mental reinante.

Como é possível que, num país onde cinqüenta por cento dos universitários são  reconhecidamente analfabetos funcionais e os alunos dos cursos secundários tiram sistematicamente os últimos lugares nos testes internacionais, o currículo acadêmico de um professor continue sendo aceito como prova inquestionável de competência? Não deveria ser justamente o oposto? Não deveria ser um indício quase infalível de que, ressalvadas umas poucas exceções, o portador dessa folha de realizações é muito provavelmente, por média estatística, apenas um incompetente protegido por interesses corporativos? Terá sido revogado o “pelos frutos os conhecereis”? A interproteção mafiosa de carreiristas semi-analfabetos unidos por ambições grupais e partidárias tornou-se critério de qualificação intelectual?

Não é mesmo um sinal, já não digo de mera incultura, mas de positiva debilidade mental, que os mesmos apologistas do establishment universitário fossem os primeiros a apontar como mérito imarcessível do candidato Luís Ignácio Lula da Silva, em duas eleições, a sua total carência de quaisquer estudos formais ou informais? Não chegava a prodigiosa incultura do personagem a ser louvada como sinal de alguma sabedoria infusa? Todo sujeito que, à exigência de conhecimento, opõe o louvor evangélico aos “simples”, é um charlatão. Jesus prometeu aos “simples” um lugar no paraíso, não um palanque ou uma cátedra na Terra.

A crise é algo deliberado por parte da esquerda revolucionária golpista? (RC)

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Alguns leitores meus começaram a alegar que faço parte do time dos ingênuos que ainda não compreendeu que toda essa crise era prevista e faz parte de uma estratégia da esquerda revolucionária golpista. Ou seja, não seria resultado de incompetência, e sim parte dos planos diabólicos dessa esquerda global para a sua perpetuação no poder e a destruição da civilização ocidental. Como o número de leitores que pensam assim não é tão insignificante, creio que mereçam uma resposta aqui.
Essa ala da direita adora teorias conspiratórias, enxerga comunista em todo lugar e adota o pensamento dialético, mesma arma usada ironicamente pela esquerda que combate. O raciocínio dialético é útil pois pode estar sempre certo, vale em todas as ocasiões. Se a esquerda golpista governa numa fase de bonança, distribuindo esmolas estatais e crédito farto, então isso é parte de sua estratégia de poder; se a economia vira, a crise se instaura e caímos na estagflação, tudo também é parte da mesma estratégia de poder. Cara eu ganho, coroa você perde.
Torna-se impossível refutar um raciocínio dialético desses, pois qualquer coisa que ocorra faz parte dos planos maquiavélicos do inimigo. Se ele vai para um lado, isso prova que ele pertence àquele lado; mas se ele vai para o outro, isso apenas prova que ele usa essa falsa migração para fortalecer aquele primeiro lado. A tal esquerda globalizante está por toda parte, e tudo foi milimetricamente ensaiado por ela na dança do poder.
Entra nessa visão de mundo o papel do PSDB, por exemplo, que seria apenas um instrumento na estratégia das tesouras da mesma esquerda global, talvez com George Soros dando as cartas lá de cima. O tucanato deixa de ser pusilânime, uma “oposição” acovardada por ter algum grau de simpatia pela trajetória petista e por ser também de esquerda, e passa a ser conivente propositalmente com os planos da esquerda global. Se alguns tucanos intensificarem o tom e a reação ao PT, não adianta: tudo foi ensaiado antes e é parte da conspiração.
Teorias conspiratórias seduzem pelo simplismo com o qual “explicam” o mundo complexo. Tudo se encaixa nesse modelo binário, maniqueísta, e toda a complexidade do mundo é deixada de lado. Umberto Eco tem escrito ótimos livros sobre o assunto, como O cemitério de Praga, que citei nesse texto sobre o encanto das teorias conspiratórias. Os “judeus” para os nazistas são os “comunistas” para essa direita, e tudo é imputado a eles. E se você discordar de uma vírgula, cuidado, pois você também se tornará um “agente de desinformação” do lado inimigo!
Vejam bem: acredito numa esquerda global, mas que seria muito menos organizada do que essa ala da direita imagina. Sei da existência do Foro de São Paulo, que simboliza mais essa união de bolivarianos latino-americanos do que efetivamente um palco de decisões golpistas arquitetadas às escuras.Similis símili gaudet: os semelhantes regozijam-se entre si. A escória é atraída pela escória. Irã se junta a Putin que se une aos caudilhos bolivarianos. O mundo sempre foi assim.
O que não compro é a tese de que todos os acontecimentos derivam dessas conversas conspiratórias e secretas. O mundo, como já disse, é bem mais complexo que isso. E a crise, se pode por um lado ser usada pela própria esquerda para avançar mais sobre nossas liberdades, também pode representar um enorme risco no projeto de permanência no poder dessa esquerda. Que, aliás, não custa lembrar, é formada por indivíduos com seus próprios interesses, muitas vezes conflitantes. Vide as delações premiadas de membros da quadrilha.
Logo, a crise ameaça o projeto de poder desses esquerdistas, e serve como oportunidade para movimentos de oposição. O próprio crescimento da nova direita brasileira é prova disso. Seria tudo orquestrado pela esquerda global? Sério? Quem estaria por trás disso tudo então? Pois se Dirceu, Lula e companhia têm alguma representatividade na célula brasileira, fica claro que não estão felizes com os acontecimentos. Lula anda desesperado, com medo de ser preso, e Dirceu já está no xilindró. Quem, então, usaria até esses líderes da esquerda nacional como simples peões sacrificáveis para seus grandiosos e ultra-secretos projetos?
Não, meus caros, a crise não era desejada pela esquerda revolucionária golpista. Ela pode, ao contrário, sepultar seu projeto ambicioso de poder. Ela pode colocar seus líderes atrás das grades. Ela pode destruir o PT, sem que isso represente crescimento expressivo para o PSOL, sua “linha auxiliar”. Ela tem permitido o avanço de um Ronaldo Caiado da vida, com discurso mais liberal. Ela tem impulsionado vários movimentos liberais e conservadores, para o pânico da esquerda. E isso tudo seria algo deliberado, parte esperada de um plano mirabolante qualquer?
Hoje mesmo há uma reportagem no GLOBO questionando qual o futuro do PT, e mostrando que o partido deve minguar, perder capilaridade e sair bem menor das próximas eleições. Podem acreditar: não era isso que os petistas queriam, tampouco a esquerda em geral, mesmo a “globalista”. A turma é golpista sim, mas é também incompetente, e seus equívocos ideológicos, assim como sua obstinação asinina, causaram esse caos econômico que coloca em xeque sua permanência no poder. Seu único projeto era ficar no poder, e a crise pode destruir esse sonho.
Portanto, menos simplismo na análise, menos teoria conspiratória, e menos dialética que serve para justificar tudo como parte de uma engrenagem maior voltada justamente para seus objetivos finais. A realidade é mais complexa, e também mais prosaica muitas vezes. A crise não foi produzida de propósito por revolucionários golpistas numa sala no Palácio da Injustiça; ela é resultado de muita roubalheira, de muita incompetência, e será a pá de cal do projeto totalitário petista.
PS: Sei que muitos dessa ala da direita são seguidores de Olavo de Carvalho, e esse tipo de mentalidade sempre foi uma das maiores críticas que fazia (e faço) ao filósofo. Continuo com meu projeto de união da direita toda (e de parte da esquerda civilizada também) contra um inimigo maior, e essa estratégia está simbolizada na minha campanha do Panaceia, meu primeiro livro de ficção em que há essa união tática contra o inimigo maior. Mas não posso deixar de expressar o que penso sobre o assunto, até porque julgo que essa teoria conspiratória em nada ajuda na luta contra o PT.







sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CHEFE DOS QUADRILHEIROS PETRALHAS sua hora está chegando.OU:"Lula é suspeito de ter se beneficiado do petrolão, diz Polícia Federal em documento relevado por revista"(Época)

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A Época informa:
“Agora é oficial: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é suspeito de ter se beneficiado do petrolão para obter vantagens pessoais, para o PT e para o governo. A suspeita consta em documento da PF. Nele, pede-se ao STF autorização para ouvir Lula no inquérito que investiga políticos na Lava Jato”.
A revista reproduz o pedido de depoimento de Lula, assinado pelo delegado Josélio Sousa e enviado ao STF na quarta-feira:
“Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em curso na PETROBRAS, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”.
O Brahma nunca esteve tão perto da cadeia.
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A PF não explica por que pediu ao Supremo a tomada do depoimento – e não à primeira instância, já que Lula não tem mais foro privilegiado. Fonte: Época.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ESQUERDISTAS SEMPRE DO LADO ERRADO...OU:"Estatuto do Desarmamento: quem fala em nome do povo?"(RC)

Se você se pautar apenas pelos editoriais dos jornais ou pelo que a esquerda caviar comenta nas festinhas, muitas regadas a cocaína, vai jurar que o mundo inteiro é a favor de tirar as armas dos cidadãos inocentes, aqueles que poderiam usá-las para se defender dos marginais, que já utilizam armas ilegais mesmo e, portanto, não são atingidos pelas medidas desarmamentistas do governo. Mas estaria enganado.
Assim como a redução da maioridade penal encontra forte apoio entre a população geral, e é duramente criticada por essa elite “intelectual”, o direito de ter uma arma é defendido por milhões de pessoas, mesmo aqueles que não necessariamente acham essa a melhor alternativa, mas compreendem que o vizinho tem todo direito de discordar.
Mas os jornais tratam as mudanças propostas no Estatuto do Desarmamento como absurdas, como algo proveniente da “bancada da bala”, ou seja, como se apenas interesses obscuros pudessem justificar a defesa de algo tão “maluco” (o direito básico que todo americano, israelense e suíço considera inalienável). Vejam essa notícia:
Relatório do deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), previsto para ser apresentado em comissão especial da Câmara nesta quinta-feira, desfigura o Estatuto do Desarmamento. A proposta afrouxa regras de compra, posse e registro de armas no país. Entre as mudanças no substitutivo ao projeto original está a permissão a taxistas e caminhoneiros para andarem com armas dentro dos veículos em horário de trabalho, segundo o texto obtido pelo GLOBO. Para isso, bastará que os profissionais tenham a posse da arma, e não o porte, como é exigido hoje.
Pela legislação vigente, a posse dá o direito ao dono da arma de mantê-la apenas em casa ou no local de trabalho, desde que ele seja o responsável legal pelo estabelecimento. Segundo o texto do relator, o táxi e o veículo de carga são “domicílios profissionais”.
[…]
Pelo texto do relator, a aquisição de arma por morador de área rural fica mais facilitada. Hoje, ele precisa comprovar a necessidade. Só existe uma concessão especial para aqueles que dependam da caça para subsistência. Pelo novo texto, equiparam-se ao “caçador de subsistência” os residentes de zona rural que precisem da arma para defesa pessoal.
Com validade de 10 anos, o registro a moradores da área rural é condicionado à “demonstração simplificada” de “habilidade no manejo” da arma pleiteada.
Parecem medidas bastante razoáveis, de quem está ciente da realidade brasileira, da necessidade de o proprietário se defender de invasores que, muitas vezes, contam até com apoio do governo. Ninguém aguenta mais tanta violência, tanta criminalidade, enquanto os marginais são tratados como “vítimas da sociedade” e os cidadãos ordeiros que querem se defender como os verdadeiros criminosos. Mas não é esse o tom dos jornais, a opinião dos artistas e “intelectuais”. Só ao se referirem a esses deputados como a “bancada da bala” mostra o desdém por tais bandeiras.
Ocorre que eles não falam em nome do povo, apesar de jurarem o contrário. E uma boa evidência disso, além da já histórica derrota no plebiscito sobre o assunto, foi a patética reação da turma contra essas mudanças no Estatuto. Conforme constatou um conhecido que entende do assunto e acompanhou de perto a disputa toda:
Desde a última quarta-feira, um burburinho instalou-se no corredor dos plenários da Câmara dos Deputados. Diante da aproximação da apresentação do relatório do Projeto de Lei 3722/2012, hoje, pelo relator Laudívio Carvalho (PMDB-MG), deputados favoráveis a não flexibilização do Estatuto do Desarmamento se uniram para compor uma Frente Parlamentar Pela Vida e Pela Paz. O movimento foi divulgado incialmente como grande, com cerca de 230 deputados, mas a apresentação foi pífia diante de tal alarde. Os tais 230, na realidade, transformaram se em apenas oito e todos aproveitaram a ocasião para discursar sobre a Frente para um público de 15 pessoas (que dividiam-se entre presidentes e representantes de ONGs que militam sob os mesmos ideais).
Vejam uma foto tirada da “incrível” reação (são sempre as mesmas figuras, reparem):
desarmamento
PSOL e PT, os “progressistas” que lutam pela “paz”, ao lado de ditadores assassinos, de terroristas, sequestradores, traficantes e assassinos. Não é fofo? Maria do Rosário está em todas: sempre lutando pela paz e contra a violência. Por isso ela quer retirar as armas dos inocentes, entende?
Mas divago: o importante é ver o tamanho, a popularidade da coisa! Notem como estava lotada a sala, para impedir essa absurda mudança no Estatuto do Desarmamento. É incrível que a esquerda tenha, até hoje, o monopólio do discurso em prol do povo, sendo que nunca está do seu lado. Populistas, sim, mas populares?
A turma precisa sair da bolha e conhecer o mundo, conversar por dois minutos com os pobres de verdade, aqueles de carne e osso. O brasileiro está cansado de tanta criminalidade e impunidade. E o direito de ter uma arma para tentar se defender, já que a segurança pública não o faz, é algo que conta com amplo apoio popular. A esquerda “progressista”, uma vez mais, está contra o desejo do povo.