quinta-feira, 31 de julho de 2014







kkkkkk.....Argentina BOLIVARIANA CALOTEIRA INTERNACIONAL me diz como se sente....SEM ACORDO, JUSTIÇA AMERICANA CONFIRMA CALOTE DA ARGENTINA QUE TEM TUDO PARA RESPINGAR NO BRASIL(AA)


O ministro da Economia, Axel Kicillof, o esquerdista "queridinho de Cristina Kirchner, em entrevista à Imprensa, afirmou que "não sabia de nada". Acima durante festa na Casa Rosada, Kicillof dança um tango íntimo com a "Presidenta" argentina. Uma cena digna dos minutos que antecederam o trágico naufrágio do Titanic.
A Justiça dos Estados Unidos disse na noite desta quarta-feira que o calote da dívida da Argentina é iminente, depois de os representantes do país não chegarem a um acordo com os chamados fundos abutres. No mesmo instante em que o fracasso das negociações foi anunciado, o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, conduzia uma coletiva de imprensa em Nova York sem informar aos jornalistas sobre a situação de calote. Durante toda a coletiva, o ministro afirmou que a Argentina havia efetuado o pagamento dos juros aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida — e negou moratória. Quando confrontado por uma jornalista argentina que possuía a nota da Justiça americana informando sobre o default, Kicillof afirmou que desconhecia a informação: "Estou surpreso com o que você acaba de dizer. Esse comunicado me parece escrito para favorecer uma das partes. Eu não entendo a Justiça americana", afirmou.
Laços bolivarianos: Cristina Kirchner e Lula: "muy" amigos. Mais uma encrenca que adubará, por certo, a campanha eleitoral da oposição no Brasil.
Em comunicado, o mediador designado pela Justiça para resolver o impasse, Daniel Pollack, afirmou que o default da Argentina é "iminente". O país não honrou o pagamento de 539 milhões de dólares aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida em 2005 e 2010 porque seus representantes não acataram a decisão da Corte dos Estados Unidos, que determinava o pagamento, concomitante, dos fundos abutres. Tais investidores são aqueles que não aceitaram a reestruturação e querem receber o valor total da dívida. "Default não é uma mera condição técnica, mas um evento doloroso e real que vai afetar as pessoas", afirmou Pollack na noite desta quarta-feira. "As consequências desse default não são previsíveis, mas certamente não são positivas", disse.
Segundo Pollack, a Corte chegou à conclusão de que a Argentina não poderia, segundo a lei, pagar os detentores da dívida reestruturada sem que pagasse, também, os que não aceitaram a reestruturação. Nas negociações, a Argentina não cedeu: se os fundos quisessem receber, teriam de aceitar as mesmas condições dos credores que acataram a reestruturação. Contudo, os abutres se negaram a aderir ao plano, que impôs perdas de 40% aos investidores à época. "Trabalhei sem parar, ao longo das últimas cinco semanas, para reunir os representantes da Argentina e os holdouts (como a Corte se refere aos abutres) num acordo que permitisse o pagamento da dívida no dia 30", afirmou Pollack, em comunicado. "O default não pode se tornar uma situação permanente, algo que acarretará em enormes prejuízos para a Argentina e seus credores, mas, sobretudo, para os cidadãos argentinos, que serão as reais vítimas", afirma. Clique AQUI para ler mais sobre o calote argentino-bolivariano

quarta-feira, 30 de julho de 2014

PETRALHAS JACOBINOS:Ou:"Terror petista – Cabe perguntar: a partir de hoje, as análises que bancos fazem a seus clientes buscarão atender aos interesses de quem?"(RA)


Muito bem! A analista que foi considerada a responsável por ter anexado a extrato de correntistas uma análise sobre o comportamento dos indicadores econômicos vis-à-vis à posição de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais foi demitida. Lula pediu a cabeça da moça a seu amigão, Emilio Botín, presidente mundial do Santander, e o banqueiro deu o que ele queria. Vale dizer: o chefão petista investiu e obteve os devidos dividendos eleitorais. A partir de agora, uma questão está criada — e não só para o banco que troca cabeças por gentilezas do petismo.
Bancos também atuam como consultores de investimentos. Não são meros lugares em que se deposita o dinheiro. Em qualquer democracia do mundo, um episódio como esse nem mesmo seria notícia. Por aqui, virou um escândalo em razão da mistura sempre explosiva de ignorância com má-fé política. Não só isso. Somos também um país viciado em arranca-rabo de classes. Os que receberam a tal avaliação eram correntistas com contas acima de R$ 10 mil. Foram tachados de “ricos” por setores da imprensa. Ricos? Bem, num país em que uma família com renda per capita de R$ 300 já é considerada pelo governo “classe média”, tudo é possível.
Pergunto: doravante, as análises que o Santander e os demais bancos oferecerem a seus clientes têm alguma validade ou serão redigidas pelo medo e pela patrulha? Quando os consultores das instituições financeiras emitirem as suas opiniões, estas terão sido, antes, submetidas ao Comitê de Censura do Petismo? Se uma opinião considerada incômoda a um partido rende pedido de desculpas e demissão, devo entender que as que não rendem podem até estar em desacordo com a realidade, mas adequadas àquilo que pensam os poderosos de turno?
De resto, insisto num aspecto: a moça demitida do Santander não disse nada que não tenha sido dito na Folha, na VEJA, no Estadão, no Globo, na Globo ou na Jovem Pan. Aí o idiota grita: “Ah, mas essa é a mídia golpista”. Errado! A bancária demitida não afirmou nada além do que o próprio Lula vem afirmando, com uma única diferença: ao fazê-lo, ele usa o episódio para exaltar Dilma. A ex-analista do Santander se limitou a fazer uma constatação.
Esse episódio é vergonhoso e dá conta da cultura autoritária de um partido político, incapaz de conviver com a divergência. A presidente Dilma, numa avaliação tacanha, considerou que a análise enviada aos correntistas era uma tentativa de o mercado interferir nas ações de governo. É mesmo? Ainda que assim fosse, o que haveria de errado? Quando a CUT, o MST, o MTST e um sem-número de siglas tentam interferir nas políticas públicas, tal inciativa é ou não legítima? E olhem que há uma diferença brutal: com alguma frequência, esses entes que cito não se manifestam apenas por meio de notas, mas da ação direta, que cassa direitos de terceiros sob o pretexto de defender… direitos.
Nesta quarta, por exemplo, falaram na Confederação Nacional da Indústria os presidenciáveis Eduardo Campos, Aécio Neves e Dilma Rousseff. Já no evento da CUT — uma entidade financiada com dinheiro público, dos trabalhadores, forçados a financiá-la por meio do imposto sindical —, só o petismo tem voz; só o petismo é convidado a se manifestar, numa afronta escancarada à Lei Eleitoral.
A síntese é a seguinte: a analista do Santander foi demitida sem ter descumprido um milímetro da lei. Dilma será aplaudida amanhã, em evento da CUT, transgredindo a lei. Ou tentem me provar que estou errado.

Contas do governo têm pior resultado para o 1º semestre em 14 anos No primeiro semestre, superávit primário somou R$ 17,23 bilhões. Em junho, houve déficit de R$ 1,94 bilhão, pior resultado desde 1997.(g1)

As contas do governo registraram um superávit primário, que é a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda, de R$ 17,23 bilhões no primeiro semestre deste ano. A informação foi divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quarta-feira (30).
É o menor resultado positivo para um primeiro semestre desde 2000 (R$ 15,43 bilhões). Isso é consequência da fraca arrecadação do governo neste ano. Houve uma queda de 50% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o esforço fiscal somou R$ 34,55 bilhões.
Pelas contas do Tesouro, há superávit quando o total recebido em impostos é maior que a soma das principais despesas da União.
Neste semestre, o resultado também ficou bem abaixo do recorde histórico para o período, de 2008, de R$ 61,37 bilhões.
"Foi um resultado fiscal menos dinâmico. Decorrente de receita menos forte, que tem a ver com a atividade econômica do semestre. A temperatura da economia ficou menor. Significa menos inflação. O número de feriados foi relevante. Nossa expectativa é que o segundo semestre venha a ser melhor em termos de crescimento econômico e também em termos de receita", declarou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
Resultado de junho
Somente no mês de junho, as contas do governo registraram um déficit primário (receitas menos despesas, sem a inclusão de juros) de R$ 1,94 bilhão. Este foi o pior resultado para meses de junho desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997.
Meta fiscal de 2014
O fraco desempenho das contas públicas até junho dificulta alcançar a meta de superávit primário establecida para todo este ano.
Ao anunciar em fevereiro o corte de R$ 44 bilhões no orçamento deste ano, o ministro da Fazenda,Guido Mantega, anunciou que o objetivo fiscal de todo o setor público (governo, estados e municípios), neste ano, é de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do PIB, o mesmo percentual registrado em 2013.
Somente para o governo, a meta foi fixada em R$ 80,8 bilhões neste ano, ou 1,55% do PIB. Até junho, portanto, o governo cumpriu 21,3% da meta anual.
Dividendos, concessões e CDE
O superávit primário recuou 50% no primeiro semestre deste ano apesar de o governo ter recebido mais dividendos (parcelas dos lucros) das empresas estatais. Nos seis primeiros meses de 2014, os dividendos pagos pelas empresas estatais ao Tesouro Nacional somaram R$ 10,49 bilhões, contra R$ 7,69 bilhões no mesmo período do ano passado. O aumento foi de R$ 2,79 bilhões neste ano.
Por outro lado, caíram as receitas de concessão e subiram os pagamentos feitos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) no primeiro semestre deste ano. As concessões, que renderam R$ 2,79 bilhões nos seis primeiros meses de 2013, engrossaram os cofres públicos em R$ 1,24 bilhão neste ano. Ao mesmo tempo, foram pagos R$ 4,1 bilhões para a CDE em 2014. No mesmo período do ano passado, não foram feitos aportes na CDE.
Essa parcela de R$ 4,1 bilhões paga de janeiro a junho pelo governo faz parte de um valor total de até R$ 13 bilhões estimados com recursos orçamentários para todo este ano. Desde o final de 2012, o país vem utilizando mais energia gerada pelas termelétricas por conta do baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas. A operação das térmicas ajuda a poupar água dessas represas, mas tem um custo maior, que normalmente seria repassado às contas de luz.
Receitas, despesas e investimentos
De acordo com dados do governo federal, as receitas totais subiram 7,2% nos seis primeiros meses deste ano, contra o mesmo período do ano passado, para R$ 601,7 bilhões. O crescimento das receitas foi de R$ 40,6 bilhões de janeiro a junho deste ano.
Ao mesmo tempo, as despesas totais cresceram 10,6% nos seis primeiros meses deste ano, para R$ 473,9 bilhões. Neste caso, a elevação foi de R$ 45,49 bilhões. Os gastos somente de custeio, por sua vez, avançaram bem mais de janeiro a junho: 16,5%, para R$ 103,4 bilhões.
Já no caso dos investimentos, os gastos somaram R$ 40,4 bilhões de janeiro a junho deste ano, informou o Tesouro Nacional, valor que representa um aumento de 21,7% frente a igual período de 2013 (R$ 33,2 bilhões).
No caso das despesas do PAC, que somaram R$ 28,8 bilhões nos seis primeiros meses de 2014, houve alta de 26,9% sobre igual período do ano passado (R$ 22,7 bilhões), informou a Secretaria do Tesouro Nacional.

A morte de nossa indústria explicada pelo diferencial de inflação e o câmbio (RC)

A indústria do Brasil está em crise, incapaz de competir em pé de igualdade com o resto do mundo. Vários são os motivos para isso, todos convergindo para o problema estrutural conhecido como “Custo Brasil”. Ou seja, temos uma carga tributária absurda e complexa, uma infraestrutura caótica, leis trabalhistas obsoletas e rígidas demais, mão de obra pouco qualificada, excessiva burocracia, elevada taxa de juros, etc. A lista é longa.

Em vez de fazer as reformas estruturais que poderiam mitigar tais males, o governo preferiu tapar o sol com a peneira, distribuir subsídios por meio do BNDES, conceder privilégios pontuais para cada setor, reduzir na marra a taxa de juros, decretar queda na tarifa de energia elétrica, adotar barreiras protecionistas, etc.
Além disso, estimulou a demanda com gastos e crédito públicos sem a contrapartida na oferta, ou seja, sem conseguir atrair investimentos. Claro que não funcionou. A demanda teve de ser atendida por mais importação e houve pressão sobre o preço dos insumos. O resultado está aí: elevada inflação e indústria em queda.
Há várias formas de mostrar o fenômeno da perda de competitividade de nossa indústria ao longo dos últimos anos, sob gestão do PT. Abaixo, escolhi uma que, creio, retrata bem o desespero de nossos empresários. Trata-se do diferencial de inflação em cada país, principalmente entre Brasil e Estados Unidos. Isso dá uma boa ideia de como o Brasil ficou mais caro em termos relativos. Vejam:
Inflação mundi
Inflação ao consumidor desde 2003 (base 100). Fonte: Bloomberg
Reparem que países como Austrália, Estados Unidos e Canadá apresentaram uma inflação moderada no período, enquanto o Brasil despontou do grupo. Austrália também se beneficiou do crescimento chinês, por ter abundância de recursos naturais, e o mesmo vale para o Canadá. Mas isso não se transformou em mais inflação nesses países, ao contrário do que ocorreu no Brasil. Eis outra forma de ver a mesma coisa:
Inflação (IPC) acumulada desde 2003. Fonte: Bloomberg
Inflação (IPC) acumulada desde 2003. Fonte: Bloomberg
Enquanto nossa inflação acumulada desde 2003 ultrapassa 85%, a inflação americana no mesmo período sequer chegou a 30%. Ou seja, tivemos uma perda de poder aquisitivo de nossa moeda bem maior. Se isso tivesse se refletido em uma forte desvalorização cambial, ou seja, em uma perda de valor do real frente ao dólar, o problema seria mitigado em parte. Não foi o que aconteceu, como podemos ver:
Real x Dólar. Fonte: Bloomberg
Real x Dólar. Fonte: Bloomberg
O dólar valia mais de R$ 3 no começo da gestão petista, e hoje vale pouco mais de R$ 2,20. Ou seja, o real se valorizou no período, enquanto nossa inflação disparava em relação aos Estados Unidos. Para empresas que têm custo em real e precisam competir em um mundo globalizado, com produtos tradables, tal combinação é fatal.
Seu custo aumentava de forma acelerada com a alta inflação, e seu produto ficava cada vez mais caro em dólar para o resto do mundo. Isso para não falar que esse índice de inflação nosso está defasado, pois há vários preços represados pelo governo de forma insustentável.
O governo decidiu intervir no câmbio, justamente para não deixar a inflação subir ainda mais. Com isso, a taxa de câmbio ficou fora de lugar, com o real apreciado demais, e o Brasil fica ainda mais caro frente ao resto do mundo. Some-se a essa conjuntura todos os problemas estruturais, que não foram endereçados pelo governo, e temos um quadro terrível para nossa indústria.
Não tem como fugir dessa realidade. Ou o Brasil faz as reformas estruturais para tornar nossa indústria mais competitiva de verdade, sem depender o tempo todo de benesses estatais, reduz os gastos públicos de verdade, e deixa os preços livres na economia, inclusive a taxa de câmbio; ou o país ficará cada vez mais caro e sem condições de enfrentar a concorrência de um mundo globalizado.

Bolivarianos, socialistas e progressistas.Ou:" Os anões diplomáticos" (RC)


O Mercosul emitiu hoje uma nota de repúdio ao Hamas, exigindo o imediato cessar dos ataques com mísseis aos civis israelenses e definiu como inadmissível o uso de crianças e inocentes palestinos como escudo humano. Na nota, o Mercosul apoia as sanções dos Estados Unidos e Europa à Rússia após novas evidências que mostram a conivência e o suporte do país aos separatistas ucranianos, que derrubaram um avião da Malásia com quase 300 pessoas a bordo.
Ainda na mesma nota, os países do Mercosul decidiram condenar em bloco a ditadura cubana, atestando que é nefasto um regime que mantém como escrava a própria população por meio século, e que fuzilou milhares de presos políticos apenas pelo “crime” de opinião. Por fim, o Mercosul decidiu expulsar a Venezuela do bloco, reconhecendo que fora um grande equívoco aceitar o país que não cumpria as cláusulas democráticas.
Agora o leitor já pode acordar, deixar o sonho de lado, e mergulhar no pesadelo da realidade. Nada disso é verdade, claro. O Mercosul emitiu nota sim, mas condenando apenas Israel e pedindo investigação de violação de direitos humanos somente para o pequeno país democrático do Oriente Médio. Vejam a foto com esses “gigantes” mundiais dos direitos humanos:

Fonte: GLOBO
No centro, destacando-se pela maior estatura (física, não moral), está Nicolás Maduro, aquele tiranete que usa milicianos cubanos para perseguir a própria população venezuelana. Todos são camaradas de Fidel e Raúl Castro, os maiores ditadores do continente. Alinharam-se ao Irã e à Rússia, ambos alvos de sanções por parte dos países desenvolvidos justamente por desrespeito aos direitos humanos.
Esses incríveis “humanitários” condenaram o “massacre” de Israel, e não citaram uma única palavra de condenação ou crítica ao Hamas, grupo terrorista que usa a própria população como escudo humano. É como se Sarney, Maluf e Lula emitissem uma nota cobrando ética na política. Uma piada!
Quando “anões diplomáticos” como esses representam a América Latina, tudo que podemos fazer é sentir uma imensa vergonha, e deixar bem claro aos israelenses que essa gente não nos representa de fato!
PS: Dilma aproveitou a ocasião para oferecer apoio incondicional ao governo argentino, prestes a desrespeitar a Justiça americana e dar mais um calote nos credores internacionais. Preferiu apelar para o sensacionalismo e criticar os “abutres”, os “especuladores” que ganham à custa do sofrimento do povo. Se ao menos ela estivesse falando desses próprios líderes e governantes…
PS2: “Se entende que soldados morram em uma guerra, não crianças, mulheres, idosos”, disse Cristina Kirchner. Perguntar não ofende: pela lógica desses “progressistas igualitários”, isso não seria machismo? Quer dizer que mulheres são, afinal, do sexo frágil e merecem tratamento diferenciado? Precisam se decidir…

kkkkkkkkkkk..."Argentina me diz como se sente" . Ou:"Entendendo o iminente calote da Argentina (Nicolás Cachanosky)"


6825.jpgA Argentina está a menos de 24 horas de formalizar um calote em suas dívidas.  Esse seria o terceiro calote do governo argentino em apenas vinte e oito anos.  Como a situação chegou a esse ponto?
Após o calote de 2001, o governo da Argentina ofereceu aos seus credores um swap de sua dívida (uma reestruturação da dívida) para 2005.  Vários detentores de títulos públicos argentinos aceitaram essa oferta do governo.  Mas alguns se recusaram a aceitar.  Esses credores que não aceitaram a reestruturação são chamados tecnicamente de "holdouts".  Quando a Argentina começou a pagar pelos novos títulos em posse daqueles que aceitaram a reestruturação (tecnicamente chamados de "holdins"), os holdouts acionaram judicialmente o governo argentino no tribunal de Nova York, que é a jurisdição sob a qual a Argentina emitiu os títulos de sua dívida.  Após a Suprema Corte dos EUA ter se recusado a ouvir, há algumas semanas, o argumento de defesa do governo argentino, o veredito do juiz Thomas Griesa tornou-se definitivo.
A decisão judicial exige que a Argentina pague 100% de sua dívida em posse dos "holdouts" exatamente quando ela for pagar os títulos reestruturados em posse dos "holdins".  De acordo com a sentença do juiz Griesa, a Argentina não pode pagar apenas alguns credores.  Ou ela paga para todos, ou ela dá o calote.  O pagamento estava marcado para o dia 30 de junho, mas não foi feito.  A Argentina conseguiu mais 30 dias de carência, que terminam hoje, dia 30 julho.  Se a Argentina não honrar a dívida, o país estará formalmente, e novamente, inadimplente.
Essa situação é complexa e vem gerando interpretações distintas — quando não opostas — de analistas e autoridades políticas.  Algumas dessas interpretações, no entanto, não são bem fundamentadas.
Como a Argentina se tornou um mau pagador
Entender corretamente a situação da Argentina requer um pequeno contexto histórico.
No início da década de 1990, a Argentina implantou a chamada Lei de Conversibilidade, uma medida que visava restringir o Banco Central e acabar com a hiperinflação que vinha castigando o país desde meados da década de 1980 [leia todos os detalhes neste artigo].  Essa lei estipulou a paridade cambial de um peso por dólar, e decretou que o Banco Central só poderia emitir pesos quando a mesma quantidade de dólares houvesse entrado no país.  Ou seja, o peso agora estaria lastreado em dólar.  Cada peso emitido teria de ter a mesma quantidade de dólar em lastro.
A Lei de Conversibilidade era, portanto, mais do que um mero esquema de taxa de câmbio fixa.  Era uma legislação que transformava o Banco Central argentino em um Currency Board cuja função era converter pesos em dólares à paridade de um para um.  No entanto, havia brechas na lei, de modo que o Banco Central argentino ainda usufruía alguma flexibilidade para emitir pesos independentemente do influxo de dólares para o país.  Exatamente por causa dessa brecha crucial, o Currency Board argentino seria mais bem caracterizado como "heterodoxo" em vez de "ortodoxo".
Ainda assim, mesmo com essa brecha, a Argentina não mais podia monetizar livremente seus déficits como fazia durante a década de 1980 no governo de Ricardo Alfonsín.  Foi a livre monetização da dívida o que produziu a alta inflação que se degenerou em hiperinflação.  Por causa de Lei de Conversibilidade durante a década de 1990, o governo de Carlos Menem não podia recorrer ao Banco Central argentino para que esse financiasse o déficit fiscal do governo via criação de dinheiro.  Aí, em vez de simplesmente cortar gastos e reduzir o déficit, o governo Menem optou pela solução menos politicamente dolorosa: emitir títulos e se endividar. 
Esses títulos foram majoritariamente comprados por estrangeiros, e são eles que hoje estão requerendo a quitação. 
Como os títulos da dívida foram emitidos em dólares e os estrangeiros os compravam com dólares, a moeda americana entrava na Argentina e isso permitia que o Banco Central argentino — pela Lei de Conversibilidade — emitisse a quantidade correspondente de pesos.
Essa emissão de títulos da dívida durante a década de 1990 ocorreu em uma Argentina que já havia decretado moratória em sua dívida seis vezes desde sua independência da Espanha em 1816 (pode-se dizer que um terço da história da Argentina ocorreu sob situação de calote).  Simultaneamente, o país também exibia um histórico questionável de proteção institucional aos contratos e aos direitos de propriedade.  Com a poupança doméstica destruída após anos de inflação descontrolada durante a década de 1980 (e também nas décadas anteriores), a Argentina teve de recorrer aos investidores estrangeiros e mercado financeiro internacional para financiar seus déficits orçamentários.  E devida à falta de credibilidade, a Argentina teve de "importar" credibilidade jurídica emitindo seus títulos sob a jurisdição de Nova York.  Caso houvesse uma desavença com seus credores, a Argentina já havia deixado claro que aceitaria a decisão dos tribunais de Nova York.
Vários críticos atuais da decisão judicial alegam que os credores da Argentina — raivosamente rotulados de "fundos abutres" — conspiraram para abolir a soberania da Argentina.  Mas isso é cortina de fumaça.  A responsabilidade deve ser atribuída ao próprio governo da Argentina, que estabeleceu um longo histórico de falta de confiabilidade em honrar suas dívidas.
O caminho para a atual moratória
Esses títulos emitidos sob a jurisdição de Nova York durante a década de 1990 possuíam outras duas características importantes: a incorporação da cláusula pari passu e a ausência da cláusula de ação coletiva.
A cláusula pari passu especifica que a Argentina concorda em tratar todos os seus credores nos mesmos termos (especialmente no que diz respeito ao pagamento de cupons e principal).  Já a cláusula de ação coletiva declara que, em caso de reestruturação da dívida, se uma determinada porcentagem de credores aceitar a reestruturação, então aqueles credores que recusaram a oferta (os "holdouts") automaticamente também terão de aceitar entrar na reestruturação. 
No entanto, quando a Argentina caloteou seus títulos ao final de 2001, ela o fez com os títulos que incluíam a cláusula pari passo, mas que não requeriam a cláusula de ação coletiva.
Ou seja, pelo contrato que o próprio governo argentino ofereceu aos seus credores — contrato esse que não incluía a cláusula de ação coletiva —, qualquer credor pode exigir receber imediatamente sua parte devida mesmo que 99,9% dos credores tenham decidido aceitar a reestruturação.
E é exatamente isso o que ocorreu com o calote de 2001.  Quando, após o calote, a Argentina ofereceu novos títulos (reestruturação) para seus credores, os "holdouts" avisaram a Argentina que, por contrato, eles ainda tinham direito a receber 100% dos títulos, pois estavam em "igualdade de condições" (pari passu) com aqueles que aceitaram a reestruturação.  Ou seja, de acordo com os termos da dívida, a Argentina não pode pagar os "holdins" sem também pagar os "holdouts".
Entretanto, os governos de Nestor Kirchner e Cristina Kirchner, mostrando mais uma vez seu desprezo pelas instituições, decidiram ignorar os "holdouts", chegando ao ponto de completamente retirá-los da condição de credores oficiais — sendo essa uma das razões por que o nível da dívida em relação ao PIB é mais baixo nas estatísticas oficiais.
Pode-se dizer, portanto, que o juiz Griesa não fez nada além de simplesmente ler o contrato que o próprio governo argentino havia oferecido a seus credores.  Não obstante, já se ouvem lamúrias na Argentina (e ao redor do mundo) sobre como a decisão de Griesa prejudica a seguridade jurídica dos títulos soberanos e da reestruturação da dívida argentina.
Só que o problema não está na decisão do juiz Griesa.  O problema é que o governo da Argentina decidiu, mais uma vez, optar por déficits e gastos desenfreados a cumprir com suas obrigações.  O veredito de Griesa sugere que um calote não pode ser usado como ferramenta política para ignorar os contratos ao bel-prazer de políticos.  Uma decisão favorável ao governo da Argentina significaria uma carta branca para que os governos violassem seus próprios contratos, o que tornaria ainda mais difícil o acesso ao capital para países pobres.
Toda essa situação argentina pode ser simplificada por uma analogia: tente explicar ao seu banco que, dado que foi você próprio quem esbanjou e gastou toda a sua receita durante mais de uma década, você tem agora o direito de não quitar o empréstimo com o qual você comprou seu apartamento e seu carro.  Quando o banco lhe acionar judicialmente por não cumprir seu contrato, explique ao juiz que você foi uma pobre vítima de maldosos fundos abutres, e que você tem o direito de ignorar seus credores porque você não pode ser importunado com o incômodo de alterar seus luxuosos e insustentáveis padrões de gasto.  Aí, quando o juiz proferir a sentença desfavorável a você, tente explicar ao mundo por meio de jornais internacionais como a decisão do juiz representa uma injustiça que coloca em risco todo o mercado bancário internacional (como vem fazendo a Argentina recentemente). 
Tente agora justificar a posição do governo argentino.