terça-feira, 4 de março de 2014

Vamos proibir a venda de facas?(RC)


Leio no jornal sobre a tragédia ocorrida na China:
Homens armados com facas mataram neste sábado pelo menos 28 pessoas e feriram outras 113 em uma estação de trem chinesa, informou a agência de notícias oficial Xinhua. O ataque aconteceu na estação de Kunming, na província de Yunnan. Em seu site, a televisão estatal chinesa classificou o ato como “um violento ataque terrorista”.
“Foi um organizado, premeditado e violento ataque terrorista”, afirmou a Xinhua.
Segundo a estatal Yunnan News, os homens estavam usando uniformes pretos quando invadiram a estação ferroviária. A polícia matou cinco integrantes do grupo e procura outros cinco suspeitos. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu que não sejam poupados esforços na busca pelos agressores.
A China afirmou que militantes islâmicos de Xinjiang foram resposáveis pelo ataque.
Em primeiro lugar, meus pêsames a todos os parentes e amigos das vítimas deste atentado bárbaro, mais um nas costas dos fanáticos islâmicos, ao que tudo indica. Mas peço vênia ao leitor para, invocando Adam Smith, utilizar essa desgraça chinesa para alguma reflexão proveitosa a nós mesmos, brasileiros.
Em Teoria dos Sentimentos Morais, o filósofo escocês imagina a reação de um humanitário a um terremoto que devasta a longínqua China. Ele iria expressar intensamente sua tristeza pela desgraça de todos esses infelizes. Faria “reflexões melancólicas sobre a precariedade da vida humana e a vacuidade de todos os labores humanos, que num instante puderam ser aniquilados”. Mas quando toda essa bela filosofia tivesse acabado, “continuaria seus negócios ou seu prazer, teria seu repouso ou sua diversão, com o mesmo relaxamento e tranqüilidade que teria se tal acidente não tivesse ocorrido”.
Pode ser chocante, mas é uma visão realista. Deixando o sentimentalismo de lado, gostaria de propor a seguinte questão a todos: devemos proibir a venda de facas? Não enlouqueci, nem estou brincando. Estou apenas levando a lógica dos desarmamentistas adiante.
Casos como esse acontecem na China com bastante frequência. Morte por armas brancas é algo muito comum por lá. Assassinos não deixam de matar porque armas são proibidas. Afinal, armas não matam; pessoas sim. E com as “armas” que estiverem à disposição, seja no mercado legal, seja no ilegal.
A turma do desarmamento prefere a retórica aos efeitos concretos de suas ideias, a sensação pessoal de parecer um pacifista ao resultado prático desse pacifismo. A tragédia na China parece distante de nossas realidades. Provavelmente o leitor vai continuar aproveitando o feriado do Carnaval como se nada tivesse acontecido.
É da vida, como Adam Smith sabia. Somos seres voltados aos próprios interesses, em círculos concêntricos que priorizam nossa família, nossos amigos, nossos compatriotas e por aí vai, nesta ordem.
Mas que possamos usar essa desgraça chinesa, ao menos, para refletir sobre as bandeiras desarmamentistas tão em voga por aqui, por parte de nossos “intelectuais progressistas”. Tirar armas de fogo dos cidadãos ordeiros não reduz a criminalidade. Apenas os transforma em alvos mais dóceis dos criminosos e também de estados autoritários, como vemos na Venezuela hoje.
E quando bandidos ou terroristas quiserem realmente agir, até mesmo facas poderão se transformar em instrumentos de execução coletiva.
Rodrigo Constantino

A ameaça eurasianista (ROBERT ZUBRIN)


As ambições de Putin vão muito além da Ucrânia
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Na medida em que o regime de Putin invade a Ucrânia, tornou-se evidente que uma nova força para o mal emergiu em Moscou. É essencial que os americanos se tornem conscientes da natureza da ameaça.
eurasianismo
Bandeira do partido nacional-bolchevique e a estátua de Lênin.
Putin é descrito às vezes com um revanchista, procurando recriar a União Soviética. Isto é uma simplificação útil, mas não é realmente exata. Putin e muitos da sua gangue podem ter sido comunistas em algum momento, mas eles não o são mais, hoje em dia. Em vez disso, eles adotaram uma nova ideologia política totalitária conhecida como “Eurasianismo”.
As raízes da eurasianismo remontam à interação de emigrantes czaristas com pensadores fascistas nas entre-guerras França e Alemanha. Porém, nos últimos anos, o seu expoente principal tem sido o muito notório e produtivo teórico político Aleksandr Dugin.
Nascido em 1962, Dugin ingressou no Instituto de Aviação de Moscou em 1979, mas foi expulso devido o seu envolvimento com grupos neonazistas místicos. Ele então passou os anos oitenta orbitando ao redor de círculos monarquista e da ala ultra-direita, antes de se unir, por um tempo, ao Partido Comunista da Federação Russa, de Gennady Ziuganov (PCFR, um grupo neo-stalinista parcialmente descendente do anterior partido no poder – Partido Comunista da União Soviética ou PCUS –, mas que não deve ser confundido com ele), após o que Dugin se tornou, em 1994, o fundador e ideólogo eurasianista principal do eurasianista Partido Nacional Bolchevique (PNB).
Cabe recordar que o nazismo era uma abreviação para nacional-socialismo. Portanto, o nacional-bolchevismo se apresenta como uma ideologia que se refere em muito ao nacional-socialismo, da mesma forma que o bolchevismo se realciona ao socialismo. Esta auto-identificação aberta com o nazismo também é mostrada manifestamente na bandeira do Partido Nacional Bolchevique (PNB), que se parece exatamente com uma bandeira nazista, com um fundo vermelho circundando um círculo branco, exceto que a suástica negra no centro é substituída por um martelo e foice pretos.
Dugin se candidatou à Duma na chapa do PNB, em 1995, mas conseguiu somente 1 por cento dos votos. Então, mudando os métodos, ele abandonou o esforço para construir seu próprio partido dissidente e, como alternativa, adotou a estratégia mais produtiva de se tornar o homem de idéias para todos os partidos maiores, incluindo o Rússia Unida de Putin, o CPRF de Ziuganov e ultranacionalista Partido Liberal Democrata da Rússia de Vladimir Jirinovski. Nessa função, ele foi brilhantemente bem sucedido.
A idéia central de eurasianismo de Dugin é que o “liberalismo” (segundo ele, a totalidade do consenso Ocidental) representa um ataque à organização hierárquica tradicional do mundo. Repetindo as idéias dos teóricos nazistas Karl Haushofer, Rudolf Hess, Carl Schmitt e Arthur Moeller van der Bruck, Dugin diz que essa ameaça liberal não é nova, mas é a ideologia do poder marítimo cosmopolita “Atlântico”, que tem conspirado para subverter sociedades terrestres mais conservadoras desde os tempos antigos. Consequentemente, ele escreveu livros nos quais reconstruiu toda a história do mundo como uma batalha contínua entre essas duas facções — de Roma contra Cartago à Rússia contra a “Ordem Atlântica” anglo-saxônica, nos dias de hoje. Se for para Rússia vencer essa luta contra os portadores oceânicos subversivos de tais idéias racistas (porque imposta do exterior), como os direitos humanos, ela deve, por qualquer meio, unir em torno de si todos os poderes continentais — incluindo Alemanha, Europa Central e Oriental, as ex-Repúblicas Soviéticas, Turquia, Irã e Coréia do Sul —, em uma grande União Eurasiana forte o suficiente para derrotar o Ocidente.
De modo a estar bem unida, esta União Eurasiana precisará de uma ideologia definida. E para este fim, Dugin desenvolveu uma nova “Quarta Teoria Política”, combinando todos os pontos mais fortes do comunismo, do nazismo, do ecologismo e do tradicionalismo, permitindo-lhe, assim, apelar aos adeptos de todos esses diversos credos antiliberais. Ele adotaria a oposição do comunismo em face da livre iniciativa. No entanto, ele desistiria do compromisso marxista com o progresso tecnológico (uma idéia derivada do liberalismo), em favor do apelo demagógico do ecologismo para deter o avanço da indústria e da modernidade. Do Tradicionalismo, ele extrai uma justificativa para interromper o pensamento livre. Todo o resto é saído do nazismo, que vai desde teorias legais que justificam o poder estatal ilimitado e a eliminação dos direitos individuais, à necessidade de populações “enraizadas” no solo e a estranhas idéias gnósticas sobre a origem secreta da raça ariana na Pólo Norte.
A devoção aberta ao nazismo, no pensamento de Dugin, é notável. Em seus escritos, ele celebra como uma organização ideal a Waffen SS, assassinos de milhões de russos durante a guerra. Ele também aprova os mais radicais crimes do comunismo, indo tão longe como endossar os terríveis expurgos de 1937, que mataram (entre inúmeros outros cidadãos soviéticos talentosos e leais) quase toda a liderança do Exército Vermelho — algo que, mais tarde, o próprio Stalin reconsiderou.
O que a Rússia precisa, diz Dugin, é de um “fascismo fascista genuíno, verdadeiro, radicalmente revolucionário e consistente”. Por outro lado, “O liberalismo é um mal absoluto... Apenas uma cruzada global contra os EUA, o Ocidente, a globalização e suas expressões político-ideológicas (ou seja, o liberalismo), é capaz de apresentar uma resposta adequada... O império norte-americano deve ser destruído”.
Esta é a ideologia por trás do projeto “União Eurasiana” do governo Putin. Foi para este plano macabro, que ameaça não apenas as expectativas de liberdade na Ucrânia e na Rússia, mas também a paz no mundo, que o ex-presidente ucraniano Victor Yanukovych tentou vender o “seu” país. Foi contra esse plano que os corajosos manifestantes do Maidan se levantaram — com um escandalosamente pequeno apoio do Ocidente — e de alguma forma miraculosa prevaleceram. Mas agora as coisas complicaram. Os ucranianos estão sendo confrontados não com a polícia de choque, mas com divisões russas, subversão e guerra econômica. O país precisa ser estabilizado e defendido. Os ucranianos merecem o nosso total apoio — e não apenas por razões de simpatia para com os que resistem à tirania ou pelo respeito aos corajosos. É do interesse vital da América que a liberdade triunfe na Ucrânia.
Sem a Ucrânia, o projeto fascista da União Eurasiana de Dugin é impossível, e mais cedo ou mais tarde a própria Rússia terá de se juntar ao Ocidente e tornar-se livre, deixando sozinhas algumas desprezadas e condenadas ilhas de tirania ao redor do globo. Mas com a Ucrânia sob seus pés, o projeto dos eurasianistas pode e irá adiante, e uma nova Cortina de Ferro surgirá, aprisionando uma grande parcela da humanidade nas garras de um poder totalitário monstruoso que se tornará o arsenal do mal ao redor do mundo nas décadas vindouras.  Isso significa uma nova Guerra Fria, trilhões de dólares gastos em armas, crescimento acelerado do Estado em nome da segurança nacional,  conflitos repetidos custando milhões de vidas no exterior, e a própria civilização colocada em risco se um único passo em falso no insano e sem-fim jogo das grandes potências precipitar na confrontação travada e carregada da troca termonuclear.
O século XX viu três confrontos entre grandes potências. Dois deles descambaram na guerra total. Tivemos sorte no terceiro. Nós realmente queremos jogar estes dados mais uma vez? Seremos obrigados, a menos que o programa eurasianista seja detido.
As apostas na Ucrânia não poderiam ser maiores.
novolivro

O Facebook e Olavo de Carvalho: rede social será refém de milícias criminosas?(RA)


Olavo de Carvalho: alvo das falanges fascistoides do ódio
Olavo de Carvalho: alvo das falanges fascistoides do ódio
Nem o Vladimir Putin nem as hostes do ódio me deixam quieto, no Carnaval, entre o silêncio da montanha e o marulho. Entro no meu e-mail e lá está uma mensagem de Olavo de Carvalho, que me foi enviada, e a outros amigos seus, ontem, dia 28 de fevereiro. Reproduzo. Volto em seguida.
Prezado Reinaldo,
Tão logo o deputado Marco Feliciano denunciou na Câmara a campanha de assassinato de reputação que eu vinha sofrendo (vídeo aqui), a militância do crime, decerto mobilizada por alguma Excelência em pânico, mudou de tática e passou a tentar bloquear a minha conta no Facebook para que, diante do assalto multitudinário à minha pessoa e à minha honra, não me restasse nem mesmo este miserável e último recurso de defesa que é espernear na internet.
O ardil consiste simplesmente em entrar na minha conta desde um IP qualquer que não seja o meu, acionando automaticamente o Facebook para que bloqueie a conta e inicie um procedimento de verificação.
Tentaram isso ontem usando um IP registrado numa cidade da Índia.
Como eu consegui restaurar a conta, aperfeiçoaram o sistema. Fornecem ao Facebook, não sei como, um número de telefone falso ou imaginário (hoje foi +33 7 87 16 56 82), de modo que o código para restauração da conta é enviado a esse número e não chega jamais a mim. Assim, torna-se impossível reativar o acesso à minha página.
A coisa é de uma sordidez que desafia a imaginação. Se quer saber, nem mesmo me surpreende que apelem a esse recurso, ou talvez, mais tarde, a outros mais abjetos ainda. A mentalidade dessa gente faria os porcos vomitarem, se lhes fosse servida no cocho.
Ainda não sei bem o que fazer diante desse descalabro, mas creio que solicitar um inquérito à Polícia Federal não seria má ideia. Tentarei fazer isso.
Se você puder divulgar o episódio pela sua coluna, ficarei grato. Estou pedindo o mesmo a outros articulistas.
Obrigado desde já e um abraço do
Olavo
Retorno
Posso divulgar, é claro!, e peço que vocês multipliquem a denúncia. Escrevi outro dia na Folha que esperar que um esquerdista seja ao menos factualmente honesto é malhar em ferro frio — ou ele seria outra coisa. Não se deve, pois, esperar que seja moralmente honesto.
A questão agora é saber se o Facebook vai se tornar refém dessas milícias.

MORDAÇA VIRTUAL – Olavo de Carvalho conta como a militância do crime tirou do ar sua página do Facebook(FMB)


Não basta assassinar reputações. A canalhada não sossega enquanto não calar de vez as vozes discordantes. Está difícil de aturar o sucesso do filósofo Olavo de Carvalho, depois que o nosso best seller “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” bateu a marca dos 60 mil exemplares vendidos. Na incapacidade de argumentar e debater, os invejosos de plantão querem é derrubar a página em que ele escreve para impedir que sua imensa “legião” de alunos, leitores e fãs tenham acesso às suas palavras. Assim como já aconteceu com outras páginas de teor conservador, como “Meu professor de História mentiu pra mim”, seu perfil do Facebook saiu do ar nesta manhã e segue indisponível. Eis a mensagem que recebi do autor por e-mail:
Olavo de Carvalho
Prezado Felipe,
Tão logo o deputado Marco Feliciano denunciou na Câmara a campanha de assassinato de reputação que eu vinha sofrendo, a militância do crime, decerto mobilizada por alguma Excelência em pânico, mudou de tática e passou a tentar bloquear a minha conta no Facebook para que, diante do assalto multitudinário à minha pessoa e à minha honra, não me restasse nem mesmo este miserável e último recurso de defesa que é espernear na internet.
O ardil consiste simplesmente em entrar na minha conta desde um IP qualquer que não seja o meu, acionando automaticamente o Facebook para que bloqueie a conta e inicie um procedimento de verificação.
Tentaram isso ontem usando um IP registrado numa cidade da Índia.
Como eu conseguisse restaurar a conta, aperfeiçoaram o sistema. Fornecem ao Facebook, não sei como, um número de telefone falso ou imaginário (hoje foi +33 7 87 16 56 82), de modo que o código para restauração da conta é enviado a esse número e não chega jamais a mim. Assim, torna-se impossível reativar o acesso à minha página.
A coisa é de uma sordidez que desafia a imaginação. Se quer saber, nem mesmo me surpreende que apelem a esse recurso, ou talvez, mais tarde, a outros mais abjetos ainda. A mentalidade dessa gente faria os porcos vomitarem, se lhes fosse servida no cocho.
Ainda não sei bem o que fazer diante desse descalabro, mas creio que solicitar um inquérito à Polícia Federal não seria má idéia. Tentarei fazer isso.
Se você puder divulgar o episódio pela sua coluna, ficarei grato. Estou pedindo o mesmo a outros articulistas.
Obrigado desde já e um abraço do
Olavo de Carvalho
Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

segunda-feira, 3 de março de 2014

Putin mobiliza blindados perto da Crimeia; ações despencam (exame.com)

Kiev/Balaclava - A Ucrânia afirmou que a Rússia está mobilizando veículos blindados de seu lado da fronteira próximo da região ucraniana da Crimeia desde que o presidente Vladimir Putin disse ter o direito de invadir seu vizinho, desencadeando um venda generalizada de ações russas.
A Ucrânia se mobilizou para a guerra no domingo, e Washington ameaçou isolar a Rússia economicamente depois da declaração de Putin, provocando o maior confronto de Moscou com o Ocidente desde a Guerra Fria.
O banco central russo elevou sua principal taxa de empréstimo em 1,5 ponto percentual depois que o rublo caiu 2,5 por cento diante do dólar na abertura da sessão desta segunda-feira, enquanto o índice Micex das ações em Moscou caiu 10 por cento. A Gazprom, monopólio russo do gás que supre a Europa através da Ucrânia, despencou mais de 13 por cento.
Arseny Yatseniuk, primeiro-ministro ucraniano e líder de um governo pró-Ocidente que assumiu o poder quando o ex-presidente Viktor Yanukovich, aliado da Rússia, fugiu em 21 de fevereiro depois de três meses de protestos de rua contra seu governo, disse que Putin efetivamente declarou guerra a seu país.
Um porta-voz da guarda de fronteira ucraniana disse nesta segunda que navios russos foram para a cidade portuária de Sebastopol, na Crimeia, onde a frota russa tem uma base no Mar Negro, e seus arredores, e que forças russas bloquearam os serviços de telefonia móvel em algumas partes da Crimeia.
Ele afirmou que notou um aumento de blindados russos perto de um porto de balsas do lado russo do que é conhecido como Estreito de Kerch, que separa a margem oriental da península da Crimeia e a margem oriental da península de Taman.
O estreito tem 4,5 km de largura em seu trecho mais curto e mais de 18 metros de profundidade.
Há veículos blindados do outro lado do estreito. Não dá para prever se vão colocar veículos na balsa ou não", disse o porta-voz por telefone.
O porta-voz da fronteira não disse quantos veículos blindados se juntaram no território russo, diante da cidade de Kerch e no lado ucraniano do estreito.
Não houve comentários de imediato do Ministério da Defesa russo.
No sábado Putin obteve a permissão de seu Parlamento para usar força militar para proteger cidadãos russos na Ucrânia e disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que tem o direito de defender cidadãos e interesses russos, despertando apelos ocidentais para que não intervenha.
A Crimeia tem uma maioria étnica russa.
Forças russas já tomaram sem derramamento de sangue a Crimeia --uma península isolada do Mar Negro onde Moscou tem uma base naval.
No domingo, elas cercaram vários pequenos postos militares ucranianos ali e exigiram que as tropas ucranianas se desarmassem. Algumas se recusaram, levando a impasses, embora tiros não tenham siso disparados.
Agora todo o mundo observa se a Rússia fará uma manobra militar no leste ucraniano, onde a maioria de fala russo e manifestantes pró-Moscou marcharam e hastearam bandeiras russas em prédios públicos em várias cidades nos últimos dois dias.