segunda-feira, 3 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
Autor de ‘Cadê o Zé’, Luiz Trevisani acaba de lançar a marchinha ‘Lula-lá na cadeia’(AN)
É só o começo, avisou o post que apresentou aos leitores a marchinha composta por Luiz Trevisani em homenagem a José Dirceu, xerife da cela S 13. Era mesmo: o sucesso de Cadê o Zé? obrigou o autor a apressar o lançamento de Lula-lá-na-cadeia, que se inspira no grande ausente do Bloco da Papuda.
Como diria Gilberto Carvalho, o bicho vai pegar em 2014. E já está de olho em quem vira tema de marchinha por ter virado caso de polícia. Ouçam a música e decorem a letra, amigos. Esse Carnaval promete.
Ele jurou que não sabia da nada
E reclamou que se sentiu traído
Aquilo tudo era coisa
Dos aloprados do Partido.
E reclamou que se sentiu traído
Aquilo tudo era coisa
Dos aloprados do Partido.
Com esse tipo de conversa mole
Ele acredita que vai se safar
Esquenta não, ô apedeuta
A sua hora vai chegar
Ele acredita que vai se safar
Esquenta não, ô apedeuta
A sua hora vai chegar
O bando tá sendo julgado
A cela já tá quase cheia
Só falta o Lula-lá na cadeia (2X)
A cela já tá quase cheia
Só falta o Lula-lá na cadeia (2X)
E a companheira que virou amante
Fez uma zona na Secretaria
É típico dessa gentinha
Virar notícia só com baixaria
Fez uma zona na Secretaria
É típico dessa gentinha
Virar notícia só com baixaria
Mas ele fala que fez tudo certo
E ainda quer continuar aprontando
Vacila não, ô apedeuta
A sua chapa tá esquentando
E ainda quer continuar aprontando
Vacila não, ô apedeuta
A sua chapa tá esquentando
O bando tá sendo julgado
A cela já tá quase cheia
Só falta o Lula-lá na cadeia (2X)
A cela já tá quase cheia
Só falta o Lula-lá na cadeia (2X)
MENSALÃO: Que coisa extraordinária: o ex-”partido da ética” agora comemora o fato de seus figurões serem “apenas” corruptos(RS)
José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino: petistas comemoram o fato de, escapando do crime de cadeia, serem “apenas” oficial e legalmente corruptos (Fotos: veja.abril.com.br)
A alegria indisfarçável estampada em figurões petistas em Brasília e em outras partes porque mensaleiros graúdos se livraram do crime de formação de quadrilha — livrando-se, assim, de penas mais longas e do regime penitenciário fechado — graças à mudança de composição ocorrida no Supremo Tribunal Federal ao longo do processo é um tapa na cara de muitíssimos brasileiros que, um dia, acreditaram que o PT, fundado em 1980, era o “partido novo”, o “partido da ética”, o partido que iria “mudar tudo isso que aí está”, o partido que se levantava contra as barbaridades e clamava por justiça.
Essa gente toda que comemora o a não condenação de mensaleiros pelo crime de formação de quadrilha deixa de lado, de forma descarada, o fato de que eles estão presos — embora em regime aberto — por crimes comprovados e transitados em julgado, sem mais apelação, como corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e outras pesadas ofensas à lei contidas no Código Penal.
As comemorações e a alegria dos petistas graúdos é a melhor prova do tamanho da falência moral do PT — se é que ainda era necessária essa prova.
SARDENBERG: A pior petrolífera (OGlobo)
“A Petrobras entrou com R$ 650 mil em patrocínios para o congresso nacional do MST – aquele em que os congressistas tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal — por uma ‘produção inclusiva e sustentável’”(Foto: Fernanda Calgaro)
Artigo publicado no jornal O Globo
A PIOR PETROLÍFERA
O melhor negócio do mundo é uma companhia de petróleo bem administrada; o segundo, dizia Nelson Rockefeller, é uma petrolífera mal administrada. E o terceiro, acrescentou um gaiato brasileiro, é a Petrobras.
Seria a venezuelana PDVSA a quarta?
A gestão do negócio é um desastre. Na era chavista, num momento de alta demanda pelo óleo, a empresa conseguiu perder produção e reservas. Isso foi consequência de incapacidade gerencial, na medida em que os postos de comando da estatal foram preenchidos por políticos e militantes. Menos engenheiros, mais companheiros.
Mas como petróleo dá dinheiro mesmo com ofensas, o segundo grande desastre venezuelano foi na utilização das receitas da PDVSA. O que seria o certo? Investir primeiro na própria companhia, de modo a torná-la mais produtiva e mais rica – quando, então, pagaria mais dividendos e mais impostos para o caixa do governo. Com esse bom financiamento, o governo poderia fazer as políticas sociais que quisesse.
Chávez, porém, avançou no caixa da empresa. Convenhamos que era uma tentação irresistível para um político populista: todo mês, aquela montanha de dinheiro ali, dando sopa…. Precisa comprar fogão para distribuir nas favelas? Manda a PDVSA comprar. Quem precisa de petróleo e faz fogão barato? A China. Negócio fechado.
Para Cuba e outros amigos, a PDVSA passou a entregar petróleo quase de graça e, ainda assim, pago com o trabalho de médicos e agentes do serviço secreto. Verdade que os médicos também são muito mal remunerados e os agentes, muito úteis para reprimir protestos. Mas o óleo continua saindo barato para os amigos e caro para a PDVSA.
Com tudo isso, não espanta que um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo tenha conseguido ficar sem dólares . O caos econômico em que o chavismo meteu a Venezuela é o desastre da PDVSA em escala nacional.
“A Petrobras não é a PDVSA – qualquer um percebe isso. Mas olhando no detalhe, parece que tem muita gente do governo querendo imitar os companheiros venezuelanos”
A Petrobras não é a PDVSA – qualquer um percebe isso. Mas olhando no detalhe, parece que tem muita gente do governo querendo imitar os companheiros venezuelanos.
A estatal brasileira divulgou lucro em seu balanço na última terça. Ontem, as ações da companhia despencaram na bolsa. As ordinárias caíram abaixo dos R$ 13,00. Valiam mais de R$ 50 há apenas cinco anos.
Não é especulação de mercado. Reflete, por exemplo, a queda na produção nacional, embora existindo muito petróleo para ser explorado. Uma queda tão expressiva que se a produção subir 7% neste ano – conforme promessa da empresa – voltaria ao nível de 2010. Ou seja, a empresa está fazendo muito menos do que poderia. Por isso, vale menos.
A presidente da Petrobras, Graça Foster, ali colocada pela presidente Dilma, não critica a gestão anterior, do tempo de Lula. Mas tudo que ela faz e diz é, sim, crítica a seus antecessores. Diz que, para recuperar a companhia, está cortando custos e mudando sistemas de modo a ganhar mais eficiência e eliminar desperdícios. Feitos por quem?
Também criou um programa de prevenção a fraudes. Notaram a palavra “prevenção”? Pois é, por que não colocaram “combate” à corrupção? Porque seria um ataque direto aos antecessores, também petistas, como elas, Dilma e Graça.
Mas está claro para todo mundo que o programa foi anunciado quando apareceram denúncias fortes, inclusive no exterior.
O governo brasileiro não está avançando diretamente no caixa de sua petrolífera. Mas indiretamente, está. Ao reprimir os preços da gasolina e do diesel, para combater a inflação, o governo obriga sua empresa a importar por um preço e vender aqui mais barato. Prejuízo na veia, dívida em alta.
Nesse ambiente, manda a Petrobras ampliar seus investimentos, inclusive em refinarias alocadas politicamente, uma delas, a de Pernambuco, em sociedade com, ela mesma, a PDVSA.
Graça Foster diz, em resumo, o seguinte: ok, tivemos problemas, mas daqui em diante será diferente. Mas faz algum tempo que diz isso. E faz algum tempo que não consegue seus objetivos, como a crucial correção dos preços dos combustíveis.
E há detalhes, digamos assim, que inquietam. Descobriram que a Petrobras entrou com R$ 650 mil em patrocínios para o congresso nacional do MST – aquele em que os congressistas tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal. Perguntada, a Petrobras disse que o dinheiro se destinava a uma mostra de cultura camponesa, parte do congresso, e que o patrocínio se alinha com o programa da estatal na direção de uma “produção inclusiva e sustentável”.
Petróleo “inclusivo e sustentável”? Nem a PDVSA conseguiria frase, assim, mais reveladora.
O PT está eufórico com a grande notícia: os companheiros presidiários não são quadrilheiros. São apenas corruptos(AN)
“O PT não róba nem dexa robá”, recitava José Dirceu antes da descoberta do mensalão. Hoje, como resumiu Joelmir Betting, o partido dos ex-presos políticos se tornou um partido de políticos presos.
Antes do julgamento do mensalão, Dirceu reinava na Casa Civil, governava o PT e sonhava com a presidência da República. Hoje só reina na cela S13 da Papuda e sonha com a vida fora da cadeia.
Antes do mensalão, a seita que tem como único Deus um palanque ambulante posava de detentora do monopólio da ética. Nesta quinta-feira, a notícia de que os companheiros presidiários escaparam do regime fechado foi suficiente para antecipar o Carnaval dos devotos de Lula.
O PT, quem diria, está grávido de felicidade com a decisão que anulou a condenação de Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo crime de formação de quadrilha. Graças à bancada dos ministros da defesa, o STF resolveu que os três delinquentes não devem ser qualificados de quadrilheiros. Vão continuar engaiolados porque são apenas corruptos.
O PT não tem mais simpatizantes; tem cúmplices!Ou:" O PT compactua com o crime"(RC)
Fonte: GLOBO
Primeiro: invasores do MST causam tumulto em Brasília, ameaçam invadir – além das propriedades particulares que habitualmente invadem – os prédios públicos onde trabalham políticos e ministros, causam ferimentos em dezenas de policiais, e o que acontece? São recebidos pela própria presidente Dilma no dia seguinte, e o ministro Gilberto Carvalho declara, abertamente, que o governo vai, sim, continuar financiando “eventos” ligados ao MST, que sequer possui CNPJ.
Parêntese: quando o ex-presidente Lula vai a Cuba tratar, além dos problemas venezuelanos e do programa Mais Médicos, dos investimentos na ilha, para alavancar a produção agrícola no país comunista, quem ele leva a tira-colo? Algum lavrador humilde, algum camponês do MST? Nada disso. Leva Blairo Maggi, empresário rico do setor rural. É o reconhecimento, na prática, de que tanto o comunismo como o MST não prestam para produzir riqueza, apenas para chegar ao poder. Fecho parêntese.
Segundo: o governo importa médicos cubanos como se fossem escravos, alguns se rebelam e fogem, outra pede asilo ao Brasil e mostra documento provando a exploração do regime castrista, e o que nosso governo faz? Negocia com o regime tirânico um aumento do salário dos escravos, ou seja, pede que o senhor feudal aceite uma leve redução em sua “mais-valia” para que os trabalhadores se rebelem menos. Age, em outras palavras, como o capitão do mato cúmplice do escravocrata, tentando apenas mitigar o risco de rebelião entre os escravos.
Terceiro: o STF, quase todo ele composto por ministros escolhidos pelo próprio PT, julga e condena vários petistas do alto escalão, que acabam presos. O que faz o PT? Na figura do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, vai fazer uma visita de cortesia, (mal) disfarçada de “vistoria do presídio” (ah, a ousadia dos canalhas!), ao criminoso José Dirceu. Um governador subserviente a um presidiário? Assim é o PT.
Foram apenas três exemplos, e poderiam ser muito mais. O leitor já entendeu o quadro: o PT é um partido que compactua com o crime, que desrespeita o estado de direito, que se julga acima das leis, que acredita que quaisquer meios servem para seus fins – a permanência no poder. O PT não tem mais simpatizantes; tem cúmplices!
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