sábado, 2 de novembro de 2013

China: presidente recrudesce opressão comunista e expurga dissidência (POR LUIS DUFAUR)

jinpingUm documento interno do PCC – Partido Comunista da China – acaba de alertar os chineses para os perigos dos “valores ocidentais”.
A iniciativa é do próprio presidente Xi Jinping, que assumiu a liderança do partido em novembro do ano passado, segundo o New York Times.
O “Documento Número 9” enumera os sete perigos maiores voltados contra o poder do PC. O primeiro seria a “democracia ocidental constitucional”.
Os outros incluem “valores universais”, direitos humanos, liberdade de imprensa, conceitos “neoliberais” de economia de mercado e críticas “niilistas” à história do Partido Comunista.
“Forças ocidentais hostis à China e dissidentes dentro do país continuam infiltrando constantemente a esfera ideológica”, diz o texto.
A linha dura da nova liderança decepcionou os liberais e até ex-dirigentes moderados, que esperavam mudanças com a ascensão de Xi Jinping.
De fato, as recentes prisões de ativistas demonstram que as ameaças do documento estão sendo levadas a sério.
Jinping também ordenou o combate aos que defendem a independência do Judiciário e a limitação da onipotência do Partido pela Constituição.
“O constitucionalismo pertence só ao capitalismo”, fulminou o “Diário do Povo”, jornal do PCC.
“Constitucionalismo se tornou palavra ameaçadora ao governo. Sob a liderança anterior, ao menos havia alguma discussão”, lamenta Hu Jia, dissidente que passou três anos preso, acusado de subversão.
Dessa maneira nenhuma lei pode ser objeto de debate livre e democrático.
Para o governo socialista da China comunista nenhuma lei é digna de respeito.
Mas, apesar de isso ter sido sempre assim, também sempre existiram aqueles que acreditavam na vigência do que estava escrito na Constituição chinesa.
A “neo-maoização” do presidente Xi JinpingXi Jinping peregrinou recentemente até a luxuosa casa de campo às margens de um lago, onde Mao Zedong passava suas férias nos anos 50 enquanto ordenava exterminar classes sociais inteiras. 

Para Xi Jinping, o sítio de lazeres do cruel líder comunista deveria ser declarado centro de educação da juventude no espírito da revolução.

Com efeito, a retórica “mística” maoísta de Jinping vem se reforçando nos últimos meses, constatou reportagem do The Wall Street Journal. 

Ele se vale do “livro vermelho” de Mao para fazer um expurgo no Partido Comunista Chinês, além de montar um cerco à discussão de ideias como democracia, Estado de direito e aplicação da Constituição.

Visando reforçar o espírito igualitário intrínseco ao comunismo, o presidente ordenou que os generais e os membros mais antigos do governo trabalhem como domésticos pelo período mínimo de cinco dias a fim de aprenderem a se reconectar com as “massas”.

A atitude de Xi parece decisiva, pois a China está entrando numa crise econômica e pipocam as revoltas populares.

Para Xi Jinping que passa horas lendo livros de teoria marxista e maoísta, “isto é apenas o início”.

Em dezembro passado, ele declarou que a União Soviética havia entrado em colapso pela falta de convicção ideológica marxista de seus líderes e pelo fato de não haver um “homem” para estancar o processo de liberalização.

Ele tem a pretensão de ser o “homem” que impedirá qualquer abrandamento de uma ditadura que já ceifou pelo menos cem milhões de vidas da sofrida nação chinesa.

Gabriel, O Pensador do Enem (Felipe Moura Brasil)

O Enem nada mais é que um manual de guerrilha em forma de Quiz.

Globo Online: "O cantor Gabriel O Pensador não ficou surpreso ao saber que sua música 'Até quando?', de 2001, foi utilizada na prova de Linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013."
E como poderia ficar? Surpresa seria se tivessem utilizado um artigo de Olavo de Carvalho. Gabriel O Pensador e o Enem foram feitos um para o outro. Veja o trecho que caiu na prova:
"Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta/ Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer/ Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver/ Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer."
Não é mesmo uma incrível coincidência o Enem perguntar qual é a qualidade(!) principal(!) do trecho, oferecendo cinco respostas relativamente favoráveis (além da pergunta)?
Não é coincidência o Enem impor e legitimar sorrateiramente a estudantes do Brasil inteiro a qualidade artística de uma convocação para greves e protestos, no momento em que as "manifestações" espalham o caos pelo país?
Não é coincidência o Enem ainda expor uma analogia entre o sofrimento de Jesus Cristo e o dos "oprimidos", como se até Gabriel O Pensador fosse melhor exemplo a ser seguido que Jesus?
Mais coincidência que isso, só mesmo um tributo a Karl Marx na questão número 1.
O Enem nada mais é que um manual de guerrilha em forma de Quiz.
É por isso que, para tratar de linguagem usando o tema dos protestos, seria demais exigir Lima Barreto:

O apagamento momentâneo da honestidade e a revolta contra pessoas inacessíveis levam os melhores a esses atentados brutais contra a propriedade particular e pública. Concorre também muito a nossa perversidade natural, o nosso desejo de destruir que, adormecido no fundo de nós mesmos, surge nesses momentos, quando a lei foi esquecida e a opinião não nos vigia. No jornal exultava-se. As vitórias do povo tinham hinos de vitórias da pátria. Exagerava-se, mentia-se, para se exaltar a população.
A quem interessaria mostrar aos estudantes, através da própria literatura nacional, a estupidez como ela é no Brasil há mais de 100 anos, ainda que cada vez pior em função do poder cultural e político dos estúpidos? Certamente não aos esquerdistas da banca.
De modo que hoje, para chegar às universidades brasileiras, já não basta se fazer de marxista, grevista ou manifestante. Agora você também tem de reconhecer qualidades de linguagem no divino Gabriel O Pensador - aquele que tampouco faz ideia de qual seja a resposta certa à questão que o menciona.
"Até quando", meu Deus?...

Fascismo de esquerda. Ou: " O que realmente é o fascismo" (por Lew Rockwell)

fascismo.jpgTodo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste.  Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer "Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social."
Porém, afirmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.
O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.
Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima.  Tal arranjo se tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas.  Praticamente ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.
É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente.  Ele não possui um teórico famoso e influente como Marx.  Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos nítido e real.  O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e econômico.  E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo.  Suas características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram praticamente invisíveis para nós.
E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso.  Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.  O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica.
As origens do fascismo
A última vez em que as pessoas realmente se preocuparam com o fascismo foi durante a Segunda Guerra Mundial.  Naquela época, dizia-se ser imperativo que todos lutassem contra este mal.  Os governos fascistas foram derrotados pelos aliados, mas a filosofia de governo que o fascismo representa não foi derrotada.  Imediatamente após aquela guerra mundial, uma outra guerra começou, esta agora chamada de Guerra Fria, a qual opôs o capitalismo ao comunismo.  O socialismo, já nesta época, passou a ser considerado uma forma mais branda e suave de comunismo, tolerável e até mesmo louvável, mas desde que recorresse à democracia, que é justamente o sistema que legaliza e legitima a contínua pilhagem da população.
Enquanto isso, praticamente todo o mundo havia esquecido que existem várias outras cores de socialismo, e que nem todas elas são explicitamente de esquerda.  O fascismo é uma dessas cores.
Não há dúvidas quanto às origens do fascismo.  Ele está ligado à história da política italiana pós-Primeira Guerra Mundial.  Em 1922, Benito Mussolini venceu uma eleição democrática e estabeleceu o fascismo como sua filosofia.  Mussolini havia sido membro do Partido Socialista Italiano.
Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas.  O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Exatamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.
Foi também por isso que o próprio Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo.  Ele era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo.  Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada.  Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930.
Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo?  Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.
O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para justificar a ampliação do poder do estado.  Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se aliam entusiasticamente ao estado para obter estabilidade contra as flutuações econômicas, isto é, as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de demanda por parte dos consumidores.  A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior produtividade gerada pela divisão do trabalho.
Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de John Maynard Keynes.  Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao "espírito animal" dos investidores.  Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.
Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais.  De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.
Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:
Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo.  Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. ... Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso.  Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, "An Open Letter to President Roosevelt," New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)
Keynes se mostrou ainda mais entusiasmado com a difusão de suas ideias na Alemanha.  No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:
A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, "Prefácio" da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203?05.)
Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista.  Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível.  O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais.  A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica.  O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos.  O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado.  Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta.  Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.
Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador.  Keynes teve um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-científica contra o laissez-faire do velho mundo e em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada.  Keynes não era um socialista da velha guarda.  Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.
Características
Examinando a história da ascensão do fascismo, John T. Flynn, em seu magistral livro As We Go Marching, de 1944, escreveu:
Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação.  Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação.  As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores.
Flynn escreveu que a direita e a esquerda discordavam apenas quanto a quem seria este 'grupo de produtores'.  A esquerda celebrava os trabalhadores como sendo os produtores.  Já a direita afirmava que os produtores eram os grandes grupos empresariais.  A solução política de meio-termo — a qual prossegue até hoje, e cada vez mais forte — foi cartelizar ambos.
Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital.  A concorrência entre trabalhadores e entre grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de modo a construírem uma poderosa nação.
Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional.  Para eles, grandeza nacional não consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e de maior qualidade.  Não.  Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte.
Em outras palavras, grandeza nacional não é a mesma coisa que a sua grandeza ou a grandeza da sua família ou a grandeza da sua profissão ou do seu empreendimento.  Muito pelo contrário.  Você tem de ser tributado, o valor do seu dinheiro tem de ser depreciado, sua privacidade tem de ser invadida e seu bem-estar tem de ser diminuído para que este objetivo seja alcançado.  De acordo com esta visão, é o governo quem tem de nostornar grandes.
Tragicamente, tal programa possui uma chance de sucesso político muito maior do que a do antigo socialismo.  O fascismo não estatiza a propriedade privada como faz o socialismo.  Isto significa que a economia não entra em colapso quase que imediatamente.  Tampouco o fascismo impõe a igualdade de renda.  Não se fala abertamente sobre a abolição do casamento e da família ou sobre a estatização das crianças.  A religião não é proibida.
Sob o fascismo, a sociedade como a conhecemos é deixada intacta, embora tudo seja supervisionado por um poderoso aparato estatal.  Ao passo que o socialismo tradicional defendia uma perspectiva globalista, o fascismo é explicitamente nacionalista ou regionalista.  Ele abraça e exalta a ideia de estado-nação.
Quanto à burguesia, o fascismo não busca a sua expropriação.  Em vez disso, a classe média é agradada com previdência social, educação gratuita, benefícios médicos e, é claro, com doses maciças de propaganda estatal estimulando o orgulho nacional.
O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos.  Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.
Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa.  Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas.  Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing.
O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: "Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado".  Ele também disse: "O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos.  Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos."
O futuro
Não consigo imaginar qual seria hoje uma prioridade maior do que uma séria e efetiva aliança anti-fascista.  De certa maneira, ainda que muito desconcertada, uma resistência já está sendo formada.  Não se trata de uma aliança formal.  Seus integrantes sequer sabem que fazem parte dela.  Tal aliança é formada por todos aqueles que não toleram políticos e politicagens, que se recusam a obedecer leis fascistas convencionais, que querem mais descentralização, que querem menos impostos, que querem poder importar bens sem ter de pagar tarifas escorchantes, que protestam contra a inflação e seu criador, o Banco Central, que querem ter a liberdade de se associar com quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios decidirem, por aqueles que insistem em educar seus filhos por conta própria, por aqueles investidores, poupadores e empreendedores que realmente tornam possível qualquer crescimento econômico e por aqueles que resistem ao máximo a divulgar dados pessoais para o governo e para o estado policial.
Tal aliança é também formada por milhões de pequenos e independentes empreendedores que estão descobrindo que a ameaça número um à sua capacidade de servir aos outros por meio do mercado é exatamente aquela instituição que alega ser nossa maior benfeitora: o governo.
Quantas pessoas podem ser classificadas nesta categoria?  Mais do que imaginamos.  O movimento é intelectual.  É cultural.  É tecnológico.  Ele vem de todas as classes, raças, países e profissões.  Não se trata de um movimento meramente nacional; ele é genuinamente global.  Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, de direita, independentes, libertários, anarquistas ou qualquer outra denominação.  O movimento inclui pessoas tão diversas como pais adeptos do ensino domiciliar em pequenas cidades e pais em áreas urbanas cujos filhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão.
E o que este movimento quer?  Nada mais e nada menos do que a doce liberdade.  Ele não está pedindo que a liberdade seja concedida ou dada.  Ele apenas pede a liberdade que foi prometida pela própria vida, e que existiria na ausência do estado leviatã que nos extorque, escraviza, intimida, ameaça, encarcera e mata.  Este movimento não é efêmero.  Somos diariamente rodeados de evidências que demonstram que ele está absolutamente correto em suas exigências.  A cada dia, torna-se cada vez mais óbvio que o estado não contribui em absolutamente nada para o nosso bem-estar.  Ao contrário, ele maciçamente subtrai nosso padrão de vida.
Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas.  Eles possuíam teorias e programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios.  Eles estavam emocionados e excitados com o mundo que iriam criar.  Eles iriam abolir os ciclos econômicos, criar desenvolvimento social, construir a classe média, curar todas as doenças, implantar a seguridade universal, acabar com a escassez e fazer vários outros milagres.  O fascismo acreditava em si próprio.
Hoje o cenário é totalmente distinto.  O fascismo não possui nenhuma ideia nova, nenhum projeto grandioso — nem mesmo seus partidários realmente acreditam que podem alcançar os objetivos almejados.  O mundo criado pelo setor privado é tão mais útil e benevolente do que qualquer coisa que o estado já tenha feito, que os próprios fascistas se tornaram desmoralizados e cientes de que sua agenda não possui nenhuma base intelectual real.
É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar.  O estatismo é e continua sendo a maior mentira do milênio.  O estatismo nos dá o exato oposto daquilo que promete.  Ele nos promete segurança, prosperidade e paz.  E o que ele nos dá é medo, pobreza, conflitos, guerra e morte.  Se queremos um futuro, teremos nós mesmos de construí-lo.  O estado fascista não pode nos dar nada.  Ao contrário, ele pode apenas atrapalhar.
Por outro lado, também parece óbvio que o antigo romance dos liberais clássicos com a ideia de um estado limitado já se esvaneceu.  É muito mais provável que os jovens de hoje abracem uma ideia que 50 anos atrás era tida como inimaginável: a ideia de que a sociedade está em melhor situação sem a existência de qualquer tipo de estado.
Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista foi a mais dramática mudança intelectual ocorrida em minha vida adulta.  Extinta está a ideia de que o estado pode se manter limitado exclusivamente à função de vigilante noturno, mantendo-se como uma entidade pequena que irá se limitar a apenas garantir direitos essenciais, adjudicar conflitos, e proteger a liberdade.  Esta visão é calamitosamente ingênua.  O vigia noturno é o sujeito que detém as armas, que possui o direito legal de utilizar de violência, que controla todas as movimentações das pessoas, que possui um posto de comando no alto da torre e que pode ver absolutamente tudo.  E quem vigia este vigia?  Quem limita seu poder?  Ninguém, e é exatamente por isso que ele é a fonte dos maiores males da sociedade.  Nenhuma lei, nenhuma constituição bem fundamentada, nenhuma eleição, nenhum contrato social irá limitar seu poder.
Com efeito, o vigia noturno adquiriu poderes totais.  É ele quem, como descreveu Flynn, "possui o poder de promulgar qualquer lei ou tomar qualquer medida que lhe seja mais apropriada".  Enquanto o governo, continua Flynn, "estiver investido do poder de fazer qualquer coisa sem nenhuma limitação prática às suas ações, ele será um governo totalitário.  Ele possui o poder total".
Este é um ponto que não mais pode ser ignorado.  O vigia noturno tem de ser removido e seus poderes têm de ser distribuídos entre toda a população, e esta tem de ser governada pelas mesmas forças que nos trazem todas as bênçãos possibilitadas pelo mundo material.
No final, esta é a escolha que temos de fazer: o estado total ou a liberdade total.  O meio termo é insustentável no longo prazo.  Qual iremos escolher?  Se escolhermos o estado, continuaremos afundando cada vez mais, e no final iremos perder tudo aquilo que apreciamos enquanto civilização.  Se escolhermos a liberdade, poderemos aproveitar todo o notório poder da cooperação humana, o que irá nos permitir continuar criando um mundo melhor.
Na luta contra o fascismo, não há motivos para se desesperar.  Temos de continuar lutando sempre com a total confiança de que o futuro será nosso, e não deles.
O mundo deles está se desmoronando.  O nosso está apenas começando a ser construído.  O mundo deles é baseado em ideologias falidas.  O nosso é arraigado na verdade, na liberdade e na realidade.  O mundo deles pode apenas olhar para o passado e ter nostalgias daqueles dias gloriosos.  O nosso olha para frente e contempla todo o futuro que estamos construindo para nós mesmos.  O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação.  O nosso se baseia na energia e na criatividade de todas as pessoas do mundo, unidas em torno do grande e nobre projeto da criação de uma civilização próspera por meio da cooperação humana pacífica.
É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas.  Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras.  Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa.  E é isso que nos levará à vitória.
Como disse Mises,
No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para um combate contra ideias.  No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.  E então os vários oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores.

O fascismo é de esquerda. Ou:"Desde o surgimento da Internet, todo mundo é fascista"

Li com atraso um artigo de Sandro Vaia, publicado no Blog do Noblat. Mas nunca é tarde. Eu o reproduzo abaixo.
*
A observação foi feita em tom irônico pelo professor norte-americano Douglas Harper em seu dicionário etimológico e convenientemente lembrada esta semana pelo crítico literário Sérgio Rodrigues em seu blog. Esse passou a ser o xingamento campeão nas redes sociais.
Usa-se a torto e direito, mais ainda do que reacionário e direitista, e por ironia das ironias na maioria das vezes é usado por quem não sabe que seu significado lhe serviria como uma luva. Mal comparando, seria como se o Tiririca chamasse alguém de palhaço.
Na semana passada, dois acontecimentos muito didáticos jogaram luzes sobre esse jogo de sombras onde se esconde esse crescente autoritarismo castrador que se espalha como unha-de-gato em muro chapiscado.
A Folha contratou dois novos colunistas semanais para, segundo ela, ampliar o pluralismo de opiniões em seu caderno “Poder”: Reinaldo Azevedo, que tem um blog campeão de audiência hospedado na Veja, e Demétrio Magnoli, sociólogo e geógrafo conhecido por combater a imposição de cotas raciais nas universidades brasileiras.
A internet se encheu de gritos de maldição contra os articulistas e o jornal que os contratou, leitores anunciaram que cancelariam as suas assinaturas e, fato inusitado, a coluna de estreia de Azevedo, sobre a ação de libertação dos beagles de um instituto de pesquisas científicas, levou a ombudsman do jornal a classificar delicadamente o colunista como um “rotweiller” — o que ela explicou depois, claro, era só uma força de expressão.
Um caso claro de intolerância ideológica, que pode ser facilmente curado por duas providências simples: ou deixar de ler o jornal ou continuar lendo o jornal, mas não ler os colunistas desagradáveis. Rebater argumentos e tentar provar com fatos que os deles estão errados e que os seus estão certos nem pensar. Isso dá muito trabalho. Negar em bloco e chamar de “fascista” facilita a vida. Desqualificar sempre, debater nunca.
Mais grave do que isso foi o que aconteceu numa feira literária em Cachoeira, no interior da Bahia, quando ativistas armados apenas pelas suas bordunas de intolerância intelectual impediram, aos gritos, que se realizassem os debates entre o sociólogo Demétrio Magnoli e a cientista social Maria Hilda Baqueiro Paraíso e o filósofo Luiz Felipe Pondé e o sociólogo francês Jean Claude Kaufmann.
Magnoli e Pondé foram impedidos de falar — como Yoani Sánchez já havia sido impedida meses atrás – por pessoas que os xingavam de “fascistas”. Exemplo perfeito daquilo que os franceses chamam de “glissement semantique” – ou deslizamento de sentido das palavras.
País estranho e paradoxal onde opiniões fortes são comparadas com mordidas de rotweiller e onde fascistas em ação proíbem debates e quem é impedido de falar é que é o fascista.

Padilha diz que recorreria a um médico reprovado no Revalida. Ele sabe que isso jamais acontecerá e que tem o Sírio-Libanês à disposição, como Lula e Dilma (RA)

Se o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver um problema relativamente sério de saúde, aonde ele vai? Muito provavelmente, ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, que está entre os melhores do Brasil e do mundo. Foi lá que Lula e Dilma trataram do câncer que os acometeu. É para lá que correm os poderosos de Brasília. E notem: nem estou aqui a dizer que deveriam ter recorrido ao SUS. Essa é uma das coisas que me atribuem e que nunca escrevi. O que afirmei, sim, é que a cobrança que muitos fizeram para que apelassem ao sistema público de saúde não tinha nada de “antidemocrático” ou “demagógico”, como afirmaram alguns colunistas alinhados com o poder
Ou Lula não é aquele que chegou a declarar que o SUS estava “próximo da perfeição”? Ao inaugurar uma unidade pública de saúde, afirmou certa feita que até sentia vontade de ficar doente só para ser tratado lá… O pudor não é o forte dos nossos valentes. Pois bem… Nesta sexta, Padilha, fiel à sua estirpe política, disse que não teria nenhum problema em recorrer aos serviços de um médico estrangeiro reprovado no exame “Revalida”. Sabem onde ele estava quando disse isso? No… Sírio-Libanês!
Explica-se. Reportagem da Folha apurou que 48 de um total de 681 médicos selecionados para o programa “Mais Médicos” tinham sido reprovados no Revalida. Nesse grupo, apenas um profissional havia passado na primeira fase da prova. Atenção! Sem o Revalida, médicos que obtiveram o diploma em outros países SÓ PODEM TRABALHAR no programa do governo.
Padilha ainda tentou explicar: o Revalida é para profissionais que vão se dedicar a trabalhos mais complexos, não para os vão fazer o atendimento básico. Ah, bom!!! Agora entendi. Quer dizer que  há médicos de primeiro nível — os capazes de procedimentos complexos — e os de segundo nível. Certo! São, para empregar a linguagem da presidente Dilma, os “apalpadores” — no caso, apalpadores de pobres.
A fala de Padilha é expressão do populismo mais rasteiro. Todo mundo sabe que ele jamais será refém de médicos de segunda linha, incapazes de praticar determinados procedimentos. Ao contrário: se ficar doente, será tratado por profissionais de ponta e com os equipamentos mais avançados que a medicina pode oferecer.
A fala escarnece dos pobres!
Mais cubanos
Informa a Folha (em vermelho):
O governo aumentou de 1.600 para 3.000 o número de médicos cubanos na segunda etapa do Mais Médicos. Eles chegam ao país na segunda e ficarão hospedados inicialmente em cinco cidades: São Paulo, Brasília, Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte. Já estavam no Brasil 2.400 cubanos. Inicialmente, a meta era trazer de Cuba 4.000 profissionais. O número sobe agora para 5.400 para preencher as vagas que ficaram abertas por causa do desinteresse de médicos brasileiros e de outros países. O aumento no número de cubanos não altera a meta geral do programa federal, de 13.000, prevista para ser atingida em abril.
A eleição está chegando. Não se espantem se Padilha for “surpreendido” pelos marqueteiros do PT na fila do SUS… Encerro o post com um vídeo que traz o pronunciamento de Lula no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em novembro de 2009. Quatro anos depois, o PT entregará a saúde dos pobres a médicos reprovados num exame de proficiência.

Por Reinaldo Azevedo

Vegano,melancias, autoritarismo e estupidez. Ou: "A revolta dos zooxiitas" (POR FÉLIX MAIER)


O braço desses movimentos é mais longo. Depois que os animais forem totalmente substituídos por plataformas vegetais, os zooxiitas irão se unir contra a criação e o abate de reses para alimentação humana, como já é o objetivo atual do PETA.
 

No dia 18 de outubro de 2013, um bando de “ativistas” (leia-se “terroristas”) assaltou o Instituto Royal, em São Roque, SP, de onde roubaram 178 cães da raça beagle e depredaram as instalações, incluindo equipamentos e arquivos de pesquisas. Os vândalos destruíram o conhecimento proveniente de décadas de experimentos, especialmente a busca de um medicamento para combater o câncer (quebra de patente) e fitoterápicos para diversos usos.
Os responsáveis pelo instituto garantem que os testes realizados com cães e outros animais estavam de acordo com a lei brasileira, dentro das normas do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e que os meigos beagles não sofriam maus tratos, como alegam os zooxiitas.
Muitos desses alegados defensores dos animais são defensores apenas na frente das câmaras. Como se explica, então, que os zooxiitas tenham largado na rua dois beagles surrupiados e anunciado a venda de um deles na internet por R$ 2.700,00? Se eles são defensores dos animais, por que levaram todos os beagles do Royal e deixaram todos os ratos para trás?
Há muitas organizações de defesa dos “direitos dos animais” espalhadas pelo mundo, algumas extremamente violentas, nas quais se espelham os macaquitos brasileños. Entre elas se destacam a ALF, a ELF, o PETA e o ultrarradical VHEMT.
A ALF (Animal Liberation Front - Frente de Libertação Animal) é uma ONG do Reino Unido, que promove ataques terroristas contra pesquisadores e centros de pesquisa que utilizam animais para a produção de vacinas e outros experimentos. Também atacam comerciantes de peles de animais e incendeiam lanchonetes de fast food na Europa, que utilizam carne vermelha no cardápio. O neurocientista americano David Jentsch, da Universidade da Califórnia, já teve seu carro destruído por elementos do ALF e recebeu lâminas contaminadas por HIV. Em 1997, a ALF invadiu laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e soltou 80 saguis e alguns macacos. Em 2008, invadiu laboratório de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), destruindo material de pesquisa, equipamentos e computadores.
A ELF (Earth Liberation Front - Frente de Libertação da Terra) é uma ONG que defende, p. ex., o lince real e promove ataques terroristas nos EUA e na Europa. Na mira do FBI, a ELF já promoveu muitos atentados contra condomínios e carros de luxo. Em 2003, a ELF ateou fogo em uma concessionária americana e destruiu 40 jipes considerados “poluidores” para a organização. No dia 18/6/2010, a ELF incendiou carros em uma concessionária da Land Rover localizada na Marginal Pinheiros, em São Paulo.
O PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - Povo para o Tratamento Ético de Animais) possui cerca de um milhão de membros e se autodenomina como a maior organização de “direitos dos animais” no mundo. Fundada em 1980, o PETA opera sob o princípio de que “os animais não são nossos para comer, vestir, fazer experiências ou para uso de diversão”. Para fabricar um casaco de pele para madame, são necessários 60 minks ou 40 raposas ou 50 arminhos ou 120 chinchilas.
O VHEMT (Voluntary Human Extinction Movement - Movimento para a Extinção Humana Voluntária), junto com a Gaia Liberation Front (GLF), prega a total libertação da Terra, ou seja, a extinção dos humanos como espécie, considerada uma “raça alienígena”. Já que a ética não é seguida pelos terráqueos, por que não transferi-la aos animais e eliminar os humanos da face da Terra? Afinal, nada mais idílico para o zooxiita do que ver as imagens do Discovery Channel, em que os fofinhos animais lutam pela vida, devorando-se uns aos outros. Close de sangue, orgasmo garantido. O sonho maior desses tantãs é a volta dos dinossauros como os senhores do planeta - os bobocas esquecem que seriam os primeiros a serem jantados por esses monstros. Ou a chegada triunfal do Lula Molusco, um cefalópode gigante, esperado pelo ecoteólogo Bob Esponja, quero dizer, Leonardo Boff. Luiz Inácio deve estar ainda mais rouco e afônico de tanta satisfação...
Mas voltemos ao motivo alegado pelos defensores dos animais, de que não se deve maltratar os bichos para realizar experimentos científicos, pois já existe a “plataforma vegetal” para tal fim. De fato, já se utilizam plantas para a fabricação de medicamentos. Em 4/1/2011, p. ex., a Bio-Manguinhos assinou contrato com o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e a iBio Inc., dos EUA, para produzir vacina contra a febre amarela a partir de uma planta, sem o uso de vírus atenuado. No entanto, o uso de animais ainda é imprescindível para a fabricação de muitos medicamentos, como alerta o doutor em Biologia Celular e Molecular, Octavio Menezes de Lima Junior, desmontando, um a um, os argumentos alegados pelos zooxiitas.
Ninguém, em sã consciência, consente que animais sejam maltratados. São seres vivos, têm sentimentos, sentem dor, e já existem leis brasileiras para punir os que maltratam bichos. No entanto, os zooxiitas não passam de farsantes, ao mentirem que os animais testados em laboratórios sofrem, pois são sedados durante os testes. Ao mesmo tempo, esses “ativistas” têm cérebro de siri, ao equiparar a vida humana à de um cão ou de um rato, como se tivessem o mesmo valor. Pior ainda é quando colocam a vida de uma tartaruguinha acima da vida de um feto humano - como é o caso dos grupos feministas, para os quais o Projeto Tamar deve ser defendido com a própria vida, ao mesmo tempo em que uivam pela liberação total do aborto, ou seja, o assassinato do ser humano mais inocente e desprotegido que existe.
A história apresenta farta documentação de movimentos radicais, que são essencialmente contra a ciência. O Fenômeno Capitão Swing, p. ex., foi uma revolta ocorrida em muitos condados da Inglaterra, em 1830. “Swing” tornou-se o nome genérico para todos os que operavam como incendiários e destruidores de maquinaria no início da Revolução Industrial. “O ‘progresso’ inglês tinha criado suas próprias energias peculiares, e eram poucos os que ansiavam por atacá-lo, a menos que esse ataque se originasse de pessoas como Carlyle, que queria voltar à Idade Média” (KARL, 1995: 749). No Brasil, esse tipo de terrorismo é hoje realizado por vândalos do Movimento Socialista Terrorista (MST), que já destruíram centros importantes de pesquisa biotecnológica, como os da Monsanto e da Aracruz Celulose, além de erradicar extensos laranjais da Cutrale em São Paulo e plantações de eucalipto na Bahia, “porque eucalipto não se come”.
No Brasil, de 12 a 15/11/1904, ocorreu a obscurantista Guerra da Vacina ou do Quebra-Lampião. Sob a liderança de Lauro Sodré, houve uma revolta popular contra a vacina obrigatória implantada pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Houve barricadas nas ruas, incêndios de bondes e destruição de lampiões de gás de iluminação pública. Os alunos da Escola Militar, sob influência positivista, também foram simpáticos ao movimento. A violência deixou 23 mortos e 67 feridos. Vencida a baderna, muitos foram mandados em exílio para a Amazônia e Lauro Sodré ficou preso dez meses num navio de guerra. Dois anos antes, quase 1.000 pessoas haviam morrido de febre amarela no Rio.
Obviamente, o objetivo desses militantes xiitas não é apenas a proibição de animais a serem usados como cobaias. O braço desses movimentos é mais longo. Depois que os animais forem totalmente substituídos por plataformas vegetais, os zooxiitas irão se unir contra a criação e o abate de reses para alimentação humana, como já é o objetivo atual do PETA. A ONU defende a ingestão de insetos em substituição à carne, seja ela vermelha ou branca - com total apoio do novo diretor-geral da FAO, José Graziano. Besouros crocantes, baratas ao chocolate, tanajuras fritas, escorpiões à milanesa, gafanhotos à parmegiana - o novo cardápio não tem fim. Mas, esses bichos não são também animais? Por que matá-los para saciar nossa fome? Vamos todos virar vaca, pastar capim, como querem os vegetarianos? Mas, aceitemos que essa seja uma boa opção, comer insetos, como São João Batista e Santo Antão já faziam no deserto. O problema é que, para que haja oferta de insetos em larga escala, são necessários criadouros imensos, que custam fortunas. Aí voltamos à estaca zero: atualmente não falta comida no mundo, mas dinheiro dos miseráveis para comprá-la. Assim, da mesma forma que o pobre não tem dinheiro para comprar uma picanha, não terá dinheiro para comprar uma barata untada em chocolate. Ou será que a FAO de José “Fome Zero” Graziano quer que os famintos cacem insetos em florestas e cerrados que não existem mais?
Um argumento fajuto é apresentado pelos que defendem o fim da criação de bois e porcos. Dizem esses embusteiros que, para se obter 1 kg de carne, p. ex., são necessários não sei quantas toneladas de água que o boi vai ingerir por cada quilo de bife final, e não sei quantas toneladas de ração que terá que mastigar para produzir o mesmo quilo de bife. E daí? Ocorre que essa é uma conta de farsantes, porque as toneladas de água e de alimento ingeridos não se evaporam em um ato de mágica, mas se transformam em energia para o próprio corpo do animal e o excesso é expelido em forma de urina, suor e fezes, que serão reciclados pela natureza, para produção de mais água e mais alimento. “Na natureza, nada se cria, tudo se transforma” (Lavoisier). Segundo esses embusteiros, em comparação com os bovinos, insetos consumiriam menos água e menos insumos por cada quilo final, a ser levado à panela. Tem cabeça de siri que acredita nisso. Será que esses idiotas calcularam também quantas toneladas de cocô irão produzir em toda sua vida?
Depois que a humanidade passe, enfim, a comer capim e insetos, quem garante que os zooxiitas não irão atacar também as plataformas vegetais instaladas nos laboratórios para a fabricação dos novos medicamentos? Afinal, planta também tem “sentimento” e gosta de ouvir música, principalmente música clássica, ao contrário dos maconheiros, que preferem rock pesado. Produtores de vinho na Itália usam a música clássica para acalentar as videiras e melhorar a qualidade de seu produto.
Assim, se no futuro não se puder fazer experimentos científicos com animais, nem com plantas, e já que os minerais não servem para tal, por não terem vida, que tal aplicar os testes com vírus nos gordos glúteos dos zooxiitas? Eu aprovo esta iniciativa, principalmente se os testes forem feitos também nas feministas favoráveis ao aborto. E em todo mascarado Black Bloc preso em flagrante quebrando e incendiando tudo o que encontra pela frente. Com um detalhe: sem anestesia...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Humor para um país categorizado.Ou:"Estudantes querem cotas nas universidades para alunos que tirarem as maiores notas no ENEM "(Joselito)

Estudantes querem ao menos 1% das vagasUm abaixo assinado com mais de trezentos milhões de assinaturas foi entregue hoje no protocolo do Ministério da Educação reivindicando cotas nas universidades para estudantes que tirarem melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio.
Segundo os organizadores do abaixo assinado, “A medida é necessária porque com essa política de cotas pra todo mundo, tá faltando vagas pra quem tira notas boas”.
Ainda segundo os organizadores, o objetivo é consegui que ao menos 1% das vagas na universidades sejam destinadas a quem tirar notas boas, “o restante pode ficar para contemplar o pessoal das cotas”.
O ministro da educação, Aloizio Mercadante, disse que a proposta é interessante e vai pensar no caso.